Inspiração
Capítulo 36
Bruno
Sabe quando você está tão feliz e sereno, que parece flutuar? Eu
estava neste estado, depois que Lay la dorm iu em m eus braços, a levei para a cam a e deixei-a confortável. Voltei para a sala esperando Lucas voltar.
Dem orou um bom tem po, ele parecia m uito chateado. Não quis
conversar, passou por m im e foi direto para o quarto. Deixei o garoto esfriar a cabeça. Eu entendia bem o que é se sentir im potente, sem poder salvar ou cuidar de alguém que se am a. Lay la se sentia a protetora, responsável, m as Lucas havia crescido e sentia que era sua obrigação proteger a irm ã.
Voltei para o aconchego do m eu anj o. Estar ao seu lado
novam ente era o paraíso pra quem esteve no inferno por quatro dias inteiros. Encaixei m eu corpo ao dela e adorm eci, não tive sonhos. Apenas desfrutei em estar com o am or da m inha vida.
Senti-m e despertar com m ãos m acias passeando pela m inha pele,
abri os olhos devagar e vi Lay la com os cabelos desgrenhados adm irando m eu corpo. Sentindo m eu olhar, levantou a vista e sorriu, m aliciosa. Eu j á sabia onde sua m ente safada iria nos levar.
Desceu sua boca deliciosa traçando contornos em m eus m úsculos
abdom inais. Seus lábios carnudos faziam m ágica, eu tive que m e segurar pra não puxá-la e afundar em seu corpo quente. Já estava duro e pronto, ficarm os separados havia cobrado seu preço. Levou a m ão direita até m inhas coxas m e torturando, descaradam ente. Suas unhas arranhavam m e deixando m ais que excitado. Com a m ão esquerda, vagarosam ente se aproxim ou do m eu m em bro pulsante, senti um arrepio na espinha em antecipação.
— O que você vai fazer, anj o? — m inha voz estava grossa pelo
sono.
Ela sorriu de lado e lam beu os lábios.
— O que você acha? Ter um gostinho seu. — Achei que ia m orrer
ali m esm o.
Abaixou a cabeça capturando-m e de boca aberta, j oguei a cabeça
pra trás e gem i ao prim eiro contato com sua língua m acia e quente. Caram ba, m as ela era boa naquilo. Nunca havia recebido um oral daquela m aneira, parecia com fom e. Sugava-m e avidam ente, m e fazendo contorcer pra não m achucá-la. O que eu queria m esm o era afundar naquela boca gostosa.
Lay la levantou a cabeça e sorriu. Levei a m ão até seu cabelo
fazendo carinho, ela se inclinou ao m eu toque e m e olhou intensam ente.
— Adorei seu gosto, quero m ais...
Oh, cara. Que m erda, eu estava perdido. Seu pedido foi
literalm ente um a ordem , ela m e capturou novam ente e eu deixei levar. Gozei vigorosam ente. Depois de espasm os repetidos e eu gritando com o um novato, Lay la chegou à altura dos m eus olhos. Nem pensei duas vezes, beij ei sua boca sem m e im portar se acharia resquícios do m eu sêm en.
Ela gem eu e ficou com as pernas separadas em m eu quadril.
Correspondeu ao beij o com vontade, sua boca duelava com a m inha num frenesi. Mordi seu lábio com força a fazendo gem er, Lay la parecia ser um a m ulher m eiga — o que realm ente era —, m as era um furacão na cam a. Não deixava a desej ar e acom panhava m eu ritm o num a boa, m esm o quando eu não estava sendo gentil.
Tentei virar na cam a, m as ela travou as coxas em m im e afastou
sua boca, tinha um brilho ferino em seus olhos.
— Hoj e eu estou por cim a. — Sorriu lindam ente.
Merda, a m ulher ia acabar com igo, eu não conseguia dizer um a
palavra coerente, só saíam m urm úrios. Posicionou-se e ficou provocando m eu pau com seu sexo m olhado. Eu estava m eio excitado quando ela com eçou, em m enos de um segundo j á estava pronto para outra. Só não a interrom pi porque estava hipnotizado com seus seios lindos balançando a cada m ovim ento.
Lay la encaixou m eu m em bro em sua entrada e desceu com tudo,
enterrando até o final em sua deliciosa carne. Gem em os em uníssono. Ela era um a visão linda a se apreciar. Sua cabeça j ogada pra trás em êxtase, cabelos bagunçados, rosto transform ado em puro prazer e seios fartos e deliciosos, que pediam para serem sugados e acariciados.
