Emma
Capítulo IX
Em m a deixou de se alarm ar por causa de Henry : os interesses dele estavam salvos, por enquanto. E ela liderou a dança com verdadeira alegria e prazer. Não havia m ais de cinco pares, m as a raridade de dançarinos e a espontaneidade da dança tornavam -no delicioso, e Em m a descobriu que tinha um par excelente. Form avam um casal que valia a pena adm irar.
Infelizm ente, duas danças era o m áxim o que lhes perm itiram . Estava ficando tarde, e Miss Bates ficou ansiosa para voltar para casa, preocupada com sua m ãe. Após algum as tentativas de continuar dançando, foram obrigados a agradecer a Mrs. Weston e, com tristeza, term inar com o baile.
– Talvez sej a m elhor – disse Frank Churchill ao levar Em m a até a carruagem dela – Eu teria que convidar Miss Fairfax, m as o j eito lânguido que ela tem de dançar não ia com binar com igo, após dançar com a senhorita.
[1] Antigo instrum ento de cordas de percussão e teclado, sem elhante ao cravo.
CAPÍTULO IX
Em m a não se arrependeu de ter feito a concessão de ir à festa dos Coles. A visita lhe proporcionara m uitas recordações agradáveis no dia seguinte.
E tudo que ela poderia supor ter perdido em função de seu m aj estoso isolam ento, podia ser am plam ente com pensado pelo esplendor da popularidade. Ela devia ter agradado bastante aos Coles – pessoas m uito dignas, que m ereciam ser feitas felizes! E deixara atrás de si um a reputação que não se apagaria tão cedo.
A felicidade perfeita não é com um , m esm o nas lem branças; e havia dois pontos sobre os quais Em m a não se sentia tranquila. Perguntava a si m esm a se não havia transgredido o dever de m ulher para m ulher, ao revelar suas suspeitas sobre os sentim entos de Jane Fairfax para Frank Churchill. Dificilm ente podia considerar isso certo, m as sua ideia a respeito era tão forte que acabou escapando; e a concordância dele com tudo que ela falou era um cum prim ento à sua argúcia, tornando difícil para ela lem brar-se de que devia segurar a língua.
A outra coisa que a incom odava tam bém dizia respeito à Jane Fairfax, m as quanto a essa não havia dúvida. Ela lam entava, sinceram ente e sem qualquer equívoco, a sua inferioridade em cantar e tocar. E assim , com profundo pesar pela indolência que a dom inara na infância, sentou-se ao piano e praticou com determ inação por um a hora e m eia.
Foi interrom pida pela chegada de Harriet. E se os elogios de Harriet pudessem satisfazê-la, logo ela se sentiria confortada.
– Ah, se eu pudesse tocar tão bem com o a senhorita e Miss Fairfax!
– Não nos ponha no m esm o nível, Harriet. Minha execução está tão distante da dela, com o um a lâm pada da luz do sol.
– Oh, Deus... Acho que, entre as duas, a senhorita toca m elhor. Acho sua execução tão boa quanto à dela, só sei que prefiro ouvir a senhorita. Todos com entaram na noite passada com o a senhorita tocou bem .
– As pessoas que conhecem algum a coisa de m úsica devem ter sentido a diferença. A verdade, Harriet, é que toco bem o bastante apenas para ser elogiada, m as Jane Fairfax está m uito acim a disso.
– Bem , eu sem pre achei que a senhorita toca tão bem com o ela, e se houver algum a diferença ninguém nunca irá perceber. Mr. Cole com entou o bom gosto que a senhorita tem , e Mr. Frank Churchill tam bém falou bastante sobre o bom gosto da senhorita, e que ele valoriza m ais o gosto que a execução.
– Ah, m as Jane Fairfax possui am bos, Harriet.
– A senhorita tem certeza? Eu vi que ela toca m uito bem , m as não sabia que tinha bom gosto. Ninguém falou a respeito disso. E eu detesto m úsica italiana... não se entende um a palavra. Além disso, se ela toca tão bem , a senhorita sabe, é porque tem obrigação, afinal vai ter que dar aulas. Os Coxes estavam conversando a noite passada se ela poderia ser introduzida em algum a fam ília de renom e. O que acha dos Coxes, Miss Woodhouse?
– Exatam ente o que são: m uito vulgares.
