Emma

Jane Austen · Capítulo 36 de 113

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Emma

Capítulo XVI

– Bem , Mrs. Weston – disse Em m a, triunfantem ente, quando ele as deixou – o que tem a m e dizer agora sobre Mr. Knightley casar-se com Jane Fairfax?

– Bem , na verdade, m inha querida Em m a, digo que ele está tão ocupado em afirm ar que não está apaixonado, que eu m e pergunto se ele não vai acabar exatam ente assim , afinal. Não m e critique.

CAPÍTULO XVI

Todas as pessoas em Highbury e arredores que j á haviam visitado Mr.

Elton, estavam dispostas a prestar-lhe hom enagens pelo casam ento. Foram oferecidos j antares e festas à noite para ele e a esposa. E os convites se sucediam em tal quantidade, que ela logo teve a satisfação de perceber que não tinham sequer um a noite livre.

– Já vi com o vai ser – ela disse – Já sei que vida deverei levar entre vocês. Posso garantir que vam os ficar esgotados. Nós realm ente estam os ditando m oda. Se isso é viver no cam po, não pode haver nada m elhor. De dom ingo a sábado, posso lhe afirm ar que não tem os sequer um dia livre! Um a m ulher que tivesse m enos recursos do que eu tenho talvez não soubesse lidar com isso.

Nenhum convite pareceu-lhe inoportuno. Seu hábito de viver em Bath tornava as festas noturnas absolutam ente naturais para ela, e em Maple Grove aprendera a apreciar j antares. Ficara um pouco chocada pela ausência de duas salas de estar, pelas pobres tentativas de fazer bolos especiais, e por não haver gelo nas reuniões para j ogos de cartas em Highbury. Mrs. Bates, Mrs. Perry, Mrs.

Goddard e outras, estavam bastante atrasadas em conhecim ento do m undo, m as ela logo iria m ostrar-lhes com o as coisas deviam ser feitas. No decorrer da prim avera poderia retribuir suas atenções com um a festa m uito superior – na qual as m esas de j ogo seriam m ontadas cada um a com suas próprias velas, e com m aços de cartas fechados, no verdadeiro estilo – e m ais criados contratados para essa noite, além dos que possuíam , apenas para passar as bebidas exatam ente na hora apropriada, e na ordem apropriada.

Em m a, nesse m eio tem po, não poderia ficar satisfeita se não organizasse um j antar em Hartfield para hom enagear os Eltons. Não deviam fazer m enos que os outros, ou ela estaria exposta a odiosas suspeitas, e im aginariam que era capaz de um ressentim ento digno de pena. Deviam fazer um j antar. Depois que Em m a falou disso por dez m inutos, Mr. Woodhouse não pôde negar-se, e apenas fez o pedido usual de não sentar-se à cabeceira da m esa, seguido pela usual dificuldade de decidir quem deveria fazer isso por ele.

Quanto aos convidados, era necessária pouca reflexão. Além dos Eltons, deviam vir os Westons e Mr. Knightley, isso era evidente. E tam bém era evidente que não podiam evitar convidar a pobre Harriet para form ar oito pessoas. Mas esse convite não foi feito com a m esm a satisfação, e Em m a, por várias razões, ficou particularm ente satisfeita quando Harriet lhe im plorou para que lhe perm itisse recusar. “Ela preferia não estar em com panhia dele se pudesse evitar. Ainda não estava em condições de vê-lo e à sua encantadora

esposa j untos sem se sentir desconfortável. Se Miss Woodhouse não ficasse ofendida, ela preferia ficar em casa”. Era exatam ente o que Em m a teria desej ado, se achasse isso possível o bastante para ser desej ado. Estava encantada com a fortaleza de caráter de sua j ovem am iga, achou coraj oso da parte dela abrir m ão do prazer de estar em com panhia para ficar em casa. Ela poderia então convidar a pessoa que realm ente desej ava para form ar os oito: Jane Fairfax. Desde sua conversa com Mrs. Weston e Mr. Knightley ficara m ais consciente em relação à Jane Fairfax do que costum ava. As palavras de Mr.

Knightley calaram fundo em sua m ente. Ele dissera que Jane Fairfax recebia de Mrs. Elton atenções que ninguém m ais lhe concedia.

“Isso é a m ais pura verdade”, pensava Em m a “pelo m enos no que se refere a m im , que era o que ele queria dizer, e m e deixou envergonhada. Tem os a m esm a idade... Eu a conheço desde criança, deveria ter sido m ais am istosa.

Ela nunca m ais vai gostar de m im , eu a negligenciei por tem po dem ais. Mas vou m ostrar m ais atenção para com ela do que fiz até agora”.

