Emma

Jane Austen · Capítulo 16 de 113

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Emma

Capítulo XV

Em m a escutou e então disse calm am ente:

– Não ficarei satisfeita até que ele venha.

– Ele pode ter m uita influência em certas coisas – continuou Mrs.

Weston – e m uito pouca em outras. E entre estas poucas que estão além do seu alcance, é provável que estej a a questão da sua visita ao pai.

CAPÍTULO XV

Mr. Woodhouse em pouco tem po estava pronto para tom ar o chá, e depois do chá estaria quase pronto para partir. Seus três com panheiros de viagem fizeram o m áxim o que podiam para que ele não notasse o adiantado da hora, até que os dem ais cavalheiros se j untassem a eles. Mr. Weston estava falante e desej oso de com panhia e não perm itiria separações prem aturas de nenhum tipo; m as por fim o grupo da sala de estar recebeu reforços. Mr. Elton foi um dos prim eiros a entrar, bastante anim ado. Mrs. Weston e Em m a sentavam -se j untas no sofá, e ele im ediatam ente sentou-se entre elas, sem esperar convite.

Em m a tam bém estava de bom hum or, na expectativa da vinda de Mr.

Frank Churchill, e dispunha-se a esquecer as recentes im propriedades dele e ficar satisfeita com o antes. Com o o prim eiro assunto de sua conversa fosse Harriet, Em m a passou a ouvi-lo com o m ais am ável dos sorrisos.

Ele confessou que estava m uito ansioso a respeito da saúde da sua bela am iga... a bela, am ável e encantadora Harriet. “Será que ela tivera algum a notícia? Soubera de algum a coisa sobre Harriet desde que chegaram a Randalls?

Ele estava m uito ansioso... devia confessar que a natureza de suas queixas o deixara m uito alarm ado”. E continuou nesse estilo por algum tem po, com m uita propriedade e sem esperar resposta, m as dem onstrando total conhecim ento do terror que representava um a garganta inflam ada. Em m a quase sentia pena dele.

A conversa, por fim , tom ou um rum o inesperado. Parece que Mr. Elton estava m ais preocupado com a inflam ação de garganta por causa de Em m a do que por Harriet... m ais ansioso para que ela escapasse da infecção do que se não houvesse infecção algum a a lam entar. Com eçou a rogar-lhe com insistência que desistisse de visitar novam ente o quarto da doente por enquanto, a obrigá-la a prometer-lhe que não se aventuraria a correr tal risco até que ele tivesse conversado com Mr. Perry e soubesse a opinião dele. E em bora ela tentasse brincar e colocar o assunto de novo nos trilhos ele não desistia dessa solicitude.

Em m a estava irritada. Parecia – e não havia com o não ver isso – exatam ente com o se ele tivesse a pretensão de estar apaixonado por ela, em vez de Harriet.

Se fosse verdade seria um a traição inom inável e desprezível! Ela teve dificuldade para controlar-se. Mr. Elton voltou-se para Mrs. Weston pedindo sua aj uda. “Será que ela lhe daria seu apoio? Não poderia j untar seus pedidos aos dele para que Miss Woodhouse não fosse à casa de Mrs. Goddard até que se tivesse certeza de que Miss Sm ith não tinha um a infecção? Ele não ficaria satisfeito se Em m a não prom etesse... será que ela não j untaria seus rogos aos dele para conseguir essa prom essa?”

– Ela é tão escrupulosa com os outros – ele continuou – e tão descuidada consigo m esm a. Miss Woodhouse queria que eu ficasse em casa esta noite para prevenir-m e de um resfriado, m as não quer prom eter que evitará o perigo de pegar um a terrível infecção de garganta. Será que isso é j usto, Mrs.

Weston? Julgue a senhora. Não tenho algum direito de queixar-m e? Conto com seu apoio e aj uda.

