Emma

Jane Austen · Capítulo 13 de 113

Páginas do PDF

Emma

Capítulo XII

– Ninguém nunca pensou bem dos Churchills, eu im agino – observou Mr. John Knightley, friam ente. – Mas não deve im aginar que Mr. Weston sentiria o m esm o que você se tivesse que desistir de Henry ou de John. Mr. Weston é m ais um hom em afável e de tem peram ento alegre, do que um hom em de fortes sentim entos. Ele aceita as coisas com o são, e as utiliza para o seu prazer de um m odo ou outro. Gosta do que cham am os de sociedade m uito m ais pelos seus confortos – com er bem , beber, j ogar cartas com seus vizinhos cinco vezes na sem ana – do que pelos prazeres do lar e da afeição fam iliar.

Em m a não gostava de sem elhante reflexão sobre Mr. Weston, e esteve a ponto de iniciar um a discussão, m as pensou m elhor e deixou passar. Queria m anter a paz fam iliar, se possível. No entender do cunhado havia algo de tão honrado e valioso nos hábitos fam iliares e na autossuficiência do lar, que resultava nessa disposição de m enosprezar as relações sociais com uns, e aqueles para quem isso era im portante. Ele tinha todo direito à indulgência.

CAPÍTULO XII

Mr. Knightley veio j antar com eles, um tanto contra o desej o de Mr.

Woodhouse, que não gostava de partilhar Isabella com ninguém no prim eiro dia da visita. Em m a decidira assim , no entanto, atendendo ao seu senso de dever. Ela teve grande prazer em fazer-lhe o convite apropriado, tanto pela consideração que era devida aos dois irm ãos, quanto pelo recente desentendim ento ente ela e Mr. Knightley.

Esperava que agora voltassem a ser am igos, pois j á era tem po de se reconciliarem . Um a reconciliação, de fato, não seria possível. Ela com certeza não estava errada, e ele nunca adm itiria que o erro fosse dele. Qualquer concessão estava fora de questão, m as chegara a hora de dem onstrar esquecer que eles um dia discutiram . Em m a pensou que poderia aj udar a restauração da am izade se, quando ele entrasse na sala, ela estivesse com um a das crianças, a m enorzinha, um a linda m enina de oito m eses que fazia a sua prim eira visita a Hartfield e estava m uito feliz de ser balançada nos braços da tia. E de fato aj udou, pois em bora ele entrasse na sala com ar sério e poucas palavras, logo passou a conversar com todos na m aneira de sem pre, e pegou a m enininha dos braços dela com a sem cerim ônia da perfeita am izade. Em m a sentiu que eram am igos de novo. A certeza deu-lhe grande satisfação, e ela não pode evitar dizer, com um a ponta de atrevim ento, enquanto ele adm irava o bebê:

– Com o é agradável que a gente pense da m esm a m aneira a respeito dos nossos sobrinhos e sobrinhas. Quando se trata de hom ens e m ulheres podem os às vezes ter opiniões diferentes, m as no que diz respeito a essas crianças vej o que nunca discordam os.

– Se você fosse guiada m ais pela natureza na sua avaliação dos hom ens e m ulheres em vez de lidar com eles com a força da fantasia e do capricho, com o faz com essas crianças, nós poderíam os estar sem pre de acordo.

– Mas é claro... nossas discordâncias sem pre surgem porque estou errada!

– Sim , por um bom m otivo – disse ele, sorrindo. – Eu tinha dezesseis anos quando você nasceu.

– Um a diferença apreciável, de fato – ela respondeu – e não há dúvida que o seu poder de j ulgam ento era superior ao m eu naquela época das nossas vidas. Mas não acha que o lapso de vinte e um anos tenha tornado nossos intelectos bem m ais próxim os?

– Sim , bem m ais próximos.

– Mas ainda não o suficiente para m e dar a chance de estar certa, quando tiverm os opiniões diferentes.

– Eu ainda tenho a vantagem de dezesseis anos a m ais de experiência, e de não ser um a bela j ovem nem ter sido um a criança m im ada. Vam os ser am igos, m inha querida Em m a, não falem os m ais disso. Diga à sua tia, pequena Em m a, que ela deve dar m elhor exem plo do que ficar relem brando antigas queixas, e que se ela não estava errada antes, está errada agora.

