O Exterminador do Futuro
Brea Canyon Road 9:02 a.m.
■ BREA CANYON ROAD
9:02 A.M.
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Reese e Sarah subiram o terraplano até a estrada de duas pistas. Pássaros voavam no alto e em seguida
mergulharam para os arbustos no fundo do charco atrás deles.
Uma leve neblina deslizava em lençóis fantasmagóricos pelo campo do outro lado do terraplano. O ar
estava pesado com o cheiro almiscarado de folhas molhadas e seiva.
Reese segurou a mão de Sarah e começou a andar para o sul pelo acostamento de terra. Os morros
pontilhados de arbustos que se elevavam a apenas alguns metros da estrada os fizeram se sentir
protegidos. Do lado oposto, o terraplano subia até a rodovia 57, que corria paralela à estrada. O zunido
subsônico de carros e caminhões chegava intermitentemente aos seus ouvidos. Eles estavam em um
bolsão desabitado de chaparrais entre Diamond Bar e Brea. Lá na frente, podiam ver outra linha de
colinas, cheias de torres de perfuração e bombas de vareta girando lentamente. Reese parou ao pé de uma
rampa de subida e disse: “Nós precisamos de um carro. Precisamos continuar em movimento”. Ele
apontou para a rodovia acima deles e perguntou: “Para onde ela leva?”
Sarah consultou o mapa. Após passar de página em página para ver os cruzamentos, ela respondeu:
“Nós podemos pegar a rodovia 5 e continuar para o sul”.
Reese não fazia ideia de onde estavam e não se importava. Ele só queria ir para longe do 800. Quando
um sedã Toyota azul-escuro começou a fazer uma curva na estrada à frente, pegou seu revólver de
polícia. Antes que ele pudesse pisar na estrada, Sarah chiou: “Guarda isso”. Ela puxou o braço dele para
baixo, usando as duas mãos, depois se virou e esticou o braço para fora, com o polegar virado para cima.
O carro diminuiu quando se aproximou, depois virou para a rampa e acelerou. Os passageiros, dois
garotos adolescentes, gritaram obscenidades, enquanto o motorista, um homem de aparência bruta usando
um capacete de segurança, buzinou.
Reese quis sacar a pistola outra vez, mas Sarah assegurou: “Isso funciona, mesmo”. Ele não entendeu a
cerimônia com o polegar, mas decidiu dar-lhe crédito. Afinal de contas, ela era Sarah Connor.
Três minutos depois, uma grande caminhonete Chevrolet cinza fez a curva. O motorista reduziu até
parar ao pé da rampa de acesso. Sarah e Reese se aproximaram da picape em marcha lenta. “Dá uma
carona pra gente?”, perguntou, com sua voz mais doce. Um homem de cabelos longos e opacos, barba
cheia e um sorriso na boca e nos olhos se projetou pela janela. “Sim, claro, mas eu só vou até Irvine.”
“Está ótimo”, disse Sarah com gratidão. Reese a ajudou a subir na caçamba, entre dois pneus carecas,
um saco de roupas sujas e uma surrada caixa de ferramentas. Ele ficou feliz que a abordagem dela tivesse
funcionado, porque a próxima seria do jeito dele.