A Primeira Luz da Madrugada

Clara Pinto Correia · Apêndice

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A Primeira Luz da Madrugada

Agradecimentos

 

Ao Mário de Carvalho, Amigo e Camarada de muitas décadas do caminho, que chegou no seu Google a sítios sobre o exorcismo de Santo António onde eu, sozinha, nunca conseguiria chegar. E ainda voltou a tempo de, no fim, me ministrar algumas lições preciosas sobre a arte da prosa.

Aos meus filhos Miguel e Ricardo, que me acompanharam sem um desfalecimento ao Lidl sempre que foi preciso executar trabalho de campo.

Ao empregado do Lidl da Parede, cujo nome desconheço, que me emprestou a esferográfica para eu poder tomar notas, quando me remeti à minha modéstia e tive que aceitar que, só de vista e de memória, nunca iria lá.

Ao Alexandre Bernardo, o mais carinhoso e Eleito de todos os funcionários do Lidl que conheci nestes estudos.

Ao José Pedro Sousa Dias, Amigo e Camarada de todo o caminho, erudito incomparável na história da medicina nos séculos XIX e xx, tanto pelos seus rasgos de vislumbre no respeitante a minudências olisiponenses quanto pelos esclarecimentos e pesquisas necessários para a explicação do mistério dos enantiómeros, e para a consequente convocação de Louis Pasteur à Cruz Quebrada.

Ao Dr. Noronha Andrade, da consulta de Ortopedia da CUF, que me diagnosticou uma ruptura de ligamentos, me pôs gesso do pé ao joelho, me obrigou a repouso absoluto, e, em consequência, me fez passar três semanas completamente sozinha com este texto.

À Luísa Costa Gomes, a única portuguesa, para além dos membros da minha própria família, que prestou a devida homenagem ao cabo Pinto Correia, ao retratar-lhe fielmente a lealdade e os medos na peça Sob o Céu de Sacadura.

Ao Luís Ventura, da GNR de Colares, que protegeu a minha paz na recta final, quando de mim eu só tinha o direito de dar o melhor mas me encontrei impotente perante a incontornabilidade de um poste da EDP caído sobre o meu carro.

Ao génio de Alexandre Herculano ao reinventar a língua que se falaria em Portugal no século XIII, esforço de que saíram os inolvidáveis “mentes pela gorja, vilão” e “sabes tu, Hermengarda, o que é passar dez anos amarrado ao próprio cadáver?”, aqui homenageados.

Ao Tolentino Mendonça, pela pergunta mais bonita que um ser humano pode fazer a outro, aqui feita por Melkievstein a Pasteur — “a que distância deixaste o teu coração?”.

Aos homens e mulheres do Maputo que celebravam no seu templo o culto do Meishu-Sama e me deixaram entrar, depois do que me lançaram Johrei com várias mãos abertas, me deixaram ouvir as litanias do fim do mundo, me entregaram duas folhas com todo o alinhamento da cerimónia por escrito, e, assim fazendo, me ofereceram o ritual final de que eu andava à procura para a minha história.

[1]Conforme nos conta Diogo Barbosa Machado em Bibliotheca Lusitana, tomo III, p. 646, 1752.

[2]Instrução que Jesus deu aos Apóstolos antes de subir aos Céus.

[3]A mesma linhagem a que Jesus pertence.

[4]Conforme proposto por Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues em Portugal: Diccionario historico, biographico, bibliographico,

heraldico, horográfico, numismatico e artistico, abrangendo a minuciosa descrição historica e chorographica de todas as cidades, villas e outras povoações do continente do reino, ilhas e ultramar, monumentos e edifícios mais notáveis, tanto antigos como modernos; biographias dos portugueses illustres antigos e contemporaneos, celebrados por qualquer título, notáveis pelas suas acções ou pelos seus escritos, pelas suas invenções ou descobertas; bibliographia antiga e moderna; indicação de todos os factos notáveis da história portugueza, etc, etc. Obra illustrada com centenares de photogravuras e redigida segundo os trabalhos dos mais notaveis escriptores, vol. II, p. 1244, 1906.

[5] Para uma descrição mais detalhada do casamento dos pais de Ana Maria e da quinta de castanheiros no Norte, consultar o penúltimo

capítulo de Os Mensageiros Secundários, 1999.

[6]O Livro da Criação, utilizado no hermetismo judaico.

[7]Melkievstein, Eleazar, Sur les chemins du Juif Érrant,: quelques méditations, p. 5.

[8]Onde, aliás, o incansável viajante franciscano Odorico de Pordemoma escreve laconicamente, no século XIV, “estes cristãos são

nestorianos muito vis e pestilentos”, enquanto Jordanus de Sévérac é mais severo e afirma mesmo “nesta Índia há um povo disperso, um aqui, outro ali, que se dizem cristãos mãs não o são, nem recebem o baptismo, nem conhecem seja o que for sobre a sua fé. Não, acreditam que o Apóstolo São Tomé é o próprio Cristo! ”

[9]Cristo vem do grego Christos, para Salvador, neste caso o Messias salvador que teria sido prometido aos judeus no Velho Testamento.

