Orgulho e Preconceito
Capítulo 52
Não poderia haver no m undo cena m ais capaz de atrair o seu interesse. As conj eturas m ais loucas atravessaram o seu espírito, sem que nenhum a o satisfizesse. As explicações que m ais lhe agradavam , j ustam ente as que colocavam a conduta dele sob um a luz m ais nobre, pareciam as m enos prováveis. Ela não poderia suportar essa incerteza. E tom ando um a folha de papel escreveu apressadam ente um a curta m issiva para a sua tia, pedindo-lhe a explicação do fato a que Ly dia aludira, caso não fosse segredo.
A senhora bem pode com preender que estou curiosa para saber com o um a pessoa que não tem relações com qualquer um a de nós e é com parativam ente um estranho para a nossa fam ília pudesse estar presente ao casam ento. Peço que escreva im ediatam ente e m e explique tudo, a não ser que haj a m otivos m uito fortes para guardar o segredo que Ly dia parece achar necessário. Neste caso, terei de m e resignar à m inha ignorância.
“Não, j am ais m e resignarei a isto”, disse Elizabeth para si m esm a. Em seguida term inou a carta: “Minha querida tia, se a senhora não m e disser isto por bem , serei obrigada a lançar m ão de estratagem as para descobri-lo.”
A delicadeza de Jane não lhe perm itia que falasse em particular com Elizabeth sobre o que Ly dia tinha dito. Aliás, isto era agradável para Elizabeth. Ela preferia não ter um a confidente até saber se a sua curiosidade seria satisfeita.
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Elizabeth teve a satisfação de receber um a resposta da sua carta e verificou que não era possível obtê-la m ais prontam ente. Assim que a carta chegou, correu para o pequeno bosque e, sentando-se num banco, preparou-se para ler tranquilam ente, sentindo-se feliz porque, pelo núm ero de folhas, era fácil verificar que não continha um a sim ples negativa.
Gracechurch Street, 6 de setem bro.
Minha querida sobrinha: Acabo de receber a sua carta e devotarei toda esta m anhã a lhe escrever a m inha resposta, pois prevej o que em poucas linhas não poderei transm itir tudo o que tenho a dizer. Devo confessar que o seu interesse m e surpreende. Não o esperava da sua parte. Não pense que eu estej a zangada, no entanto, pois o que desej o exprim ir é que não esperava que estas inform ações lhe fossem necessárias. Se prefere não com preender o que digo, perdoe a m inha im pertinência. Seu tio ficou tão espantado com o eu. E nada, a não ser que você sej a um a parte interessada, o teria levado a agir da m aneira que fez. Mas se você é realm ente inocente e ignorante, preciso ser m ais explícita. No m esm o dia em que cheguei aqui de Longbourn, seu tio recebeu um a visita inesperada. Mr.
Darcy veio à nossa casa e ficou em conferência com ele durante várias horas.
Quando cheguei, tudo isso j á tinha acabado e portanto a m inha curiosidade não foi tão intensam ente despertada com o a sua parece ter sido. Ele veio para dizer a seu tio que tinha descoberto o paradeiro de Mr. Wickham e da sua irm ã e que j á os tinha visto e conversado com am bos, com Wickham várias vezes e com Ly dia apenas um a. Ao que parece, ele saiu do Derby shire um dia depois da nossa partida. E veio a Londres resolvido a procurar os fugitivos. O m otivo alegado era sua convicção de que fora por sua causa que o caráter de Wickham não tinha sido bem conhecido, de m aneira que tornasse im possível que um a m oça decente o am asse e confiasse nele. Generosam ente atribuiu tudo isto ao seu orgulho m al-entendido, pois j ulgava estar acim a da necessidade de expor aos outros os seus atos particulares. O seu caráter falava por si m esm o. Ele achava portanto que era o seu dever vir a público e tentar reparar o m al que j ulgava ter causado. Se tinha outro m otivo, estou certa que não era um m otivo inconfessado. Passara alguns dias em Londres antes de descobrir os fugitivos. Mas ele possui um elem ento para dirigir a sua busca que nós não possuím os: e este era o outro m otivo para j ustificar a sua vinda. Existe um a senhora, ao que parece um a certa Mrs.
