Inspiração

Gisele Souza · Capítulo 30 de 46

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Inspiração

Capítulo 27

 

Layla

 

Depois do sexo alucinante que tivem os, Bruno ficou igual um leão

com fom e. Fiz um j antar m aravilhoso para nós, tive que reaquecer, pois ficam os m uito tem po no quarto e a com ida esfriou. Mas valeu a pena cada segundo, estar em seus braços sem pre com pensava cada atraso.

Bruno estava sentado no banquinho da cozinha só com a bendita

calça j eans. Ele disse que, se eu gostava tanto de vê-lo daquele j eito, iria colocar de volta e ficar m e provocando. Mas o pior era que eu j á sabia o que tinha por baixo, o m aldito não colocou cueca. E aquilo estava m e colocando em expectativa. Será norm al ficar constantem ente excitada? Im aginei que com aquele deus ao m eu lado a resposta seria: sim !

Term inam os o j antar e fui buscar a sobrem esa, um crem e de

chocolate. Quando a depositei em cim a do balcão, Bruno levantou os olhos e sorriu m alicioso. Levantou o dedo indicador e m e cham ou. Aproxim ei-m e lentam ente, m e senti poderosa sobre ter aquele efeito nele.

— Então, anj o. Acho que quero m inha sobrem esa agora.

Ofeguei em antecipação. Já estava excitada ao extrem o, ele

falando com aquela voz rouca fazia-m e subir a um estado de frenesi que não im aginei ser possível.

— Você quer que coloque na taça? — Tentei m e fazer de

desentendida, m as não deu certo. Aqueles olhos azuis brilhavam safados e divertidos.

— Não, tenho outra ideia sobre onde vou com er m inha sobrem esa.

Bruno levou a m ão ao laço do m eu robe de seda e desam arrou,

com o o tecido era leve se esparram ou no chão prontam ente e fiquei nua à sua frente. Ele acariciou m eu pescoço e desceu até m eu colo, riscou com o dedo as m arcas das veias em m inha pele, m e olhando com desej o descarado no rosto.

— Eu nunca vou m e cansar de observar o seu corpo, Lay la. —

Desviou sua atenção para a travessa de doce que havia em cim a da bancada e voltou seu olhar para os m eus seios. — Acho que j á sei por onde com eçar...

Puxou m eu braço m e posicionando no m eio das suas pernas,

aproxim ou sua boca do m eu pescoço e lam beu dando um a m ordida.

— Vou m e lam buzar, chocolate e você é a com binação perfeita.

Ele passou o dedo no doce e espalhou nos m eus seios, a

tem peratura gelada do crem e fez um arrepio percorrer todo o m eu corpo. Bruno olhou em m eus olhos e abaixou a cabeça varrendo a língua capturando todo o chocolate. Gem i e j oguei a cabeça para trás, nunca pensei que ser a sobrem esa de alguém seria tão gostoso.

Mas acreditava que o m otivo de ser bom era o hom em que estava

à m inha frente.

— Hum , delicioso. Você é um a ótim a sobrem esa. Quero m ais. —

Sugou m eu m am ilo fazendo irrom per espasm os em m inha barriga.

Bruno grunhiu e m e levantou pelos quadris, sentando-m e em cim a do balcão da cozinha. Espalhou m ais chocolate pela m inha barriga e continuou lam bendo, enquanto eu m orria de prazer. Será que isso era possível? Achava que sim , porque estava em puro desespero. A excitação havia se elevado a um nível doloroso.

De súbito levantou a cabeça e seus olhos estavam escuros — j á

sabia o que isso queria dizer, ele m e queria com m uita intensidade.

— Porra, anj o não consigo continuar. Tenho que ter você agora.

Puxou-m e pela nuca, se aproxim ou e m e beij ou ferozm ente. Sua

língua invadiu m inha boca num frenesi apaixonado. Eu não tinha ideia de com o consegui viver sem esse hom em , era im possível cogitar ter m eus dias sem a possibilidade de ter a boca dele sobre m im .

