As 999 Primeiras Mulheres de Auschwitz
Agradecimentos
“Gratidão” parece uma palavra pequena para uma emoção tão poderosa, e nem de longe traduz a profundidade da estima que tenho pelas famílias que confiaram as histórias de suas mães, primas e tias a mim. Sou imensamente grata a elas por terem me concedido essa honra. Quando conheci Rena Kornreich Gelissen em 1992, não fazia ideia de que, 25 anos depois, conheceria a família de Adela Gross, descobriria o nome das irmãs Benovicova ou ousaria escrever outro livro sobre o Holocausto.
Este livro nunca teria sido escrito sem Edith Grosman. Sua coragem de voltar ao passado e de deixar registrado em filme seu relato de sobrevivência, além de em inúmeras entrevistas pessoais, é a força por trás desta pesquisa e desta história. Incansável aos 95 anos de idade e com uma mente ainda aguda e astuta, Edith suportou minhas perguntas e conectou os pontos das histórias de muitas das garotas que ela conhecia do campo. Sou eternamente grata a ela por ter compartilhado comigo tantas horas de conversas profundas, cheias de risos, lágrimas e cantoria. Obrigada por me permitir entrar em sua vida e me aceitar em sua casa e de sua família. Embora eu nunca tenha conhecido o marido de Edith, Ladislav Grosman, ou Laco, gostaria de agradecer a ele pelos romances que escreveu sobre sua cidade natal, os quais permeiam o início desta narrativa com sua atmosfera.
Foi a história de Adela Gross e a descoberta de seu primo, Lou, que me iniciou nesta jornada, em 2012. Agradeço à esposa de Lou, Joan, por ler Irmãs em Auschwitz , encontrar a história de Adela e entrar em contato comigo. Se a mão de Deus estava nisso, foi nesse momento que nos conectamos, e Lou e a família Gross descobriram o que aconteceu com sua linda prima ruiva, setenta anos depois que ela desapareceu.
Minha sincera gratidão a Ivan Jarny, que se tornou meu assistente pessoal de pesquisa aos 92 anos de idade e continuou me ajudando por três anos. Eu esperava encontrar um jovem estudante, mas, em vez disso, encontrei um senhor que era absolutamente incansável em sua busca tenaz pela verdade no Jewish Holocaust Center (Centro do Holocausto Judeu), em Melbourne, na Austrália, o que nos ajudou a desvendar alguns dos trechos mais confusos dessa história, especialmente em torno do Dr. Gejza Konka. Os documentos pessoais de Ivan e as memórias de Giora Amir são importantes testemunhos e estão entre os recursos mais poderosos que encontrei para este livro.
Em 2016, tive a sorte de conhecer o Dr. Pavol Mešťan e seu assistente, o brilhante e extremamente prestativo Dr. Stanislava Šikulová, do Múzeum židovskej kultúry v Bratislave (Museu da Cultura Judaica de Bratislava). Seu conhecimento e discernimento foram essenciais para que eu desvendasse as redes de engano e traição, de manobras políticas complicadas, leis governamentais, códigos e, é claro, das origens da lista. Obrigada por me convidar para os eventos de aniversário e por tudo que faz todos os anos em Poprad para garantir que as meninas sejam lembradas, respeitadas e honradas.
A serendipidade teve um papel importante em várias etapas da criação deste livro. Escrever nunca teria sido possível se eu não tivesse conhecido meu agente literário, Scott Mendel, no quingentésimo aniversário do gueto judeu de Veneza, Itália, e ele não demonstrasse interesse na história. Alguns anos depois, minha maravilhosa editora, Michaela Hamilton, embarcou no projeto com toda a família editorial da Citadel Press, de Kensington, para apoiar essa história e as garotas. Agradeço à minha equipe de direitos estrangeiros e ao departamento de publicidade por ajudarem a levar essa história para o mundo. A Arthur Maisel, obrigada por sua cuidadosa atenção aos detalhes e pela ajuda durante toda a fase de produção deste livro.
Em memória de Irena Strzelecka e seu trabalho no campo feminino de Auschwitz. Sou grata por tudo que ela fez ao compilar os ensaios de The Tragedy of the Jews of Slovakia e por Rena e eu termos podido contribuir. O Dr. Ivan Kamenec pode ter me encaminhado aos historiadores Jan Hlavinka e Michala Lônčiková, mas sou profundamente grata por sua pesquisa inicial sobre os primeiros transportes, que me forneceu um roteiro para os documentos que eu precisava encontrar nos Arquivos Nacionais Eslovacos. Também sou grata pelos catálogos abrangentes de vários volumes do Ministério do Interior e pelos documentos judiciais do governo de Tiso, compilados pelo professor Eduard Nižňanský, do Departamento de História Geral da Universidade Comenius em Bratislava, e seus alunos — os quais acessei na Biblioteca Weiner e me levaram para os documentos históricos que eu precisava encontrar nos Arquivos Nacionais Eslovacos. Ao Dr. Marek Púčik, que me entregou uma caixa após outra nos Arquivos, agradeço sua paciência e assistência ocasional na tradução. Raramente me sinto mais feliz do que quando estou em meio a pilhas de caixas e papéis velhos. Foi nessas pilhas que eu encontrei a presença fugidia de Gejza Konka várias vezes.
