Inspiração
Capítulo 8
Bruno
Sabrina não parava de tagarelar um m inuto. Desde que entram os
no bar, ela fez com entários sobre tudo: “nossa, esse lugar é legal” e “até que enfim não têm vadias a sua volta”. Para com pletar m inha noite “m aravilhosa”, Lay la estava lançando punhais em m inha direção. Sério, eu não entendia nada do que se passava na cabeça das m ulheres. Não fiz nada de errado. Depois que ela voltou do cam arim estava com um a carranca de dar m edo.
Avistei seu irm ão num a m esa em frente ao palco, eles não se
pareciam m uito, onde m inha Lay la era baixinha, o irm ão era alto e forte. Mas dava para notar certa sem elhança. Tive a im pressão de que j á o tinha visto em algum lugar, m as não m e recordava onde. Devia ser porque seus olhos lem bravam os do m eu anj o.
Lay la parecia que ia explodir, estava verm elha e irritada. Podia
sentir a vibração que em anava dela de onde eu estava sentado. Decidi confrontá-la assim que desse o intervalo.
— Você tá caidinho pela cantora. — A voz da m inha irm ã m e
assustou, estava tão concentrado que perdi a noção de onde estava.
Sabrina estava m e encarando com um a expressão divertida no
rosto. Merda, eu devia estar dando m uita bandeira.
— E o que você tem a ver com isso, sua pentelha?
— Nada, é que estou gostando de ver Bruno, o “garanhão”, de
quatro por alguém . Desde que você a viu tá com essa cara de paspalho, só falta babar.
Balancei a cabeça e sorri. Sabrina sem pre foi assim , não tinha
nenhum a trava na língua. Porém , quem a conhecia bem poderia dizer que não estava m ais tão extrovertida.
— Eu nem ligo de estar de quatro por essa m ulher. Ela vale a pena.
Olhei de volta para o palco e apreciei o som suave e rouco da sua
voz. Lay la m exia com igo com o nenhum a outra. A quem estava querendo enganar? Eu estava caidinho por ela desde o prim eiro dia. Sorri com essa constatação, só queria saber qual a reação do m eu anj o quando soubesse que seria m inha.
— Cara, eu sonhei tanto com esse dia. Essa m enina deve ser
dem ais — Sabrina estava zoando com igo desde que percebeu m eu encantam ento com a Lay la.
Eu não sabia o que ela tinha de diferente, m as Lay la m e prendeu
sem fazer nenhum esforço. Enfim , seu intervalo chegou. Ela desceu do palco e se sentou ao lado do irm ão. Nem se deu ao trabalho de vir falar com igo com o tínham os com binado. A m ulher estava brincando com fogo. Peguei na m ão da Sabrina e a arrastei com igo, não ia deixá-la sozinha perto daquele m onte de tubarões.
— O que você tá fazendo, Bruno?
— Eu vou falar com ela. E você vai sentar com o irm ão dela
com o um a boa garota. Nada de aprontar.
Ouvi a risada da m inha irm ã, m as nem liguei. Cheguei ao lado de
sua m esa e bati em seu om bro. Ela continuou conversando e nem ao m enos olhou para trás.
Ah, chega dessa porcaria.
Dei a volta e olhei bem em seus olhos, levantou um a sobrancelha
questionadora. Sentei Sabrina na cadeira e apontei para o irm ão da Lay la, que m e observava com a boca ligeiram ente aberta e os olhos arregalados. Não entendi sua reação, contudo estava tão ansioso para ter m eu anj o que nem liguei.
— Você vigia essa garota. — E m e virei para Lay la. — E você,
vem com igo.
Ela cruzou os braços, desafiando-m e. Ficava linda em burradinha,
porém não estava com hum or. Havia um a excitação sem tam anho dentro de m im e a m ulher m e dando gelo.
— E por que eu deveria? E pode parar de dar ordens, você é um
idiota.