– Eles m e contaram um a coisa – disse Harriet, um pouco hesitante –
m as não é nada im portante.
Em m a foi obrigada a perguntar o que eles haviam dito, apesar do tem or de que se tratasse de algo a ver com Mr. Elton.
– Eles m e disseram ... que Mr. Martin j antou na casa deles no sábado passado.
– Oh!
– Ele veio falar com Mr. Cox sobre algum negócio, e Mr. Cox o convidou para ficar e j antar com eles.
– Oh!
– Falaram bastante sobre ele, especialm ente Anne Cox. Não sei o que ela quis dizer com isso, m as perguntou-m e se eu achava que poderia ficar de novo com eles, no próxim o verão.
– Ela pretendia ser im pertinente e curiosa, com o só um a Anne Cox poderia ser.
– Ela contou que ele foi m uito agradável, no dia que j antou lá, e sentou-se ao lado dela na m esa. Miss Nash acha que qualquer um a das Coxes ficaria m uito feliz de casar-se com ele.
– É bem provável... Acho que elas são, sem exceção, as m oças m ais vulgares de Highbury.
Harriet tinha com pras a fazer da Ford’s e Em m a achou m ais prudente acom panhá-la. Poderia acontecer outro encontro acidental com os Martins, e no estado de espírito em que ela se encontrava atualm ente isso podia ser perigoso.
Harriet, tentada por todas as coisas e facilm ente influenciada por qualquer palavra, sem pre dem orava m uito nas com pras, e enquanto ela passeava entre os tecidos de m usselina, m udando de ideia a cada m om ento, Em m a foi até a porta para distrair-se... Não se podia esperar m uita coisa do tráfego de
Highbury, m esm o na sua parte m ais m ovim entada. Mr. Perry cam inhando apressado, Mr. William Cox chegando à porta do escritório, os cavalos da carruagem de Mr. Cole retornando do seu exercício, ou um garoto de recados perdido com um a m ula obstinada eram as coisas m ais agitadas que ela poderia esperar. E quando seus olhos por fim se depararam com o açougueiro levando sua gam ela, com um a respeitável senhora idosa voltando para casa com a sacola cheia de com pras, com dois vira-latas disputando um osso suj o, e com um grupo de crianças vadias grudadas na pequena vitrine da padaria, olhando os pães doces, Em m a achou que não tinha m otivos para queixar-se, pois se divertira bastante, o suficiente para continuar parada na porta. Um a m ente viva e disposta pode fazer m uito com o pouco que vê, e pode ver nada que não ofereça respostas.
Ela olhou para baixo, na direção da estrada de Randalls. O cenário se tornou m ais nítido e duas pessoas surgiram : Mrs. Weston e o enteado cam inhando em direção a Highbury, provavelm ente para irem a Hartfield. Parecia, no entanto, que iam parar antes na casa de Mrs. Bates, que ficava um pouco m ais perto de Randalls, quase em frente à Ford’s. Ainda não haviam batido à porta quando viram Em m a. No m esm o instante cruzaram a rua e vieram falar com ela, e o prazer com partilhado na noite anterior conferiu um a nova alegria ao presente encontro. Mrs. Weston inform ou-a que estava indo visitar as Bates para ouvir o piano novo.
– Pois o m eu com panheiro m e afirm a – disse ela – que eu prom eti solenem ente à Miss Bates, na noite de ontem , que viria hoj e de m anhã. Eu m esm a não m e lem brava disso. Não m e recordava de ter m arcado o dia, m as com o ele disse que m arquei, estou indo lá agora.
– E enquanto Mrs. Weston faz a visita – disse Frank Churchill – espero que m e sej a perm itido j untar-m e à senhorita e esperar por ela em Hartfield – se a senhorita estiver indo para casa.
Mrs. Weston ficou desapontada.
– Pensei que pretendia ir com igo. Elas ficariam m uito contentes.
– Eu? Acho que só iria atrapalhar. Mas, quem sabe... Posso estar atrapalhando igualm ente aqui. Miss Woodhouse parece que não quer a m inha com panhia... Minha tia sem pre m e expulsa de perto dela quando está fazendo com pras. Diz que eu a irrito até a m orte. E Miss Woodhouse parece que está a ponto de dizer o m esm o. O que vou fazer?
