Emma

Jane Austen · Capítulo 2 de 113

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Emma

Capítulo I

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IMPRESSO EM SÃO PAULO, SP, BRASIL

PRINTED IN BRAZIL

2012

VOLUME I

CAPÍTULO I

Em m a Woodhouse, bonita, inteligente e rica, com um a casa confortável e disposição alegre, parecia reunir algum as das m aiores bênçãos da existência; e vivera quase vinte e um anos no m undo com m uito pouco a lhe causar angústia ou irritação.

Era a m ais j ovem das duas filhas do m ais afetuoso e indulgente dos pais e, devido ao casam ento da irm ã, tornara-se a senhora da casa desde m uito j ovem . Sua m ãe m orrera há tanto tem po que ela não tinha m ais que um a vaga lem brança de seus carinhos, e seu lugar fora ocupado pela governanta, um a excelente m ulher que lhe dedicara quase o m esm o afeto da m ãe.

Miss Tay lor passara dezesseis anos com a fam ília de Mr. Woodhouse, m ais com o am iga do que com o governanta, m uito afeiçoada às duas filhas, m as particularm ente à Em m a. Entre as duas havia um a intim idade com o a de irm ãs.

Mesm o antes de Miss Tay lor deixar de m anter o cargo nom inal de governanta, a doçura de seu caráter quase a im pedia de im por algum a disciplina; e depois que a som bra de autoridade j á há m uito se desfizera, elas viviam j untas com o am igas m uito afeiçoadas, com Em m a fazendo só o que queria; levava em alta consideração o j ulgam ento de Miss Tay lor, m as guiava-se apenas pelo seu próprio.

Os verdadeiros m ales da situação de Em m a eram , na verdade, o poder de ter as coisas feitas a seu m odo e um a disposição para pensar um pouco bem dem ais de si m esm a; estas eram as desvantagens que am eaçavam lim itar seus m uitos divertim entos. O perigo, entretanto, passava tão despercebido no m om ento, que elas não o consideravam , de m odo algum , com o um infortúnio para a j ovem .

A tristeza chegou – um a tristeza suave – m as não na form a de um a desagradável conscientização. Miss Tay lor casou-se. A perda de Miss Tay lor foi a prim eira tristeza de sua existência. Foi no dia do casam ento dessa am iga querida que Em m a prim eiro pensou, com pesar, na continuidade da vida. Após a cerim ônia, quando os convidados j á haviam se retirado, ela e o pai foram deixados para que j antassem sozinhos, sem a perspectiva da chegada de um a terceira pessoa para alegrar um a noite tão longa. Seu pai preparou-se para dorm ir após o j antar, com o sem pre, e ela então se sentou e com eçou a pensar no que perdera.

O evento prom etia toda felicidade para sua am iga. Mr. Weston era um hom em de caráter excepcional, fortuna razoável, idade adequada e m aneiras agradáveis; e ela sentia certa satisfação em considerar com que abnegação e

generosa am izade ela m esm a havia desej ado e prom ovido a união. Mas o dia seguinte foi de duro trabalho para Em m a. Sentiria a falta de Miss Tay lor todas as horas de todos os dias. Lem brou de sua bondade no passado – a bondade e a afeição de dezesseis anos – com o a havia ensinado e brincado com ela desde os seus cinco anos; com o havia devotado todos os seus sentidos em entretê-la e diverti-la na saúde, e com o velara por ela durante as várias doenças da infância.

Tinha um grande débito de gratidão. Mas os últim os sete anos eram ainda um a preciosa e terna recordação, dado o grau de intim idade e a perfeita confiança que se seguiram ao casam ento de sua irm ã Isabella, quando ficaram as duas sozinhas. Tinha sido um a am iga e com panheira com o poucos possuíam : inteligente, bem inform ada, prestativa, gentil, conhecendo tudo sobre a fam ília, interessada em todas as suas preocupações, e especialm ente interessada por ela, por cada um a de suas alegrias, por qualquer coisa que lhe dissesse respeito. Era alguém com quem podia falar de qualquer pensam ento que tivesse, e que lhe dedicava um a afeição tão profunda que j am ais poderia term inar.

