Puro

Andrew Miller · Capítulo 48 de 48

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Nota do Autor

 

Esta é uma obra de ficção que combina o real com o imaginário, embora a Igreja e o cemitério certamente tenham existido, em boa parte conforme são descritos na história. Hoje, é claro, nada existe para ser visto do cemitério, salvo uma pequena praça cercada de restaurantes e lanchonetes junto ao shopping center subterrâneo de Les Halles. A velha fonte, a fonte italiana, foi deslocada, no século XIX, para o meio da praça, onde faz as vezes de ponto de encontro e lugar de descanso para os frequentadores do shopping. Os ossos do cemitério podem ser vistos nas Catacumbas de Paris, para onde mais tarde foram levados os ossos de outros cemitérios: inúmeros restos mortais arrumados ao longo de milhares de metros de corredores gotejantes muito abaixo do tráfego urbano. Vítimas do Terror que sobreveio, passados poucos anos, à destruição do cemitério supostamente também se encontram escondidas no terreno da velha pedreira. Acima da entrada das catacumbas, há uma inscrição gravada: “Arrête! C’est ici l’Empire de la Mort.” — “Pare! É aqui o Império da Morte.”

O mercado que passou a funcionar no local do cemitério, o Marché des Innocents, foi fechado pela última vez em 1858.

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