Inspiração

Gisele Souza · Capítulo 29 de 46

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Inspiração

Capítulo 26

 

Bruno

 

Cirurgia de apêndice supurada é com plicadíssim a, tem que ser

feita rapidam ente, m as com eficiência. Quando não é retirado a tem po, ele se rom pe e acaba derram ando fluídos inflam atórios com bactérias na cavidade do abdôm en e o risco de infecção é altíssim o.

Essa paciente em questão sentia dor na região do um bigo, que se

deslocava para o lado direito do abdôm en. Dem orou m uito a procurar um hospital, confundiu o sintom a com um a dor de estôm ago qualquer. Mas, graças a

Deus, a cirurgia de apendicectom ia foi um sucesso, porém a m oça iria ficar com um a baita cicatriz na barriga.

Após tanta tensão, saí da sala m e despedindo e parabenizando a

equipe que participou do procedim ento. Já estava no final do plantão, por isso segui para o vestiário. Iria tom ar um banho e correr para os braços do m eu anj o. Algum a coisa m e dizia que ela estava aprontando. Mal podia esperar para descobrir o que era.

Os chuveiros estavam vazios, era raro o pessoal parar por ali.

Retirei o j aleco e toda a roupa, deixando no banco para guardar depois. Entrei na ducha fria, gostava de tom ar banho gelado depois de um a j ornada de trabalho, era relaxante.

Deixei a água lavar todo o m eu cansaço. Inclinei a cabeça para

trás e pensei na m inha Lay la. Com o eu tinha gostado de tom ar banho com ela... E era no m ínim o engraçada toda a nossa situação. Antes, não gostava de nenhum tipo de intim idade a não ser sexo. Mas não se com parava a nada com outros relacionam entos que tive, m eu anj o m exia com igo de um j eito especial.

— Hum , eu sabia que você era gostoso. Mas, uau... Superou todas

as m inhas expectativas.

Pulei de susto ao ouvir um a voz fem inina atrás de m im . Olhei por

sobre o om bro e vi Andressa, parada ali com os olhos vidrados em m eu corpo. Cara, o que aquela m ulher queria? Eu j á não havia explicado que tinha um a nam orada e não estava interessado?

— Porra, o que você quer? Estou tom ando banho, se você não

notou — fui ríspido de propósito. Quem sabe assim não entendia m elhor?

— Poxa, ouvi tanto falar do seu m aterial... Queria conferir com os

m eus próprios olhos.

Prendi os lábios, com raiva, e continuei de costas.

— Andressa, m e dá licença, tenho que term inar o m eu banho.

Minha nam orada está m e esperando para j antar, não quero m e atrasar.

Ela fez um a cara feia e se aproxim ou, ficando na entrada do boxe.

— Agora que chegou a m inha vez, você não m e quer? Eu não vou

perm itir, tenho que ter um pedaço seu tam bém . Ouvi dizer que é m uito bom — sua voz soava desesperada.

Com o um a m ulher daquela podia estar trabalhando com o m édica?

Ela tinha que ser m edicada, isso sim . Era louca de pedra.

— Não m e interessa o que você vai perm itir ou não. Eu não te

quero! Estou m uito bem com a m inha nam orada, não preciso de você. Agora se m e dá licença... Não quero ter que cham ar o segurança. Você sabe? Não seria bom para a sua carreira ficar invadindo o vestiário m asculino.

Andressa estreitou os olhos e m ordeu a boca. Eu sabia que estava

com raiva, m as pouco m e im portava. Ela era um a doida se achava que podia m e dar ordens, fala sério, “a vez dela”...

— Isso não vai ficar assim , Bruno. Me aguarde, o seu conto de

fadas não é tão inalcançável quanto pensa — Deu um a risadinha sinistra. Que louca!

Virou-se e foi pisando duro até a saída. Bufei, que m ulher m aluca!

Não im aginava o que ela poderia fazer para atrapalhar a m inha relação com a Lay la. Nada conseguiria abalar o nosso relacionam ento, tínham os um a conexão que poucos encontravam na vida.

Vesti-m e e corri pro estacionam ento. Estava louco para chegar à

casa dela e beij ar aquela boca verm elha e deliciosa. O episódio com a Andressa ficou para trás na m inha m ente. Nem m e lem brava m ais daquela m erda.

Estava a cam inho quando recebi um a m ensagem de texto da

Lay la dizendo que a chave da porta estava no registro de luz, na varanda, e que era para eu entrar sem bater.

Estava m e corroendo, querendo saber o que ela estava aprontando.

Nunca corri tanto para chegar a um lugar, devo ter burlado um as cinco leis de trânsito. Estacionei o carro na calçada e o tranquei, ativando o alarm e. A casa estava silenciosa. Podia perceber apenas um a luz fraca do lado de dentro, o resto estava num a penum bra, interessante.