Os convites foram todos aceitos. Ninguém tinha outros com prom issos e ficaram felizes. Os preparativos, no entanto, ainda não estavam concluídos quando um a circunstancia bastante infeliz ocorreu. Os dois m eninos Knightley m ais velhos deveriam fazer um a visita de algum as sem anas ao avô e à tia, na prim avera. O pai dos m eninos se propunha a trazê-los e passar o dia todo em Hartfield nessa ocasião, m as o dia m arcado era exatam ente o dia da festa. Os com prom issos profissionais não perm itiam a Mr. John Knightley m odificar a data de sua visita, m as tanto Em m a quanto seu pai ficaram perturbados com isso. Mr.

Woodhouse achava que oito pessoas à m esa era o m áxim o que seus nervos podiam suportar, e agora haveria um a nona. Em m a im aginava que seria um a nona pessoa m uito m al hum orada, por não poder vir nem a Hartfield por quarenta e oito horas sem se deparar com um j antar.

Ela confortou o pai m elhor do que a si m esm a, dizendo-lhe que apesar de serem nove, Mr. John sem pre falava tão pouco que o acréscim o de ruído seria m ínim o. No íntim o, porém , achava a troca m uito desfavorável, pois teria o olhar sério e a conversa relutante do cunhado bem em frente a ela, ao invés do irm ão.

O evento foi m ais favorável a Mr. Woodhouse do que a Em m a. John Knightley com pareceu, m as Mr. Weston foi cham ado à cidade com urgência e estaria ausente j usto naquele dia. Deveria voltar a tem po de j untar-se a eles à noite, m as não para j antar. Mr. Woodhouse estava bastante à vontade e, vendo-o assim , feliz com a chegada das crianças, e observando a filosófica com postura do cunhado em aceitar sua desventura, Em m a perdeu boa parte de sua ansiedade.

O dia chegou, o grupo se reuniu pontualm ente, e Mr. John Knightley parecia seriam ente disposto a m ostrar-se agradável. Ao invés de carregar o irm ão para j unto de um a j anela enquanto esperavam pelo j antar, ele se dedicava a conversar com Jane Fairfax. Olhava para Mrs. Elton, tão elegante quanto os laços e as pérolas podiam torná-la, em profundo silêncio – desej ando apenas observar o suficiente para inform ar Isabella. Mas Miss Fairfax era um a velha conhecida e um a m oça tranquila, e podia conversar com ela. Ele a encontrara pela m anhã, quando voltava de um passeio com os garotos, j usto quando com eçava a chover. Era natural que com entasse sobre o assunto:

– Espero que não tenha ido m uito longe essa m anhã, Miss Fairfax, pois tenho certeza que ficaria m olhada. Nós m al conseguim os chegar em casa a tem po, espero que tenha voltado diretam ente.

– Fui apenas até o correio – disse ela – e cheguei em casa antes que a chuva ficasse forte. É m inha tarefa diária. Sem pre sou eu quem busca as cartas quando estou aqui. Evita preocupações e m e perm ite sair um pouco. Um passeio antes do café da m anhã m e faz m uito bem .

– Mas não um passeio na chuva, eu im agino.

– Não, m as não estava chovendo quando saí.

Mr. John Knightley então sorriu e respondeu:

– Quer dizer que decidiu fazer seu passeio m esm o assim , pois a senhorita não estava a m ais de dez m etros da porta de sua casa quando tive o prazer de encontrá-la. Henry e John viram m ais pingos de chuva do que podiam contar. O correio exerce um a grande atração em determ inado período de nossas vidas. Quando chegar à m inha idade vai se dar conta que as cartas não valem o transtorno de andar na chuva.

Ela ficou um pouco ruborizada, e então respondeu:

– Não devo nunca esperar ter um a situação com o a sua, no m eio de tantas pessoas queridas. E, portanto, não tenho esperança de que sim plesm ente ficando m ais velha possa m e tornar indiferente às cartas.

– Indiferente! Oh, não! Nunca pensei que a senhorita pudesse ficar indiferente. As cartas nunca são obj eto de indiferença, geralm ente são um a m aldição m uito positiva.

– O senhor está falando de cartas de negócios, as m inhas são cartas de am izade.

– Sem pre achei que fossem as piores das duas – respondeu ele, com

frieza. – Negócios, a senhorita sabe, podem trazer dinheiro; m as a am izade dificilm ente o faz.

– Ah! O senhor não pode estar falando sério. Conheço Mr. John Knightley m uito bem e sei que ele entende o valor da am izade tão bem quanto qualquer um . Posso im aginar com facilidade que as cartas representem pouco para o senhor, m uito m enos que para m im . Não é o fato de o senhor ser dez anos m ais velho do que eu, porém , que faz a diferença; não é a idade, m as a situação.

O senhor está próxim o de todas as pessoas a quem am a, enquanto eu, provavelm ente, nunca m ais as terei por perto. E, portanto, até que eu tenha sobrevivido a todas as m inhas afeições, um a agência de correio sem pre terá o poder de m e fazer sair, m esm o com um tem po pior do que o de hoj e.