Em m a viu a surpresa de Mrs. Weston, e sentiu que ela estava bastante espantada com as palavras e os m odos de Mr. Elton. A form a com que se dirigia a ela parecia indicar que ele se achava no direito de defender os interesses de Em m a. A própria Em m a estava tão chocada e ofendida que não teve condições de dizer diretam ente algum a coisa a respeito. Deu-lhe apenas um olhar, m as nesse olhar havia tal expressão que ela j ulgou suficiente para reconduzir o cavalheiro à razão. Depois disso levantou-se e foi sentar-se j unto à irm ã, a quem passou a dar toda a sua atenção.

Em m a não teve tem po de ver a reação de Mr. Elton ao seu olhar de reprovação, pois im ediatam ente surgiu outro assunto. Mr. John Knightley entrava na sala, depois de ter exam inado o tem po, surpreendendo a todos com a inform ação de que o solo estava coberto de neve, que continuava a nevar com intensidade e havia um vento m uito forte, term inando com estas palavras para Mr. Woodhouse:

– Este é um com eço bem anim ado para os seus com prom issos de inverno, senhor. Vai ser um novo desafio para o seu cocheiro e os cavalos: abrir cam inho através de um a tem pestade de neve.

O pobre Mr. Woodhouse ficou tão consternado que perm aneceu em silêncio, m as todos os outros tinham algum com entário a fazer. Alguns ficaram surpresos, outros não ficaram ; uns faziam perguntas, outros ofereciam consolo.

Mrs. Weston e Em m a tentaram , com todo ardor, anim ar Mr. Woodhouse e desviar a atenção dele do genro, que continuava a gozar insensivelm ente o seu triunfo.

–Adm iro m uito a sua determ inação de ter saído com este tem po, senhor, pois deve ter visto que ia nevar m uito em breve. Todo o m undo deve ter visto que ia nevar. Adm iro sua disposição, e ouso dizer que chegarem os m uito bem em casa. Mais um a ou duas horas de neve dificilm ente vão deixar a estrada intransitável, e estam os em duas carruagens. Se um a delas por acaso estragar na parte m ais escura do cam inho, terem os outra à m ão. Ouso dizer que estarem os em Hartfield antes da m eia noite.

Mr. Weston, com outro tipo de triunfo, confessou que j á sabia há algum tem po que estava nevando, m as não disse nada para não alarm ar Mr. Woodhouse

e dar-lhe um a desculpa para partir logo. Quanto a haver um a grande quantidade de neve no cam inho, ou ainda por cair, suficiente para im pedi-los de voltar, era apenas brincadeira. Ele achava que não teriam dificuldade algum a. Até desej ava que a estrada estivesse intransitável, assim podia m anter a todos em Randalls; com algum a boa vontade certam ente podiam providenciar as acom odações necessárias, e cham ou a esposa para confirm ar que, com poucos inconvenientes, todos seriam acom odados. Mrs. Weston não sabia o que fazer, pois só tinham dois quartos de hóspedes na casa.

– O que vam os fazer, m inha querida Em m a?... O que vam os fazer? –

foi a prim eira coisa que Mr. Woodhouse conseguiu dizer, e por algum tem po não falou m ais nada. Olhava para a filha em busca de consolo. E ficou um pouco m ais anim ado quando ela lhe garantiu que estariam seguros, que os cavalos eram excelentes e Jam es m uito experiente e que tinham m uitos am igos.

O alarm e da filha m ais velha era sem elhante ao dele. O horror de ficar bloqueada em Randalls enquanto seus filhos estavam em Hartfield ocupava todos os seus pensam entos. Im aginando que a estrada agora só dava passagem aos m ais aventureiros, assim m esm o sem m ais dem ora, ficou ansiosa para ver tudo resolvido. Seu pai e Em m a ficariam em Randalls, enquanto ela e o m arido deviam partir im ediatam ente, enfrentando a nevasca antes que ela os im pedisse de seguir.

– É m elhor cham ar logo a carruagem , m eu am or – disse ela. – Ouso dizer que vam os conseguir chegar bem , se seguirm os direto para Hartfield. E se acontecer algum a coisa m uito ruim eu posso descer e cam inhar. Não tenho m edo nenhum . Não m e im porto de cam inhar a m etade do cam inho, posso trocar m eus sapatos assim que chegar em casa. E isso não é o tipo de coisa que m e cause um resfriado.

