Inspiração

Gisele Souza · Capítulo 15 de 46

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Inspiração

Capítulo 12

 

Bruno

 

Eu estava nervoso!

Parecia um garotinho em seu prim eiro encontro. Desde a hora que

saí de casa estava com os nervos à flor da pele, m eu coração acelerou e não dim inuiu m ais. Lay la perm anecia em silêncio e aquilo estava m e incom odando. Será que se arrependeu de ter vindo para casa com igo? Eu estava indo rápido dem ais? Afinal, nem nos conhecíam os direito, m as não era o que parecia. Sentia com o se fosse a coisa certa a fazer, ela m exia com igo de um j eito totalm ente novo. Era assustador, m as irresistível.

Lay la estava de tirar o fôlego com aquele vestido verm elho, o ar

de anj o deu lugar à m ulher que ia m e fazer arrastar no chão. Na verdade, j á estava m e arrastando. Sabe aqueles desenhos anim ados que o indivíduo fica com a cara no chão e babando com o um idiota? Era quase isso, só estava faltando uivar.

Enfim , chegam os e m inha ansiedade estava quase m e deixando

louco. O que eu iria fazer? Com o agir? Era um terreno totalm ente inexplorado. Não queria assustá-la de j eito nenhum . Respirei fundo e saí do carro sem olhar em sua direção, dei a volta e abri a porta. Ela m e olhou seriam ente e saiu, ficando ao m eu lado. Peguei sua m ão sem dizer nada, e cam inham os para casa.

Meu coração parecia querer sair do peito. Parei na entrada com

Lay la atrás de m im . Respirei fundo para não entrar em pânico, não podia fazer nada errado. Merda, eu estava surtando!

— Bruno? — Fiquei tenso ao som doce de sua voz. — O que foi?

Você não m e quer aqui? Mudou de ideia?

Arregalei os olhos, não podia deixá-la pensar assim , estava quase

m orrendo tentando m e conter. Virei e a encarei, m ostrando toda a paixão que sentia transparecer em m eus olhos. Segurei seu queixo e puxei para cim a.

— Claro que eu te quero aqui, Anj o. Só estou com m edo de fazer

algum a coisa errada e estragar tudo. Sem pre faço algum a m erda quando é com você.

Ela m e deu um sorriso doce e se aproxim ou lentam ente.

— Não fique, foi tudo perfeito.

Sorri e acariciei seu rosto. Sua pele m acia fazia m inha m ente voar,

e estava louco pra pular o j ogo de sedução.

— Você quer beber algum a coisa?

— Claro.

— Ok, vam os entrar.

Abri a porta e a deixei passar, ela se aproxim ou da m inha estante

de livros e sorriu, passando a m ão pelos exem plares.

— Lucas tem um a coleção interm inável tam bém , seu vício no

m om ento é colecionar livros de term os m édicos, tem de vários tipos. São todos de m edicina?

— Não, alguns são dos m eus autores preferidos. Eu gosto de

diversificar.

Ela balançou a cabeça e andou até o braço do sofá, se encostando.

— Você tem um a ótim a casa.

— Obrigado. Vou buscar um drinque. O que você prefere? — Eu

ainda estava parado em frente à porta, só observando m eu anj o no m eu espaço. Ela era tão certa ali que senti um nó na garganta.

— Um refrigerante está ótim o, não estou acostum ada a beber. —

Sorriu.

Assenti e fui à cozinha, eu tinha que beber algo m ais forte.

Preparei um a dose de whisky e peguei um a latinha de refrigerante para ela. Quando voltei Lay la tinha ligado o som , e um a m úsica suave estava tocando. Percebi que era um a das m ais rom ânticas e intensas que havia na m inha playlist. Unbreak my heart, de Tony Braxton.

Engoli em seco, m as que droga! Eu que tinha que seduzir a garota

e não o contrário. Resolvi j ogar a insegurança de lado e conquistar aquela m ulher que estava m e deixando louco.

Coloquei as bebidas na m esinha de centro e m e aproxim ei,

enlaçando-a pela cintura. Colei m inha boca em seu pescoço e sussurrei:

— Dança com igo, Anj o?

Ela gem eu baixinho e olhou em m eus olhos.

— Me conduza.

