Os Fundamentos da Liberdade
Capítulo 38
Um curioso exemplo disto está em “An Essay on the Mathematical Theory of Freedom”, de D. Gabor e A. Gabor, em Journal of the Royal Statistical Society , Ser. A, CXVI1 (1954), página 32. Os autores começam afirmando que liberdade “significa a ausência de restrições indesejáveis; logo, o conceito pode ser estendido a tudo o que for desejável” e, portanto, ao invés de abandonar este conceito evidentemente inútil, nâo apenas o adotam, mas passam a “medir” a liberdade nos termos que ele expressa.
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Cf. Lord Acton, Lectures on Modern History (Londres, 1906), página 10: “Há tanta relação entre liberdade e poder quanto entre eternidade e tempo’” Também B. Ma-linowski, Freedom and Civilization (Londres, 1944), página 47: “Se fôssemos tão descuidados a ponto de identificar liberdade com poder, obviamente estaríamos estimulando a tirania, exatamente como acabamos na anarquia quando equacionamos liberdade com ausência de toda restrição”. Ver também F. H. Knight, “Freedom as Fact and Criterion”, em sua obra Freedom and Reform (Nova Iorque, 1947), páginas 4 e seguintes; J. Cropsey, Polity and Economy (Haia, 1957), página XI; e M. Bronfenbrenner, “Two Concepts of Economic Freedom”, Ethics, Vol. LXV (1955).
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A distinção entre liberdade “positiva” e “negativa” foi divulgada por T. H. Green e, por intermédio dele, vem em última instância de Hegel. Ver especialmente a conferência “Liberal Legislation and Freedom of Contract”, The Works o/T. H. Green, ed. por R. L. Nettleship (Londres, 1888), Vol. III. A idéia que ali está relacionada principal-mente com “liberdade interior”, a partir de então, teve várias acepções. Cf. Sir Isaiah Berlin, Two Concepts of Liberty (Oxford, 1958), e, para uma típica absorção dos argumentos socialistas pelos conservadores, ver CHnton Rossiter, “Toward an American Conservatism”, Yale Review, XLIV (1955), página 361, que argumenta: “O conservador deveria dar-nos uma definição de liberdade que fosse positiva e abrangente. (...) No novo dicionário conservador, liberdade será definida com a ajuda de palavras como oportunidade, criatividade, produtividade e segurança
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W. L. Westermann, “Between Slavery and Freedom”, American Historical Review, L (1945), páginas 213-227.
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Isso ocorria, pelo menos na prática, se não, talvez, na lei estrita (cf. J. W. Jones, The Law and Legal Theory of the Greeks [Oxford: Oxford University Press, 1956], página 282).
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