– É verdade – ela exclam ou – a m ais pura verdade. Pequena Em m a, cresça e torne-se um a m ulher m elhor que sua tia. Sej a bem m ais inteligente e m uito m enos convencida. Agora, Mr. Knightley, devo lhe dizer apenas m ais um a ou duas palavras. Quanto às boas intenções, am bos estávam os certos, e não vi nada ainda que provasse que m eus argum entos estavam errados. Só queria saber se Mr. Martin não está am argam ente desapontado.

– Nenhum hom em poderia estar m ais triste – foi sua curta e pronta resposta.

– Ah! Eu sinto m uito, de fato... Vam os apertar as m ãos, está bem ?

Acabavam de trocar um cordial aperto de m ãos quando John Knightley entrou. Os cum prim entos entre os dois irm ãos não passaram de “Com o vai, George?” e “John, com o está você?” no verdadeiro estilo inglês. Sob esta calm a que parecia indiferença, os dois ocultavam um afeto verdadeiro, que os teria levado, se necessário, a fazer qualquer coisa pelo bem do outro.

A noite transcorreu em calm a e tranquilidade. Mr. Woodhouse desistiu por inteiro do j ogo de cartas pelo prazer de conversar com sua querida Isabella, e o grupo se dividiu naturalm ente em dois: de um lado ele e a filha, do outro os dois Mr. Knightley. Os assuntos eram bem distintos, raram ente havia um a conversa com um , e Em m a só às vezes se j untava a um ou outro grupo.

Os irm ãos conversavam sobre suas próprias preocupações e atividades, m as principalm ente sobre as do m ais velho, cuj o tem peram ento era bem m ais com unicativo, e que sem pre fora o m ais falante. Com o m agistrado geralm ente consultava John a respeito de algum ponto da lei, ou contava algum a anedota, pelo m enos. Com o fazendeiro, responsável pela adm inistração das terras de Donwell Abbey, tinha que prestar contas sobre os rendim entos dos cam pos no próxim o ano, e dar-lhe todas as inform ações locais que pudessem interessá-lo, pois a propriedade fora o lar de John durante a m aior parte da vida e ele tinha forte apego a ela. Os planos para um dreno, a m udança de um a cerca, a queda de um a árvore, e a destinação dos cam pos para o plantio de trigo, nabos ou m ilho eram de grande interesse para John, m ais do que perm itiam supor suas m aneiras

reservadas. E se o disposto irm ão deixasse algum a pergunta por fazer, suas questões seriam até m esm o ansiosas.

Enquanto eles estavam agradavelm ente ocupados, Mr. Woodhouse desfrutava de um a torrente contínua de felizes lam entos e tem erosa afeição na com panhia da filha.

– Minha pobre querida Isabella – disse ele, pegando sua m ão com carinho, e interrom pendo por alguns m om entos o ágil trabalho de agulha que ela fazia para algum dos cinco filhos. – Quanto tem po, m uito tem po m esm o, desde que você esteve aqui! E com o deve estar cansada depois dessa viagem ! Deve se deitar cedo, m inha querida, e eu sugiro que tom e um pouco de m ingau de aveia antes. Eu e você tom arem os um belo prato de m ingau j untos. Minha querida Em m a, im agino que todos vam os tom ar m ingau.

Em m a j am ais suporia tal coisa, pois sabia que os dois Knightley s detestavam m ingau tanto quanto ela, por isso m andara preparar apenas dois pratos. Mr. Woodhouse ainda falou m ais um pouco sobre os benefícios do m ingau, e questionava as razões por que todos não tom avam um prato todas as noites. Depois disso continuou, com ar de grande reflexão:

– Foi m uito estranho, m inha querida, você passar o outono em South End em vez de vir aqui. Nunca gostei m uito do ar m arinho.

– Mr. Wingfield recom endou-nos com m uita insistência, senhor... do contrário não teríam os ido. Ele recom endou isso para todas as crianças, m as em especial para a fraqueza da garganta da pequena Bella, tanto o ar m arinho com o o banho de m ar.

