Inspiração
Epílogo
Bruno
Depois de um ano vivendo com a Lay la, você poderia im aginar
que eu estava acostum ado com seu corpo, que não tínham os tanto fogo um pelo outro, que relacionam entos com o tem po se desgastam . Engano seu, totalm ente. A m ulher era um furacão. Saíam os do quarto porque éram os obrigados.
Ela costum ava brincar que toda sua libido adolescente aflorou
assim que m e viu e não sossegou até conseguir m e ter em sua cam a. Eu era um filho da puta sortudo m esm o. Realizam os m ais fantasias que poderia contar. Menos um a...
Após o m eu pedido de casam ento frustrado, porque a bonita
decidiu entrar na frente, bolei um plano totalm ente louco que estava colocando em prática naquele m om ento.
Disse a Lay la que não a acom panharia no bar porque tinha
algum as coisas a fazer, prontuários a exam inar e blá-blá-blá. Tudo conversa, planej ava surpreendê-la da m elhor m aneira possível. Já estava quase na hora do m eu anj o retornar, com seu carro novo ela chegava em casa rapidinho.
Term inei de aj eitar os últim os detalhes. Eu estava num estado de excitação antecipado. Meu pau latej ava só de im aginar o que faria com aquela m ulher.
Ouvi o barulho do seu carro estacionando na garagem , apaguei as
luzes e cam inhei até o balcão da cozinha. Recostei-m e com os braços cruzados, queria ver a reação do m eu anj o assim que ela entrasse.
O barulho de chave cham ou m inha atenção, m eu coração parecia
um a escola de sam ba. Murm úrios doces ecoaram pela sala enquanto ela falava com Elvis, nosso cachorro. O babão havia m e abandonado e adotado Lay la com o dele.
Assim que Lay la abriu a porta, eu com ecei a suar com o louco.
Claro, aquele j aleco de m édico não aj udava em nada num a noite quente. Assim que ela levantou o olhar ficou estática na porta. Seus lindos olhos verdes estavam arregalados e a bolsa pendurada em seu om bro caiu no chão fazendo um barulho relativam ente alto. A m úsica suave que tocava estava bem baixinha, apenas para criar um clim a. Com a quebra da ilum inação pude ver cada nuance que seu rosto expressava.
Lábios verm elhos e carnudos eram m ordiscados por dentes
brancos. Um sorrisinho safado surgiu entre eles. Meu anj o largou a chave na m esinha ao lado da porta e cam inhou em m inha direção.
Ela não disse nada. Apenas grudou os olhos nos m eus. Porra, eu
estava com um tesão danado! Lay la torceu a cabeça um pouco e m e observou de cim a a baixo. Não m e m ovi de onde estava. Queria que ela tom asse a iniciativa. Porém j á estava na hora de encarnar o personagem .
— Então, senhorita. Já brincou de m édico? — Arqueei um a
sobrancelha e sorri.
Lay la abria a boca e fechava.
— Não, m as estou m uito disposta a com eçar agora. Porra, Bruno!
Quase tive um ataque cardíaco. O que você estava pensando, vestido todo gostoso desse j eito?!
***
Layla
Minha apresentação no bar havia sido cansativa. O dia anterior
tinha sido o pedido de casam ento ao hom em da m inha vida. E ainda tinham am igos que queriam m e parabenizar. Ouviram falar e resolveram aparecer, achando que Bruno tam bém estaria presente.
Eu não entendi bem por que ele não quis m e acom panhar. Só
esperava que não fosse nada sério. Elvis estava na garagem m e esperando quando desci do carro, eu am ei o cachorro assim que pus m eus olhos sobre ele. Brincam os um pouquinho e entrei. Estava louca por um banho.
Abri a porta e notei coisas diferentes. Um a m úsica suave,
baixinha, tocava no am biente que estava com a luz baixa. Estranho, se Bruno tinha trabalho ele não estaria ouvindo m ú... Levantei os olhos e quase m orri.
Ele estava encostado na bancada da cozinha com um j aleco
branco aberto, m ostrando seu peitoral definido e nu. Cueca branca, pelo am or de Deus, eu j á disse a ele que aquilo m e m atava, e um sorriso m ais que safado no rosto. Minha bolsa caiu e logo j oguei a chave na m esinha. Pude perceber sua respiração acelerando, e o volum e na cueca que eu iria arrancar com os dentes. Meu am or estava anim adinho.
Olhei em seus olhos e m e aproxim ei. Inclinei a cabeça de lado e
literalm ente com i m eu “garanhão” com os olhos. Porra, o cara era gostoso! Quando ele m e perguntou se havia brincado de m édico, percebi o que estava fazendo: realizando a m aior fantasia que tive com ele.
E acabei respondendo com a m aior sinceridade.
— Não, m as estou m uito disposta a com eçar agora. Porra, Bruno!
Quase tive um ataque cardíaco. O que você estava pensando, vestido todo gostoso desse j eito?!
— Ah, anj o. Sou todo seu.
Descruzou os braços abrindo-os. Sorri e m e aproxim ei devagar.
— Então, você quer brincar? Hum , acho que j á sei por onde
com eçar...
Levei as m ãos até seu peito m usculoso e lisinho, acariciei sem
m edo. Desci pelo seu estôm ago fingindo que iria m ais ao sul, m as arranhei sua cintura provocando arrepios em sua pele, tirando um gem ido rouco dos seus lábios gostosos.