— Ha-ha. Alguém que concorda com igo — zom bou Sabrina. —
Você está certa, ele é um idiota.
— Cala a boca, Sabrina. — Lay la estava franzindo o cenho,
confusa. — Vem , anj o, quero falar com você.
Estendi a m inha m ão com m edo de ser rej eitado. Lay la não
estava em seus m elhores m om entos, ela era linda até fazendo careta, m as pelo pouco que eu a conhecia podia ser teim osa com o um a m ula.
O pior era que estava m aravilhosa; seus j eans m e cham aram
atenção desde que subiu no palco, era tão colado em sua bunda perfeita que ficava pouco para im aginação, e aquela regata preta apertada que m odulava sua silhueta... Fiquei m eio distraído, olhando o par de seios m ais bonitos que j á tinha visto, até que ouvi um pigarro. Olhei em direção ao ruído e percebi o irm ão dela, que estava m e olhando com um a cara feroz.
— Desculpe, não posso evitar. — Sorri m alicioso.
Lay la levantou de supetão, derrubando a cadeira. Mostrou a língua
para m im e m archou em direção ao banheiro. Arqueei as sobrancelhas. Banheiro? Dei de om bros e a segui.
Entrei e girei o bloqueio da porta. Lay la estava de costas, com os
braços cruzados e batendo o pé direito constantem ente. Podia até im aginar a carinha que estava fazendo. Aproxim ei-m e e baixei a cabeça no nível de seu pescoço, dando-lhe um beij o leve. Pude perceber sua pele se arrepiando.
— O que foi, anj o?
Ela respirou fundo e virou para m im com os olhos estreitos, que
pareciam duas fendas verdes.
— Com o você pode ser tão idiota?
Dei um passo para trás com as m ãos para cim a.
— Calm a aí, eu sei que sou idiota às vezes, m as não fiz nada de
errado.
Ela bufou e com eçou a andar de um lado para o outro no corredor
do banheiro.
— Ah, não? E com o você explica ter com binado de m e encontrar
aqui trazendo um a garota tão j ovem com você?
Eu fiquei tão chocado que não tive reação, olhava para ela com a
boca aberta. Rom peu dentro do m eu peito um a gargalhada m uito alta. Me curvei e ri tanto que saíram lágrim as dos m eus olhos. Lay la veio para cim a de m im e deu socos no m eu braço.
— Idiota, dá pra parar de rir da m inha cara? Você acha que um a
m enina j ovem com o ela vai ficar com você por m uito tem po?
E m inha risada só aum entava, não conseguia parar. Voltei à
realidade quando notei Lay la indo na direção da porta e a agarrei pelos braços, obrigando-a m e encarar. Ela com eçou a lutar, tentando se soltar.
— Para com isso. Deixe-m e explicar. Sabrina é m inha irm ã m ais
nova, ela está m orando com igo e quis conhecer o bar.
Lay la arregalou os olhos e corou num verm elho brilhante.
— Oh, Deus.
Sorri e acariciei sua bochecha.
— Você ficou com ciúm es, anj o?
Ela m ordeu os lábios e desviou o olhar.
— Por que você acha que eu ficaria com ciúm es? Nós não tem os
nada.
Já bastava de brincadeira, eu ia m ostrar àquela m ulher o tam anho
do m eu desej o. Aproxim ei-m e devagar, ela arregalou os olhos e se afastou um pouco.
— Porque você m e quer, Lay la. E quando achou que tinha
concorrência, não gostou nada.
— Nossa, você se acha dem ais, né? — desdenhou.
— Não. Na verdade eu só sigo os fatos, e o fato é que você está tão
louca pra estar com igo quanto eu.
Dei m ais um passo, encurralando-a contra a parede. Coloquei as
m ãos ao lado de sua cabeça e alinhei m eu rosto com o dela.
— Diga olhando nos m eus olhos, anj o. Adm ite que você m e quer.