Meus mais profundos agradecimentos aos pesquisadores e arquivistas do Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau: Dr. Piotr Setkiewicz, que me recebeu em seu escritório em 2012 e pessoalmente me mostrou lugares que não constam nas visitas públicas a Auschwitz e que mais tarde serviriam para este livro; Doreta Nycz, que primeiro me levou ao Bloco 10; Wanda Hutny, que em 2017 trouxe os filhos dos sobreviventes com quem eu estava viajando para o Bloco 10, onde suas mães foram mantidas em Auschwitz; e Magdalena Gabryś e Katarzyna Kolonko, por nos ajudar a filmar no museu.
À Fundação USC Shoah, gostaria de agradecer a Crispin Brooks, meu primeiro contato em 2012, que pesquisou no banco de dados os testemunhos gravados de sobreviventes do primeiro transporte e me deu uma lista inicial de nomes, com 22 mulheres, e fotografias delas ainda meninas. Essa lista foi a semente que, germinada, culminou neste livro. Também sou grata por toda a assistência que os arquivistas do Yad Vashem me prestaram ao longo dos anos: Reut Golani, Marisa Fine e Alla Kucherenko, por mostrar a Orna e seu filho Gideon a lista original. Agradeço também a Liliya Meyerovich, do Museu Memorial do Holocausto dos EUA, por responder às minhas muitas perguntas e sempre rapidamente. Também sou extremamente grata a Simon Bentley, diretor do Yad Vashem UK, por sua infinita boa vontade, apoio e equipe maravilhosa.
Nenhuma das pessoas envolvidas neste projeto foi mais importante do que as sobreviventes, seus filhos, suas testemunhas e os familiares das não sobreviventes. Foi por meio deles que eu descobri muitas histórias não contadas e provavelmente ainda as descobrirei após a publicação do livro. Vocês fazem parte da minha família e do meu coração de maneira tão profunda que não posso expressar adequadamente meu respeito e amor por todos vocês.
Sentar-me na biblioteca de Sir Martin Gilbert com sua viúva, Lady Esther Gilbert, e o filho de sobrevivente Ivan Sloboda, enquanto Ivan traduzia o histórico documento alimentar sobre a dieta das meninas, ainda é uma das memórias mais poderosas que tenho do período de pesquisa para este livro. Cercada pelos livros de Sir Martin, ouvindo nomes como Rudi Vrba sendo trocados com a familiaridade de amigos queridos, tive um momento “belisque-me para ver se é verdade”. Quem poderia pensar que uma criança de Birmingham, Michigan, que pensava que a aula de história era uma boa ocasião para tirar uma soneca, estaria entre esses gigantes da história do Holocausto? Fiquei muito emocionada com o apoio que Sir Martin Gilbert me deu quando estava trabalhando na nova edição de Irmãs em Auschwitz e com Lady Esther Gilbert, que foi uma apoiadora deste projeto e me incentivou a narrar as histórias das jovens mulheres e meninas do primeiro transporte. Espero que o trabalho que fiz faça com que Rudi e Martin se orgulhem.
Gostaria de agradecer a Orna Tuckman, Tammy Forestater, Sharon Newman Ehrilchman, Avi Koren, Akiva Ischari e Daniella e Jonathan Forestater por se juntarem a mim em nossa jornada pela Eslováquia e Polônia, culminando em nossa visita a Auschwitz-Birkenau. Ao diretor, cineasta e querido amigo Stephen Hopkins — também conhecido como Hobbit —, que filmou toda a jornada para a posteridade, criando um documentário para as meninas; agradecimentos são uma pequena compensação por esse trabalho árduo e pesquisa incansável. A próxima cerveja é por minha conta. Também sou grata à querida Isabel Moros por me apresentar à minha tradutora, Martina Mrazova, de Levoča, que, em meio às pressões acadêmicas de seu trabalho de pós-graduação, doou seu tempo traduzindo enormes quantidades de materiais em eslovaco para mim. Entre meus outros tradutores e transcritores, obrigada a Kathleen Furey, Gabriel Barrow, Esther Mathieu, Johnny Baeur, Pedro Oliveira, Shekar Gahlot e, claro, a maravilhosa esposa de Avi, Sara Isachari, por sua ampla doação de traduções de testemunhos em hebraico. Também sou grata a Sara Gordon por ler o rascunho inicial e a Oliver Payne, da National Geographic, e sua maravilhosa esposa, Cindy Leitner, por todo o seu apoio e por me apresentar a Kitry Krause, meu excelente redator, que trabalhou sem parar comigo corrigindo erros de última hora.