Movim entam o-nos pelo tapete da sala, e encostei o rosto em seus

cabelos cheirosos. Ter Lay la em m eus braços era um a sensação m aravilhosa. O m ovim ento de seus quadris m e levava ao patam ar de excitação m ais elevado que j á tinha experim entado.

— Bruno, estou tão confusa com o que estou sentindo... Não estou

m e reconhecendo — falou baixinho com a voz em bargada.

Me afastei um pouco para poder olhar em seus olhos.

— E isso é bom ou ruim ?

— Definitivam ente, bom . — Sorriu, passando a m ão em m eu

rosto.

Meu desej o só aum entou. Queria aquela m ulher de todas as

m aneiras. Não podia esperar m ais.

— Você quer isso, Lay la? Porque estou m orrendo para ter você.

Mas, se você não quiser, eu respeito. — Mesm o que m e m atasse no cam inho.

— Pode parecer loucura, m as nunca quis tanto estar com alguém

com o quero estar com você. — Riu m aliciosa.

Cara, ela era perfeita. Peguei-a pela cintura e a levantei do chão.

Lay la prendeu as pernas no m eu quadril e gem eu com o contato dos nossos sexos, loucos um pelo outro. Seu vestido subiu, ficando enrolado nas coxas exuberantes.

Cam inhei a passos largos até o m eu quarto. O tem po todo em que

subia as escadas, fantasiava m il m aneiras de tê-la em m eus braços. Lay la m ordiscava m eu pescoço, m e deixando louco. Depois de um cam inho que pareceu longo dem ais, depositei-a no tapete m acio ao lado da cam a.

Meu quarto era sim ples, m as confortável. A única coisa que m e

dei ao luxo foi ter um a cam a king size enorm e, adorava poder m e esparram ar. Agora, parecia bem propício para o que eu queria fazer. Nunca tinha levado um a m ulher para a m inha casa. Mais um a pista de com o Lay la era especial.

Ela tinha os olhos fixos em m im , não prestava atenção em onde

estávam os. Estava fam into e ela tam bém , pois m e devorava só pelo olhar. Levei m inha m ão até sua garganta, sentindo a pulsação acelerada que o desej o que sentia provocava. Deslizei por toda a pele m acia, e Lay la inclinou a cabeça de lado, m e dando acesso total. Enlacei os dedos por seus cabelos cheirosos e aproxim ei as nossas bocas, com os olhos abertos.

— Você é deliciosa — sussurrei.

Colei m eus lábios nos seus num beij o terno, sua boca era quente e

tinha um gosto doce. Ela gem eu baixinho e se aproxim ou, encostando seu peito no m eu. Apertei sua cintura com as duas m ãos e intensifiquei o beij o. Mordi seu lábio inferior um pouco m ais forte do que pretendia, e isso aparentem ente a levou à beira da loucura. Lay la enlaçou as m ãos em m eu pescoço e lam beu m inha boca todinha.

Acariciei sua língua num m ovim ento sensual, eu sabia que ia levá-

la à loucura, ela era gostosa e m acia. Desgrudei nossas bocas e olhei em seus olhos turvos de desej o, Lay la estava tão ofegante quanto eu.

Passei m eu polegar em seus lábios inchados pelos m eus beij os, e

m eu peito se encheu de orgulho por ter deixado aquela m ulher m aravilhosa ainda m ais linda. Ela ficava perfeita excitada; o rosto estava corado, a boca verm elha e os olhos brilhavam de desej o.

Acariciei seu pescoço com a ponta do nariz e inalei seu perfum e,

ela cheirava levem ente a rosas. Era um afrodisíaco para m im , queria saber se seu corpo todo exalava aquele arom a delicioso.

— Bruno, você vai m e torturar por m uito tem po? — m urm urou

com a voz rouca.

Eu pretendia provar cada pedacinho dela. Sorri e beij ei todo o

cam inho até o seu om bro, levando m inha m ão até a alça do vestido, baixando-o lentam ente. Descobri toda a lateral de seu braço, e ela puxou a m ão para m e aj udar a tirar com pletam ente. Entre m ordidas leves e lam bidas, passei para o outro lado e fiz o m esm o.

Afastei-m e um pouco para observar a obra de arte que era aquela

m ulher.

— Você é linda, Anj o. Muito m elhor do que eu im aginava.

Era a m ais pura verdade. Em nenhum dos m eus sonhos pude

chegar perto da m ulher real. Lay la não vestia nada por baixo do vestido, deixando seus seios fartos e volum osos expostos, exigindo m eu toque urgentem ente. Lam bi os lábios.

