Primeiro e Único

Emily Giffin · Capítulo 13 de 46

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Primeiro e Único

Treze

 

Na noite da véspera do j ogo contra o Rice, que abriria a tem porada, Lucy m e ligou da casa do pai dela. Ela vinha passando por dias difíceis, sentindo m uito a falta da m ãe, m ais do que o habitual, m as parecia razoavelm ente otim ista agora.

— Am anhã é o grande dia! — ela cantarolou ao telefone.

— Sim . E com o o seu pai está se sentindo? — perguntei, em bora eu o tivesse visto algum as horas antes, no cam po, e posso dizer que ele tam bém estava com um a aparência m ais anim ada.

— Está com eçando a ficar nervoso. Acabei de fazer o m ilk-shake de m orango dele. Graças a Deus tive a ideia de pedir a receita exata para a m inha m ãe. Eu j am ais saberia que leva leite m altado em pó. E aí eles nunca ganhariam , de novo.

Dei risada.

— Ele não é a pessoa m ais supersticiosa que você j á conheceu? — questionou Lucy.

“Eu não sou supersticioso”, ouvi o treinador dizer ao fundo.

— Ah, não é? Milk-shake de m orango no dia dos j ogos em casa? E aquelas m eias velhas de 1994? Refrigerante Mello Yello em vez de café quando j oga contra as equipes que estão m ais bem classificadas? Chiclete Big Red que tem de ser com prado no Superm ercado Parkit, não no EZ. Nem no Chevron. Nem no 7-Eleven. Só no Parkit.

Dei risada, lem brando de certa vez em que eu estava na terceira série e que j oguei um pacote de Big Red no carrinho da m inha m ãe enquanto estávam os na fila do caixa do superm ercado. Quando fui brincar na casa de Lucy, dei um pacotinho de chiclete para o treinador Carr e, depois de m e agradecer, ele im ediatam ente m e perguntou onde eu tinha com prado. Contei que tinha sido no m ercado, ele assentiu, depois se aj oelhou e, com a voz baixinha, sussurrou:

— Vou te contar um segredo.

— Qual? — questionei, inclinando-m e, com os olhinhos brilhando.

— Big Red é o m eu chiclete favorito e eu vou desfrutar de cada pedacinho desse pacotinho que você m e deu. Mas, olhe, se você quiser o m elhor Big Red de todos, o que vai te trazer toda a sorte do m undo, precisa com prar no superm ercado Parkit.

— Por quê? — questionei, pensando que todos os chicletes vinham das m esm as fábricas, com o um a em que m eus avós trabalharam quando a m inha m ãe era criança ainda.

— Porque o chiclete do Parkit nos aj udou a derrotar o Texas em 1985, o ano em que você e a Lucy entraram no j ardim de infância.

— Mas a gente sem pre ganhou deles.

— Eu sei — declarou o treinador, balançando a cabeça veem entem ente. — Em todas as vezes que j ogam os contra eles, eu estava com um Big Red que com prei no Parkit. — Ele levantou e deu um tapinha no bolso da frente.

Lem brei-m e que, depois disso, nós j á tínham os perdido para o Texas tam bém , e fiquei m e perguntando se teria sido porque ele se esqueceu de com prar o chiclete Big Red para esses j ogos. De certo m odo, eu sabia que não era esse o caso e que as coisas não funcionavam bem daquele j eito. Havia a possibilidade de que não ganhássem os, m esm o com o chiclete, m as com certeza perderíam os se não estivéssem os com ele. De qualquer m odo, não nos atreveríam os a desafiar essa teoria.

Voltei a prestar atenção na brincadeira entre Lucy e o pai quando ela disse:

— Shea. Leve um m onte desse chiclete. Meu pai acabou de dizer aqui: “Não é superstição. É um ritual”.

Lucy im itou o pai, acertando em cheio no sotaque e na cadência da voz dele, em bora tivesse errado na altura — alta dem ais.

