Emma
Capítulo XI
– Oh! Mr. Knightley, só m ais um a coisa; é m uito im portante... Estou tão chocada!... Jane e eu estam os chocadas com a história das m açãs!
– O que aconteceu?
– Im agine nos m andar todo o seu estoque de m açãs! O senhor disse que tinha m uitas e agora não tem nem m ais um a sequer. Estam os m uito chocadas, realm ente! Mrs. Hodges tem toda razão de estar zangada. Foi William Larkins quem nos contou. O senhor não devia ter feito isso, não devia m esm o. Ah! Ele se foi. Não suporta que lhe agradeçam . Mas achei que ele ficaria m ais um pouco, e seria um a pena não falar nada... Bem (voltando para a sala), não fui bem sucedida. Mr. Knightley não pôde ficar. Ele está indo para Kingston. Perguntou-m e se podia fazer algum a coisa...
– Sim – apartou Jane – nós ouvim os o seu generoso oferecim ento, ouvim os tudo.
– Oh! É claro, m inha querida, im agino que ouviram , porque a porta
estava aberta, você sabe, e a j anela tam bém estava aberta, e Mr. Knightley fala m uito alto. Com certeza devem ter ouvido tudo. “Posso fazer algum a coisa pela senhorita em Kingston?” ele disse. Então eu apenas m encionei... Oh! Miss Woodhouse, a senhorita j á vai em bora?... Parece que recém chegou... É m uita bondade sua.
Em m a achou que realm ente estava na hora de voltar para casa. A visita j á durara bastante; quando olharam seus relógios, perceberam que a m anhã j á se havia passado, e Mrs. Weston e seu acom panhante tam bém deviam ir. Tinham tem po apenas para acom panhar as duas j ovens até o portão de Hartfield, antes de seguirem direto para Randalls.
CAPÍTULO XI
É possível ficar totalm ente sem dançar. São conhecidos vários casos de j ovens que passaram m eses e m eses sucessivos sem ir a qualquer espécie de baile, e não sofreram nenhum dano na m ente ou no corpo. Mas um a vez que se com eça, quando se sente a felicidade de rodopiar, nem que sej a só um pouquinho... seria m uito difícil não desej ar m ais.
Frank Churchill havia dançado um a vez em Highbury, e ansiava por dançar novam ente. E a últim a m eia hora de um serão que Mr. Woodhouse foi persuadido a passar com a filha em Randalls, foi ocupada com os dois j ovens fazendo planos para consegui-lo. A ideia inicial fora de Frank, e tam bém a determ inação de pô-la em prática. Para a senhorita ficou a avaliação das dificuldades, e o que seria m ais conveniente em term os de aparência e acom odações. Mas, ainda assim , ela estava inclinada o suficiente para m ostrar a todos com o Miss Woodhouse e Mr. Frank Churchill dançavam divinam ente; para fazer um a coisa que não a deixava envergonhada quando com parada à Jane Fairfax; e tam bém pelo sim ples prazer de dançar, sem nenhum m aldoso apelo à vaidade. Em m a aj udou-o a m edir a sala em que estavam para ver o que podia com portar. E depois, a despeito das afirm ações de Mr. Weston de que as salas eram exatam ente do m esm o tam anho, tiraram as m edidas do outro salão, na esperança de descobrir que era um pouquinho m aior.
A prim eira proposta e pedido dele, de que o baile que com eçara na casa de Mr. Cole term inasse ali, de que as m esm as pessoas estivessem presentes e os m esm os m úsicos fossem contratados, encontrou pronta acolhida. Mr. Weston aprovou a ideia com m uita alegria e Mrs. Weston concordou em tocar durante todo o tem po em que eles desej assem dançar. Prosseguiram com o interessante proj eto, calculando exatam ente quem estaria presente, e prevendo o espaço indispensável para cada casal.
– A senhorita, Miss Sm ith e Miss Fairfax são três, e com as duas senhoritas Cox, são cinco – foi a frase repetida m uitas vezes. – E ainda tem os os dois Gilberts, o j ovem Cox, m eu pai e eu, além de Mr. Knightley. Sim , haverá gente suficiente para um a bela festa. A senhorita, Miss Sm ith e Miss Fairfax são três, e com as duas senhoritas Cox, são cinco. E para cinco casais haverá lugar suficiente.
