Emma

Jane Austen · Capítulo 14 de 113

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Emma

Capítulo XIII

Espero que am anhã de m anhã você vá até Abbey, vam os consultá-los e você m e dará sua opinião.

Mr. Woodhouse estava bastante agitado com essas ásperas ponderações sobre seu am igo Perry, a quem ele tinha, ainda que de form a inconsciente, atribuído várias de suas próprias opiniões e ideias. Mas as carinhosas atenções das filhas afastaram aos poucos o desconforto. Além disso, a pronta e alerta intervenção de um irm ão e as boas lem branças do outro im pediram que a situação voltasse a ocorrer.

[1] Filípicas são discursos violentos e inj uriosos. O nom e é inspirado nos discursos desse tipo que Dem óstenes fez contra o rei Felipe da Macedônia.

CAPÍTULO XIII

Dificilm ente haveria no m undo criatura m ais feliz que Mrs. John Hartfield em sua curta visita a Hartfield. Saía quase todas as m anhãs com seus cinco filhos para visitar antigos conhecidos e contar-lhes o que tinha feito a cada noite, na com panhia do pai e da irm ã. A única coisa que desej ava é que os dias não passassem tão depressa. Era um a visita encantadora e perfeita, j ustam ente por ser tão curta.

As noites, em geral, eram m enos dedicadas aos am igos do que as m anhãs. Não havia com o evitar, porém , um convite para um j antar form al fora de casa no Natal. Mr. Weston não aceitou desculpas, deviam todos ir a Randalls para j antar; até m esm o Mr. Woodhouse foi persuadido a com parecer, para evitar a divisão do grupo.

Mr. Woodhouse teria criado obstáculos, se pudesse, quanto ao transporte do grupo a Randalls, m as com o a carruagem e os cavalos do genro e da filha estivessem em Hartfield ele não pode fazer nenhum a pergunta a respeito, nem pode levantar dúvidas. Em m a não teve m uito trabalho em convencê-lo de que deviam encontrar lugar tam bém para Harriet em um a das carruagens. Harriet, Mr. Elton e Mr. Knightley, acom panhantes do velho senhor, foram as únicas outras pessoas convidadas; o j antar deveria ser servido cedo e os convidados em pequeno núm ero. Os hábitos e gostos de Mr. Woodhouse foram consultados e respeitados em todos os detalhes.

Na noite anterior ao grande acontecim ento (pois era um grande acontecim ento que Mr. Woodhouse j antasse fora no dia 24 de dezem bro) Harriet passara o serão em Hartfield. Estava, porém , tão indisposta ao ir em bora, com um resfriado, que se não fosse pelo seu intenso desej o de ser confiada aos cuidados de Mrs. Goddard, Em m a não teria perm itido que partisse. No dia seguinte Em m a foi visitá-la, e encontrou Harriet fraca e sem condições de ir a Randalls, com m uita febre e um a forte dor de garganta. Mrs. Goddard cuidava da m oça com todo o carinho e afeição, e Mr. Perry fora avisado. Harriet estava fraca e doente dem ais para resistir à autoridade que a excluiu do delicioso com prom isso, m as não podia falar nessa perda sem m uitas lágrim as.

Em m a ficou ao lado dela o m aior tem po possível, para assisti-la quando Mrs. Goddard precisasse afastar-se, e tam bém para anim á-la, dizendo-lhe o quanto Mr. Elton ficaria deprim ido ao saber de seu estado. Deixou-a afinal em relativo conforto, com o doce consolo de ter recebido um a visita bastante alentadora, e a certeza de que todos sentiriam m uito a sua falta. Em m a não tinha se afastado m ais do que alguns m etros da porta da casa de Mrs. Goddard quando