– Ah, m inha querida, Mr. Perry teve m uitas dúvidas de que o m ar fizesse algum bem a ela. Eu m esm o há m uito tem po estou perfeitam ente convencido de que o m ar não é útil para ninguém , em bora nunca tenha lhe dito isso. Tenho certeza que ele quase m e m atou, um a vez.

– Vam os, vam os – exclam ou Em m a, sentindo que o assunto era perigoso. – Peço-lhe que não fale do m ar, pois m e deixa invej osa e infeliz... Logo eu, que nunca vi o m ar! Falar de South End está proibido, por favor. Minha querida Isabella, não a ouvi perguntar por Mr. Perry e ele nunca se esquece de você.

– Ah! O bom Mr. Perry. Com o está ele, senhor?

– Está bastante bem , em bora não totalm ente. O pobre Perry é bilioso e não tem tem po para cuidar de si m esm o... ele m esm o m e disse que não tem tem po para cuidar de si m esm o... O que é m uito triste, m as ele está sem pre

sendo cham ado em toda a região. Suponho que não haj a outro m édico tão bom nesses lugares. De qualquer m odo não há outro tão inteligente com o ele.

– E Mrs. Perry e as crianças, com o estão? As crianças estão m uito crescidas? Tenho grande afeição por Mr. Perry, espero que venha nos visitar logo.

Ele ficaria tão feliz de ver os m eus pequenos.

– Espero que ele venha am anhã, pois tenho algum as perguntas im portantes a fazer-lhe sobre a m inha saúde. E quando ele vier, m inha querida, você deve perm itir-lhe exam inar a garganta de Bella. – Ah, querido senhor, a garganta dela m elhorou tanto que quase não tenho m ais preocupações a esse respeito. Pode ser que o banho de m ar tenha feito bem a ela, ou então foi o linim ento preparado por Mr. Wingfield, que estam os aplicando desde agosto.

– Não é provável que o banho de m ar tenha feito bem a ela, m inha querida... E se eu soubesse que estava usando um linim ento, teria pedido a...

– Parece que você se esqueceu de Mrs. e Miss Bates – disse Em m a. –

Não a ouvi perguntar por elas.

– Ah! As boas Bates... estou tão envergonhada... m as você as m enciona em quase todas as suas cartas. Espero que estej am bem . A boa e velha Mrs.

Bates, vou visitá-la am anhã e levar as crianças. E a excelente Miss Bates! São pessoas tão dignas!... Com o elas estão, senhor?

– Estão bastante bem , m inha querida, de m odo geral. Mas a pobre Mrs.

Bates teve um resfriado m uito forte um m ês atrás.

– Com o lam ento! Mas os resfriados nunca foram tão com uns quanto neste outono. Mr. Wingfield disse-m e que nunca viu um m uito intenso ou forte...

exceto quando eram casos de gripe.

– Aqui tivem os m uitos casos, m inha querida, m as não tanto quanto você diz. Perry diz que os resfriados foram bastante com uns, m as não tão fortes com o em novem bro passado. Mesm o assim ele acha que não foi um inverno de m uitas doenças.

– Bem , acho que Mr. Wingfield tam bém não achou que houvesse muitas doenças no inverno passado...

– Ah, m inha pobre querida criança, a verdade é que em Londres sem pre há m uitas doenças. Ninguém é saudável em Londres, nem pode ser. É

m uito doloroso que você tenha sido forçada a viver lá! Tão longe... e o ar é tão ruim !

– Oh, não! Na verdade, nós não estam os em um a zona de ar ruim , de j eito nenhum . Moram os em um a parte de Londres bem superior às outras. Não deve confundir o nosso lar com Londres de form a geral, m eu querido senhor. A vizinhança de Brunswick Square é bem diferente de quase todo o resto. É bastante arej ada! Eu não gostaria de viver em nenhum a outra parte da cidade, nem ficaria satisfeita de m anter m eus filhos em outro lugar. Mas a nossa região é tão notavelm ente arej ada! Mr. Wingfield acha que o m ais notável de Brunswick Square é j ustam ente o ar.

