Carrasco

Faye Kellerman · Capítulo 36 de 50

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Carrasco

Capítulo 36

 

 

NO MONITOR, OS DETETIVES VIRAM CHUCK Tinsley impacientar-se e contorcer-se, sua carnuda perna direita quicando para cima e para baixo. Ele estava também murmurando, seus lábios finos produzindo sons que não chegavam a se articular inteiramente em palavras. Embora tivesse vindo de bom grado — os policiais tinham usado a artimanha de dizer que precisavam da sua ajuda —, sua expressão facial dizia: Deixem-me sair daqui. Olhos escuros encaixados num rosto marcado varriam a sala, não focalizando nada por mais de um ou dois segundos. Seus braços musculosos e o peito estavam cobertos com uma camiseta cinza. Jeans desbotados e tênis completavam o traje. Uma jaqueta leve de náilon preto repousava em seu colo.

— Ele está nervoso — disse Decker a Oliver e Marge. — Como se fosse culpado de alguma coisa. Fiquem firmes para o caso de eu precisar de reforços.

— Não vamos sair daqui.

— Que horas a comida para a festa vai chegar? Perguntou Oliver, assim que Decker saiu. —

— Por volta das seis e meia. Devemos tirá-lo da delegacia às seis.

— São quatro agora. Acha que ele será capaz de liquidar isso numas duas horas?

— Não sei até que ponto será difícil fazê-lo falar. Vamos torcer para que o tenente esteja em sua melhor forma.

 

A pele de Tinsley estava quase verde, como da primeira vez que Decker o vira. Talvez ele devesse ter trazido um saco para enjoo.

— Obrigado por ter vindo. — Pôs um copo de café em frente ao mestre de obras, junto com um pouco de creme em pó e uns dois saquinhos de açúcar. — Pensei que você gostaria de ter alguma coisa para fazer com as mãos.

Tinsley pegou o café.

— Pareço tão nervoso assim?

— Mais como se tivesse coisas melhores para fazer com seu tempo.

— Isso é verdade Tinsley tomou um gole de café, fez uma careta, e depois acrescentou o —

creme e o açúcar. Não sei o que poderia lhe dizer agora que não tenha dito da primeira vez. —

Para lhe dizer a verdade, não vou me lembrar. — Abaixou a cabeça. — Foi horrível. Como você pode fazer isso, dia após dia?

— Gosto de tirar bandidos das ruas. Decker sentou-se na cadeira ao lado dele. Você está — — um pouco mais calmo que da primeira vez que nos vimos. Talvez alguns detalhes possam retornar.

— Que tipo de detalhes?

— Não sei. O tenente puxou seu bloco de anotações. Por que não começa do começo? — —

— Tipo quando fui para o trabalho ou quando a vi pela primeira vez?

Tinsley dera uma abertura para Decker.

— Bem, vamos começar com o momento em que a viu pela primeira vez. — Um sorriso evasivo. Quando foi a primeira vez que você viu Adrianna Blanc? —

Tinsley pigarreou.

— Cheguei ao local por volta das 13h45. Vi o corpo cerca de cinco minutos mais tarde.

— Pode me dizer exatamente o que aconteceu?

O relato estava decorado. Ele chegou à obra dos Grossman por volta de 13h45. Quis fazer uma limpeza antes que o inspetor chegasse mais tarde. Começou a recolher lixo, notou um ponto com muitas moscas, viu o corpo, deixou o saco de lixo cair e vomitou. Por fim, ligou para 911. Sua história do começo ao fim durou cinco minutos. — —

Estava tudo muito bem, a não ser pelo fato de Yvette Jackson haver identificado Tinsley, ao ser apresentada a seis fotos, como o homem com quem Adrianna estava conversando no Garage. Eram quase quatro horas agora. Decker não sabia por quanto tempo iriam dançar em torno da verdade, mas sabia que Tinsley iria desabar mais cedo ou mais tarde. O tenente olhou para sua presa por alguns segundos, tentando deixá-lo nervoso.

