Os Fundamentos da Liberdade

Friedrich A. Hayek · Capítulo 47 de 49

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Os Fundamentos da Liberdade

Unnamed

Cf. J. S. Mill, “Representative Government”, em On Liberty, Ed. R. B. McCal-lum (Oxford, 1946), página 121.

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Cf. A. Ferguson, History of Civil Society (Edimburgo, 1767, página 12: “Se o palácio for inatural, a morada do camponês também o será. E os maiores refinamentos do entendimento político e moral não são mais artificiais, em seu gênero, do que as primeiras operações do sentimento e da razão”. W. Roscher, Ansichten der Volkswirtschaft (2? ed., Leipzig, 1861), mostra ao leitor, como exemplo desses “refinamentos perniciosos” contra os quais austeros moralistas protestaram em certas épocas, garfos, luvas, janelas envidraçadas. Platão, em seu Phaedo, faz um dos oradores temer que a invenção da escrita, enfraquecendo a memória, leve à degeneração!

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Se ainda fosse possível mudar o uso consagrado de uma palavra, seria aconselhável limitar o uso do termo “progresso” a este avanço deliberado em direção a uma meta prefixada e falar somente de “evolução da civilização”.

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Cf. J. B. Bury, The Idea ofProgress (Londres, 1920), páginas 236-237: “As teorias do progresso estão, portanto, se diferenciando em dois tipos distintos, que correspondem a duas teorias políticas radicalmente opostas e apelam a dois temperamentos antagônicos. O primeiro tipo é aquele dos idealistas construtivistas e dos socialistas, capazes de citar o nome de todas as ruas e edifícios da ‘cidade de ouro’, que imaginam estar situada poucc além de um promontório. Para eles, o progresso do homem constitui um sistema fechado. Seu limite é conhecido e pode ser alcançado. O outro tipo é o daqueles que, analisando a ascensão gradual do homem, crêem que pela mesma interação das forças que o conduziram até esse ponto, e por uma evolução da liberdade pela qual tanto lutou, ele rumará lentamente para uma situação de crescente harmonia e felicidade. Neste caso, progresso é indefinido: o seu fim é desconhecido e se encontra em um futuro remoto. A liberdade individual é a força motriz, e a teoria política correspondente é o liberalismo”.

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Ver K. R. Popper, The Poverty of Historicism(Londres, 1957), e a minha obra The Counter-Revolution of Science (Glencoe, 111., 1952).

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I. Langmuir afirmou com muita propriedade em “Freedom, the Opportunity To Profit from the Unexpected” [General Electric],Research Laboratory Bulletin, outono de 1956: “No trabalho de pesquisa, não podemos planejar as descobertas, mas podemos planejar o trabalho que, provavelmente, levará a descobertas”.