Abaixei a m inha cabeça e vi sua pele se arrepiando. Levantei o

olhar e sorri. Ela tinha os olhos verdes, escuros de pura paixão. Lam bi seu colo de cim a a baixo, e ela gem eu em apreciação. Levei um a m ão até um seio e m assageei, beliscando um bico túrgido levem ente, eram com o duas esculturas feitas por um artista habilidoso.

Sua pele era clara e m acia, os m am ilos estavam rígidos de

excitação. A aréola em volta era redonda e rosada, com binando perfeitam ente com a cor de seu corpo no m om ento. Lay la estava toda coradinha. Gostosa dem ais!

— Você tem os seios m ais lindos que eu j á vi, Anj o. Vam os ver se

o gosto é tão delicioso quanto a visão.

Tom ei um seio na boca e o suguei lentam ente, passando a língua

por um m am ilo túrgido. Lay la gem eu e se contorceu em m eu corpo. Enlacei sua cintura, prendendo-a no lugar, enquanto m e esbaldava naquele botão do paraíso.

— Oh, Bruno. Por favor...

Soltei seu seio com os lábios form igando, querendo m ais.

— O que foi, Anj o? O que você precisa?

Ela estreitou os olhos em duas fendas verdes brilhantes. Percebi

que estava m uito excitada, quase não m e contive. Tinha um a ereção furiosa querendo alívio.

— Eu preciso sentir a sua pele na m inha.

Sorri de lado.

— Seu desej o é um a ordem , princesa.

Afastei-m e e a observei, era um a visão a se apreciar, poderia tirar

um a foto se tivesse um a câm era em m ãos. Lay la tinha os cabelos revoltos, o seu rosto estava verm elho, e o vestido pendurado na sua cintura m e deixou com pletam ente excitado, era quase doloroso o tesão que sentia.

Desabotoei a cam isa lentam ente, prendendo seu olhar no m eu. Dei

de om bros e a deixei cair no chão. Ela ofegou e levantou um a m ão, passando-a em m eu peito. Seus dedos estavam quentes e m inha pele pegou fogo por onde passava. Fechei os olhos em êxtase, nunca tinha sentido tanto com um toque de um a m ulher. Lay la desceu até a m inha barriga e passou as unhas levem ente. Gem i alto. Ouvi sua risada e abri os olhos, que com certeza tinha um brilho predador.

— O que você está achando engraçado? — Eu estava m orrendo e

a m ulher ria.

Ela balançou a cabeça e lam beu os lábios, aquela língua rosada

encheu a m inha m ente de ideias m aravilhosas.

— Nada engraçado. Apenas é interessante vê-lo entregue dessa

m aneira. — Mordeu a boca, m e deixando louco.

Lay la levou as m ãozinhas até o zíper da m inha calça e o abriu,

expondo a barra da m inha cueca.

— Oh, Deus. Você está de cueca branca, quer m e m atar?

— E por que m inha cueca te m ataria?

— Porque é o sonho m olhado de toda m ulher, um m édico gostoso

de cueca branca.

Achei graça, pois nunca tinha ouvido algum a coisa assim .

Mulheres!

— Então, deixa eu realizar o seu sonho.

Deslizei a calça pelo restante do cam inho, tirei os sapatos e as

m eias, ficando apenas de cueca boxer. Ela ofegou e m e olhou com desej o.

— Minha vez. — Mordeu os lábios.

Lay la sorriu e desceu o vestido até ficar esparram ado no chão.

Quase m orri do coração, pois a calcinha que ela usava era um verm elho vibrante, e não escondia nada do que tinha por baixo. Podia ver seu sexo m olhado e depilado.

— Mulher... você vai m e levar à loucura.

Ela sorriu e se aproxim ou, ficando pele a pele.

— Serem os loucos então...

Grunhi e a agarrei pelas nádegas, encostando a m inha ereção em

eu sexo e m e esfregando, m esm o aquilo m e m atando, era bom dem ais sentir seu calor. Ela j ogou a cabeça para trás e gem eu profundam ente. Era um a linda visão. Sua boca fazia um “o” perfeito. Baixei m eus lábios para o seu pescoço e lam bi até chegar aos seios fartos. Movi um a m ão até a frente de seu corpo, m assageando o clitóris por cim a da calcinha.