Preciso agradecer aos muitos parentes de meninas do primeiro transporte que me confiaram suas histórias para que pudéssemos conhecer essas jovens como elas realmente eram em 1942: jovens e inocentes. Obrigada, Beni Greenman (primo de Magda Amster); Peter Chudý (filho de Klara Lustbader); Andrea Glancszpigel (neta de Sara Bleich); Dasha Grafil (filha de Linda — Libusha — Reich); Ilanna Lefovitz (filha de Serena Lefkovitz); Donna Steinhorn (filha de Marta Friedman); Celia Pretter e Belle Liss (filhas de Regina Schwartz); Judith Gold (filha de Perel Fridman); Jeffrey Lautman (filho de Bertha Berkowitz); Naomi Ickovitz (sobrinha de Bertha Berkowitz, filha de Fany); Ruth Wyse (filha de Elena Zuckermenn); Vera Power (filha de Regina Wald); Rosette Rutman (filha de Ella Friedman e sobrinha de Edie e Lila); Pavol Hell (sobrinho de Gertrude Kleinberger); Eva Langer (sobrinha de Frida e Helena Benovicova); Ivan Sloboda (filho de Judita); Sylvia Lanier e Joseph e Robert Gelissen (filhos de Rena Kornreich); Susan Hartmann Schwartz (sobrinha de Nusi Hartmann, filha de Eugene Hartmann); Diane Young (sobrinha de Magduska Hartmann, filha de Andrew Hartmann); Alena Giesche (amiga de Ruzena Gräber Knieža); Cheryl Metcalf (em nome das famílias Koplowitz e Zeigler); Maya Lee (filha de Magda Hellinger); Sara Cohen e Norman Brandel (filha de Danka Kornreich Brandel) e Zuzana Kovacikova (sobrinha da dra. Manci Schwalbova). Obrigada por compartilhar a vida das meninas conosco. Peço desculpas por não poder incluir mais de suas histórias e das histórias delas neste livro.
A PARTE MAIS DIFÍCIL deste livro foi escrever sobre as meninas que não sobreviveram. Quando o peso de seus fantasmas aparecia, Anita Thorn me enviava estímulos espirituais sempre no momento certo. Eu realmente gostaria de ter descoberto o que aconteceu com Magduska e Nusi Hartmann, mas elas são representantes de centenas de milhares — não, de milhões — de mistérios que nunca serão resolvidos.
Aos astrólogos Molly McCord e Robert Wilkinson, obrigada por me ajudarem a entender os problemas em torno da obsessão oculta de Himmler e por levarem meu palpite a sério. Robert Wilkinson foi além das datas que questionei, procurando e voltando mais no tempo para encontrar o anúncio da Solução Final de Goebbels e revelar uma conexão astrológica nefasta mais profunda do que eu imaginava. Obrigada por sua dedicação e pelo serviço às meninas.
Escrever este livro foi emocionalmente difícil às vezes, e sou muito grata pelo apoio fornecido pelo meu grupo de redatoras — Suki, Felicia e Connie — e por minhas amigas Lauren, Nicolette e Tamara. Ao meu irmão, que foi o primeiro escritor da família e aguentou meu desaparecimento de dez meses, enquanto eu estava sentada à minha mesa ignorando a todos — obrigada por seu constante incentivo e fé em mim. E para meu pai, que nem sempre entendeu o que eu estava fazendo, mas, mesmo assim, sempre me apoiou.
Foi o meu parceiro de escrita, amigo e marido, Simon Worrall, quem primeiro insistiu que eu escrevesse este livro. Houve momentos em que ele se arrependeu. Obrigada por traduzir as transcrições em alemão, falar com arquivistas em Ravensbrück em meu nome, ser meu primeiro leitor, editor e campeão, preparar o jantar, lavar a louça, aguentar minhas mudanças de humor enquanto eu escrevia a tristeza que às vezes desabava sobre a minha mesa e, mais importante, por “dançar comigo até o fim dos tempos”.
Finalmente, uma mensagem para minhas adolescentes favoritas da próxima geração: Josie Perl, que aos 14 anos acabou de escrever seu primeiro romance, e ma petite Donna Snyder, que constantemente me surpreende com seu talento, engenhosidade e notas 10. Vocês dão à minha vida mais significado do que imaginam, e serei para sempre orgulhosa de quem vocês são hoje e de quem vocês vão se tornar.
OceanofPDF.com