encontrou o próprio Mr. Elton, que vinha saber da doente, e cam inharam um pouco j untos, devagar, falando sobre Harriet. Mr. Elton estava contando que ouvira um rum or sobre um a forte indisposição e vinha saber notícias para levar a Hartfield, quando encontraram Mr. John Knightley. O cavalheiro voltava de sua visita diária a Donwell Abbey, e estava com os dois filhos m ais velhos, cuj as faces saudáveis e brilhantes m ostravam os benefícios de um passeio pelo cam po e faziam prever um rápido fim para o carneiro assado e o pudim de arroz que os esperavam em casa. Juntaram -se a eles e prosseguiram , enquanto Em m a descrevia a natureza das queixas da am iga com o “um a garganta m uito inflam ada, bastante febre e calor, pulso fraco, etc., e que lam entara saber por Mrs. Goddard que Harriet era predisposta a sérias dores de garganta e que sem pre a alarm ara com esse problem a”. Mr. Elton ficou bastante alarm ado e exclam ou:

– Um a dor de garganta!... Espero que não sej a infecciosa, pelo m enos não daquele tipo pútrido de infecção. Mr. Perry foi vê-la? Acho que a senhorita devia cuidar-se tam bém , tanto quanto sua am iga. Perm ita que lhe peça para não correr riscos. Por que Perry não foi vê-la?

Em m a não estava tão assustada assim , na verdade, e acalm ou esse excesso de preocupação assegurando-lhe que Mrs. Goddard era experiente e cuidadosa. Perm aneceu ainda um pouco de inquietação, que Em m a não via razão para desfazer, e preferia m esm o alim entar. Por isso disse logo depois, com o se estivesse falando de outro assunto:

– Está fazendo frio, tanto frio… parece m esm o que vai nevar. Se fosse outro lugar ou outras pessoas, eu preferiria não sair esta noite e tentaria convencer m eu pai a não se aventurar. Mas com o ele j á se decidiu e parece não sentir tanto frio, não quero interferir, ainda m ais que sei o desapontam ento que seria para Mr. e Mrs. Weston. Mas no seu caso, Mr. Elton, eu certam ente não iria.

O senhor j á m e parece um pouco rouco, e se pensar em quanto terá que falar e se desgastar com o serm ão de am anhã, acho que seria m ais prudente se ficasse em casa esta noite e se cuidasse bem .

Mr. Elton aparentava não saber bem que resposta devia dar, o que era exatam ente o caso. Apesar de sentir-se bastante gratificado pela bondosa preocupação de um a j ovem tão bela, a cuj os conselhos não pretendia resistir, na verdade não tinha nenhum a intenção de desistir da visita. Mas Em m a estava ansiosa e ocupada dem ais com suas próprias ideias e conceitos para ouvi-lo de form a im parcial, ou vê-lo com m ais clareza, e ficou bastante satisfeita quando ele lim itou-se a gaguej ar sua concordância dizendo “m uito frio, com certeza, m uito frio”. Ela então seguiu em frente, regozij ando-se por tê-lo livrado de Randalls e lhe dado a possibilidade de ir saber de Harriet a cada hora da tarde e

início da noite.

– O senhor está fazendo o que é certo – disse ela. – Vou apresentar suas desculpas a Mr. e Mrs. Weston.

Mal tinha dito essas palavras quando percebeu que seu cunhado estava gentilm ente oferecendo um lugar em sua carruagem para Mr. Elton, caso seu único problem a fosse o tem po, e Mr. Elton estava aceitando a oferta com a m aior satisfação. Estava resolvido. Mr. Elton iria ao j antar, e nunca seu belo rosto redondo expressara tanta satisfação, seu sorriso nunca fora tão aberto e nem seus olhos tão exultantes com o no m om ento em que olhou para Em m a.