Younge, que foi durante algum tem po a governanta de Miss Darcy , tendo sido despedida por m otivos que ele não nos contou. Depois disto ela alugou um a grande casa em Edward Street e aí abriu um a pensão. Mr. Darcy sabia que esta Mrs. Younge era intim am ente ligada a Wickham . E se dirigiu a ela em busca de inform ações, assim que chegou em Londres. Mas, levou dois dias para obter dela
o que desej ava. Suponho que essa m ulher não queria trair o segredo que lhe fora confiado sem receber um suborno, pois de fato ela conhecia o paradeiro do seu am igo. Wickham realm ente a tinha procurado, logo depois de chegar a Londres, e se tivesse tido côm odos disponíveis, seria na sua casa que teria se instalado.
Afinal o nosso bom am igo conseguiu obter o endereço desej ado. Estavam na rua X. Mr. Darcy esteve com Wickham e posteriorm ente insistiu para ver Ly dia. O
seu prim eiro obj etivo para com ela, reconheceu ele, fora persuadi-la a abandonar a sua desonrosa situação atual e voltar para os seus am igos assim que consentissem em recebê-la, oferecendo o seu auxílio nesse sentido. Mas encontrou Ly dia absolutam ente resolvida a perm anecer onde estava. Ela não queria saber dos am igos, não queria o seu auxílio e por coisa algum a deste m undo deixaria Wickham . Estava certa de que eles se casariam m ais cedo ou m ais tarde e que a data não tinha im portância. Já que os seus sentim entos eram estes, pensou ele, restava apenas fazer com que se casassem o m ais rapidam ente possível. Logo na prim eira conversação que teve com Wickham , ele com preendeu im ediatam ente que tal coisa nunca fora sua intenção. Aquele confessou que tinha deixado o regim ento devido a algum as dívidas de honra m uito urgentes. E não hesitava em atribuir unicam ente à sua própria leviandade todas as m ás consequências da fuga de Ly dia. Tinha tam bém a intenção de resignar o seu posto im ediatam ente. E quanto à sua futura situação, não sabia absolutam ente o que fazer. Ele precisava ir para algum lugar m as não sabia para onde. Sabia apenas que não tinha nenhum dinheiro para viver. Darcy perguntou por que ele não se tinha casado com Ly dia im ediatam ente. Em bora não constasse que Mr. Bennet fosse m uito rico, ainda assim poderia fazer algum a coisa por ele e a sua situação m elhoraria com o casam ento. Mas em resposta a esta pergunta, Mr. Darcy descobriu que Wickham ainda alim entava esperanças de fazer a sua fortuna pelo casam ento, nalgum outro país. Assim sendo, não seria prudente oferecer-lhe um auxílio im ediato. Eles se encontraram várias vezes, pois havia m uito que discutir. Wickham , naturalm ente, queria m ais do que poderia obter. Mas afinal, rendeu-se à evidência e tudo foi com binado entre eles.
Mr. Darcy em seguida procurou o seu tio para lhe com unicar o que tinha feito. E
ele esteve em Gracechurch Street na noite anterior à m inha chegada. Mas não conseguiu encontrar Mr. Gardiner e descobriu então que seu pai ainda estava com ele, pois que som ente sairia de Londres na m anhã seguinte. Julgou então que era m elhor entender-se com o seu tio do que com o seu pai. Resolveu, assim , adiar a entrevista que teria com Mr. Gardiner para depois da partida daquele. Ele não deixou o nom e e até voltar no dia seguinte sabia-se apenas que um cavalheiro tinha procurado Mr. Gardiner a negócios. No sábado reapareceu. Seu pai tinha partido, seu tio estava em casa e, com o eu disse antes, tiveram um a longa entrevista. Tornaram a se encontrar no dom ingo, e nesse dia eu o vi tam bém . Só na segunda-feira ficou tudo com binado. E im ediatam ente um
expresso foi despachado para Longbourn. Mas o nosso visitante se m ostrou m uito obstinado: creio, Lizzy , que afinal de contas a obstinação é o defeito real do seu caráter. Ele j á foi acusado de m uitas faltas, m as esta é a única verdadeira.