Com o ela suportaria a m udança? Era verdade que sua am iga passaria a viver a apenas oitocentos m etros dali; m as Em m a tinha consciência de que havia um a grande diferença entre um a Mrs. Weston, a apenas oitocentos m etros dali, e um a Miss Tay lor dentro da casa; e com todas as suas vantagens, naturais e dom ésticas, estava agora em grande risco de sofrer de solidão intelectual.

Am ava ternam ente o pai, m as ele não podia ser considerado um com panheiro.

Sua conversa não se com parava com a dela, fosse o assunto sério ou de brincadeira.

A disparidade de idade entre ela e o pai (e Mr. Woodhouse não se casara cedo) fora m uito aum entada pela constituição física dele e por seus hábitos; tendo sido um doente toda sua vida, sem atividade física ou m ental, era m uito m ais velho fisicam ente do que de idade, e ainda que todos o estim assem pela afabilidade de seu coração e por seu tem peram ento am igável, não possuía nenhum talento que o recom endasse.

Sua irm ã, ainda que com parativam ente pouco afastada dela pelo casam ento, vivendo em Londres, a apenas 25 quilôm etros, estava m uito distante para um a visita diária, e m uitas longas noites se passariam em Hartfield em outubro e novem bro, até que o Natal trouxesse a visita de Isabella, seu m arido e as crianças, para encher a casa e proporcionar-lhe de novo um a agradável com panhia.

Highbury, o grande e populoso vilarej o, quase um a cidade, ao qual Hartfield de fato pertencia – apesar dos prados e plantações de arbustos separadas, e do nom e diferente – não lhe proporcionava com panhia de seu próprio nível. Os Woodhouses eram a fam ília m ais im portante da região, todos os

tom avam com o m odelo. Ela tinha m uitas relações no lugar, pois seu pai era educado com todos, m as nenhum deles podia ser aceito no lugar de Miss Tay lor, nem m esm o por um dia. Era um a m udança m elancólica e Em m a só podia suspirar e desej ar o im possível, até que o pai se apercebesse e ela tivesse que m ostrar-se alegre. Ele necessitava de apoio. Era um hom em nervoso, que caía facilm ente em depressão; apegado a todas as pessoas com quem estava acostum ado, detestava separar-se delas e detestava m udanças de qualquer espécie. E o casam ento, com o fonte da m udança, sem pre era desagradável; ainda não havia se conform ado com o casam ento da própria filha, e só falava dela com com paixão, apesar de ter sido um casam ento por am or, e agora era obrigado a aceitar a partida de Miss Tay lor tam bém . Graças aos seus hábitos de gentil egoísm o, e por não ser capaz de supor que os outros pudessem pensar diferente dele, estava bastante disposto a acreditar que Miss Tay lor tinha feito um a coisa m uito triste, tanto para ela com o para eles, e que teria sido m uito m ais feliz se passasse o resto de sua vida em Hartfield. Em m a sorria e conversava tão alegrem ente quanto podia, para ocultar-lhe tais pensam entos; m as quando o chá foi servido naquele dia ele não pode deixar de dizer, exatam ente com o dissera ao j antar:

– Pobre Miss Tay lor! Gostaria m uito que ela estivesse aqui. Que pena Mr. Weston ter pensado nela!

– Não posso concordar, papai, o senhor bem sabe. Mr. Weston é tão bem -hum orado e agradável, um hom em excelente e que m erece um a boa esposa; e o senhor acha que Miss Tay lor iria viver conosco para sem pre, aguentando m inhas esquisitices, quando podia ter sua própria casa?

– Sua própria casa! Mas qual é a vantagem de ter sua própria casa? Esta é três vezes m aior; e você não é esquisita, m inha querida.