Porque eu te quero num desespero que chega a doer, pode até parecer loucura, m as é isso. Nenhum a m ulher m exeu assim com igo, eu não paro de pensar em você um segundo. Chego a sentir seu corpo quente no m eu. Eu m orro só de im aginar a m inha boca correndo por sua pele.
Lay la estava ofegante e com os olhos escuros de desej o. Sorri e
baixei m inha boca, roçando a dela. Olhei em seus olhos, transm itindo exatam ente o que iria fazer. Ela fechou os olhos e entreabriu os lábios.
Nem pensei duas vezes, tom ei sua boca feroz e com fom e. Aquela
m ulher era um sonho, seus lábios carnudos eram m acios e doces. Não resisti e dei um a m ordida gostosa que a fez se contorcer. Tirei m inhas m ãos da parede e enlacei sua cintura, levantando-a do chão. Ela cruzou as pernas em m eus quadris e a levei até a pia, sem soltar sua boca.
Afastei-m e um pouco e olhei seu rosto. Seus lábios estavam
inchados dos m eus beij os e o rosto estava corado. A respiração corria rápida.
— Você é linda, anj o.
Ela sorriu e puxou m eu pescoço, devorando-m e. Acariciei sua
língua num m ovim ento quase erótico. Ela gem eu e aum entou o aperto das pernas nos m eus quadris, com eçando a se m ovim entar sensualm ente, levando-m e à loucura.
Desci m inha boca por seu pescoço e suguei sua pele perfum ada.
Nossa... Até o cheiro dela tinha o poder de m e deixar ereto. Ela inclinou o pescoço, dando-m e acesso. Beij ei e m ordi sua clavícula e orelha, era um a dança em que estávam os sintonizados.
Aproxim ei-m e dos seus seios e os adm irei por um m om ento, eles
eram do tam anho exato, fartos, cabiam na m inha m ão perfeitam ente. Massageei levem ente, sentindo toda a m aciez, seus m am ilos estavam lutando contra a cam iseta, rígidos.
Ela tinha a boca aberta e os olhos brilhantes. Levantei m inha m ão
até a alça da blusa e a abaixei até descobrir um seio.
— Você é um a obra de arte, m ulher.
E não era exagero. Sua pele branca contrastava com seu seio
m acio e o m am ilo rosado. Desci m inha boca e suguei com reverência. Ela fazia sons de prazer que m e deixavam alucinado. Por m im , ficaria ali a noite toda. Passei a língua levem ente e raspei os dentes com cuidado. Dei beij os estalados por seu colo e m e afastei um pouco, colocando sua blusa no lugar.
Olhei em seus olhos turvos e m ordi os lábios. Queria aquela
m ulher com igo e precisava fazê-la adm itir que m e desej ava tam bém .
— Adm ite, anj o. Você m e quer, não pode negar o que acontece
entre a gente.
Ela estreitou os olhos e sorriu de lado. Aproxim ou-se colando a boca rosada na m inha orelha e sussurrou.
— Eu adm ito, Bruno. Quero que você m e foda de todas as
m aneiras possíveis, em todos os lugares im agináveis. Não precisa se preocupar, você será tão m eu quanto eu serei sua.
Ok, eu queria um a adm issão, m as aquilo quase m e deixou de
j oelhos. Ela em purrou o m eu peito e não tive escolha a não ser m e afastar. Levantou-se da pia e se virou para o espelho, arrum ando o cabelo.
E eu? Estava igual a um idiota: hipnotizado.
Lay la se voltou para m im com um sorriso no rosto, levantou nas
pontas dos pés e m e deu um beij o na bochecha. Parecia que nossos encontros tinham um padrão que teria de ser avaliado brevem ente. Ela sem pre saía e eu ficava com um a ereção furiosa e insatisfeita.
Mas sua confissão m e deixou com um a feliz perspectiva. Lay la
podia até parecer um anj o, m as ela tinha garras dignas de um a tigresa.
E eu estava louco para ser arranhado.