Desej o que prontam ente atendi. Inclinei-m e e apoiei m eus
cotovelos na cam a. Capturei um bico intum escido na boca e suguei avidam ente. Lay la gem eu e com eçou a se m ovim entar pra cim a e pra baixo. Passei a língua por seu seio delicioso, ela era tão sensível e delicada que poderia fazê-la gozar fácil se chupasse m uito forte. Mas queria prolongar ao m áxim o aquele m om ento. Era nossa reconciliação, afinal.
Acariciei seu colo com m inha barba por fazer e ela se arrepiou
todinha. Im aginei que se sua intenção de ficar por cim a era m e fazer louco, conseguiu, m as eu tinha m uito m ais liberdade em devorá-la com o era devido.
— Vai, m eu anj o. Rebola gostoso.
Lay la gem eu e aum entou a velocidade, passei para o outro seio e
fiz a m esm a coisa, suguei, m ordi, lam bi. Ela era com o um a droga pesada, quanto m ais a tinha, m ais a queria.
Puxei-a pelos cabelos para que pudesse beij ar sua boca
m aravilhosa. Enquanto assaltava sua boca, ela m ergulhava em m eu pau repetidas vezes. De repente, ela desencaixou e eu protestei, m as logo vi sua intenção. Virou de costas m ontando em m im com o um a cowgirl. Sentei-m e e abracei-a pela cintura. Mordi seu pescoço e soprei sua pele.
— Cavalga em m im , anj o. — Ela gem eu e se m ovim entou.
Apertei sua cintura com as duas m ãos e aj udei-a im pulsionando
para cim a e para baixo.
— Ah, m eu garanhão, m e leva.
Senti m eu clím ax crescendo e grunhi, ainda não queria que
acabasse. Levei am bas as m ãos aos seus seios m aravilhosos e m assageei, o que só piorou m inha situação. Porém eu iria levá-la com igo, desci um a m ão até seu clitóris e apenas toquei. Ela explodiu em êxtase e gozou forte. Jogou a cabeça pra trás em m eu om bro e capturei sua boca com fom e, e ela gem eu m eu nom e docem ente.
Só em ouvir sua voz rouca eu fui j unto, m eu orgasm o fez
espasm os em m eu corpo todo. Era sem pre assim com ela, m uito forte e intenso.
— Oh, acho que fui pro céu e voltei. — Sorriu docem ente e se
inclinou dando um beij o estalado na m inha bochecha. Estávam os ofegantes. — Bom dia, m eu garanhão.
— Essa é a m elhor m aneira de acordar, m eu anj o. — Passei um a
m ão por seus cabelos enquanto a outra repousava em sua barriga suada. — Queria acordar todos os dias assim .
Desencaixei daquele corpo delicioso e deitei-a puxando de
encontro ao m eu peito. Distraí-m e acariciando suas costas, descendo por sua bunda redonda e subindo fazendo círculos em sua pele. Minha m ente vagava e nem percebi que Lay la havia ficado quieta.
Levei a m ão até seu queixo e inclinei sua cabeça para trás,
olhando em seus olhos percebi que havia dúvidas em sua cabeça, m eu anj o não conseguia disfarçar quando estava preocupada. Franzi o cenho, apreensivo.
— O que foi, Lay la? Por que dessas ruguinhas na testa?
Ela torceu a boca num a careta bonitinha.
— É verdade isso que você disse? Sobre querer acordar todos os
dias com igo?
Olhei em seus olhos e ela parecia um a m enina assustada. Eu
tam bém ficava com a velocidade que tudo estava cam inhando, m as não im aginava passar um dia sequer longe dela. Esse pequeno espaço de tem po em que ficam os separados foi um inferno.
— Sim , anj o. O que você acha de m orarm os j untos? — Observei
sua reação. Seu queixo caiu deixando-a com a boca sem iaberta, m as um leve sorriso despontou em seus lábios verm elhos.
— Mas não é m uito cedo?
Revirei os olhos. Quando houve cedo ou tarde pra nós? Ficam os tão
envolvidos que perdi totalm ente a noção de quanto tem po estávam os j untos, para m im parecia um a eternidade. E não no m au sentido, ela foi a m elhor coisa que aconteceu na m inha vida.