Sorri e perguntei:

— Ele j á pegou o grilo?

Esse hábito com eçou no início da carreira do treinador, quando ele não conseguia dorm ir na noite da véspera de um grande j ogo por causa de um grilo enorm e e barulhento que estava do lado de fora da casa, bem na j anela do quarto. O treinador rapidam ente se levantou e prendeu o grilo num frasco de vidro. No dia seguinte, o Walker ganhou, o que enraizou a superstição para o resto da carreira do treinador.

— Ah, é verdade! Eu m e esqueci da captura ritualística do grilo! Já pegou ele, pai? Prendeu num frasco de vidro e guardou na garagem ?

— Ainda não. Faço isso depois do m ilk-shake. — Ouvi o treinador responder.

Sorri, enquanto Lucy argum entava que qualquer coisa que exigisse m ais do que trinta m inutos do seu tem po, um m onte de palavrões e um a lanterna era m ais do que um ritual.

— Concorda, Shea? — indagou ela.

— É... sim . Acho que nisso eu concordo com você. Diga ao treinador que eu falei...

Hesitei quando Lucy term inou a m inha frase:

— Boa sorte... Pode deixar que vou falar.

— Não, não era isso que eu ia dizer — retruquei, sabendo que o treinador não gostava que lhe desej assem “boa sorte” antes de um j ogo e m e perguntando com o Lucy tinha deixado escapar esse detalhe im portante.

— Então o que é pra eu dizer? — perguntou. — Ah, quer saber? Diga você m esm a.

Ela entregou o telefone para o treinador e, de repente, lá estava ele, ao m eu ouvido.

— Oi, m enina.

— Oi, treinador — falei, segurando o fone com força.

— E aí, o que tem para m im ?

— Peguei um grilo gigante — anunciei, m eu coração palpitando.

— Vou fazer o m eu m elhor — disse ele, e eu tive a sensação de que estava sorrindo. — Te vej o am anhã, Shea.

— Até am anhã, treinador.

Na noite seguinte, fui cedo para o Bronco Stadium , m uito antes de os portões se abrirem e m uito antes até do horário em que eu deveria chegar lá, j unto com os responsáveis pelos equipam entos, o responsável pela m anutenção do cam po e os seguranças. Essa era a minha rotina havia anos, e olhar para o estádio vazio antes de m ais nada era algo que sem pre m e em ocionou m uito. Nosso estádio não era o m aior, nem o m ais novo, tam pouco o m ais bonito entre os estádios de futebol am ericano universitário (em bora houvesse planos em andam ento para um a grande reform a), m as, ainda assim , era o m eu lugar favorito do m undo, assim com o era para o treinador. As instalações por si j á eram pitorescas. Em form ato de ferradura, a fachada de tij olos verm elhos fora erguida em hectares de cam pos verdes com um a vista panorâm ica para o rio Brazos. Um a vez lá dentro, a história era outra — a vista era feia e desoladora —, m as as deficiências estéticas do estádio só m e faziam am á-lo ainda m ais. Eu am ava o túnel subterrâneo e abafado de concreto que levava aos vestiários, as vigas de aço gigantescas revestidas por um a cam ada de tinta cinza industrial e o interior desbotado que lem brava a década de 1950. Eu conhecia cada centím etro do estádio, e tudo era para m im com o um terreno sagrado.

Talvez adm itir que eu m e sentia m ais perto de Deus dentro do estádio do que da igrej a em plena véspera de Natal fosse um sacrilégio, m as era verdade, e eu afirm ei para m im m esm a que não havia diferença entre as pessoas que encontravam sua espiritualidade no cam po ou à beira-m ar. Sim , Deus criou essas árvores e a água, ao contrário da m onstruosidade de aço erguida em 1938 e que arbitrariam ente perm aneceu ali ao longo das décadas, m as ainda assim eu sentia que Ele estava ali — especialm ente naquela noite de que m e peguei lem brando, na qual fiz um a oração pelo início da tem porada. A tem porada do cam peonato nacional.

