Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): Neodesenvolvimentismo?

Parte I – Do macro ao micro: contexto macroeconômico e definição das elites dirigentes no Brasil contemporâneo

Parte I – Do macro ao micro: contexto

 

macroeconômico e definição das elites

 

dirigentes no Brasil contemporâneo

 

1 – Do desenvolvimentismo da Era

 

Vargas ao neodesenvolvimentismo do

 

período Lula

 

Visando a compreender melhor o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o livro inicia com um levantamento histórico sobre o período desenvolvimentista do capitalismo brasileiro, com destaque para o governo de Getúlio Dornelles Vargas (1930-1945; 1951-1954) e a reforma e a redução do Estado na década de 1990. Para tanto, será discutido o setor elétrico.

 

Depois se buscará a compreensão da política macroeconômica e monetária da primeira década de 2000, mostrando como o PAC foi utilizado no modelo de desenvolvimento estabelecido no Brasil a partir de 2003, em um contexto de baixo crescimento econômico e racionamento de energia, heranças do governo anterior, que, por sua vez, deram espaço para surgir um novo grupo político.

 

A elaboração deste capítulo foi feita com base em dados secundários – relatórios do Tesouro Nacional, do BNDES, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento –, assim como dados coletados por pesquisa de campo, especialmente dados prosopográficos da elite política dirigente durante os governos Lula e Dilma.

 

Portanto, antes de entrarmos no governo Lula, retrocedemos um pouco até o governo Vargas, tendo como fio condutor as disputas existentes no setor elétrico, já que neste livro se dará ênfase à infraestrutura fornecida pelo PAC. Isso será importante para posicionarmos nossa discussão sobre o neodesenvolvimentismo, suas semelhanças e diferenças em relação ao desenvolvimentismo dos tempos Vargas.