Mas logo alguém obj etou:
– Será que haverá lugar suficiente para cinco casais? Eu acho, realm ente, que não há.
Ou então:
– Afinal de contas, cinco casais não são o bastante para valer a pena um a festa. Cinco casais são quase nada, quando se pensa seriam ente no assunto.
Não se pode convidar cinco casais. Só se perm ite isso com o um a coisa decidida no últim o m om ento.
Alguém com entou que Miss Gilbert estava sendo esperada na casa do irm ão, e devia ser convidada com os dem ais. Outro alguém acreditava que Mrs.
Gilbert teria dançado na outra noite, se a tivessem convidado. Falou-se em convidar o outro j ovem Cox. E, por fim , quando Mr. Weston nom eou um a fam ília de prim os que devia ser incluída e outra, de velhos am igos, que não poderia ser deixada de fora, ficou evidente que os cinco casais seriam , pelo m enos, dez.
Seguiu-se um a especulação m uito interessante sobre a m elhor m aneira de acom odá-los.
As portas das duas salas eram opostas um a à outra. “Não poderiam usar as duas salas e dançar na passagem entre elas?” Parecia a m elhor solução, m as ainda assim não era tão boa, pois m uitos queriam um a solução m elhor.
Em m a disse que seria em baraçoso. Mrs. Weston estava angustiada com o j antar.
E Mr. Woodhouse se opôs a isso com veem ência, por causa da saúde. Esses planos o deixaram tão triste que não havia com o m antê-los.
– Oh, não! – disse ele. – Seria extrem am ente im prudente. Não posso perm itir isso por causa de Em m a!... Em m a não é forte. Ela pegaria um terrível resfriado. E tam bém a pobrezinha da Harriet. E todos vocês. Mrs. Weston, a senhora ficaria prostrada, não perm ita nem que falem em um a coisa tão selvagem . Por favor, não perm ita que falem m ais nisso. Aquele j ovem (falando baixinho) é m uito descuidado. Não conte ao pai dele, m as esse j ovem não é grande coisa. Andou abrindo as portas m uitas vezes esta noite, e as m anteve abertas sem ter consideração. Ele não se lem brou das correntes de ar. Não quero colocá-la contra ele, m as ele realm ente não é grande coisa.
Mrs. Weston ficou triste com tal ataque. Sabia a im portância da situação e fez tudo que podia para consertá-la. Todas as portas foram então fechadas, desistiram da ideia da passagem , e voltaram ao prim eiro plano de dançar apenas na sala em que estavam . E com toda a boa vontade da parte de Frank Churchill, o espaço que há quinze m inutos m al seria suficiente para cinco casais, agora poderia facilm ente com portar os dez.
– Fom os m uito exagerados – disse ele. – Calculam os espaço dem ais, dez casais podem acom odar-se aqui m uito bem .
Em m a discordava.
– Seria um a m ultidão... um a m ultidão triste. O que pode ser pior que dançar sem espaço para girar?
– É verdade – respondeu Frank Churchill, com ar sério – seria m uito ruim . – E voltou a m edir a sala, e voltou a dizer – Acho que haverá espaço suficiente para dez casais.
– Não, não – disse ela – o senhor não está sendo razoável. Seria horrível ficar tão perto! Nada pode dar m enos prazer que dançar no m eio de um a m ultidão... e um a m ultidão em um a sala pequena.
– Não há com o negar – ele respondeu. – Concordo com a senhorita, exatam ente. Um a m ultidão em um a sala pequena... Miss Woodhouse, a senhorita tem o dom de pintar um a situação com poucas palavras. Maravilhoso, é de fato m aravilhoso!... Ainda assim , no entanto, j á que chegam os tão longe, não podem os desistir agora. Seria um grande desapontam ento para m eu pai, e além do m ais... não sei bem ... eu ainda sou de opinião que dez casais podem dançar aqui m uito bem .