– Quando m e referi à sua alteração pelo tem po, pelo passar dos anos –

disse John Knightley – quis m e referir a um a m udança de situação que os anos geralm ente trazem . Acho que um a inclui a outra. O tem po dim inui o interesse por qualquer afeição que não estej a dentro do nosso circulo de convívio diário, m as não é essa a m udança que im aginei para a senhorita. Com o um velho am igo, espero que m e perm ita esperar, Miss Fairfax, que daqui a dez anos a senhorita tenha tantas afeições j unto a si com o eu tenho.

Essas palavras foram ditas com m uita gentileza, e m uito longe de causar ofensa. Um agradável “obrigada” seria o suficiente com o resposta bem hum orada, m as um rubor, um lábio que trem ia e um a lágrim a furtiva, m ostravam que elas foram sentidas de m odo bem diferente da alegria. A atenção da m oça foi então solicitada por Mr. Woodhouse que, conform e seu costum e nessas ocasiões, circulava entre os convidados cum prim entando especialm ente as dam as, e agora se dirigia a ela. Com toda a sua m eiga civilidade, o velho cavalheiro disse:

– Lam entei ouvir que a senhorita tom ou chuva esta m anhã, Miss Fairfax. As j ovens dam as devem se cuidar m uito bem , pois são com o plantas delicadas. Devem tom ar conta da saúde e da aparência. Minha querida, você trocou as m eias?

– Sim , senhor, eu troquei. E agradeço m uito sua bondosa solicitude para com igo.

– Minha querida Miss Fairfax, as j ovens dam as devem ser bem cuidadas. Espero que sua boa avó e sua tia estej am bem . São algum as das m inhas m ais antigas am igas. Gostaria que m inha saúde m e perm itisse ser um vizinho m elhor. A senhorita m uito nos honra vindo aqui esta noite, certam ente.

Minha filha e eu estam os altam ente sensibilizados com sua bondade, e tem os a m aior satisfação de vê-la em Hartfield.

O velho cavalheiro, tão bondoso e bem educado, sentou-se então com o sentim ento de haver cum prido seu dever. Fizera cada um a das senhoras sentir-se bem vinda e à vontade.

A essa altura, a cam inhada na chuva j á havia chegado aos ouvidos de Mrs. Elton, e seu desagrado agora desabava sobre Jane.

– Minha querida Jane, o que foi que ouvi?... Ir ao correio na chuva! Isso não pode acontecer, eu lhe asseguro. Menina travessa, com o pode fazer um a coisa dessas? Só porque eu não estava lá para tom ar conta de você.

Jane pacientem ente assegurou-lhe que não pegara nenhum resfriado.

– Oh! Não diga isso a mim. Você é m esm o um a m enina travessa e não sabe cuidar de si m esm a. Ir ao correio, francam ente! Mrs. Weston, j á ouviu falar de algo assim ? A senhora e eu devem os, de fato, exercer nossa autoridade.

– Com certeza – disse Mrs. Weston, de m odo bondoso e persuasivo –

sinto-m e tentada a dar m eu conselho. Miss Fairfax, a senhorita não deve correr tais riscos. Com o é suj eita a resfriados fortes, deve ser particularm ente cuidadosa, em especial nesta época do ano. Sem pre achei que a prim avera requer um m aior cuidado que o norm al. É m elhor esperar um a ou duas horas, ou até m esm o m eio dia pelas suas cartas do que correr o risco da tosse voltar. Ainda não sentiu isso, sentiu? Sim , estou certa que a senhorita é bastante razoável.

Acredito que não fará isso outra vez.

– Oh! Ela não vai m esm o fazer isso de novo – apartou ansiosam ente Mrs. Elton. – Não vam os perm itir que faça tal coisa outra vez – e m eneou a cabeça de m odo significativo. – Devem os tom ar algum a providência, devem os m esm o, vou falar com Mr. E. O hom em que busca nossas cartas todas as m anhãs (um dos nossos hom ens, eu esqueço seu nom e), pode pegar as suas tam bém e entregá-las. Isso vai elim inar todas as dificuldades. Eu acho, m inha querida Jane, que você realm ente não deve ter escrúpulos em aceitar tal oferta de nossa parte.

– A senhora é extrem am ente bondosa – disse Jane – m as não quero desistir da m inha cam inhada m atinal. Fui aconselhada a ficar ao ar livre tanto quanto pudesse e, com o devo cam inhar um pouco, ir ao correio é um bom obj etivo. Asseguro-lhe que nunca tive um a m anhã tão ruim antes.