Localizei a chave e abri a porta. Assim que entrei, senti um cheiro

m aravilhoso vindo da cozinha, m as o que m ais m e im pressionou foi a decoração totalm ente diferente na sala. Tinha velas espalhadas pelos cantos, dando um ar rom ântico ao am biente. No sofá, havia um a m anta verm elha j ogada e alm ofadas de cetim pelo tapete, parecia que alguém queria insinuar algo com todo aquele verm elho.

Continuei m inha inspeção quando m eu coração parou. Sério,

pensei que ia m orrer de ataque Cardíaco!

No centro da sala, sentada num banquinho, Lay la estava linda.

Nua. Apenas com o violão cobrindo o corpo que eu tanto ansiei para ter de novo. Seus cabelos estavam revoltos e cheios, m inhas m ãos coçaram para tocar e acariciar a sua pele m acia. Os lábios verm elhos estavam abertos num sorriso m alicioso.

— Então, m eu garanhão... Essa foi a fantasia que você teve?

Porra, a fantasia! Estava m elhor do que a m inha im aginação. Não

podia encontrar palavras para dizer o quanto estava encantado, então decidi agir. Dei um passo à frente, m as ela m e interrom peu, levantando um a m ão.

— Espera, eu queria tocar algum a coisa. Aproveitar que estou

com o violão na m ão. O que você acha?

Assenti com a cabeça com o um boneco, ia ser a gota d’água para

m e deixar m aluco: aquela voz rouca com binada com sua nudez m aravilhosa, naquele clim a perfeito. Entraria em com bustão instantânea.

Ela com eçou a dedilhar um a m úsica que identifiquei na hora.

Garganta, de Ana Carolina. Lay la sorriu e com eçou a cantar, eu m e contorci de tanto tesão. Não conseguia olhar aquela m ulher sem sentir desej o. A voz dela era um a delícia, m exia com igo, m e deixava de j oelhos.

Nosso relacionam ento sem pre seria assim , a m úsica nos envolvia

num a sensualidade alucinante.

A letra era m uito expressiva. Contudo, o que m e deixava

realm ente excitado era o j eito com o ela sorria quando cantava a estrofe: “Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura, às vezes ajo com candura pra te conquistar”.

Não aguentei. Andei até ela e tirei o violão da sua m ão. Lay la

estava m aravilhosa, m as não nua totalm ente. Claro que não. Ela queria fazer m eu cérebro entrar em pane. Tinha um a calcinha preta m ínim a tapando seu sexo. Na verdade não cobria, pois era transparente e eu via tudo por ali.

Rosnei e olhei em seus olhos verdes, estavam escurecidos de

desej o. Lay la m e queria na m esm a intensidade louca que eu a necessitava. Ela sorriu e passou a m ão pelo m eu braço causando arrepios pelo m eu corpo.

— E o j antar? Não está com fom e?

Meu anj o queria brincar? Beleza! Inclinei-m e e sussurrei em seu

ouvido:

— Tô sim , com m uita fom e, m as de outra coisa. — Inalei seu

perfum e e a senti ofegar, era assim m esm o que a queria. Entregue.

Puxei-a, colocando-a de pé. Levantei Lay la pelos quadris,

encaixando-o em m im . Ela enlaçou as pernas na m inha cintura e agarrou o m eu pescoço. Seus seios estavam na altura da m inha boca, era só abaixar a cabeça e pronto. Foi o que fiz. Capturei um m am ilo túrgido e suguei com força. Estava m e sentindo m uito bruto.

Tem um a coisa quando suas fantasias são realizadas: é im possível

ir devagar, fazer am or. Não, eu iria fodê-la em todos os sentidos. E m e parecia que ela não estava nem um pouco preocupada, na verdade nunca a vi tão entregue ao desej o com o naquele m om ento.

No cam inho até seu quarto, enquanto eu sugava seu seio com

fom e, ela j ogou a cabeça para trás e gem eu o m eu nom e, quase m e derrubando de tão excitado que estava.

Chutei a porta aberta e a fechei logo atrás. Aproxim ei-m e da

cam a e percebi que tam bém estava diferente; tinha um a m anta verm elha j ogada por cim a, igual a que estava no sofá. Parecia que queria exaltar a paixão que sentíam os j untos.

Depositei-a na cam a e m e afastei, sua pele m acia j á estava

corada de excitação. Lay la m ordia os lábios, ansiosa, m e olhando com desej o descarado no rosto. Desabotoei a cam isa preta que usava enquanto olhava em seus olhos.

— Você sabe que quase m e m atou quando entrei, né Anj o? Era

essa a sua intenção, essa reação que queria de m im ? Me deixar louco a ponto de não conseguir nem pensar?

Lay la se apoiou nos cotovelos, m e brindando com a visão dos seus

seios fartos m aravilhosos. Sorriu cínica, e m e olhou de cim a a baixo. Já havia retirado a cam isa.

— Se era essa a sua fantasia! Só queria te agradar. E você sabe

que está m e m atando ficando aí todo gostoso, só de calça j eans e sem cam isa, né? — Estreitou os olhos. — Isso é m uito sexy.