Mordi seus lábios e passei a língua pela extensão de sua boca

gostosa. Abri os olhos enquanto o beij ava. Deparei-m e com um par azul escurecido m e observando. Bruno entrelaçou a m ão em m eus cabelos, prendendo-m e no lugar, e continuou m e olhando daquele j eito tão intenso, vi am or e paixão em seu rosto.

Com a boca grudada na dele, levei m inha m ão até o cinto da sua

calça e desci o zíper, ele m anobrou com as pernas até elas estarem esparram adas no chão, e ficou lindo na m inha frente. Peguei sua ereção e acariciei toda sua extensão, seus olhos não continuaram abertos.

Bruno fechou os olhos e rosnou, fazendo um eco dentro de m im .

Suguei sua língua avidam ente, posicionei seu m em bro na m inha entrada e dei um im pulso pra frente. Sentada no balcão era fácil ter liberdade de m ovim ento.

Ele entrou de um a vez só, gem em os em uníssono do quão gostoso

era. Senti-lo dentro de m im sem nenhum a proteção era inacreditável. Os sons que ele fazia enquanto m e tom ava, era m aravilhoso. Deixava-m e m ais m olhada do que estava.

Bruno desceu as m ãos até m inha cintura acariciando, e desgrudou

a boca da m inha. Seu rosto dem onstrava exatam ente o que sentia, prazer absoluto. Naquele m om ento não dissem os nada. Não precisava. Tudo o que sentíam os era dem ais. Observam os um ao outro por m inutos, que pareceram um a eternidade.

Meu garanhão era tudo que pedi e m elhor ainda, m inha

recom pensa real, m eu cafaj este bad boy, tudo em um só pacote. Ele levou o polegar até m eu clitóris e m assageou em círculos, senti o clím ax surgindo e sabia que não dem oraria m uito.

Aproxim ei-m e do seu ouvido e sussurrei:

— Vem com igo — ele rosnou e baixou a boca no m eu om bro

dando um a m ordida gostosa. Gozei logo depois, o prazer que senti com seus dentes em m inha carne foi indescritível. Algo diferente e intenso.

Mas Bruno ainda não estava pronto, não tinha acabado com igo.

Puxou-m e da bancada segurando m eus quadris e se separou de m im . Jogou-m e nas costas do sofá m e colocando de quatro. Senti seu hálito quente em m eu pescoço e sua voz grossa e rouca m e atingiu.

— Eu vou te foder gostoso. Você é m inha, m ulher.

Entrou em m im e pude senti-lo m ais profundo do que nunca havia

estado. Ele deve ter ficado m eio louco porque foi intenso. Suas estocadas eram fortes, balançava o sofá fazendo-o sair um pouco do lugar. Bruno se inclinou e colou seu peito em m inhas costas. Levou a m ão até m eu sexo e circulou m eu clitóris, fazendo m eu prazer se intensificar.

— Vem pra m im de novo, Lay la.

Achei ser im possível ter outro orgasm o àquela altura do

cam peonato, m as não foi. Gozei forte e ruidosam ente. Gritei de prazer, sem inibição algum a. Bruno gem eu e se afundou em m im , chegando ao seu ápice e caiu sobre m inhas costas, estávam os ofegantes e cansados.

— Porra, você acabou com igo m ulher.

— Tá reclam ando, senhor garanhão?

— De m aneira algum a. Só preciso m e recuperar um pouco. Uns

dois m inutinhos e estou pronto pra próxim a. — Deu um beij o estalado no m eu om bro e acariciou a m arca da m ordida. — Nunca tive im pulsos possessivos com o tenho contigo. Ver a m arca dos m eus dentes na sua pele deliciosa m e deixa orgulhoso. Isso é m au?