Queria fazer tudo pessoalm ente; em bora eu estej a certa (e não falo nisto para receber agradecim entos e portanto não diga para ninguém ) de que seu tio arranj aria tudo rapidam ente. Discutiram j untos durante m uito tem po. Mais do que as duas pessoas em questão m ereciam . Mas, afinal, seu tio foi forçado a ceder. Em vez de ser útil realm ente à sua sobrinha, teve de se contentar com a fam a, coisa que não lhe agradou de m aneira algum a. E eu creio que a sua carta de hoj e de m anhã lhe deu um grande prazer, porque exigia um a explicação que o despoj aria das suas falsas plum agens, restituindo a glória a quem de direito.
Mas, Lizzy , isto não deve passar de você e de Jane no m áxim o. Suponho que você deve saber m uito bem o que foi feito para o j ovem casal. As dívidas de Wickham , que sobem , creio eu, a m uito m ais de m il libras, precisam ser pagas.
Outras m il são necessárias para o dote de Ly dia. E a sua fiança ao posto que pretende tem de ser paga tam bém . O m otivo alegado para fazer tudo isto foi o que eu citei acim a. Fora devido a ele, aos seus escrúpulos excessivos, que os outros se tinham enganado a respeito do caráter de Wickham . E daí a confiança que tinham depositado nele. Talvez haj a um a certa verdade nisto, m as eu duvido que o seu silêncio ou o silêncio de qualquer outra pessoa possa ter sido a causa deste acontecim ento. Mas apesar de todas essas belas palavras, m inha querida Lizzy , você pode ficar inteiram ente certa de que o seu tio nunca teria cedido se não tivesse j ulgado que Mr. Darcy tinha um outro interesse no assunto. Quando tudo isto ficou resolvido, ele voltou novam ente para a com panhia dos seus am igos que ainda estavam em Pem berley , m as ficou com binado que voltaria a Londres novam ente, no dia do casam ento, para dar a últim a dem ão aos negócios de dinheiro. Creio que agora j á lhe contei tudo. É um relato que, segundo vej o pela sua carta, lhe dará um a grande surpresa. Espero pelo m enos que não lhe causará nenhum descontentam ento. Ly dia ficou m orando conosco e Wickham esteve constantem ente lá em casa. Achei que ele era exatam ente o m esm o rapaz que eu conheci no Hertfordshire. Mas eu não lhe contaria com o m e desagradou a conduta de Ly dia, enquanto esteve conosco, se eu não tivesse percebido, pela carta de Jane que recebi na segunda-feira passada, que o seu procedim ento em Longbourn foi exatam ente equivalente. E portanto o que eu lhe confesso agora não pode lhe causar novo desgosto. Conversei com ela várias vezes da m aneira m ais séria, m ostrando-lhe o m al que tinha feito e toda a infelicidade que causara à sua fam ília. Se ela m e ouviu foi por acaso. Estou certa de que não m e prestou a m enor atenção. Várias vezes fiquei m uito irritada. Nestes m om entos eu m e lem brava das m inhas queridas Elizabeth e Jane e por causa de vocês m e arm ei da m aior paciência possível. Mr. Darcy voltou pontualm ente e, com o Ly dia j á lhe contou, assistiu ao casam ento. Jantou conosco no dia seguinte e tencionava
partir na quarta ou na quinta-feira. Espero que não se zangará com igo, m inha querida Lizzy , por eu m e aproveitar desta oportunidade para lhe dizer um a coisa que antes nunca tinha ousado dizer: é que eu gosto m uito dele. Seu procedim ento para conosco foi sob todos os aspectos tão agradável com o quando estivem os no Derby shire. Sua m aneira de ver as coisas, suas opiniões, tudo m e agrada m uito.