– Verdade? – replicou ele – Então, m inha querida Isabella, é a coisa m ais extraordinária do m undo, pois qualquer coisa de form a geral lhe causa resfriado... Cam inhar até em casa! Seus sapatos são bonitos dem ais para cam inhar, eu diria. Já vai ser bastante ruim para os cavalos...

Isabella voltou-se para Mrs. Weston, buscando sua aprovação para o plano. Ela só podia aprovar. Isabella então buscou a aprovação de Em m a, m as esta ainda não havia abandonado a esperança de que todos fossem capazes de ir.

Ainda discutiam a questão quando Mr. Knightley, que deixara a sala logo após o prim eiro relato do irm ão sobre a neve, voltou e disse-lhes que saíra para exam inar e constatara que não haveria a m enor dificuldade em voltarem para casa. Podiam ir agora, ou dentro de um a hora, com o quisessem , pois ele fora além do portão, onde estava a estrada para Hartfield, e a neve só tinha m eia

polegada de espessura. Em alguns lugares m al cobria o cam inho, e agora caíam poucos flocos; as nuvens, porém , estavam se dissipando e tinha toda a aparência de que logo iria parar de nevar. Falara com os cocheiros e am bos concordaram com ele de que não havia m otivos de apreensão.

Para Isabella, o alívio causado por essas notícias foi enorm e, e Em m a tam bém se sentiu bastante aliviada por causa do pai. Mr. Woodhouse tranquilizou-se tanto quanto lhe perm itiam seus nervos sensíveis, m as o alarm e provocado por Mr. John Knightley não lhe perm itia ficar calm o enquanto estivesse em Randalls.

Ninguém conseguiu convencê-lo de que era seguro perm anecer ali, apesar de ter ficado satisfeito ao saber que a viagem de retorno não oferecia perigo. E

enquanto os outros trocavam recom endações e se apressavam , Mr. Knightley e Em m a resolveram tudo com poucas palavras.

– Seu pai não está tranquilo, por que não partem agora?

– Estou pronta para ir, se os outros estiverem .

– Posso tocar a cam painha?

– Sim .

Mr. Knightley tocou a cam painha e as carruagens foram solicitadas.

Em poucos m inutos Em m a esperava ver um perturbado com panheiro de viagem chegar a sua casa, sóbrio e controlado, e outro recuperar a disposição e a felicidade quando aquela visita desventurosa estivesse encerrada.

A carruagem chegou e Mr. Woodhouse, sem pre o prim eiro na atenção de todos, foi cuidadosam ente conduzido a ela por Mr. Knightley e Mr. Weston.

Mas nada do que qualquer um deles pudesse dizer im pediu que ele se sentisse de novo alarm ado ao ver a quantidade de neve que efetivam ente caíra, e reparar que a noite estava bem m ais escura do que pensara. “Tinha m edo que tivessem um a viagem m uito ruim . Tem ia que a pobre Isabella não gostasse da viagem , e a pobre Em m a ficaria na carruagem de trás! Não sabia bem o que deviam fazer, achava m elhor ficarem todos j untos tanto quanto possível”. Falou com Jam es e recom endou-lhe que fosse m uito devagar e esperasse a outra carruagem .

Isabella subiu logo após o pai, e John Knightley, esquecendo que não fizera parte daquele grupo na viagem de ida, subiu naturalm ente logo após a esposa. Em m a foi escoltada e acom panhada por Mr. Elton até a segunda carruagem . Ao ver a que a porta se fechava após a entrada deles, Em m a descobriu que teriam um a viagem a sós. Se não fosse o em baraço que durou só um m om ento, se não houvesse a suspeita levantada naquele dia, talvez fosse até um prazer, poderia lhe falar de Harriet e a viagem de um quilôm etro pareceria apenas alguns m etros. Mas agora preferia que isso não tivesse acontecido.

Achava que Mr. Elton havia bebido dem ais do excelente vinho de Mr. Weston e estava certa de que ele haveria de falar bobagens.