– Podem os visitá-los sem pre, e eles tam bém podem vir nos visitar!

Vam os nos encontrar sem pre! Nós devem os visitá-los prim eiro, tem os que ir logo fazer a visita de cum prim ento aos recém -casados.

– Minha querida, com o posso ir tão longe? Randalls é m uito distante, eu não poderia andar nem a m etade do cam inho.

– Não, papai, ninguém pensou em fazê-lo andar. Vam os de carruagem , é claro.

– De carruagem ! Jam es não vai gostar de preparar os cavalos para um a distância tão pequena. E onde os pobres cavalos vão ficar, enquanto estiverm os de visita?

– Vão ficar no estábulo de Mr. Weston, papai. O senhor sabe que nós j á

arranj am os tudo, falam os sobre o assunto com Mr. Weston ontem à noite. Quanto a Jam es, o senhor pode estar certo de que ele sem pre ficará feliz de ir a Randalls, pois sua filha trabalha lá com o criada. Duvido até que ele goste de nos levar a outro lugar. Conseguir este bom em prego para Hannah foi obra sua, papai.

Ninguém pensou nela até que o senhor a m encionou, Jam es está m uito grato ao senhor!

– Fico contente de ter pensado nela. Foi pura sorte, não gostaria que o pobre Jam es se sentisse obrigado por conta disso. E estou certo que ela será um a boa criada, é um a m enina educada e fala m uito bem , tenho bastante consideração por ela. Toda vez que a via, ela sem pre m e fazia um a reverência e perguntava com o eu estava, de m odo m uito gentil. E quando você a cham ava ao salão para bordar percebi que ela girava a tranca e fechava a porta do m odo certo, sem bater. Tenho certeza que será um a excelente criada, e é um grande conforto para Miss Tay lor ter um a pessoa conhecida j unto dela. Sem pre que Jam es for ver a filha, você sabe, Miss Tay lor terá notícias nossas, ele poderá contar-lhe com o estam os indo.

Em m a não poupou esforços para m anter este feliz fluxo de ideias, e, com a aj uda do j ogo de gam ão, esperava m anter o pai em tolerável disposição durante a noite, sem outros pesares além do seu. O tabuleiro de gam ão foi arrum ado, m as a im ediata entrada de um visitante tornou o j ogo desnecessário.

Mr. Knightley, um hom em sensível de trinta e sete ou trinta e oito anos, não era apenas um am igo íntim o da fam ília, m as especialm ente ligado a ela, pois era o irm ão m ais velho do m arido de Isabella. Vivia a cerca de um quilôm etro e m eio de Highbury, era um visitante frequente e sem pre bem -vindo. Nesta ocasião era m ais bem vindo que o norm al, pois acabava de chegar de um a visita ao irm ão e à Isabella em Londres. Voltara depois do j antar, após alguns dias de ausência, e vinha direto a Hartfield para dizer que todos estavam bem em Brunswick Square. Era um a notícia boa e deixou Mr. Woodhouse anim ado por algum tem po. Mr. Knightley tinha um tem peram ento alegre, que sem pre fazia bem ao velho cavalheiro, e respondeu de m odo satisfatório às suas perguntas sobre a “pobre Isabella” e as crianças. Após as notícias, Mr. Woodhouse observou, agradecido:

– É m uita bondade sua, Mr. Knightley, sair a um a hora tão tardia para nos visitar. Tem o que tenha feito um a cam inhada horrível.

– De m odo algum , senhor. Está um a bonita noite de luar, e tão am ena que é preferível m e afastar da sua lareira.

– Mas deve estar m uito úm ido e enlam eado. Espero que não pegue um resfriado.

– Enlam eado, senhor? Olhe m eus sapatos, não tem nenhum a m ancha.

– Bem , isso é surpreendente, pois choveu m uito por aqui. Caiu um a chuva terrível durante m eia hora, quando tom ávam os o café da m anhã. Queria até que eles adiassem o casam ento.