— Sr. Tinsley, não perguntei a você quando foi a primeira vez que viu o cadáver de Adrianna. Perguntei quando foi a primeira vez que viu Adrianna Blanc.

Mais uma vez, Tinsley pigarreou.

— Não entendo. Eu a vi lá dependurada cerca de cinco minutos após chegar à propriedade.

— Não estou discutindo com você. Tenho certeza de que viu o corpo pendendo dos caibros por volta de 13h50. Mas não é isso que estou perguntando. Ouça com atenção. Decker —

debruçou-se. Quando foi a primeira vez que você viu Adrianna Blanc? —

— Por volta de 13h50 daquela tarde. A perna de Tinsley balançava rapidamente. Não sei — — ao que quer chegar.

— Por que acha que quero chegar a alguma coisa?

— Porque você fica se repetindo.

— É porque você não está respondendo à minha pergunta. Quando foi que viu Adrianna Blanc pela primeira vez?

— Estou respondendo à sua pergunta. Por volta de 13h50.

— E essa é a sua história?

— O que você quer dizer com essa é a minha história? As mãos dele tremiam. Essa é a — — verdade. Pensei que queriam a minha ajuda.

— Quero a sua ajuda. Foi por isso que lhe pedi para vir aqui.

— E eu vim. Agora você está me dando uma dura?

— Não tenho intenção de lhe dar uma dura, mas temos um pequeno problema.

— Que tipo de problema? perguntou Tinsley, parecendo atingido. —

— Deixe-me começar com outra pergunta. Onde você estava na noite anterior? Decker —

disse a data para refrescar sua memória. Era a noite de domingo. Você se lembra de onde —

estava entre as sete as dez horas da noite?

— Quero um advogado — disse Tinsley, sem hesitação.

— Podemos lhe conseguir um representante. — Decker levantou-se. — Ou você pode chamar o seu. Nesse meio-tempo, você será fichado e terá suas impressões colhidas...

— Como assim fichado e impressões colhidas?

— Você pode pedir ao seu advogado para vir encontrá-lo aqui. A denúncia ocorrerá provavelmente em algum momento desta noite...

— Denúncia do quê?

Tinsley levantou-se de um salto. Decker era maior que o mestre de obras, mas um confronto físico era a última coisa que desejava.

— Poderia por favor se sentar, senhor?

O mestre de obras olhou em volta, como se não tivesse se dado conta de que estava de pé.

— Que porra está acontecendo? Do que está me acusando?

— Tenho várias opções: obstrução da justiça, mentir para a polícia, talvez assassinato...

— Para, para! — Tinsley caiu de volta na cadeira, uma expressão horrorizada no rosto. — Espere só a porra de um minuto! Eu não matei ninguém!

— Não estou dizendo que matou. Você acaba de me perguntar por que eu iria fichá-lo...

— Você não vai me incriminar por essa mentira! Ele estava arfando e suando. Não tive — — nada a ver com a morte dela.

— Não pode falar comigo, sr. Tinsley. Pediu seu advogado.

— Deixe-me só dizer uma coisa...

— Você pediu um advogado — repetiu Decker.

— E se eu disser que não quero um advogado agora? Posso pedir um advogado mais tarde?

— Sr. Tinsley... disse Decker, e suspirou. Chuck, posso chamá-lo de Chuck? — —

— Chame-me como bem entender. Só me deixe dizer uma coisa.

— Se quiser falar comigo, tem de assinar um documento de desistência, declarando que foi advertido de seus direitos e renuncia ao seu direito a um advogado.

— Mas posso pedir um mais tarde.

— Pode, certamente.

— Então onde eu assino?

— Deixe-me adverti-lo sobre seus direitos primeiro.

— Não vou assinar nada antes que você me diga do que está me acusando.

— Vamos começar com obstrução da justiça...

— Não obstruí nada!

— Deixe-me dizer quais são seus direitos. Depois você pode decidir o que quer fazer.