Só lhe falta um pouco m ais de vivacidade. E isto, se se casar acertadam ente, a sua m ulher lhe poderá ensinar. Achei-o m uito astuto. Quase nunca m encionou o seu nom e. Mas a astúcia parece que está em m oda. Peço-lhe que m e perdoe se fui m uito ousada ou pelo m enos não m e castigue a ponto de m e excluir de P.
Nunca m e sentirei inteiram ente feliz enquanto não tiver percorrido todo o parque.
Com um faéton baixo e um a boa parelha de pôneis, seria o ideal. Não posso escrever m ais, as crianças j á m e esperam há m eia hora. Sua tia m uito afetuosa.
M. Gardiner.
O conteúdo desta carta lançou o espírito de Elizabeth num a agitação em que era difícil determ inar se o prazer ou a dor predom inavam .
As vagas suspeitas acerca do que Mr. Darcy poderia ter feito para auxiliar o casam ento da sua irm ã, suspeitas que tivera receios de encoraj ar, pois dem onstravam um a grandeza de alm a que dificilm ente encontraria em alguém , suspeitas cuj a confirm ação ao m esm o tem po tem ia por causa da obrigação que acarretariam , se tinham convertido em realidade além das suas expectativas. Ele os seguira deliberadam ente a Londres. Assum ira todos os incôm odos e m ortificações inerentes a um a tal pesquisa. Tivera que suplicar a um a m ulher que devia abom inar e desprezar. Fora obrigado a se encontrar frequentem ente, discutir, persuadir e finalm ente subornar o hom em que sem pre m ais desej aria evitar e cuj o sim ples nom e lhe era detestável. Tudo isso tinha feito por um a m oça que ele não podia nem adm irar nem estim ar. Seu coração lhe dizia que fora unicam ente por sua causa. Mas esta esperança era logo sufocada por outras reflexões e ela sentiu que não era vaidosa a ponto de j ulgar que Darcy tinha afeição por um a m ulher que j á o rej eitara, e que ele seria capaz de vencer um sentim ento tão natural quanto a repugnância em se relacionar novam ente com Wickham . Cunhado de Wickham ! O orgulho m ais elem entar se revoltaria contra isto. Decerto ele j á tinha feito m uito. Elizabeth até se envergonhava de pensar em tudo o que lhe devia. Mas Darcy tinha apresentado um m otivo para a sua interferência, um m otivo que não exigia sutilezas de interpretação. Não era natural que ele sentisse que agira erradam ente. Era generoso e tinha m eios de exercer a sua generosidade. E em bora não se considerasse com o a causa principal dessa conduta, poderia talvez supor que um resto de afeição por ela tivesse contribuído para os seus esforços num a causa de que dependia diretam ente a sua paz de espírito. Era doloroso, m uito doloroso, saber que deviam um a tal obrigação a um a pessoa a quem nunca poderiam pagar. Eles deviam a
reabilitação de Ly dia, sua restituição ao seio da fam ília exclusivam ente a Mr.
Darcy . Elizabeth se arrependeu am argam ente de todos os desprazeres que lhe causara, de todas as palavras duras que lhe havia dirigido. Sentia-se hum ilhada consigo m esm a m as estava orgulhosa dele. E isto porque num a causa de honra, m ovido pela com paixão, ele conseguira se dom inar. E ao pensar na certeza que tanto ela com o seu tio sentiam de que a afeição de Mr. Darcy por ela continuava a subsistir, sentia até um certo prazer, em bora de m istura a m ágoa.
Elizabeth foi arrancada das suas reflexões pela aproxim ação de um a pessoa.