“Bem ” – pensava Em m a consigo – “que coisa m ais estranha! Depois do trabalho que tive para dispensá-lo ele prefere ir conosco e deixar Harriet para trás, doente com o está! É m uito estranho, de fato. Mas isso acontece com m uitos hom ens, eu acho, especialm ente os solteiros. Eles têm tam anha disposição –

tam anha paixão por j antar fora – que deixam qualquer coisa para trás. Um convite para j antar está colocado tão alto na sua lista de prazeres e ocupações que é quase um a obrigação; o caso de Mr. Elton deve ser esse. É sem dúvida um j ovem m uito valioso, am ável e agradável, e está m uito apaixonado por Harriet, m as m esm o assim não pode recusar um pedido para j antar, quando é convidado.

Que coisa estranha é o am or! Ele é capaz de ver um a sagaz inteligência em Harriet m as não é capaz de j antar sozinho por causa dela”.

Mr. Elton deixou-os em seguida, e Em m a fez-lhe a j ustiça de adm itir que havia um a grande dose de sentim ento na m aneira com que disse o nom e de Harriet, no m om ento de despedir-se, e na em oção da sua voz enquanto lhe assegurava que iria fazer um a visita a Mrs. Goddard para saber notícias de sua querida am iga. Depois disso iria preparar-se para a felicidade de encontrá-la novam ente, quando então esperava ser capaz de dar-lhe notícias m elhores.

Suspirou e sorriu consigo de um m odo que fez a balança pender bastante a seu favor.

Depois de alguns m inutos de silêncio, John Knightley disse:

– Jam ais na m inha vida vi um hom em com tanta vontade de ser agradável com o Mr. Elton. Ele se em penha totalm ente quando as dam as estão envolvidas. Com os hom ens ele é racional e despretensioso, m as m uda de m aneiras sem pre que existam dam as a quem agradar.

– As m aneiras de Mr. Elton não são perfeitas – respondeu Em m a – m as onde existe o desej o de agradar deve-se tolerar m uitas coisas, e é isso que ocorre. Quando um hom em faz o m elhor com um esforço apenas m oderado, terá a vantagem de ser superior à negligência. Mr. Elton tem tão bom caráter e

tanta boa vontade, que m al podem os avaliar.

– Sim – concordou Mr. John Knightley, com ar um pouco m alicioso –

ele parece que tem m uito boa vontade para com você.

– Eu? – ela replicou, com um sorriso de surpresa. – Acha que Mr. Elton está interessado em m im ?

– Tal ideia j á passou pela m inha cabeça, Em m a, eu adm ito. E se nunca ocorreu a você antes, é m elhor que passe a considerá-la a partir de agora.

– Mr. Elton apaixonado por m im ! Que ideia!

– Não sei se é o caso, de fato. Mas você faria m elhor se considerasse assim , fosse o caso ou não, para adaptar seu com portam ento às circunstâncias.

Acho que suas m aneiras para com ele são encoraj adoras. Falo com o am igo, Em m a. Você é quem deve analisar sua m ente, decidir o que quer e agir de acordo.

– Eu agradeço, m as asseguro-lhe que está m uito enganado. Mr. Elton e eu som os bons am igos e nada m ais.

Ela seguiu em frente, divertindo-se com as tolices que surgem às vezes por um conhecim ento parcial das circunstâncias, e com os enganos em que incorrem as pessoas que tem altas pretensões sobre seu poder de j ulgam ento.

Não estava m uito satisfeita com o cunhado, j ulgando-o cego e ignorante, e necessitado de conselhos. Ele não disse m ais nada.

Mr. Woodhouse aceitara tão com pletam ente a ideia da visita que, a despeito do frio estar aum entando, não parecia ter a m enor intenção de encolher-se. Sentou-se pontualm ente ao lado da filha m ais velha na sua própria carruagem , aparentando não ter consciência nem do tem po nem dos outros.

Estava tão satisfeito com sua ousadia de sair e com o prazer que teria em Randalls, que nem percebia que estava frio. Além disso, estava bem agasalhado dem ais para senti-lo. O frio, todavia, era intenso; e quando a segunda carruagem m ovim entou-se os prim eiros flocos de neve com eçaram a cair. O céu parecia estar sobrecarregado, esperando apenas um ar m ais am eno para produzir um m undo todo branco em bem pouco tem po.