Em m a percebeu que a natureza de sua galanteria era um pouco obstinada, e que ele preferia se opor a perder o prazer de dançar com ela. Então aceitou o elogio e esqueceu o resto. Se ela estivesse pensando em se casar com ele, talvez valesse a pena parar e considerar o assunto, tentar entender a im portância da sua opinião e o caráter de seu tem peram ento. Mas, para o propósito único de am izade, ele era bastante agradável.
No dia seguinte, antes do m eio-dia, Frank Churchill j á estava em Hartfield. Entrou na sala com um sorriso tão encantador que confirm ava a continuação dos planos, e logo ficou claro que viera anunciar algum progresso.
– Bem , Miss Woodhouse – com eçou ele, quase im ediatam ente – espero que seu desej o de dançar ainda não tenha sido afastado pelo terror que são as pequenas salas de m eu pai. Venho fazer-lhe um a nova proposta: um a ideia de m eu pai que espera apenas a sua aprovação para ser posta em prática. Posso ter a honra de ser seu par nas duas prim eiras danças desse pequeno baile, que será dado não em Randalls, m as na Hospedaria Crown?
– Na Crown?!
– Sim , caso a senhorita e Mr. Woodhouse não façam obj eções, e creio que não farão, pois m eu pai acredita que os am igos serão gentis o bastante para ir até lá. Terem os acom odações m elhores, e a recepção não seria m enos calorosa do que em Randalls. É tudo ideia dele. Mrs. Weston tam bém concordou, desde que a senhorita aprove. É o que todos esperam os. Ah! A senhorita tem toda a razão, dez casais em qualquer um a das salas de Randalls seria insuportável!...
Horrível!... Eu sabia o tem po todo que a senhorita estava certa, m as estava tão ansioso que faria qualquer coisa para não desistir. Não é um a boa troca? A senhorita concorda?... Posso contar com sua concordância?
– Me parece um plano ao qual ninguém poderá fazer qualquer obj eção, se Mr. e Mrs. Weston o aprovam . Acho a ideia adm irável, e no que posso responder por m im , fico m uito contente. Parece que era apenas isso que faltava.
Papai, o senhor não acha a ideia excelente?
Ela foi obrigada a repetir e explicar tudo, antes que Mr. Woodhouse com preendesse afinal. E, com o se tratava de um a ideia nova, eram necessários m aiores argum entos e explanações para que fosse aceita.
“Não, ele achava que estava m uito longe de ser um a boa ideia... Era um plano m uito ruim , m uito pior que o outro. Um salão de hospedaria era sem pre perigoso, por causa da um idade, nunca era arej ado o suficiente, nem servia para as pessoas ficarem dentro dele. Se fosse para dançar seria m elhor dançar em Randalls. Ele nunca estivera no salão da Crown em toda a sua vida, nem conhecia pessoa algum a que sequer o tivesse visto. Oh! não. O plano era péssim o. Todos iriam apanhar um resfriado pior na Crown do que em qualquer outro lugar”.
– Eu estava a ponto de observar, senhor – disse Frank Churchill – que um a das m elhores recom endações dessa troca seria a pequena chance de que qualquer pessoa apanhasse um resfriado. O perigo seria m uito m enor na Crown do que em Randalls! Mr. Perry talvez tenha razões para lam entar a alteração, m as ninguém m ais as tem .
– Cavalheiro – disse Mr. Woodhouse, num tom caloroso – o senhor está m uitíssim o enganado, se pensa que Mr. Perry sej a esse tipo de pessoa. Mr. Perry se preocupa extrem am ente se qualquer um de nós fica doente. Mas não entendo com o o salão da Crown pode lhe parecer m ais seguro do que a sala da casa de seu pai.
– Pelo sim ples m otivo de ser m aior, senhor. Não haverá necessidade algum a de abrir as j anelas nem um a vez durante a noite inteira. E, com o o senhor bem sabe, é esse terrível hábito de abrir as j anelas, deixando que o ar frio entre em contato com o calor das pessoas, que provoca todo o problem a.
– Abrir as j anelas!... Mas certam ente, Mr. Churchill, ninguém pensaria em abrir as j anelas em Randalls. Ninguém seria tão im prudente! Nunca ouvi um a coisa dessas. Dançar com as j anelas abertas! Tenho certeza que nem seu pai nem Mrs. Weston (que era a pobre Miss Tay lor) perm itiriam isso.