Era algo com que eu vinha sonhando por quase trinta anos, e, em bora tenham os chegado perto m uitas vezes, e ganhado m uitos bowl games im portantes, não era o m esm o que ganhar um cam peonato nacional. Ser o núm ero um. Não consigo m e lem brar de um a única vez em que j oguei m oedas na fonte ou soprei as velas do bolo de aniversário sem fazer esse pedido singular e sim ples. Mas agora era diferente: as apostas eram ainda m aiores. Agora, j ogávam os por um propósito m aior, refleti, enquanto sem icerrava os olhos para olhar o céu lím pido e pensava em Connie e no treinador. O sol batia na gram a recém -cortada, m as, enquanto eu lim pava o suor da m inha testa, o vento trouxe um a pequena brisa refrescante, dando ao início daquela noite certa serenidade agradável. A calm a antes da tem pestade.

Cam inhei ao longo da lateral pintada de branco, depois cruzei o cam po para m e dirigir ao túnel e ao elevador antigo, que peguei para subir até a sala de im prensa e procurar por J.J. Já era hora de se preparar para o ataque dos repórteres; em outras palavras, era hora de parar de sonhar e com eçar a trabalhar, o m elhor rem édio para afastar o nervosism o que antecedia o j ogo. Porém , eu não estava tão nervosa assim . Não com o eu norm alm ente ficava. Talvez porque ninguém tivesse a m enor dúvida de que pressionaríam os e derrotaríam os o Rice, isso se não o hum ilhássem os. Talvez porque um a tem porada vitoriosa parecia realmente predestinada.

Pouco tem po depois, com os portões abertos e todos os alunos e fãs entrando, a noite correu exatam ente do j eito que sem pre foi. Nosso tim e foi recepcionado com saudações calorosas ao entrar em cam po. A banda espalhafatosa da Walker entrou m archando, tocando seus instrum entos gigantescos de latão dourado. As cheerleaders abriram sua faixa enorm e com a letra W e construíram pirâm ides para os deuses do futebol. Enquanto isso, os m inutos e segundos eram m arcados no placar, na últim a e dram ática contagem regressiva para os fogos, o hino nacional, o sorteio e o pontapé inicial para a temporada. Com o se fosse véspera de Ano-Novo em pleno m ês de agosto.

Nossa prim eira posse de bola foi rápida e decisiva, e m e fez lem brar da fam osa Batalha de San Jacinto, só que m enos sangrenta. Finalizações rápidas, um a após a outra, seguidas de um belo touchdown. Então, depois de um turnover descuidado de Rice, recuperam os a posse de bola. Em nosso segundo down, Reggie Rhodes tocou a bola pela prim eira vez num j ogo universitário, num a recepção im possível, e saiu correndo pelo cam po feito um raio. Todos ficam os observando, hipnotizados, a m aneira com o dez j ardas se transform aram em vinte, depois quarenta, depois sessenta. Um a j ogada espetacular, um chacoalhão para qualquer um que ainda o subestim asse. Até m esm o o pessoal da sala de im prensa ficou agitado, repórteres experientes riram , entusiasm ados, aprovando a atuação do j ogador. Esse menino tem rodinhas nos pés. Excelente. Armador inteligente.

No m eio do prim eiro tem po, o sol se deslocou para trás do estádio, abrindo no céu um brilho rosa e violeta. Touchdowns à parte, esse sem pre era o m eu m om ento favorito de um dia de j ogo, um a adrenalina que aum entava à m edida que as cortinas de veludo caíam e Bo Phelps, nosso eletricista de longa data, acendia os últim os disj untores e aj ustava as luzes auxiliares, elevando-as à potência m áxim a. Era um a sensação incrível ver aquelas 52 m il pessoas form ando um a onda m ulticolorida. Olhei para a lateral do cam po à procura do treinador, que era o único que não estava sorrindo.