Em m a logo viu que seu com panheiro não estava de bom hum or. Preparar-se para sair com esse tem po, e separar-se das crianças logo após o j antar, eram m ales, ou inconvenientes pelo m enos, que Mr. John Knightley não aceitava de bom grado. Não via nada na visita que valesse todo esse esforço, e expressou o seu desagrado durante a m aior parte do tem po da viagem até o Vicariato.

– Um hom em – disse ele – deve pensar m uito bem de si m esm o, para pedir às pessoas que abandonem o aconchego de suas lareiras e saiam com um tem po desses, apenas pelo prazer de vê-lo. Deve se achar a pessoa m ais agradável do m undo, e não posso aceitar um a coisa dessas. É o m aior absurdo...

Na verdade, está nevando neste m om ento!... A loucura de não perm itir que as pessoas fiquem confortavelm ente em casa... e a loucura das pessoas não ficarem confortavelm ente em casa, se podem fazê-lo! Se fosse necessário sair em um a noite com o essa, por um a questão de dever ou de negócios, seria considerada um a grande dificuldade... e aqui estam os nós, provavelm ente com roupas insuficientes, seguindo voluntariam ente, sem desculpas, desafiando a voz da natureza que diz ao hom em , quaisquer que sej am suas opiniões ou sentim entos, para ficar em seu próprio lar e m anter-se ao abrigo o quanto puder... E aqui estam os nós, seguindo em frente para passar cinco horas aborrecidas na casa de outro hom em , sem nada para dizer ou ouvir que j á não tenha sido dito ou ouvido ontem , e que não possa ser dito ou ouvido am anhã. Vam os com um tem po péssim o para voltar com um tem po pior ainda, provavelm ente... Quatro cavalos e quatro criados que foram levados para nada, além de transportar cinco criaturas ociosas e trêm ulas para salas ainda m ais frias e com panhia pior do que teriam em casa.

Em m a não se achava em condições de oferecer-lhe o gentil assentim ento, que sem dúvida ele tinha o hábito de receber. Não conseguia em ular o “É verdade, m eu am or” que seria a resposta usual da sua com panheira de viagem . Teve, porém , resolução suficiente para não dar resposta algum a. Ela não podia concordar e tem ia ser briguenta; seu heroísm o chegou apenas até o silêncio. Deixou-o falar, fechou a j anela, enrolou-se no abrigo, e não abriu a boca.

Chegaram ao Vicariato, a carruagem deu a volta, o estribo foi baixado e Mr. Elton, elegantem ente vestido de preto e sorridente, j untou-se a eles im ediatam ente. Em m a pensou com prazer na m udança de assunto que se seguiria. Mr. Elton era todo am abilidades e gentilezas. Suas m aneiras eram de fato tão alegres que Em m a pensou que talvez ele tivesse m elhores notícias sobre a saúde de Harriet do que as que ela tivera. Mandara um criado indagar enquanto se vestia e a resposta fora “Está na m esm a... ainda não m elhorou”.

– A inform ação que eu recebi de Mrs. Goddard – disse ela então – não foi tão boa quanto esperava... “não m elhorou” foi a resposta que recebi.

O rosto de Mr. Elton se contraiu im ediatam ente e sua voz era em ocionada quando respondeu.

– Ah, não... Fico tão triste em saber... Estava para lhe dizer que quando

bati à porta de Mrs. Goddard, logo antes de voltar para m e vestir, m e disseram que Miss Sm ith não estava m elhor, de m odo nenhum , talvez até pior. Fiquei m uito triste e preocupado, m as m e anim ei pensando que ela com certeza vai m elhorar depois do verdadeiro rem édio fortificante que foi a visita que ela recebeu pela m anhã.