Sorri, Bruno às vezes era m uito inseguro para um pegador nato.

— Não, eu gosto. Por incrível que pareça, a ideia de pertencer a

alguém m e agrada. Deve ser porque eu sem pre tive que ter responsabilidades, e a sensação de ser “m arcada” é m uito gostosa. — Dei de om bros. — Devo ser m eio louca, né?

Ele se afastou e nos separam os, era um a perda que não m e

agradava. Gostava de sentir-m e tão unida a ele quanto tem po fosse possível. Aquela era um a das form as em que nossa paixão explodia, intensam ente. Virou-m e e se encostou colocando seu peito m usculoso em m eus seios sensíveis.

— Foi difícil, anj o? Passar por tudo sozinha, e ainda ter que cuidar

de um a criança? — Seus olhos estavam carinhosos, senti m inha garganta apertar de em oção.

Ninguém havia se preocupado o bastante para perguntar se eu

precisava de aj uda, m eus tios e prim os sum iram desde que m eu pai faleceu. Nunca tivem os aj uda de ninguém , era com o se tivessem m edo de oferecer um a m ão e nos aproveitarm os.

Suspirei chateada, lem brar daquele tem po não era confortável.

Nunca fui de lam entar, m as em segredo quando ia dorm ir pensava se m inha vida não poderia ter sido m ais tranquila. Se eu poderia ter tido um a j uventude “norm al”?

— Não foi fácil, isso posso afirm ar, m as eu tinha que fazer. Meu

irm ão era pequeno e só tinha a m im . E, quando m inha m ãe faleceu, se eu não tom asse a dianteira totalm ente, ele acabaria num abrigo. Nunca iria querer isso para o Lucas, prom eti cuidar dele e foi o que fiz.

Bruno levou a m ão até m eu rosto e acariciou, inclinei a cabeça m e

aconchegando ao seu carinho. Sentir-m e am ada e protegida era tudo o que havia sonhado, m as sem m e atrever a acreditar que seria possível acontecer.

— Eu m e orgulho de você, Lay la. Tão j ovem e tão responsável,

fico até envergonhado de tanta m erda que fiz.

Balancei a cabeça e acariciei seu om bro distraidam ente.

— Não fique, você aproveitou sua j uventude com o devia. Eu que

tive um a carga grande nas costas.

— Posso falar um a coisa? Você j ura não ficar chateada? — Seus

olhos estavam desconfiados e parecia um pouco desconcertado.

— Claro, pode falar.

— Às vezes, eu tenho raiva da sua m ãe. Ela era a adulta e tinha a

obrigação de cuidar de vocês.

Desviei os olhos e observei um ponto da parede, m inha casa tinha

sido totalm ente m udada quando com ecei a ganhar dinheiro suficiente para arcar com tudo. Queria dar um ar novo ao am biente para que Lucas parasse de chorar toda vez que visse as coisas da m am ãe.

— Eu tam bém fico, Bruno. Mas m inha m ãe m orreu j unto com

m eu pai, eu j á te falei sobre isso... Mas concordo com você, ela tinha que ter sido m ais forte, era o que m eu pai teria desej ado. — Falar do m eu pai era m uito difícil, ele tinha sido um grande hom em . — Sabe, ele foi o prim eiro que m e incentivou a tocar e cantar, m e presenteou com um violão quando eu tinha seis anos. E a partir daí não parei m ais, antes dele falecer eu im aginava ser um a cantora fam osa... E...

Não pude continuar, j á estava chorando, em ocionada. Todos m eus

sonhos foram deixados para trás.

Bruno segurou m eu queixo e se aproxim ou capturando com os

lábios um a lágrim a que descia pelo m eu rosto.

— Você não precisa m ais levar tudo sozinha, estarei sem pre te

apoiando. Aliás, eu estava pensando. Por que você não fica só com o Beer, Lay la? Dim inui essa sua carga, eu te aj udo.