— Anj o, para de m e provocar.
Arqueei um a sobrancelha e observei sua m andíbula forte. Ele era
testosterona pura.
— Não estou provocando, garanhão. Apenas apreciando m eu
m édico gostoso. Eu j á te disse que você fica um a delícia de cueca branca, né? Com esse j aleco então... Acho que vou m orrer de tanto gozar, vam os ter que m antê-lo.
— Ah, não anj o. Tá m uito calor com ele. — Fez um a careta.
— Cala a boca. Você tá falando dem ais. Depois a gente se
refresca no chuveiro. O que acha?
Um gem ido sofrido ecoou em seu peito e sorri ao constatar o
quanto ele estava se segurando.
— O que acha da gente pular essa parte de encenação, e ir logo
para a parte que ficam os nus e suados, saciados?
Bruno era um a tentação. Nem respondi, fiquei nas pontas dos pés e
capturei sua boca num beij o m olhado e gostoso. Ele nem perdeu tem po. Enlaçou m inha cintura com um braço e o outro apertou m inha bunda forte. Gem em os j untos.
Seus lábios se m overam contra os m eus, firm es e insaciáveis. A
língua quente m e provocava espasm os antecipados. O hom em fazia sexo com a boca. Nunca m e cansaria disso.
Mordi seu lábio com força puxando e fazendo se afastar um
pouco. Abriu os olhos, que j á estavam do j eito que gostava. Um azul escuro e brilhante.
— Lay la, eu quero você agora!
Assenti, porque não aguentava m ais esperar. Bruno m e levantou
pela cintura e m e deitou em cim a da m esa de j antar. Já não tinha nada ali em cim a. Im aginei que ele tinha planej ado isso.
— Estava pensando em m e com er no j antar?
— Pensando, não. Vou com er.
Com o eu estava de saia j eans curta, foi fácil pra ele. Subiu as
m ãos pelas m inhas coxas, fazendo-m e contorcer em desej o. Pegou as tiras da m inha calcinha e puxou. Levantou m inha saia, am ontoando-a na cintura, e m e arrastou para a beirada da m esa. Quando percebi, j á tinha sua ereção pulsante apontada para m im .
— Agora, m ulher. Eu vou te exam inar. — Deslizou as m ãos por
m inhas coxas e apertou suavem ente. — Com eçando por essa pele m aravilhosa, acho que está tudo bem . Mas sinto um calor em anando de você que está m e deixando preocupado, acho que está com febre. Vou ter que te colocar um term ôm etro.
Se fosse outra hora seria engraçado, m as naquele m om ento eu só
queria gritar de prazer. Bruno entrou em m im num a investida só. Arqueei as costas na m esa segurando nas beiradas para m e im pulsionar. Bruno enlaçou m inha cintura m e dando apoio e se m ovim entando. Ele m e fodia sem pena. Eu adorava isso. Movim entam o-nos j untos. Meu corpo suava, não tinha nem retirado a regata que estava usando. Fom os um pouco apressadinhos, m as com ele era sem pre assim .
Levantei a cabeça e observei Bruno no auge do prazer. Ele ainda
estava com o j aleco aberto, que agora grudava em seu peito suado. Mordia a boca enquanto observava nossos sexos j untos. Ele era a realização de todas as m inhas fantasias.
Bruno levou a m ão livre até m eu clitóris e m e olhou com puro
desej o.
— Goza pra m im , agora!
Porra, com um a ordem daquelas que m ulher resistiria?! Desci num êxtase total. Pude sentir m inha vagina apertando seu pau e ele foi logo depois. Quando gritou, caiu por cim a de m im . Seu peso era um a delícia para o prazer rem anescente do m eu corpo.
— Anj o, você m e enlouquece, sabia? — m urm urou deitado em
m eu peito.
— Digo o m esm o. Com o soube dessa m inha fantasia?
Ele riu, um som que fez m eu coração se encher de felicidade.
— Porque você fala dorm indo. — Levantou um a m ão beliscando
m eu nariz. — E pra finalizar nosso pedido de casam ento m útuo, resolvi te surpreender. Funcionou?
Apoiei-m e nos cotovelos olhando seus olhos azuis bonitos.
— E você ainda pergunta? Quase caí sentada quando te vi todo
lindo.
— Eu te am o dem ais, não consigo im aginar m inha vida sem você.
É com o o ar que preciso para respirar. Quanto tem po você vai m e fazer esperar para ser m inha esposa? — ele soava desesperado, m as eu não estava com pressa.
— Ah... Quero tudo m uito lindo e certinho. Nada de pressa, vam os
curtir um ao outro. Quem sabe, realizar outras fantasias?
— Você sabe que nasceu pra m im , né? Espero o tem po que for,
m as te dou o prazo de três anos.
— Ok, posso viver com isso...
Tínham os toda a vida pela frente. Bruno m e transform ou num a m ulher com pleta. Deitei a cabeça na m esa e acariciei seus cabelos negros. Bruno levantou os olhos e sorriu.
Apaixonei-m e novam ente pelo m eu m édico garanhão. E você? O
que te inspira?
FIM
O QUE VEM POR AÍ...
IMPULSO
A história de Lucas e Sabrina
Vontade louca, impulso inegável, amor, luxúria. Seguir ou negar?
Você terminou Inspiração
Gisele Souza
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