– Bem , senhor, m as às vezes algum a pessoa descuidada entra atrás das
cortinas e abre um a vidraça, sem que ninguém perceba. Eu m esm o j á vi isso acontecer várias vezes.
– Viu m esm o, senhor?... Por Deus! Eu j am ais im aginaria um a coisa dessas. Mas eu vivo afastado do m undo e m uitas vezes fico espantado com as coisas que ouço. Isso faz toda diferença, no entanto. Algo assim requer longa consideração. Não se pode decidir de m aneira apressada. Se Mr. e Mrs. Weston forem gentis de vir nos visitar um a m anhã dessas, podem os falar sobre o assunto e ver o que pode ser feito.
– Infelizm ente, senhor, m eu tem po é tão lim itado...
– Oh! – interrom peu Em m a - Haverá tem po suficiente para falar sobre tudo. Não há pressa algum a. Se for com binado que deverá acontecer na Crown, papai, será m uito conveniente para os cavalos. Eles estarão m uito próxim os de seu estábulo.
– Estarão m esm o, m inha querida. Isso é m uito bom . Não que Jam es algum dia tenha se queixado, m as é m elhor poupar os cavalos quando possível.
Se eu tivesse certeza que o local é bem arej ado... Será que podem os confiar no que Mrs. Stokes disse? Eu tenho m inhas dúvidas, não a conheço, nem de vista.
– Posso garantir qualquer coisa quanto a isso, senhor, pois tudo estará sob os cuidados de Mrs. Weston. Ela aceitou assum ir a supervisão de tudo.
– Aí está, papai! Agora o senhor deve ficar satisfeito. Nossa querida Mrs. Weston, que é tão cuidadosa. O senhor se lem bra do que Mr. Perry falou, tantos anos atrás, quando tive saram po? “Se Miss Taylor se encarregar de cuidar de Em m a, o senhor não precisa ter nenhum a preocupação”. Quantas vezes o ouvi m encionar isso com o um elogio a ela!
– Ah, é verdade! Mr. Perry disse isso m esm o. Nunca vou esquecer.
Pobrezinha da Em m a! Você esteve bem m al com o saram po; quer dizer, você teria ficado m uito m al, se não fosse a dedicada atenção de Mr. Perry. Ele veio quatro vezes ao dia, durante um a sem ana. Disse, no início, que era de um tipo m ais brando, o que foi um grande conforto para nós. Mas o saram po é terrível.
Espero que a pobre Isabella m ande cham ar Mr. Perry quando as crianças dela tiverem saram po.
– Meu pai e Mrs. Weston estão na Crown neste m om ento – disse Frank Churchill – exam inando as condições da casa. Eu os deixei lá e vim para Hartfield, im paciente para ouvir sua opinião, e esperando que a senhorita pudesse ser persuadida a se j untar a eles no local e dizer o que acha. Os dois m e pediram para dizer-lhe que seria um grande prazer se a senhorita m e perm itisse acom panhá-la até lá. Eles não podem decidir nada com certeza sem a sua
presença.
Em m a estava m ais do que feliz de ser convocada para esse tipo de conselho. E seu pai, resolvido a pensar no assunto enquanto ela estava fora, m andou que os dois j ovens partissem sem dem ora para a Crown. Ali encontraram Mr. e Mrs. Weston. Os dois ficaram encantados de vê-la e receber sua aprovação, m uito ocupados e m uito felizes, cada qual à sua m aneira. Ela, um pouco ansiosa, e ele achando tudo perfeito.
– Em m a – disse Mrs. Weston – o papel de parede está num estado pior do que eu esperava. Olhe! Tem lugares em que está m uito suj o. E o lam bri está m ais am arelado e desgastado do que eu j am ais poderia im aginar.
– Minha querida, você é m uito detalhista – disse o m arido. – Que im portância têm esses porm enores? Com a luz dos candelabros não se verá nada disso. Ficará tão lim po quanto Randalls, à luz das velas. Nunca reparam os em nada desse tipo quando vam os aos nossos clubes.