O quê? Um hom em de calça sem cam isa é sexy? Mulheres...

— Sim , era a m inha fantasia. — Desabotoei a calça e desci pernas

abaixo, chutando para qualquer canto. — E agora eu tenho outra.

— Ah, é? — Levantou um a sobrancelha, curiosa. — E qual seria?

— Você coberta de chocolate para que eu possa lam ber todinha,

pedaço por pedaço, esse corpo m aravilhoso.

Lay la ofegou e se contorceu um pouco. Eu j á estava duro há

m uito tem po, m as, com essa m inha declaração, fiquei m ais ainda, se fosse possível.

— Acho que posso ter um substituto à altura, fiz um crem e para a

sobrem esa.

Sorri de lado, nós éram os conectados até naquilo.

— Hum , acho que crem e de chocolate tá ótim o. — Lam bi os

lábios em antecipação, que com binação seria... — Deixa para depois, agora quero sentir som ente o seu gosto m aravilhoso.

Livrei-m e da cueca azul-m arinho que usava, e desci rastej ando

pelo corpo da m inha gata safada.

— Você sabe, Lay la? Além de am ar seu gosto e tocar em você, eu

fico inebriado com o seu cheiro. É com o afrodisíaco, m e deixa totalm ente louco.

Ela gem eu e pegou m eu rosto com as m ãos em concha. Me

encarou com olhos verdes flam ej antes.

— Eu acho que você tá falando dem ais. Fiquei o dia todo

esperando para ter você. Cala a boca e m e beij a.

Um a gargalhada explodiu em m eu peito, ela era perfeita para

m im . Tom ei sua boca num beij o esfom eado, parecia que poderia m orrer se não tivesse o suficiente daquela boca deliciosa.

Lay la agarrou o m eu pescoço e m e puxou, quase caí por cim a

dela, tam anha era sua euforia. Assaltei sua língua e a acariciei. Com o ela gostava! Mordi seus lábios, deixando-os m ais inchados do que eram . Eu estava com a barba por fazer, e devia estar arranhando sua pele m acia. Nem liguei, era bom para o m eu orgulho m asculino ver a m inha m arca nela.

Desci m inha m ão para o seu seio enquanto a beij ava com toda

vontade. Massageei um m am ilo, e ela gem eu se esfregando em m im . Um arrepio ao ouvir sua doce voz subiu pela m inha espinha. Ela ainda estava de calcinha, m as podia sentir o quanto estava m olhada de excitação. Peguei seus cabelos num punho e intensifiquei o beij o. Eu estava ferozm ente excitado.

Separei-m e da sua boca para buscar ar, foi um a linda visão que

guardaria para sem pre em m inha m ente: ela tinha a boca inchada e verm elha, com o previ.

— Eu não aguento m ais, Anj o. Tenho que estar dentro de você,

agora.

Ela se inclinou para a m inha m ão em seu cabelo e fechou os olhos,

gem endo.

— O que você está esperando?

Grunhi e soltei seu cabelo. Levei as m inhas m ãos até a sua

calcinha e dei um puxão. Ela sorriu e balançou a cabeça. Eu sabia que ela gostava m e ver bruto assim .

Seu sexo depilado e brilhante m e cham ava, m as não conseguiria aguentar. Tinha que tê-la ou então gozaria só de sentir seu gosto na m inha boca.

Posicionei-m e em cim a dela e olhei em seus olhos enquanto

invadia o seu corpo quente.

— Oh, cara. Nunca vou m e acostum ar com o quanto é apertada.

Meu anj o, parece que você vai m e esm agar, eu am o isso.

Ela não disse nada, só gem eu. Eu não era pequeno ou fino. Abrir

espaço não era um a tarefa fácil. Chegando até o final, olhei em seus lindos olhos verdes e desci a m inha boca no m esm o ritm o que m e m ovim entava dentro dela.

Seu corpo havia sido feito para m im . Era m acio dem ais, m e

levava à loucura. Desci a m ão e apertei sua cintura, prendendo-a ao colchão. Não seria m uito fácil para m im se ela com eçasse a se contorcer. Beij ei seus lábios com intensidade e desej o.

Desgrudei nossas bocas para olhar em seus olhos, podia sentir que

ela estava perto. Seu sexo soltava espasm os em volta do m eu pau. Lay la tinha os olhos num verde turvo, com o o m ar após um a tem pestade. Seus lábios brilhavam , convidativos.

— Goza para m im , Anj o.

Ela teve um orgasm o intenso e longo. O legal de transar sem

cam isinha era que eu sentia toda a contração que ela fazia. E foi o m eu fim : ao vê-la em êxtase cheguei ao m eu clím ax num a intensidade alucinante. Pela prim eira vez, gritei de satisfação. Nunca havia tido alguém que m e deixasse tão sem controle.

Lay la era m inha para o resto da vida.