– Ah, m inha querida, m as não é com o Hartfield. Você faz o m elhor que pode, m as depois de um a sem ana em Hartfield verá com o todos estarão diferentes, nem parecerão os m esm os. Não deveria dizer isso, m as acho que nenhum de vocês parece m uito bem no m om ento.

– Sinto que diga isso, senhor, m as lhe asseguro que estou m uito bem , com exceção de algum as pequenas dores de cabeça nervosas e palpitações, das quais não consigo m e livrar em lugar nenhum . Se as crianças pareceram um pouco pálidas antes de se deitar é porque estavam m ais cansadas que o norm al, por causa da viagem e da em oção da chegada. Espero que am anhã o senhor as encontre com um a aparência m elhor. Mr. Wingfield disse-m e que j am ais perm itiria a viagem se não estivéssem os bem , posso lhe garantir. Acredito que pelo m enos Mr. Knightley não lhe pareça doente.

Isabella então voltou os olhou para o m arido, com afetuosa ansiedade.

– Mais ou m enos, m inha querida, não posso lhe dar os cum prim entos.

Acho que Mr. John Knightley está m uito longe de parecer saudável.

– Qual é o problem a, senhor? Está falando com igo? – exclam ou Mr.

John Knightley, ouvindo seu nom e.

– Lam ento dizer, m eu am or, que m eu pai acha que você não parece m uito saudável... m as espero que sej a só um pouco de cansaço. Eu gostaria que você tivesse consultado Mr. Wingfield antes de deixarm os Londres, com o j á sabe.

– Minha querida Isabella – exclam ou ele, rapidam ente. – Peço-lhe que não se preocupe com a m inha aparência. Contente-se em fazer consultas e tratam entos para você e as crianças, e perm ita-m e ficar com a aparência que eu escolher.

– Não entendi bem o que o senhor estava contando ao seu irm ão –

exclam ou Em m a – sobre seu am igo Mr. Graham estar procurando um oficial escocês para tom ar conta de sua nova propriedade. Será que vai funcionar? O

antigo preconceito não será forte dem ais?

E Em m a continuou falando do assunto por algum tem po e com tanto sucesso que, ao voltar sua atenção outra vez para o pai e a irm ã, teve o desprazer de ouvir as am áveis perguntas de Isabella sobre Jane Fairfax. E em bora ela não apreciasse Jane Fairfax tanto assim , estava bastante feliz de poder elogiá-la agora.

– A doce e am ável Jane Fairfax! – disse Mrs. John Knightley. – Faz tanto tem po que não a vej o, exceto por alguns m om entos, quando a encontro na cidade por acaso. Que alegria deve ser a visita dela para a boa e velha avó e sua excelente tia! Eu sem pre lam entei m uito que ela não pudesse vir m ais a Highbury por causa da querida Em m a, m as agora que a filha deles está casada, acho que o coronel e Mrs. Cam pbell não serão capazes de dispensá-la. Ela seria um a com panheira m aravilhosa para Em m a.

Mr. Woodhouse concordava com tudo, e acrescentou:

– A nossa pequena am iga Harriet Sm ith, todavia, é outra j ovem da m esm a espécie encantadora. Você vai gostar dela. Em m a não pode ter um a com panheira m elhor que Harriet.

– Fico feliz em ouvir isso... m as apenas Jane Fairfax sabe ser tão perfeita e superior! E tem a exata idade de Em m a.

Esse assunto foi discutido com m uita alegria, e outros sem elhantes se sucederam do m esm o j eito harm onioso. Mas a noite não term inou sem que houvesse nova agitação. O m ingau foi servido e m otivou um a enorm e discussão, com vários elogios e m uitos com entários. Foram feitas veem entes afirm ativas a respeito dos seus

benefícios para qualquer constituição física e severas filípicas[1] contra as m uitas casas que não o toleravam . Infelizm ente, porém entre as falhas que Isabella citou, a m ais recente e por isso m ais im portante, era relacionada à cozinheira que a acom panhara a South End, um a j ovem contratada para a ocasião, e que nunca fora capaz de entender o que ela queria dizer com um prato de saboroso m ingau, um pouco ralo, m as não ralo dem ais. Cada vez que pedia o m ingau, Isabella nunca conseguira que a m oça o preparasse de m odo pelo m enos tolerável. E aí estava um a perigosa abertura.