Mas quando o vi do lado de fora do nosso vestiário após o j ogo, depois do placar anim ador de 41 pontos, ele finalm ente parecia feliz.

— Eu devo ter capturado um grilo grande — falei.

O treinador sorriu, com as costeletas e a parte da frente da cam isa m olhadas de suor.

— Com certeza. Agora posso soltá-lo. O cara trouxe sorte — com entou.

Sorri.

— E se não tivéssem os ganhado?

— Ele viraria isca para peixe — respondeu o treinador, piscando.

— Aaaah! Eu não sabia disso — exclam ei.

Eu sabia que j á tinha tom ado dem ais o tem po dele, e que precisava voltar para a sala de im prensa para distribuir os form ulários de pontuação, m as não resisti e fiz m ais um com entário.

— Um a m enos.

— Sim . E m ais doze pela frente — observou ele, o que eu sabia que incluía os doze j ogos que faltavam da nossa escala, m ais o que todos nós esperávam os ser o j ogo decisivo do cam peonato nacional. — Um longo cam inho para percorrer.

Balancei a cabeça, concordando. Mas ali, naquele m om ento, tive certeza da nossa sorte. Tive certeza de que Deus estava lá, escolhendo os favoritos.

O treinador capturou um grilo na sem ana seguinte, e m assacram os o UTEP para abrir a nossa tem porada com 2-0 e conquistarm os a posição 11 no ranking da Associated Press. Porém , vencer nos prim eiros j ogos não era apenas esperado com o tam bém planej ado pela nossa escala, e o nosso prim eiro teste de verdade foi contra o Texas A& M. Eu detestava a Universidade do Texas m ais que tudo, m as, de certa form a, tem ia m ais a Aggies. Ano após ano, eles sim plesm ente pareciam nos conhecer m uito bem , e tinham a habilidade irritante de reservar o m elhor desem penho da tem porada para j ogar contra o nosso tim e, só para estragar a nossa perform ance, m uitas vezes ganhando de virada.

Esse j ogo pareceu seguir a m esm a linha, os Aggies j ogando com desem penho m elhor do que deveriam para m anter o j ogo am arrado em sete durante todo o tem po, até o m inuto final. Eu estava desesperada. Todos no estádio inteiro pareciam estar, porque sabíam os que, se não ganhássem os naquela noite, a tem porada seria apenas boa. Não ótim a. Então, bem no últim o lance, quando Reggie j á estava todo am arrotado e com a roupa suj a de barro, Everclear conseguiu com pletar um a j ogada m ilagrosa para outro novato que estava na end zone. Foi um lance m uito bonito, m as a sensação foi m ais de alívio do que de alegria. Com isso fizem os um placar de 3-0, e continuávam os na caçada.

Na sala de im pressa, depois do j ogo, enquanto todos esperávam os pelo treinador Carr, encontrei Frank Sm iley.

— Bom j ogo. Mas não cheguem m ais perto do que isso.

— Prefiro ganhar de virada a fazer um j ogo bom — declarei, pensando que um a assistente de j ornalism o esportivo poderia contar com esse luxo. Não precisávam os escrever sobre isso; só tínham os de com em orar. — Você recebeu o form ulário de pontuação? — Eu estava com um a pilha de form ulários que tinham acabado de sair da im pressora.

Sm iley pegou um e agradeceu.

— Você viu que a corrida m ais longa de que desistim os foi de sete j ardas? — perguntei.

— Vi. A defesa conseguiu uns núm eros im pressionantes.

— Tudo com eça na linha de frente. Quando se tem controle da linha de scrimmage dessa form a, dá para fazer m uita coisa na linha de fundo.

Era só um a conversa fiada na sala de im prensa, m as eu tam bém tinha um obj etivo: conhecia o j ogo de Sm iley, dentro e fora de cam po. E ele deveria ter m e contratado.

