Os Fundamentos da Liberdade

Friedrich A. Hayek · Capítulo 48 de 49

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Os Fundamentos da Liberdade

Capítulo 73

Cf. M. Polanyi, The Logic of Liberty (Londres, 1951), e a notável análise destes temas em S. Bailey, Essays on the Formation andPublication of Opinions (Londres, 1821), em particular, a observação do prefácio: “Parece ser condição necessária da ciência humana que tenhamos de aprender muitas coisas inúteis a fim de tomar conhecimento das que são úteis. E como, antes da experiência, é impossível conhecer o valor de nosso aprendizado, a única maneira pela qual o gênero humano pode garantir todas as vantagens do conhecimento é prosseguir com suas pesquisas em toda e qualquer direção. Não pode haver maior empecilho ao progresso da ciência do que uma ansiosa e perpétua referência, a cada passo, a uma utilidade palpável. Seguros de que os resultados gerais serão benéficos, não convém estarmos muito ansiosos quanto ao valor imediato de cada esforço individual. Além do mais, em cada campo da ciência existe uma certa globalidade de conhecimentos a serem apreendidos, em função da qual somos obrigados a dominar uma série de detalhes que, fora desse contexto, não teriam nenhum valor. Também não devemos esquecer que as aquisições triviais e aparentemente inúteis constituem frequentemente os preparativos necessários para descobertas importantes”.

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A. Smith, Wealth of Nations, I, página 83, Em contraposição, ver J. S. Mill, que em 1848 afirmava seriamente (Principies, IV, VI, 2, página 749) que “somente nos países atrasados o aumento da produção ainda constitui um objetivo importante. Nos países mais adiantados, do ponto de vista econômico, se faz necessária uma distribuição melhor”. Parece que não se deu conta de que uma tentativa de sanar até a miséria extrema pela redistribuiçâo teria levado, naquela época, à destruição de tudo o que ele mesmo considerava uma vida civilizada, sem conseguir alcançar seu objetivo.

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G. Tarde, SocialLaws: A n Outline of Sociology, tradução de H. C. Warren (Nova Iorque, 1907), página 194.

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Cf. os dois artigos importantes do Times Literary Supplement, “The Dynamic So-ciety”, de 24 de fevereiro de 1956 (também sob forma de folheto) e “The Secular Trinity”, de 28 de dezembro de 1956.

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