— Eu não fiz nada!

— Apenas fique calado e ouça, está bem? Decker finalmente conseguiu pronunciar o —

documento de advertência. Perguntou a Tinsley se compreendia seus direitos.

— Pareço um idiota?

— Sim ou não?

— Sim.

— Então assine aqui.

— Posso falar agora? — perguntou Tinsley, depois de assinar o cartão.

— Deseja renunciar ao seu direito a um advogado? Sim ou não?

— Sim.

— Ainda que tenha pedido um antes, agora você não quer um advogado?

— Eu quero só falar com você por alguns minutos. Depois vou pedir meu advogado.

Dando a entender que queria ter uma ideia de quanto a polícia sabia.

— Você está renunciando aos seus direitos a um advogado mesmo tendo pedido um cinco minutos atrás?

— Já lhe disse que sim.

— Então assine o cartão neste lugar. Isso diz que você está disposto a falar com a polícia sem a presença de um advogado. E sabe que tudo que disser poderá ser usado contra você num tribunal.

— Certo, certo. Ele assinou o cartão de novo. Agora posso falar? — —

— Diga tudo que quiser, sr. Tinsley. Sou todo ouvidos.

— Eu não matei ninguém! Isso é mentira! Tinsley voltou a se sentar e cruzou os braços. ——

E era só isso que eu queria dizer.

— Chuck... — começou Decker. — Você realmente achou que poderia ir ao Garage e flertar com Adrianna por mais de uma hora sem que alguém o reconhecesse?

— Eu não a matei.

— Não disse que a matou. A única coisa que eu disse foi: acha realmente que podia flertar com Adrianna por mais de uma hora sem que alguém o reconhecesse?

Tinsley não respondeu.

— Chuck, você tinha camaradas lá. Eles o chamaram pelos seus apelidos. "Chuck, venha cá. Charley, pegue uma gelada para nós." Pessoas o reconheceram, Chuck. Você não é um idiota, mas os policiais também não. Trabalhamos nisso há muito tempo.

— Não a matei. Passei mal quando a vi pendurada lá.

— Então como ela foi parar lá?

— Eu não sei, porra! Não a pus lá! Os olhos dele se encheram de lágrimas. Alguém está — — tentando me incriminar. Juro por Deus, ela saiu antes de mim... muito antes. Alguém deve... — Tinsley cerrou os lábios. — Não a machuquei. Nunca machuquei uma mulher em minha vida!

— Pode me dizer então como Adrianna foi parar no seu canteiro de obras?

— Se soubesse, eu diria! Ele limpou a testa com a bainha da camiseta. Eu devia ter dito — — alguma coisa no começo, mas sabia que você não iria acreditar em mim.

— Comece do início, Chuck. Conte-me tudo. Vai se sentir bem se desafogar o peito.

O homem se abaixou na cadeira.

— Nunca fui ao Garage antes.

— Então o que o levou lá?

— Um amigo meu sugeriu. Devo ter chegado lá por volta das sete e meia. Adrianna já estava lá. Eu a notei imediatamente.

— O que ela estava fazendo?

— Conversando com uma das recepcionistas. Acho que o nome dela era Emerald. Ela era muito vulgar — não Adrianna, a recepcionista. Fiquei com a impressão de que iria levá-la para casa aquela noite, mas ela não fazia meu tipo. Agora eu daria tudo para ter levado. Ela poderia ter sido meu álibi.

Decker pensou imediatamente em duas razões pelas quais isso não teria funcionado: (1) Adrianna Blanc foi assassinada no dia seguinte, não domingo à noite, e (2) Crystal Larabee estava morta. Tinsley não sabia quanta sorte tivera não a levando para casa.

— E isso foi por volta de sete e meia?

— Sim, mais ou menos.

— Continue.

— Então eu estava bebendo com meu camarada Paul. Você já falou com o Paul?

— É o próximo na minha lista mentiu Decker. Qual é mesmo o sobrenome de Paul? — —

— Goldback.