– Minha querida Jane, não diga m ais um a palavra a respeito. Está tudo acertado, isto é (rindo com afetação), tanto quanto posso acertar algum a coisa sem a concordância do m eu am o e senhor. Com o sabe, Mrs. Weston, a senhora e eu devem os ser cautelosas na m aneira com o nos expressam os. Mas estou envaidecida, m inha querida Jane, por ver que a m inha influência não está sendo totalm ente desperdiçada. Se eu não encontrar nenhum a dificuldade insuperável,

considere este ponto acertado.

– Desculpe-m e – disse Jane, com ar sério – m as não posso consentir nesse arranj o de m odo algum , seria um trabalho desnecessário para o seu criado.

Se a tarefa não fosse um prazer para m im , ela seria feita pela criada de m inha avó, com o sem pre acontece quando não estou aqui.

– Oh, querida, m as Patty tem tanto o que fazer! E é um a gentileza utilizar nossos criados.

Jane olhou com o se não desej asse ceder, m as em vez de responder, voltou a falar com Mr. John Knightley.

– O correio é um estabelecim ento m aravilhoso! – ela disse. – A regularidade e rapidez com que agem ! Se pensarm os em tudo o que é preciso fazer e em tudo que fazem tão bem , é de fato im pressionante!

– É certam ente m uito bem controlado.

– Raram ente ocorre algum erro ou negligência! E raram ente, entre as m ilhares de cartas que circulam constantem ente por todo o país, um a delas é entregue em endereço errado. Nem um a em um m ilhão, eu creio, é efetivam ente perdida! E quando se im agina a variedade de letras, algum as m uito ruins, que devem ser decifradas, isso aum enta a m aravilha.

– Os funcionários ficam exím ios por conta do hábito. Eles devem ter agilidade de vista e rapidez com as m ãos para com eçar, e o exercício acaba por m elhorá-los. E se a senhorita quiser algum a explicação m ais com pleta –

continuou ele, sorrindo – eles são pagos para isso. Esta é a chave para um a grande capacidade. O público paga e deve ser bem servido.

Falaram sobre as diversas variedades de caligrafia, e foram feitas as observações usuais.

– Ouvi dizer – disse John Knightley – que o m esm o tipo de letra sem pre prevalece em um a fam ília e onde o m esm o professor ensina, o que é bastante natural. Mas, por essa razão, im agino que a sem elhança sej a principalm ente da parte das m eninas, pois os m eninos tem m uito pouco ensino de caligrafia após certa idade, e rabiscam de qualquer j eito que encontram . Isabella e Em m a escrevem de m odo m uito parecido, eu acho. Eu m esm o nem sem pre consigo distinguir a letra de um a e de outra.

– Sim – disse seu irm ão, hesitante – existe um a sem elhança. Sei o que quer dizer, m as a letra de Em m a é m ais forte.

– Tanto Isabella com o Em m a têm um a letra m uito bonita – disse Mr.

Woodhouse – e sem pre tiveram . E a pobre Mrs. Weston tam bém – olhando para ela com um m eio sorriso e um leve suspiro.

– Nunca vi a letra de um cavalheiro... – Em m a com eçou, tam bém olhando para Mrs. Weston.

Parou de falar quando percebeu que Mrs. Weston dava atenção à outra pessoa, e a pausa deu-lhe tem po para refletir. “Com o vou introduzi-lo na conversa? Serei capaz de falar seu nom e na frente de todas estas pessoas? Será que preciso usar um a frase que faça um rodeio? Seu am igo de Yorkshire... Seu correspondente em Yorkshire... esses seriam os term os, suponho, se eu fosse m uito m á. Não. Posso pronunciar o nom e dele sem nenhum a aflição. Com certeza estou m elhorando a cada dia... Então vam os a isso!”

Mrs. Weston ficou livre novam ente e Em m a recom eçou:

– Mr. Frank Churchill tem um a das m elhores letras que j á vi, para um cavalheiro.

– Eu não a adm iro – disse Mr. Knightley. – É m uito pequena, falta-lhe força. É com o a letra de um a m ulher.

Nenhum a das dam as concordou. Elas o defenderam contra esta indigna calúnia. “Não, não lhe faltava força de m odo algum . Não era um a letra grande, m as m uito clara e certam ente forte. Mrs. Weston por acaso não teria um a carta dele consigo para m ostrar?” Não, ela recebera notícias do enteado recentem ente, m as guardara a carta depois de respondê-la.

– Se estivéssem os na outra sala – disse Em m a – se eu tivesse aqui a m inha escrivaninha, tenho certeza que poderia encontrar um a am ostra. Tenho um bilhete dele. Não se lem bra, Mrs. Weston, de ter-lhe pedido que escrevesse em seu lugar um a vez?

– Ele preferiu dizer que gostaria de ocupar-se...

– Bem , bem ... Eu tenho esse bilhete. Vou m ostrá-lo após o j antar para convencer Mr. Knightley.