– Não vim fazer com pras para m im – disse Em m a – estou apenas esperando m inha am iga. Provavelm ente ela logo term inará, e então voltarem os para casa. Mas é m elhor que o senhor vá com Mrs. Weston e ouça o piano.
– Bem , se esse é o seu conselho... Mas (com um sorriso), se o coronel Cam pbell tiver encarregado da com pra um am igo descuidado, e o piano não tiver o som correto... o que devo dizer? Não poderei apoiar Mrs. Weston. Ela pode sair-se m uito bem sozinha. Um a verdade desagradável pode parecer aceitável se ouvida de seus lábios, m as sou a pessoa m ais deplorável do m undo para dizer m entiras bem educadas.
– Não acredito em nada disso – respondeu Em m a – Tenho certeza que o senhor pode ser tão pouco sincero quanto seus com panheiros, quando é necessário. Mas não há razão para supor que o piano não sej a bom . Bem ao contrário, de fato, se entendi corretam ente a opinião de Miss Fairfax na noite passada.
– Venha com igo, Frank – disse Mrs. Weston – se não for m uito desagradável para você. Não precisam os dem orar m uito. Depois disso vam os a Hartfield, logo depois delas. Eu gostaria m uito que você m e acom panhasse na visita, elas vão considerar um a atenção tão grande da sua parte! Pensei que você pretendia ir.
Ele não pôde recusar, e com a prom essa de Hartfield com o recom pensa, retornou com Mrs. Weston à porta de Mrs. Bates. Em m a observou-os entrar e então se j untou à Harriet no interessante balcão. Tentou com toda insistência possível convencê-la de que se ela desej ava com prar m usselina lisa, de nada adiantava olhar as estam padas; e que aquela fita azul, apesar de bonita, nunca com binaria com o tom am arelo do tecido. Por fim acertaram tudo, m enos a entrega do pacote.
– Devo enviá-lo para a residência de Mrs. Goddard, m adam e? –
perguntou Mrs. Ford.
– Sim ... Não... Sim , envie para a casa de Mrs. Goddard. Mas o m olde do vestido está em Hartfield. Não, a senhora deve m andá-lo para Hartfield, se não for incôm odo. Mas Mrs. Goddard vai querer vê-lo... E posso levar o m olde do vestido para casa um outro dia. Mas gostaria de levar a fita pessoalm ente...
então é m elhor m andar para Hartfield... pelo m enos a fita. A senhora pode fazer dois pacotes, não pode, Mrs. Ford?
– Não vale à pena incom odar Mrs. Ford para fazer dois pacotes, Harriet.
– Não precisa m ais.
– Não é incôm odo nenhum , m adam e – disse a atenciosa Mrs. Ford.
– Ah, m as eu de fato prefiro que a senhora faça só um . Então, por favor, m ande tudo para a casa de Mrs. Goddard. Bem , não sei... Não, acho m elhor Miss Woodhouse, que tudo sej a m andado para Hartfield, e então levarei com igo à noite. O que a senhorita acha?
– Que você não precisa pensar nem m ais m eio segundo nesse assunto.
Para Hartfield, por favor, Mrs. Ford.
– Bem , será m uito m elhor – disse Harriet, bastante satisfeita – eu não gostaria m esm o que ele fosse m andado para a casa de Mrs. Goddard.
Ouviram vozes que se aproxim avam da loj a... ou m elhor, um a só voz e duas dam as. Mrs. Weston e Miss Bates vieram encontrá-las à porta.
– Minha querida Miss Woodhouse – disse a últim a – eu vim correndo apenas para pedir-lhe o favor de vir sentar-se um pouco conosco e dar sua opinião sobre o nosso novo piano. A senhorita e Miss Sm ith tam bém . Com o vai, Miss Sm ith?... Muito bem , obrigada... Im plorei a Mrs. Weston que viesse com igo, para ter certeza de que seria bem sucedida.
– Espero que Mrs. Bates e Miss Fairfax estej am ...
– Muito bem , obrigada, a senhorita é m uito am ável. Minha m ãe está deliciosam ente bem , e Jane não se resfriou a noite passada. Com o está Mr.