— Desculpe-me por interrompê-lo. Continue.

— Então eu estava conversando com o Paul, mas olhando para Adrianna. E ela estava conversando com a recepcionista, mas olhando para mim. Sabe, esse tipo de coisa. Nós dois sabíamos que havia um tipo de faísca.

— Certo.

— Então depois que terminei minha cerveja, fui até ela. Disse que pagaria o que quer que ela estivesse bebendo.

— Isso foi a que horas?

— Talvez uns quinze, vinte minutos mais tarde.

— Então, cerca de 19h50.

— Acho que sim. — Tinsley fez uma pausa. — Achei que ela era uma alcoólatra em recuperação. Estava tomando refrigerante. Mas depois ela me contou que tinha de ir para o trabalho, por isso não estava bebendo nada forte. Disse-me que era enfermeira e trabalhava com bebês e que a única coisa que prometera a si mesma era que nunca beberia antes de ir para o trabalho. Achei isso realmente digno, sabe.

— Concordo disse Decker, assentindo com a cabeça. —

— Depois ela disse que conhecia a Emerald do ensino médio, e se eu por acaso quisesse alguma coisa, ela poderia provavelmente convencer a Emerald a servir a bebida de graça.

— Não conheço nenhuma moça que trabalhe no Garage chamada Emerald, Chuck. Está se referindo a Crystal?

— Sim, Crystal. Adrianna ficou falando comigo sobre Crystal e seu trabalho como enfermeira e assim por diante. Eu fiquei falando sobre meu trabalho. Devemos ter conversado por mais de uma hora. Crystal estava sempre vindo, me oferecendo refis de graça da minha cerveja. Então, ela teve de ir para o trabalho. Falo de Adrianna.

— A que horas foi isso?

— Pouco depois das dez. Perguntei a ela onde iria trabalhar naquela noite e ela disse que no St. Timothy. Eu disse que estava trabalhando num local bem próximo. Pedi o número do telefone dela e sugeri um almoço ou jantar.

— O que disse ela?

— Em vez disso, pediu meu telefone. Não pensei duas vezes sobre isso. Muitas mulheres dão uma checada nos caras antes de sair com eles. Então dei meu cartão de visitas para ela. Lá estavam o número do meu celular e meu e-mail. Mas me lembro muito claramente de que escrevi o endereço do lugar em que estava trabalhando... para lhe mostrar que realmente estava trabalhando perto do St. Timothy, e não inventando história.

— Você anotou o endereço da casa dos Grossman?

— Sim, exatamente.

— Encontramos a bolsa dela, Chuck. Não encontramos nenhum dos seus cartões nela.

O rosto de Tinsley ficou branco. Decker aguardou.

— Meu cartão estava no bolso do casaco dela quando a encontrei. Eu o tirei.

Decker olhou fixamente para ele.

— Você ainda está com o cartão?

— Sim, acho que sim.

— Você acha?

— Está na mesa de cabeceira do meu quarto. Vou pegá-lo para você. Não está entendendo, tenente? — perguntou Tinsley com veemência. — Alguém encontrou meu cartão na bolsa dela ou no bolso e a enforcou no meu canteiro de obras para me incriminar.

— É uma possibilidade disse Decker. —

— Foi o que aconteceu! Você realmente acha que eu seria estúpido o bastante para assassinar alguém, depois pôr essa pessoa num lugar que estava associado a mim? Eu teria de ser um imbecil.

As cadeias estavam cheias de criminosos estúpidos.

— Sabe que quando retirou o cartão, você adulterou uma prova material?

— Eu sabia que se os policiais encontrassem o cartão, ia ficar ruim para mim.

— Está ruim para você agora mesmo, Chuck.

— Veja, eu admiti ter retirado o cartão. Eu seria estúpido o bastante para deixar um corpo onde eu estava trabalhando? Vou responder: não. Alguém deixou o cartão no bolso dela para que ficasse ruim para mim.