– A propósito, não lhes desej ei felicidades. Sei bastante bem o quanto vocês dois estão felizes, por isso não m e apressei em congratulá-los; m as espero que tudo tenha corrido razoavelm ente bem . Com o todos se com portaram ? Quem chorou m ais?

– Ah! Pobre Miss Tay lor! Isso é m uito triste.

– Pobre Mr. e Miss Woodhouse, talvez, m as não posso dizer “pobre Miss Tay lor”. Tenho grande estim a pelo senhor e por Em m a, m as quando é um a questão de dependência ou independência... De qualquer form a, é m elhor ter apenas um a pessoa para agradar do que duas.

– Especialm ente quando uma delas é um a criatura caprichosa e im pertinente! – disse Em m a, brincando. – Isso é o que o senhor quis dizer, eu sei... E o que certam ente diria se m eu pai não estivesse aqui.

– Acho que é bem verdade, m inha querida, de fato... – disse Mr.

Woodhouse com um suspiro. – Tem o que às vezes eu sej a bastante caprichoso e im pertinente.

– Meu querido papai! Não pode acreditar que eu estivesse m e referindo ao senhor, ou im aginar que Mr. Knightley se referisse ao senhor. Que ideia horrível! Não! Eu m e referia a m im m esm a. Mr. Knightley adora encontrar defeitos em m im , o senhor sabe... De brincadeira. É tudo brincadeira. Sem pre dizem os o que pensam os um ao outro.

Mr. Knightley, de fato, era um a das poucas pessoas que podia encontrar defeitos em Em m a Woodhouse, e a única que sem pre os apontava para ela.

Em bora isso não fosse particularm ente agradável para Em m a, seria m uito pior para seu pai; ele j am ais im aginaria que ela não fosse perfeita para todo m undo.

– Em m a sabe que nunca a lisonj eio – disse Mr. Knightley – m as não estendo isso aos outros. Miss Tay lor estava acostum ada a ter duas pessoas para agradar, agora só terá um a. As chances são de que ela saia ganhando.

– Bem – disse Em m a, desej ando m udar de assunto – o senhor queria ouvir sobre o casam ento e ficarei feliz de lhe contar, pois todos nos com portam os de form a encantadora. Todo m undo foi pontual, todos vestindo seus m elhores traj es, nem um a lágrim a, e apenas um a ou outra cara triste. Ah, não! Todos sabem os que estam os a apenas oitocentos m etros de distância, e certos de que

vam os nos ver todos os dias.

– A m inha querida Em m a suporta tudo tão bem – disse o pai. – Mas saiba, Mr. Knightley, que ela está de fato m uito pesarosa de perder a pobre Miss Tay lor, e tenho certeza que vai sentir a falta dela m ais do que im agina.

Em m a virou o rosto, dividida entre lágrim as e sorrisos.

– É im possível que Em m a não sinta a falta de tal com panheira – disse Mr. Knightley. – Não gostaríam os tanto dela com o gostam os se isso fosse possível, senhor. Mas ela sabe quanto o casam ento é vantaj oso para Miss Tay lor, sabe que é perfeitam ente aceitável que, a esta altura da vida, Miss Tay lor tenha sua própria casa, e o quanto é im portante a garantia de um a vida confortável com o m arido. Portanto, só pode se perm itir sentir alegria por ela e não tristeza.

Todos os am igos de Miss Tay lor devem estar felizes de vê-la tão bem casada.

– E o senhor esqueceu de outro m otivo de alegria para m im – disse Em m a – e m uito im portante: eu m esm a planej ei o casam ento. Com ecei a planej á-lo, o senhor sabe, há quatro anos. E conseguir que essa união acontecesse, provando que eu estava certa, quando todos diziam que Mr. Weston j am ais se casaria de novo, m e consola de qualquer coisa.

Mr. Knightley sacudiu a cabeça. Seu pai replicou afetuosam ente:

– Bem , m inha querida, gostaria que não fizesse m ais casam entos nem prognósticos, pois tudo que você diz sem pre acaba por acontecer. Por favor, não faça m ais casam ento algum .