Woodhouse?... Fico tão feliz de ouvir que ele está bem . Mrs. Weston m e disse que estavam aqui... Bem , eu disse, devo então correr até lá e tenho certeza que Miss Woodhouse não se negará a vir se eu pedir-lhe que venha; m inha m ãe ficará tão feliz de vê-la... e o grupo que está reunido aqui é tão agradável, ela não pode recusar... “Por favor, faça isso” foi o que Mr. Frank Churchill disse “será bom ouvir a valiosa opinião de Miss Woodhouse sobre o piano”. Mas, eu disse, estou certa de que serei m ais bem sucedida se um dos senhores for com igo. “Oh” disse ele “espere um m inuto até que eu term ine o que estou fazendo”. Porque, a senhorita não acreditaria, Miss Woodhouse, da m aneira m ais atenciosa do m undo, ele está consertando o pequeno parafuso da haste dos óculos da m inha m ãe. O parafuso caiu esta m anhã, a senhorita sabe?... Tão am ável da parte dele!
Pois os óculos ficaram im prestáveis, m inha m ãe não consegue colocá-los. E, de qualquer form a, todo m undo deve ter dois pares de óculos, deve m esm o. Jane tam bém acha isso. Pretendia levá-los para John Saunders, era a prim eira coisa que ia fazer hoj e de m anhã, m as sem pre tinha um a coisa ou outra para reter-m e durante toda a m anhã, prim eiro era isso, depois aquilo, nem sei dizer m ais o quê, a senhorita sabe. Um a hora Patty veio m e dizer que a cham iné da cozinha precisava de lim peza. Oh, eu disse, não venha com m ás notícias agora, Patty.
Vej a, caiu o parafuso dos óculos da sua patroa. Então chegaram as m açãs assadas, Mrs. Wallis m andou seu m enino trazer. Eles são tão gentis conosco, os Wallis, sem pre foram ... ouvi algum as pessoas dizerem que Mrs. Wallis pode ser m al educada e dar respostas rudes, m as nós só recebem os a m aior atenção da parte deles. E não deve ser pelo nosso valor com o fregueses, pois o nosso consum o de pão é irrisório, sabe? Som os apenas três... além da querida Jane que está conosco no m om ento... m as ela na verdade não com e nada... o café da m anhã dela é chocante, a senhorita ficaria apavorada se visse. Nem deixo m am ãe saber que ela com e tão pouco... então digo um a coisa, depois digo outra, e ela não nota. Mas no m eio do dia Jane sente fom e, e não tem nada que ela goste m ais do que essas m açãs assadas, e elas são m uito saudáveis, pois eu aproveitei a oportunidade para perguntar a Mr. Perry outro dia; encontrei Mr.
Perry por acaso na rua. Não que eu tivesse algum a dúvida antes... ouvi tantas vezes Mr. Woodhouse recom endar um a m açã assada... Acho que é o único j eito que Mr. Woodhouse acredita que a fruta fica perfeitam ente saudável. No entanto, nós tem os bolinhos de m açã com bastante frequência. Patty faz excelentes bolinhos de m açã. Bem , Mrs. Weston, espero que a senhora prevaleça e que as senhoritas nos deem a honra.
Em m a ficaria “m uito feliz de esperar na com panhia de Mrs. Bates, etc..”. e finalm ente saíram da loj a sem m ais dem ora por parte de Miss Bates, a não ser para que ela dissesse:
– Com o vai a senhora, Mrs. Ford? Peço perdão, eu não a tinha visto antes. Ouvi dizer que a senhora tem um a encantadora coleção de fitas novas vindas da cidade. Jane voltou para casa encantada, ontem . Muito obrigada, as luvas ficaram m uito boas... talvez um pouquinho largas no punho, m as Jane vai usá-las assim m esm o.
– Sobre o que m esm o eu estava falando? – disse ela, recom eçando a falar quando j á estavam na rua.
Em m a se perguntava qual assunto, no m eio daquela m iscelânea, ela gostaria de retom ar.
– Confesso que não m e lem bro do que estava falando... Ah, sim ! Eu falava dos óculos de m inha m ãe. Tão am ável da parte de Mr. Frank Churchill.