Na intenção de refreá-lo com o pudesse usando suas boas m aneiras, Em m a logo se preparou para falar com agradável calm a e seriedade sobre o tem po e a noite. Mas m al com eçara a falar, m al tinham passado do portão e alcançado a outra carruagem , quando Mr. Elton cortou-lhe a palavra, tom ou-lhe a m ão e prendeu sua atenção ao fazer-lhe um a ardorosa declaração de am or.

Aproveitava aquela oportunidade para declarar sentim entos que j á deviam ser bem conhecidos, que estava esperançoso, tem eroso, que a adorava, e estava pronto a m orrer se ela o recusasse. E se gabava de acreditar que sua ardente afeição, inigualável am or e extraordinária paixão não deixariam de ter algum efeito sobre ela e, em sum a, estava bastante disposto a acreditar que ela o aceitaria prontam ente. As coisas eram assim , então. Sem escrúpulos, sem apologias, sem nenhum a reserva aparente, Mr. Elton, o am ado de Harriet, estava confessando seu am or por ela. Tentou interrom pê-lo sem que tivesse sucesso, pois ele seguiu em frente e disse tudo. Mesm o zangada com o estava, resolveu se conter ao falar, dada a situação em que estavam no m om ento. Acreditava que m etade daquela loucura se devia à bebida, e que estaria acabada dentro de um a hora. Com um a m istura de seriedade e brincadeira, o que ela achava m elhor em razão do dúbio estado dele, respondeu:

– Estou profundam ente espantada, Mr. Elton. Esse tipo de declaração para mim! O senhor está enganado... tom ou-m e pela m inha am iga... Se tiver algum a m ensagem para Harriet ficarei feliz em levar. Mas não aj a m ais dessa m aneira comigo, por favor. – Miss Sm ith!... Mensagem para Miss Sm ith!... O que ela pode significar?... – e ele repetia estas palavras com um tom de voz tão seguro, com um espanto tão fingido, que ela não pode deixar de responder prontam ente:

– Mr. Elton, a sua conduta é a m ais extraordinária que j á vi! E só posso entender isso de um a form a: o senhor está fora de si, ou não falaria dessa m aneira com igo, nem de Harriet. Controle-se para não dizer m ais nada e eu tentarei esquecer tudo isso.

Mr. Elton, no entanto, havia bebido vinho apenas suficiente para elevar seu ânim o, não para confundir sua m ente. Sabia perfeitam ente do que estava falando e protestou com m uita veem ência contra sua inj uriosa suspeita. Estava tocado pelo respeito que dedicava a Miss Sm ith com o am iga dela, m as se adm irava por achar que ela não tinha por que ser m encionada agora. Retom ou então o assunto de sua própria paixão e tinha pressa de obter um a resposta favorável.

Em bora Em m a agora acreditasse m enos na em briaguez dele, passara a acreditar m ais na sua inconstância e presunção. Sem m aiores preocupações com a polidez, ela respondeu:

– Não posso duvidar m ais, o senhor foi m uito claro. Mr. Elton, m inha surpresa é m aior do que posso expressar. Depois do seu com portam ento com Miss Sm ith, que venho observando no últim o m ês, depois das atenções que passei a observar diariam ente... Depois disso, o senhor ter a coragem de dirigir-se a m im dessa m aneira... Isso revela um a instabilidade de caráter, na verdade, que nunca j ulguei possível. Pode acreditar em m im , senhor, estou longe, m uito longe de ficar lisonj eada por ser o obj eto de tais declarações.

– Deus do céu! – exclam ou Mr. Elton. – O que pode significar isso?...

Miss Sm ith!... Nunca pensei em Miss Sm ith em toda a m inha vida, nunca tive um a atenção com ela que não fosse a de um am igo... Nunca m e im portei se ela estava viva ou m orta, a não ser porque era sua am iga. Se ela im aginou outra coisa, deve ter sido enganada pelos seus próprios desej os e sinto m uito por isso...

m uito m esm o. Mas Miss Sm ith, francam ente!... Ah, Miss Woodhouse, quem poderia pensar em Miss Sm ith quando está j unto de Miss Woodhouse! Não, pela m inha honra, não sou um hom em de caráter volúvel! Sem pre pensei apenas na senhorita. Protesto quanto à sua ideia de que eu tenha dado a m enor atenção a qualquer outra dam a. Tudo que fiz e disse nas últim as sem anas foi com o único propósito de dem onstrar m inha adoração pela senhorita. Na verdade, a senhorita não pode duvidar disso. Não... (em um tom de voz insinuante)... tenho certeza que a senhorita m e entendeu.