— É possível. Porque, neste momento, o foco está sobre você.

— Tenente, juro que ela saiu do bar viva e que essa foi a última vez que a vi até que encontrei seu corpo no canteiro de obras.

— Vamos recuar um pouco. O que você fez depois que Adrianna saiu?

— Conversei com Em... com Crystal por um tempinho. Depois conversei com uma garota chamada Lucy. Não rolou química dessa vez. Saí do Garage por volta das onze da noite e fui direto para casa. Não me lembro do que fiz. Em geral, vou para a cama entre meia-noite e uma hora.

— Mora sozinho?

— Infelizmente sim.

— Então conte-me sobre o dia seguinte. Segunda-feira, o dia em que encontrou o corpo. A que horas acordou?

— Às sete e meia. É a hora em que sempre me levanto. Fui a outra das obras de Keith. O projeto dos Rosen, na Chloe Lane.

— A que horas chegou na obra dos Rosen?

— Por volta de oito e meia. Passei a manhã toda lá. A sra. Rosen passou a manhã toda lá. Ela me levou café. Ela pode confirmar que eu estava lá.

— Quando você saiu da obra dos Rosen para ir para a obra dos Grossman?

— Saí da obra dos Rosen por volta de meio-dia e meia. Parei no Ranger’s para almoçar. É uma delicatessen. Comi um sanduíche de carne em conserva com mostarda. Eu me lembro disso porque foi o que vomitei. Não consigo mais comer carne em conserva, e antes eu gostava muito. A coisa toda está fodida.

— Como pagou por sua refeição?

— Como pago por todas elas. Em dinheiro vivo.

— Isso não me ajuda.

— Sinto muito — zombou Tinsley. — Não sabia que iria precisar de recibos para me livrar de acusações criminais.

— A que horas saiu do Ranger’s?

— Mais ou menos à uma e meia. Fui direto para a obra dos Grossman. Fica a cerca de 15 minutos de distância. Você mesmo pode cronometrar isso.

— O que fez enquanto comia seu sanduíche no Ranger’s?

— Não sei. Apenas comi. Talvez tenha posto alguns telefonemas em dia. Às vezes faço isso.

— Do seu celular?

— Onde mais? Não pedi para usar o telefone fixo da loja.

— Faz alguma objeção a que eu examine os registros do seu celular?

— Fique à vontade.

— Melhor ainda disse Decker , que tal me entregar seu celular? — —

— Tudo bem disse Tinsley, sacudindo os ombros. Enfiou a mão no bolso da jaqueta de —

náilon e deu o celular a Decker.

— Dê-me uns alguns minutos com isto. Decker levantou-se e saiu, voltando à sala de vídeo, —

onde Marge e Oliver ainda estudavam Chuck pelo monitor. Tinsley tinha pousado a cabeça entre os braços sobre a mesa e parecia estar adormecendo.

— Verifique isto, Marge. — Decker entregou-lhe o telefone. — O que vocês dois acham?

— Sempre desconfio de um sujeito que tenta cochilar depois de sofrer um interrogatório da polícia respondeu Oliver. —

— Ele disse que o cartão que deu a Adrianna está em sua mesa de cabeceira observou —

Marge. Que tal tentarmos levá-lo a concordar com uma busca em sua casa? —

— Boa ideia.

— Ele poderia estar mentindo. Mas não acho que esteja. Se sua história for confirmada, não teria tido tempo suficiente, já que explicou o que fez das oito e meia até a hora que ligou para a polícia.

— Se você acredita nele disse Oliver. Além disso, quanto tempo leva uma transa rápida? — —

— Se tivesse sido só uma transa rápida, não teria levado muito tempo disse Marge. Mas — — se foi uma transa com jogos que resultaram em assassinato e em deixá-la pendurada nos caibros com cabos, olhando enquanto isso para todos os lados para se assegurar de que não havia ninguém observando, eu diria que poderia ter levado um tempo longo à beça.