— Está louco o suficiente para você?

Ela não disse nada, só gem eu, balançando a cabeça concordando.

Continuei torturando-a com os dedos enquanto ela se m ovia sedutoram ente. Capturei um m am ilo e o suguei com força. Lay la teve um orgasm o um m inuto depois.

Levantou a cabeça com um brilho feroz no olhar. Levou a m ão até

a m inha ereção e circulou com os dedos m acios. Afastei-m e de seu toque, do contrário iria m e envergonhar. O desej o por ela era grande dem ais. Com um sopro daquela boca gostosa eu gozaria feito um adolescente.

Levei-a até a cam a e a deitei devagar. Passei as m ãos por suas coxas torneadas, chegando até a calcinha. Olhei para ela e sorri descaradam ente, antecipando o que ia fazer a seguir. Puxei a calcinha pelas laterais, rasgando-a de seu corpo. Ela arregalou os olhos e m ordeu a boca. Adorava essa reação, eu podia ser gentil, m as tam bém gostava de ser bruto às vezes. Fora que m e sentia sem controle.

Seu sexo parecia latej ar à m inha espera, estava brilhante por

causa do seu orgasm o anterior. Lam bi os lábios, louco para provar. Resolvi torturá-la um pouco m ais. Beij ei sua coxa esquerda, chegando perto da sua vagina, m as não o suficiente. Era um a delícia m assagear seu corpo, sentir seu cheiro. Passei para a coxa direita e m ordisquei toda sua pele.

Lay la pegou m eus cabelos, puxando-os para cim a.

— Você tá brincando com igo? — Seu rosto estava transform ado de

desej o, tinha um a expressão feroz em seu rosto.

— Não, só apreciando esse corpo m aravilhoso. Agora vou m e

banquetear de você.

Desci a boca de um a vez só. Tive que m e segurar, o gosto dela

inundou a m inha boca de vários sabores. Era doce e salgado, quente e picante. Um m anj ar dos deuses. Suguei seu clitóris até ela gritar. Levei m eu dedo à sua entrada e a invadi vagarosam ente. Uau, Lay la era apertada! Movim entei m eu dedo no ritm o em que a m inha língua assolava sua vagina m olhada.

Levantei os olhos e vi a coisa m ais linda de toda m inha vida: ela

tinha a coluna arqueada e se segurava nos lençóis. Seus olhos estavam fechados e sua boca aberta em êxtase total. Pude sentir o m om ento exato em que ela teve um orgasm o, espasm os afligiram seu corpo todo, fazendo-a trem er.

Sentei-m e, lam bendo os lábios, e a olhei intensam ente. Me afastei

da cam a e tirei a cueca. Estendi a m ão para a cabeceira, retirando um preservativo que guardava ali. Sem desgrudar os olhos dos seus, coloquei a cam isinha e m e acom odei entre suas pernas.

— Está pronta, Anj o?

Ela sorriu, m aliciosa.

— Está esperando o quê?

Não precisava repetir. Entrei em seu corpo delicioso e foi com o o

céu. Ela era o m eu paraíso. Estaquei neste pensam ento, era isso. Ninguém m ais m e satisfaria a não ser aquela m ulher com sua voz doce. Me m ovi lentam ente, saboreando cada segundo daquele ato que chegava a ser surreal de tão perfeito.

Olhei em seus olhos enquanto fazia am or com ela. Não era um

sexo gostoso sem sentido, m as am or com a m ulher que m exeu com igo. Ela enlaçou as pernas na m inha cintura e as m ãos no m eu pescoço, m e puxando, colando nossos corpos.

— Mais forte, Bruno. Quero gritar seu nom e o m ais alto que puder

— sussurrou.

Rosnei e apoiei os m eus cotovelos e j oelhos na cam a. Im pulsionei-

m e, quase retirando totalm ente, e desci com tudo em seu corpo. Ela gritou e j ogou a cabeça para trás.

Lay la acom panhou m eus m ovim entos com a m esm a fom e e

intensidade. Nossos corpos suados eram com o um a sinfonia em que nos encaixávam os perfeitam ente. Am ei aquela m ulher com tudo o que tinha. Chegam os ao clím ax j untos, enfim , consegui o que queria: ouvir sua voz rouca de anj o gritando o m eu nom e com prazer absoluto.