As senhoras trocaram olhares que provavelm ente significavam “Os hom ens nunca sabem quando as coisas estão suj as ou não”, e os cavalheiros talvez pensassem , cada um para si, “As m ulheres se preocupam com bobagens e cuidados desnecessários”.
Surgiu, no entanto, um a dificuldade que os cavalheiros não ousaram desdenhar. Era a respeito da sala de j antar. Na época da construção do salão de baile não se pensava em j antares, e um a pequena sala para j ogos de cartas era a única anexa ao salão. O que deveria ser feito? Essa sala de j ogos seria necessária com o m esm o propósito agora tam bém . E m esm o que os quatro j ulgassem desnecessário organizar j ogos de cartas, ainda assim a sala era pequena dem ais para o j antar. Havia outra sala, de tam anho bem m aior, que serviria para isso.
Esta, porém , ficava no outro lado do prédio, e para alcançá-la era necessário percorrer um a longa e estranha passagem . Isso tornava a situação difícil. Mrs.
Weston tem ia que as correntes de ar atingissem os j ovens na passagem , enquanto nem Em m a nem os cavalheiros toleravam a ideia de ficarem todos am ontoados para j antar.
Mrs. Weston propôs que não se servisse um j antar tradicional, m as apenas sanduíches, etc. na sala pequena. A ideia foi logo descartada com o sendo um a solução deplorável. Um baile particular sem um j antar adequado foi considerado um a fraude infam e contra os direitos de hom ens e m ulheres. Mrs.
Weston não devia nem m encionar isso de novo. Ela olhou então para a duvidosa sala, e enquanto seus pensam entos tom avam outra direção, observou:
– Não acho que a sala sej a assim tão pequena. Não serem os m uitos,
vocês sabem .
Enquanto isso Mr. Weston, cam inhando rapidam ente em largos passos através da passagem , anunciou:
– Você exagerou a extensão da passagem , m inha querida. Não é quase nada, afinal de contas, e não vem nenhum a corrente de ar da escada.
– Gostaria que pudéssem os saber – disse Mrs. Weston – que tipo de arranj o os nossos convidados iriam preferir. O nosso obj etivo é fazer o que for do agrado da m aioria, o difícil é saber o que preferem .
– Sim , é verdade – exclam ou Frank – é verdade. A senhora desej a a opinião dos seus vizinhos, não discordo da senhora. Se tivéssem os a opinião de um deles... os Coles, por exem plo, eles não m oram longe. Devo cham á-los? Ou talvez Miss Bates? Ela tam bém m ora perto, e m e parece um a pessoa m ais indicada que qualquer outra para conhecer a opinião dos dem ais. Penso que precisam os de um grupo m aior para decidir. O que acham de eu ir até a casa de Miss Bates e convidá-la para j untar-se a nós?
– Bem , se assim desej a... – disse Mrs. Weston, um pouco hesitante – Se acha que ela pode ser de algum a aj uda...
– Não vam os conseguir nada com Miss Bates a respeito do assunto –
atalhou Em m a. – Ela será todo encanto e agradecim entos, m as não vai dar opinião algum a. Ela nem sequer escuta as perguntas. Não vej o vantagem em consultar Miss Bates.
– Mas ela é tão divertida, tão incrivelm ente divertida! Eu adoro ouvir Miss Bates falar. E não precisam os trazer a fam ília toda, a senhorita sabe.
Nesse m om ento Mr. Weston retornou para j unto deles e, ao ouvir o que fora proposto, deu sua im ediata aprovação.
– Sim , faça isso, Frank... Vá procurar Miss Bates e vam os term inar logo com esse assunto. Ela vai adorar o esquem a que adotam os, tenho certeza. E não conheço um a pessoa m elhor para nos ensinar com o superar as dificuldades. Vá procurar Miss Bates. Estam os ficando gentis dem ais. Ela é um a lição viva de com o ser feliz. Mas traga am bas, convide as duas.
– Am bas, senhor! Até a velha senhora?
– A velha senhora não! A j ovem senhorita, com certeza. Eu o consideraria um tolo, Frank, se trouxesse a tia sem a sobrinha.