Balancei a cabeça negando.

— Não posso, tem a faculdade do Lucas. Preciso arrum ar outro

em prego logo.

Bruno respirou fundo e ficou sério.

— Lay la, deixa eu te aj udar? Eu quero fazer algum a coisa por

você. Eu tenho influência na faculdade de m edicina, posso tentar um a bolsa parcial para o Lucas... E você pode se dedicar ao que gosta. Por favor?

Ele estava sendo sincero em sua preocupação, m as pra m im

depender de alguém era m uito com plicado. Porém , se eu fosse analisar, eu não estaria dependendo dele, só estava dando um a m ãozinha. Precisava m e acostum ar a contar com outra pessoa que não fosse eu m esm a.

— Se você conseguir a bolsa eu aceito, m as não vou aguentar ficar

o dia todo em casa. Já estou acostum ada a trabalhar.

Ele colocou o dedo no queixo, pensativo. Se alguém nos visse era

no m ínim o côm ico. Estávam os nus no m eio da sala, abraçados e conversando norm alm ente. Tinha que ter m uita intim idade pra eu ficar tão à vontade daquela m aneira, era sinal que estava m uito ligada ao que construím os. Confiança era a chave do nosso relacionam ento, m esm o sendo recente.

— Por que você não pede para o Heitor te dar um trabalho extra

no bar?

Franzi a testa, confusa. Com o assim pro Heitor? Bruno arregalou os

olhos e bateu com a m ão na testa.

— Droga, entreguei o tatuado. — Suspirou e m e olhou cauteloso.

— Anj o, Heitor é seu chefe agora.

— O quê?! — gritei surpresa. — Com o assim m eu chefe? Ele é o

barman.

— Ele entrou com o sócio no bar. Só não queria que os funcionários

ficassem sabendo. Só não m e pergunte porquê, eu não sei.

Estreitei os olhos e fum eguei de raiva. Por que aquele idiota

escondeu de m im que era o chefe? Mas ao m esm o tem po poderia usar aquilo contra ele, chantageá-lo para que m e desse outro cargo, não que tivesse que insistir m uito. Ele poderia parecer durão, m as era um docinho.

— Ótim o, vou conseguir outro em prego.

Captando m eus pensam entos, Bruno riu e beij ou m inha testa.

Ficam os abraçados e em silêncio por um tem po. Era bom ficar ao seu lado de todas as m aneiras.

De repente, ouvim os um a batida na porta. Lucas gritou do lado de

fora:

— Vocês estão decentes? Não quero ter que lavar m eus olhos com

soda cáustica por ver m inha irm ã pelada.

Arregalei os olhos, assustada. Perdi totalm ente a noção do tem po.

Bruno gargalhou e gritou de volta.

— Calm a aí, garoto. Se não quer ver coisas que pode te dar

pesadelos, espera um pouco.

Bati no braço do Bruno e corei envergonhada. Pude ouvir a risada

do m eu irm ão do lado de fora. Correm os e pegam os nossas coisas espalhadas pelo chão. Retirei a toalha da bancada da cozinha e coloquei no cesto de roupa suj a, resm ungando o quanto eu estava ficando terrivelm ente viciada naquele hom em . Com o pude esquecer o Lucas?

Bruno j á m e esperava na porta do quarto com um sorriso divertido

no rosto. Quando passei por ele, gritou para que Lucas entrasse e fechou a porta.

Sentei-m e na cam a e fiquei observando aquele cara gostoso que

eu m e atrevia a dizer ser som ente m eu.

— Você vai ficar hoj e?

Ele sorriu m alicioso e se agachou ficando na altura dos m eus olhos.

— Não vou te deixar tão cedo, m inha linda. Pode se acostum ar.

Ah, m as eu j á estava acostum ada. Só rogava aos céus que eu não

perdesse essa coisa m aravilhosa que tinha acontecido na m inha vida.