Levantou-se, m as antes de fugir pelo outro cam inho foi abordada por Wickham .
— Acha que estou interrom pendo o seu passeio solitário, m inha cara irm ã? —
indagou ele, aproxim ando-se.
— Sentiria m ulto se o fosse. Sem pre fom os bons am igos. E agora m ais do que nunca.
— É verdade. Os outros não vêm passear?
— Não sei. Mrs. Bennet e Ly dia vão de carro a Mery ton.
— Então, m inha cara irm ã, soube pelos m eus tios que você j á esteve em Pem berley .
Elizabeth respondeu afirm ativam ente.
— Eu quase lhe invej o o prazer. No entanto acho que seria dem asiado para m im .
Sem o quê, iria até lá a cam inho de Newcastle. Naturalm ente esteve com a velha caseira... Pobre Mrs. Rey nolds, ela gostava m uito de m im ! Mas suponho que ela não tenha falado em m eu nom e...
— Falou sim .
— E o que foi que disse?
— Que tinha entrado no exército e parecia que não tinha dado boa coisa. Mas com preende, a um a tal distância as coisas chegam bem deform adas…
— Certam ente — replicou ele, m ordendo os lábios.
Elizabeth supôs que o silenciara, m as pouco depois ele disse:
— Fiquei espantado de ver Darcy em Londres, da vez anterior. Eu o avistei várias vezes na rua. Que será que ele anda fazendo lá?
— Talvez preparando o seu casam ento com Miss de Bourgh — disse Elizabeth.
— Ele deve ter um m otivo m uito especial para vir a Londres nesta época do ano.
— Sem dúvida. Viu Mr. Darcy algum a vez quando esteve em Lam bton? Se não m e engano, os Gardiner disseram -m e isto.
— Sim , ele m e apresentou à irm ã.
— E que achou dela?
— Gostei im ensam ente.
— É verdade, ouvi dizer que ela m elhorou extraordinariam ente nesses últim os dois anos. Da últim a vez que a vi não prom etia m uito. Espero que ela acabe bem .
— Tenho certeza disto, pois j á passou a idade m ais perigosa.
— Passaram pela aldeia de Ky m pton?
— Não m e lem bro.
— Falo nisto porque é a sede da reitoria que devia ter sido m inha. Um lugar encantador. A casa é excelente. Teria sido extrem am ente conveniente para m im .
— Você teria gostado de fazer serm ões lá?
— Muito. Eu teria considerado isto parte do m eu dever e o esforço, afinal, não seria tão grande assim . A gente não deve se queixar. Teria sido um lugar esplêndido para m im . A tranquilidade daquela vida teria correspondido a todas as m inhas ideias de felicidade. Mas não tinha que ser. Darcy lhe falou algum a coisa sobre o caso, enquanto esteve no Kent?
— Ouvi de um a pessoa, que considero tão bem -inform ada quanto ele, que a reitoria lhe foi deixada apenas condicionalm ente, ao arbítrio do atual proprietário.
— Ah, sim ? Realm ente, existe algum a verdade nisto. Aliás, foi o que eu lhe disse desde o princípio, não se lem bra?
— Ouvi dizer tam bém que num a certa época da sua vida, a necessidade de fazer serm ões não lhe era tão agradável quanto atualm ente. Ouvi dizer m esm o que tinha resolvido não se ordenar. E que neste sentido chegou a haver um acordo.
— Ah, ouviu dizer isto? E não foi sem fundam ento. Deve se lem brar do que eu lhe falei a este respeito, quando falam os pela prim eira vez neste assunto.
Estavam quase à porta da casa, pois Elizabeth tinha andado depressa para se ver livre dele.
Não querendo m ais provocá-lo, por causa da sua irm ã, ela respondeu apenas com um sorriso cordial:
— Vam os acabar com isto, Mr. Wickham , som os agora irm ãos. Não devem os brigar por causa do passado. Para o futuro, espero que estej am os sem pre de acordo.