— Bom , então, se fosse esse o seu papel, Srta. Rigsby, o que perguntaria ao treinador Carr?

Olhei para ele, pensando que aquela pseudoentrevista enquanto eu estava trabalhando era um a verdadeira bobagem . Mas decidi entrar no j ogo dele.

— Não sei. Acho que perguntaria a ele por que confiou num garoto principiante e deixou a j ogada final nas m ãos dele.

— Hum ... sim — disse Sm iley, balançando a cabeça. — E o que você acha que o treinador responderia?

Soltei a respiração, coloquei a pilha de form ulários sobre a m esa, próxim a aos repórteres da ESPN, e falei:

— A resposta seria a seguinte: Patrick Elgin pode ser um principiante, m as praticam os aquela j ogada centenas de vezes nos treinos. Então, ele estava pronto para ela. Não foi questão de correr um risco, sim plesm ente, com o você pode ter pensado.

Sm iley assentiu, m as ainda parecia duvidar, o que m e irritou o suficiente para dizer:

— Eu tam bém perguntaria quantas vezes ele deixou oito j ogadores fazendo a cobertura e escolheu deixar três linemen quando, na verdade, estam os acostum ados a vê-lo pressionar m ais os tim es que têm um bom passe de bola.

Ele aj eitou o boné e questionou:

— Nesse caso, qual seria a resposta?

— Bom , a minha resposta é que os Aggies têm receivers m uito fortes fisicam ente. Por isso, foi só um a questão de com binar os j ogadores que faziam a cobertura e deixar a defesa nickel de lado. É por isso que hoj e em dia se veem com m ais frequência três linemen. — Eu o encarei. — Mas essa é a minha resposta. Se quer saber qual é a do treinador, acho que precisa perguntar para ele. Não faço perguntas, só distribuo os form ulários de pontuação. — Quase suavizei a m inha fala com um sorriso, m as decidi não fazê-lo.

Sm iley m e encarou por um bom tem po, depois m e entregou um envelope grande com o m eu nom e digitado na frente.

— Srta. Rigsby, aqui está a proposta form al para fazer parte da m inha equipe. Você não possui a experiência necessária, m as conhece o j ogo e é um a boa escritora. Não é ótim a, m as é boa. Estou lhe dando um a grande chance. Por favor, m e diga qual é a sua resposta na segunda-feira de m anhã.

Antes que eu pudesse responder, ele cam inhou a passos largos de volta para a sua cadeira dobrável na prim eira fila, no canto esquerdo, ao lado de Kenny Stone, seu repórter de longa data que fazia a cobertura da Walker. Olhei para o envelope, balancei a cabeça e m e perm iti um sorriso discreto, porém radiante. Enquanto isso, o treinador entrou na sala com Rhodes e Everclear, os três cam inhando com firm eza e em fila única em direção à m esa cheia de m icrofones. A sala ficou em silêncio e as câm eras com eçaram a film ar quando o treinador cum prim entou a im prensa, fazendo suas observações habituais pós-vitória. Nossos garotos deram um show hoje. Estou orgulhoso deles. A disputa contra os Aggies foi dura. São uma grande equipe. Mas as coisas funcionaram a nosso favor, e estou satisfeito por isso. Em seguida, ele abriu para as perguntas e Sm iley levantou a m ão. O treinador o cham ou e a voz rouca de Sm iley ressoou:

— Treinador. Poderia nos explicar por que optou por três linemen em diferentes m om entos da partida de hoj e?

Fiquei surpresa ao ouvir a m inha pergunta, m as m e surpreendi m enos ao ouvir que a resposta do treinador seguiu o m eu script. Observei enquanto Sm iley fazia inúm eras anotações, depois quando se virou, olhou para m im por cim a do om bro e, discreta e surpreendentem ente, fez um sinal de positivo com os polegares. Contra todas as adversidades, por fim , eu fazia parte do clube.