[10] Comemoração da fuga do Egipto, conforme o Livro do Êxodo.

[11] “Chupador de sangue”.

[12] Descrição detalhada do supracitado monstro em Os Mensageiros Secundários, 1999.

[13]Missionário diplomata franciscano enviado à Tartaria no século XIII no clímax da tentativa de converter os Khans ao cristianismo,

tendo à chegada compreendido claramente que os supostos tártaros cristãos eram missionários nestorianos como Nestor Ibn Hâyan.

[14]Bushnell, p. 452 de Studies in Philology, vol. 28, 1931.

[15]Anderson, p. 12 de The Legend of the Wandering Jew.

[16]Melkievstein, Eleazar, Sur les chemins du Juif Érrant,: quelques méditations, p. 6.

[17]Idem, p. 7.

[18]Ibidem, pp. 8-9.

[19]Ibidem, p. 10.

[20]Ibidem, p. 12.

[21] Melkievstein refere a presença desta mesma história, com algumas variantes, na compilação de Herbelot, Bibli. Orient. Iii, p. 607.

[22] Paul von Eitzen nasceu em Hamburgo a 25 de Janeiro de 1522; fez os seus estudos em Wittemberg, e, em 1562 foi-lhe dado o grau de

pregador-mor de Schleswig. Morreu a 25 de Fevereiro de 1598.

[23] Melkievstein, op. cit., p. 14.

[24]Idem, p. 15.

[25]Ibidem, p. 16.

[26]Ibidem, pp. 16-17.

[27]Ibidem, pp. 18-19.

[28]Ibidem, p. 19.

[29]Ibidem, p. 357.

[30]Comment. De Ortu, Vita, et Excessu Coleri, I. Cti Lubec.

[31]Melkievstein, op. cit., p. 305.

[32]Mitternacht, Diss. In Johann, xxi, 19.

[33]Hormayr, Tachenbuch, 1834, p. 216.

[34]Calmet, Dictionn. de la Bible, t. ii, p. 472.

[35] Bayr Aventinus, Chronick , viii.

[36] Kuhn u. Schawrz, Nordd. Sagen, p. 499.

[37]Melkievstein, op. cit., p. 26.

[38]História já anteriormente contada em Os Mensageiros Secundários, 1999.

[39]Idem.

[40]Op. cit., personagem principal masculino e narrador.

[41]Op. cit., clímax romanesco.

Índice

 

Ficha Técnica

Para o Mia.

Proémio

Livro Primeiro

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 1.º

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. I

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. II

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. II, ADENDA

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. III

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. IV

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. V

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. V, ADENDA

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2º, PT. VI

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. VI, 1.ª ADENDA

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. VI, 2.ª ADENDA

LIVRO PRIMEIRO, CAP. 2.º, PT. VI, 3.ª ADENDA

Livro Segundo

LIVRO SEGUNDO, CAP. 1.º

LIVRO SEGUNDO, CAP. 1.º, PT. I

LIVRO SEGUNDO, CAP. 1.º, PT. II

LIVRO SEGUNDO, CAP. 2.º

Livro Terceiro

Livro Quarto

LIVRO QUARTO, ADENDA

Livro Quinto

LIVRO QUINTO, ADENDA

Livro Sexto

LIVRO SEXTO, CAP. 1.º

LIVRO SEXTO, CAP. 2.º

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO, 1.ª ADENDA

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO, 2.ª ADENDA

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO, 3.ª ADENDA

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO, 4.ª ADENDA

LIVRO SEXTO, CAP. 3.º, ANEXO, 5.ª ADENDA

Livro Sétimo

LIVRO SÉTIMO, CAP. 1.º

LIVRO SÉTIMO, CAP. 1º, PT. I

LIVRO SÉTIMO, CAP. 1.º, PT. II

LIVRO SÉTIMO, CAP. 2.º

Livro Oitavo

LIVRO OITAVO, ADENDA

Livro Nono

LIVRO NONO, CAP. 1.º

LIVRO NONO, CAP. 1.º, PT. I

LIVRO NONO, CAP. 1.º, PT. II

LIVRO NONO, CAP. 1.º, PT. III

LIVRO NONO, CAP. 2.º

LIVRO NONO, CAP. 3.º

LIVRO NONO, CAP. 3.º, PT. I

LIVRO NONO, CAP. 3.º, PT. II

LIVRO NONO, CAP. 3.º, PT. III

Livro Décimo

LIVRO DÉCIMO, CAP. 1.º

LIVRO DÉCIMO, CAP. 2.º

Agradecimentos