– Prom eto não fazer nenhum para m im m esm a, papai, m as devo fazer para os outros, de verdade. É a coisa m ais divertida do m undo. E depois deste sucesso, então! Todos diziam que Mr. Weston nunca m ais se casaria. Ah, não!

Estava viúvo há tanto tem po e parecia perfeitam ente bem sem um a esposa, sem pre ocupado com seus negócios na cidade, ou aqui entre seus am igos, sem pre benquisto em todos os lugares, sem pre alegre... Mr. Weston não precisaria passar m ais um a noite sequer sozinho se não gostasse disso. Ah, não!

Mr. Weston com certeza j am ais voltaria a se casar. Alguns falavam que ele tinha feito um a prom essa à esposa em seu leito de m orte, outros diziam que o filho e o cunhado não perm itiam . Todos os tipos de solenes bobagens foram ditas sobre o assunto, m as não acreditei em nenhum a delas. Tom ei m inha decisão sobre o assunto há quatro anos, desde o dia em que Miss Tay lor e eu o encontram os em Broadway Lane e, com o com eçasse a chuviscar, ele galantem ente correu a buscar duas som brinhas para nós em Farm er Mitchell. Com ecei a planej ar o casam ento deles naquele m om ento, e com o fui abençoada com o sucesso, papai, o senhor não pode querer que eu deixe de arranj ar casam entos.

– Não entendo o que você quer dizer com sucesso – disse Mr. Knightley.

– Sucesso supõe esforço. Seu tem po seria apropriada e delicadam ente usado se você tivesse se esforçado durante quatro anos para realizar este casam ento. Um digno em prego para a m ente de um a j ovem ! Mas se fazer o casam ento no seu entender, com o im agino, significa apenas planej á-lo, ou dizer para si m esm a em um dia em que não tivesse nada m ais para se ocupar “Acho que seria m uito bom para Miss Tay lor se Mr. Weston se casasse com ela”, e depois repetir isso sem pre para si m esm a, por que fala em sucesso? Qual o seu m érito? Do que se orgulha?

Você teve um palpite feliz, e isso é tudo que pode ser dito.

– E o senhor nunca sentiu o prazer e o triunfo de ter tido um palpite feliz? Tenho pena do senhor... Pensei que fosse m ais esperto, pois confiar num palpite feliz não é apenas sorte. Tem sem pre algum talento envolvido. E quanto à pobre palavra “sucesso”, com a qual im plicou, não sei se estou inteiram ente errada em reivindicá-lo. O senhor pintou duas lindas situações, m as penso que há um a terceira, algo entre o fazer nada e o fazer tudo. Se eu não tivesse prom ovido as visitas de Mr. Weston à nossa casa, se não tivesse lhe dado alguns pequenos encoraj am entos e contornado alguns obstáculos, poderia não ter acontecido nada, afinal de contas. Penso que conhece Hartfield o suficiente para com preender isso.

– Um hom em sincero e honesto com o Weston e um a m ulher equilibrada e sem afetações com o Miss Tay lor, podem seguram ente conduzir seus próprios assuntos sozinhos. É provável que você tenha feito m ais m al a si m esm a do que bem a eles, com sua interferência.

– Em m a nunca pensa em si m esm a, quando pode fazer o bem a outros

– replicou Mr. Woodhouse, entendendo apenas em parte a conversa. – Mas, m inha querida, por favor, não faça m ais casam entos, são coisas tolas e destroem o círculo fam iliar de m odo cruel. – Só m ais um , papai, para Mr. Elton. Pobre Mr. Elton! O senhor gosta dele, papai... Devo encontrar um a esposa para ele. Não há ninguém em Highbury que o m ereça, e ele j á está aqui há um ano e m obiliou sua casa de m odo tão confortável que seria um a vergonha se ficasse solteiro por m ais tem po.