O Exterminador do Futuro

James Cameron · Capítulo 39 de 52

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O Exterminador do Futuro

Brea Canyon Road 9:02 a.m.

■ BREA CANYON ROAD

9:02 A.M.

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Reese e Sarah subiram o terraplano até a estrada de duas pistas. Pássaros voavam no alto e em seguida

mergulharam para os arbustos no fundo do charco atrás deles.

Uma leve neblina deslizava em lençóis fantasmagóricos pelo campo do outro lado do terraplano. O ar

estava pesado com o cheiro almiscarado de folhas molhadas e seiva.

Reese segurou a mão de Sarah e começou a andar para o sul pelo acostamento de terra. Os morros

pontilhados de arbustos que se elevavam a apenas alguns metros da estrada os fizeram se sentir

protegidos. Do lado oposto, o terraplano subia até a rodovia 57, que corria paralela à estrada. O zunido

subsônico de carros e caminhões chegava intermitentemente aos seus ouvidos. Eles estavam em um

bolsão desabitado de chaparrais entre Diamond Bar e Brea. Lá na frente, podiam ver outra linha de

colinas, cheias de torres de perfuração e bombas de vareta girando lentamente. Reese parou ao pé de uma

rampa de subida e disse: “Nós precisamos de um carro. Precisamos continuar em movimento”. Ele

apontou para a rodovia acima deles e perguntou: “Para onde ela leva?”

Sarah consultou o mapa. Após passar de página em página para ver os cruzamentos, ela respondeu:

“Nós podemos pegar a rodovia 5 e continuar para o sul”.

Reese não fazia ideia de onde estavam e não se importava. Ele só queria ir para longe do 800. Quando

um sedã Toyota azul-escuro começou a fazer uma curva na estrada à frente, pegou seu revólver de

polícia. Antes que ele pudesse pisar na estrada, Sarah chiou: “Guarda isso”. Ela puxou o braço dele para

baixo, usando as duas mãos, depois se virou e esticou o braço para fora, com o polegar virado para cima.

O carro diminuiu quando se aproximou, depois virou para a rampa e acelerou. Os passageiros, dois

garotos adolescentes, gritaram obscenidades, enquanto o motorista, um homem de aparência bruta usando

um capacete de segurança, buzinou.

Reese quis sacar a pistola outra vez, mas Sarah assegurou: “Isso funciona, mesmo”. Ele não entendeu a

cerimônia com o polegar, mas decidiu dar-lhe crédito. Afinal de contas, ela era Sarah Connor.

Três minutos depois, uma grande caminhonete Chevrolet cinza fez a curva. O motorista reduziu até

parar ao pé da rampa de acesso. Sarah e Reese se aproximaram da picape em marcha lenta. “Dá uma

carona pra gente?”, perguntou, com sua voz mais doce. Um homem de cabelos longos e opacos, barba

cheia e um sorriso na boca e nos olhos se projetou pela janela. “Sim, claro, mas eu só vou até Irvine.”

“Está ótimo”, disse Sarah com gratidão. Reese a ajudou a subir na caçamba, entre dois pneus carecas,

um saco de roupas sujas e uma surrada caixa de ferramentas. Ele ficou feliz que a abordagem dela tivesse

funcionado, porque a próxima seria do jeito dele.