– Ah! – disse Mr. Woodhouse, balançando a cabeça e olhando a filha com terna preocupação, enquanto Em m a ouvia atentam ente. – Ah! Esta é outra terrível consequência de sua ida a South End. Nem é bom falar disso.

Por alguns m om entos Em m a achou que o pai não falaria m ais do assunto, e que um a silenciosa rum inação seria suficiente para que ele retornasse ao seu delicioso e suave m ingau. Após alguns m inutos, no entanto, ele recom eçou.

– Eu sem pre vou lam entar que você tenha ido à praia neste outono, ao invés de vir aqui.

– Mas por que lam entar, senhor? Eu lhe asseguro que fez m uito bem às crianças.

– E, além do m ais, se fosse necessário ir à praia seria m elhor não ter ido a South End. Esse lugar não é saudável. Perry ficou surpreso ao saber que você escolheu South End.

– Sei que m uitos pensam assim , m as é um grande engano, senhor.

Todos nós nos m antivem os perfeitam ente saudáveis lá, não tivem os nenhum problem a com a lam a. Mr. Wingfield diz que é um enorm e erro achar que o lugar não é saudável. E estou certa de que podem os confiar nele, pois ele entende tudo sobre a natureza do ar, e seu próprio irm ão sem pre vai para lá com a fam ília.

– Vocês deveriam ter ido para Crom er, m inha querida, se fosse necessário ir à praia. Perry esteve um a sem ana em Crom er certa vez, e acha que é o m elhor de todos os lugares para o banho de m ar. Tem um belo m ar aberto e o ar é m uito puro. E, pelo que entendi, pode-se conseguir aloj am entos m uito confortáveis bem longe do m ar, cerca de quatrocentos m etros. Você devia ter consultado Mr. Perry.

– Mas m eu querido senhor, a distância seria bem m aior. Pense na diferença... cento e sessenta quilôm etros, em vez de sessenta e quatro.

– Ah, m inha querida, com o diz Perry, quando se trata da saúde nada m ais im porta. E se um a pessoa resolve viaj ar não há m uita diferença entre sessenta quilôm etros e cento e sessenta... É m elhor nem viaj ar e ficar em casa em Londres, do que viaj ar sessenta quilôm etros para um lugar onde o ar é pior.

Isso foi exatam ente o que Perry disse, ele achou essa m edida m uito im prudente.

Em m a tentou em vão fazer o pai calar-se. E quando chegou a esse ponto ela não se surpreendeu de ver o cunhado interrom per bruscam ente a conversa.

– Mr. Perry – disse ele, revelando no tom de voz seu enorm e desprazer

– deveria guardar sua opinião até que ela lhe fosse solicitada. Com o ele pode pensar que sej a da conta dele o que eu faço? Se levo m inha fam ília para um a parte ou outra do litoral?... Tenho direito ao m eu próprio j ulgam ento, assim com o Mr. Perry. Desej o suas opiniões tanto quanto seus rem édios. – Ele parou, e controlando-se por um instante, acrescentou com sarcástica frieza – Se Mr. Perry puder m e dizer com o transportar um a esposa e cinco filhos por um a distância de duzentos quilôm etros, sem m aiores despesas ou inconvenientes que um a viagem

de sessenta, estarei tão disposto quanto ele a escolher Crom er em vez de South End.

– Verdade, verdade – exclam ou Mr. Knightley, interpondo-se prontam ente – absoluta verdade. Esta é um a consideração im portante, sem dúvida. Mas John, quanto àquela ideia de que lhe falei sobre a m udança do cam inho para Langham , de desviá-lo um pouco para a direita a fim de que não atravesse o gram ado j unto a casa, acho que não haverá nenhum a dificuldade. Eu não faria isso se viesse a trazer algum inconveniente para os habitantes de Highbury, m as se você se lem brar exatam ente do traçado atual da estrada... O

único m eio de term os certeza, no entanto, será olharm os os m apas de novo.