— Lay la, eu não ligo pra essa coisa de cedo. A única coisa que sei
com certeza, é que quero estar ao seu lado. Mas se você não se sentir confortável, eu entendo.
Ela m ordeu o lábio inferior provocando-m e um arrepio. Sem pre
m e sentia assim com aquela visão, j á estava pronto novam ente.
— Não é isso, só estou com m edo. Mas onde vam os m orar? —
Parecia relutante com algum a coisa.
— Bom , a m inha casa tem m ais espaço, tem os o banheiro no
quarto, que adianta bastante nossas vidas. O em pecilho é o pé no saco da Sabrina, m as ela é adulta e pode aguentar ouvir seus gritos. — Sorri am plam ente. Realm ente, m eu anj o não era nada silenciosa.
— Mas e o Lucas?
— Lay la, se ele quiser vir conosco será bem -vindo. Mas creio que
irá querer ter seu próprio espaço. Tá na hora dele ser independente.
Ela abaixou a cabeça apoiando o queixo no m eu peito, seus olhos
verdes estavam angustiados.
— Eu sei, m as é tão difícil. Parece que estou abandonando um
filho. Ontem foi terrível o j eito que ele falou com igo, m as eu percebi que está na hora de deixá-lo voar.
Sua ligação com o irm ão ia além de fraterna, era um am or de
m ãe. E eu entendia a sua relutância, m as chega um a hora na vida de um hom em que ele precisa do seu próprio espaço. O engraçado é que teria o m om ento que ele estaria disposto a dividi-lo com alguém . Eu j á não im aginava m inha vida sem m eu anj o.
— Ele vai ficar bem , Lay la. Nós tam bém . — Sorri e a j oguei
deitada na cam a. Ela deu um grito de surpresa. — Agora é m inha vez de estar por cim a, m as antes eu quero beij ar esse corpo m aravilhoso todinho.
— Hum , eu gosto de com o isso soa.
Claro que ela gostava, e devia m esm o, iria m e esbaldar em cada
pedacinho delicioso. Desci m inha boca em seu pescoço e m ordisquei fazendo-a se contorcer, j á conhecia suas zonas erógenas. Lam bi a pele atrás da sua orelha e sussurrei.
— Você é m eu doce favorito. Tem os que repetir a dose da cozinha.
— Vam os ter m uito tem po — ofegou, enquanto arranhava as
unhas por m inhas costas.
Sim , realm ente teríam os. Era um grande passo, m as que se
danasse, ela era m inha. Afastei-m e um pouco de j oelhos na cam a, peguei seus tornozelos e encaixei em m eu om bro era um a posição diferente. Mas iria tão profundo que nós dois desfrutaríam os. Ela estava linda ali deitada, seus cabelos revoltos no travesseiro, lábios verm elhos e inchados que im ploravam para serem beij ados. Seus olhos brilhavam com desej o.
— Tá pronta? — Assentiu, sorrindo safada. Porra, só aquele olhar
m e faria gozar.
Afundei de um a vez só, Lay la era tão apertada que parecia um
punho em m eu pau. Com suas pernas em m eus om bros era im possível beij ar sua boca, m as tinha um a visão privilegiada dos seus seios saltando a cada estocada.
Lay la segurou em m eus braços e com eçou a se m ovim entar ao
m esm o ritm o m e levando à loucura. Não fiz cerim ônia, entrei em seu corpo com o um hom em fam into. Virou o rosto e m ordeu m eu braço. Porra, aquilo sem pre m e fazia delirar. Sentir seus dentes na m inha carne era extrem am ente sensual. Esfreguei m eu púbis em seu clitóris criando um atrito quase intolerável. Estava dentro dela quase até as bolas. Mas parecia que ela estava adorando.
Tinha um a coisa na Lay la que m e encantava profundam ente. Ela
podia ser tanto doce quanto safada. Eu gostava das duas versões. Tem coisa m elhor do que um pacote com pleto?
Levei as duas m ãos em suas coxas e separei acom odando-as na
m inha cintura, prontam ente ela enlaçou os calcanhares m e prendendo num a chave de perna. Desci a boca no seu seio intum escido e suguei forte, m ordendo sua carne no processo. O gem ido que ecoou, arrepiou todo m eu corpo. Ela gozou e fui atrás. O clím ax que experim entava no corpo m aravilhoso da m inha m ulher, não chegava aos pés do que tive antes.
Adorm ecem os novam ente, felizes e satisfeitos, aonde
pertencíam os: nos braços um do outro.