“Oh!” ele disse “acho que posso apertar o parafuso. Adoro esse tipo de trabalho”
O que só m ostra com o ele é tão... Apesar de tudo que ouvi sobre ele antes e do que eu m esm a esperava, devo dizer que ele, na verdade, excede toda expectativa... Eu lhe dou os parabéns, Mrs. Weston, calorosos parabéns. Ele parece ser tudo o que os pais m ais afetuosos podem desej ar... “Oh!” ele disse
“posso apertar o parafuso. Adoro esse tipo de trabalho delicado” Nunca esquecerei sua gentileza. E quanto eu tirei as m açãs assadas do arm ário, esperando que os nossos convidados fizessem a gentileza de aceitar um pouco
“Oh!” ele disse diretam ente “não existe nenhum a fruta que eu goste m ais, e essas são as m ais belas m açãs assadas em casa que eu j á vi na m inha vida” o que foi m uito... E tenho certeza que não era apenas um cum prim ento, pela m aneira com o ele falou. As m açãs são realm ente deliciosas, na verdade, e Mrs.
Wallis as cozinha m uito bem ... só que nós preferim os que elas sej am cozidas apenas duas vezes, e Mr. Woodhouse nos fez prom eter que as cozinharíam os três vezes... m as Miss Woodhouse será gentil o suficiente para não lhe contar. As m açãs são as m elhores que existem para assar, sem dúvida. Vieram todas de Donwell, um a parte do generoso estoque de Mr. Knightley. Ele nos m anda um saco todo ano, e nunca reserva para si m ais do que a produção de um a das suas m acieiras... acho que existem duas delas, de fato. Minha m ãe diz que o pom ar deles j á era fam oso quando ela era j ovem . Mas fiquei m uito chocado no outro dia, pois Mr. Knightley veio nos visitar pela m anhã, e Jane estava com endo essas m açãs, então falam os do assunto e de com o ela gostava, e ele perguntou se nosso estoque j á tinha term inado. “Tenho certeza que j á acabou” ele disse “e vou m andar-lhes outra rem essa, pois tenho m uito m ais do que preciso. William Larkins m andou-m e um a quantidade m aior do que o norm al esse ano. Vou m andar-lhes m ais algum as antes que estraguem ”. Eu im plorei para que ele não fizesse isso, m as com o as nossas m açãs tinham quase acabado eu não pude dizer que tínham os m uitas, havia ainda m eia dúzia, de fato. Elas estavam separadas para Jane, m as eu não podia perm itir que ele m andasse m ais, por m ais generoso que ele sej a. E Jane disse o m esm o. E quando ele se foi, Jane quase discutiu com igo. Não, não posso dizer que tenha sido um a discussão, pois nunca discutim os em toda a nossa vida, m as ela estava aflita por eu ter adm itido que as m açãs se acabaram , queria que eu fizesse Mr. Knightley acreditar que ainda tínham os bastante. Então eu disse a ela: Oh! m inha querida, eu disse tanto quanto podia. No entanto, na m esm a tarde Mr. Larkins veio com um grande cesto de m açãs... cerca de trinta e seis litros, pelo m enos... do m esm o tipo das outras, e fiquei m uito agradecida, fui lá e falei com William Larkins e disse tudo que era necessário, com o a senhorita deve im aginar. Conheço William Larkins há tanto tem po! Sem pre fico feliz de vê-lo. Entretanto, fiquei sabendo por Patty que William disse que essas eram todas as m açãs desse tipo que seu patrão tinha. Ele trouxe todas, e agora seu patrão não tem nenhum a m açã desse tipo, para assar ou cozinhar. William pareceu não se im portar m uito, ficou feliz em ver que o patrão vendeu tantas esse ano, porque o William , a senhorita sabe, pensa m ais nos lucros do seu patrão do que em qualquer outra coisa. Mas Mrs. Hodges, ele disse, ficara m uito aborrecida por ele ter m andado todas as m açãs. Ela não pode suportar que seu patrão não possa m ais com er nenhum a torta de m açã nessa prim avera. Ele contou isso a Patty, m as pediu para ela não nos contar nada disso, pois Mrs.
Hodges podia ser bastante rabugenta às vezes, e com o venderam m uitas sacas não im portava quem com esse o restante. Foi o que Patty m e contou, e fiquei
extrem am ente chocada, na verdade! Não gostaria que Mr. Knightley soubesse disso por nada no m undo! Ele ficaria tão... Não queria que Jane soubesse disso tam bém , m as acabei deixando escapar antes de m e dar conta.