Seria im possível dizer o que Em m a sentiu ao ouvir tais palavras, de todos os sentim entos desagradáveis esse era o pior. Ela estava tão arrasada que não foi capaz de responder im ediatam ente. Os poucos m om entos de silêncio que se seguiram foram encoraj adores para Mr. Elton, dada a sua disposição otim ista.

Tentou de novo tom ar a m ão dela entre as suas, dizendo com m uita alegria:

– Minha encantadora Miss Woodhouse, perm ita-m e interpretar este silêncio tão interessante. Ele confessa que a senhorita há m uito tem po m e entendeu.

– Não, senhor – exclam ou Em m a – ele não confessa isso. Em vez de havê-lo entendido há m uito tem po, tenho estado com pletam ente enganada com respeito aos seus propósitos até agora. Quanto a m im , lam ento m uito que o senhor tenha alim entado tais sentim entos... Nada poderia estar m ais distante dos m eus desej os. Sua afeição por m inha am iga Harriet, sua corte a ela (pareceu-m e que a cortej ava), deu-m e grande prazer, e desej ei ardentem ente que tivesse sucesso. Mas se eu soubesse que não era ela que o atraía a Hartfield, certam ente teria pensado que o senhor estava errado em fazer-nos visitas tão frequentes. E

devo acreditar que o senhor nunca desej ou um a aproxim ação com Miss Sm ith?...

Nunca pensou seriam ente nela?

– Nunca, senhorita – exclam ou ele, ofendido tam bém – nunca, eu lhe asseguro. Na verdade, penso seriam ente nela, pois Miss Sm ith é um a m oça m uito boa, e ficaria feliz de vê-la respeitavelm ente estabelecida. Desej o-lhe todo o bem , e sei que há hom ens que não se im portariam ... cada um tem seu nível. Mas quanto a m im , eu acho... não pretendo expor-m e a isso... Não estou tão desesperado para casar-m e a ponto de pretender um a aliança com alguém do nível de Miss Sm ith! Não, Miss Woodhouse, m inhas visitas a Hartfield eram só para a senhorita, e o encoraj am ento que recebi...

– Encoraj am ento!... Eu o encoraj ei?!... O senhor está inteiram ente enganado em supor tal coisa. Eu o via apenas com o adm irador da m inha am iga.

O senhor nunca poderia ser nada para m im além de um a am izade com um .

Lam ento profundam ente, m as é bom que este engano se desfaça agora. Se o seu com portam ento continuasse, Miss Sm ith poderia interpretar erradam ente seus propósitos, pois não deve ter consciência, assim com o eu, da enorm e desigualdade ao qual o senhor é tão sensível. Mas, da form a com o as coisas estão, o desapontam ento não será grande, nem deverá durar m uito. Não tenho nenhum a intenção de casar-m e no m om ento.

Ele estava zangado dem ais para dizer algum a coisa, e a atitude de Em m a era definitiva o suficiente para evitar súplicas. Continuaram neste estado de grande ressentim ento e profunda m ortificação por m ais alguns m inutos, pois o m edo de Mr. Woodhouse obrigava-os a andarem bem devagar. Se não estivessem com tanta raiva talvez ficassem constrangidos. Mas a franca expressão de seus sentim entos não deixou lugar aos pequenos m eandros da vergonha. Sem perceber quando a carruagem virou na alam eda do Vicariato, ou quando parou, de repente se viram à porta da casa de Mr. Elton. Ele saiu sem dizer um a palavra... Em m a então achou necessário desej ar-lhe boa noite. Ele apenas retribuiu seu cum prim ento, com orgulho e frieza. Em m a fez a viagem de volta a Hartfield na m ais com pleta irritação.