Em m a sorriu e respondeu:

– Minha visita foi útil apenas para a parte espiritual da doença, espero.

Não tenho esse poder de curar um a dor de garganta; o resfriado é m uito severo, na verdade. Mr. Perry foi vê-la, com o o senhor deve saber.

– Sim ... Eu im agino que sim ... quer dizer... eu não...

– Ele está acostum ado a tratar desse problem a dela, e espero que am anhã de m anhã nos traga notícias m ais alentadoras. Mas é difícil não se inquietar. Que perda para o nosso grupo hoj e!

– Terrível! Exatam ente isso, de fato. Sentirem os a falta dela a cada m om ento.

Foi m uito apropriado da parte dele, e o suspiro que acom panhou a resposta foi m ais apreciado ainda, m as não durou m uito tem po. Em m a ficou bastante triste quando, apenas m eio m inuto depois, ele com eçou a falar de outras coisas, dem onstrando grande alegria e contentam ento.

– Que ideia excelente – disse ele – usar um a pele de carneiro em carruagens. Torna tudo tão confortável, é im possível sentir frio com essas precauções. Os dispositivos da vida m oderna de fato tornam a carruagem de um cavalheiro totalm ente com pleta. Fica-se tão resguardado do frio, que não entra sequer um a leve brisa sem que se perm ita. Fica-se livre das consequências do m au tem po. Está um a tarde m uito fria, m as nesta carruagem nem se percebe isso. Ah! Está nevando um pouco.

– Sim – disse John Knightley – e parece que vam os ter bastante neve.

– É o tem po de Natal – observou Mr. Elton. – Bem próprio da estação.

Acho que tem os m uita sorte de que não tenha com eçado ontem , pois provavelm ente im pediria a festa de hoj e. Mr. Woodhouse com certeza não se aventuraria a sair se houvesse m uita neve no cam inho, m as agora j á não tem im portância. É um a estação bastante apropriada para os encontros entre am igos.

No Natal todo m undo convida os am igos para um a visita e ninguém dá a m enor im portância ao tem po, por pior que sej a. Um a vez fiquei retido pela neve durante um a sem ana na casa de um am igo. Nada podia ter sido m ais agradável. Fui para ficar um a noite e não pude ir em bora senão um a sem ana depois.

Mr. John Knightley olhou-o com o se não entendesse o prazer daquilo, m as apenas disse, com frieza:

– Não tenho a m enor intenção de ficar um a sem ana retido pela neve em Randalls.

Se a ocasião fosse outra Em m a teria achado engraçado, m as agora estava surpresa dem ais com a alegria dem onstrada por Mr. Elton. Parecia ter esquecido totalm ente de Harriet, na expectativa de um a agradável noitada.

– Tenho certeza que existem excelentes lareiras lá – ele continuou – e tudo será m uito confortável. Mr. e Mrs. Weston são pessoas encantadoras... Mrs.

Weston está acim a de qualquer elogio, e Mr. Weston é um hom em de valor, tão hospitaleiro e tão apegado à sociedade... O grupo é pequeno, m as quando se escolhe bem as pessoas são as festas m ais agradáveis de todas. A sala de j antar de Mr. Weston não acom oda m ais de dez pessoas com conforto e, da m inha parte, prefiro dois convidados a m enos que dois a m ais. Acho que a senhorita concordará com igo (voltando-se para Em m a com ar suave), e tenho certeza que aprovará, em bora Mr. Knightley talvez não sinta o m esm o, pois deve estar acostum ado com as grandes festas de Londres.

– Não sei nada sobre as grandes festas de Londres, senhor... Nunca j anto com ninguém .

– Verdade? (em tom de adm iração e piedade.) Nunca im aginei que a profissão de advogado escravizasse tanto. Bem , senhor, chegará o tem po em que será recom pensado por tudo isso, quando terá pouco trabalho e m uito prazer.