Emma

Jane Austen · Capítulo 48 de 113

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Emma

Capítulo X

[1] Oliver Goldsm ith (1728-1774) – escritor, poeta e m édico irlandês. Publicou rom ances, poem as e peças teatrais.

CAPÍTULO X

Um a m anhã, cerca de dez dias após a m orte de Mrs. Churchill, Em m a foi avisada que Mr. Weston estava no andar de baixo e “não poderia ficar m ais de cinco m inutos, m as precisava falar com ela em particular”. Ele a encontrou na porta da sala de estar e, depois de perguntar rapidam ente com o ela estava no seu tom norm al de voz, logo passou a falar baixo, par que o pai dela não ouvisse:

– Pode vir a Randalls ainda esta m anhã? Mrs. Weston desej a m uito vê-la. Precisa vê-la, na verdade.

– Ela não está se sentindo bem ?

– Não, não, não é nada disso... está só um pouco agitada. Ela podia ter pedido a carruagem e vindo aqui vê-la, m as quer falar com você a sós e aqui é difícil, com o sabe (fazendo um gesto em direção a Mr. Woodhouse)... Hum m !...

Será que pode vir?

– Certam ente! Agora m esm o, se quiser. É im possível recusar um convite dessa ordem . Mas o que pode ter acontecido? Ela de fato não está doente?

– Confie em m im ... m as não m e pergunte m ais nada. Vai saber de tudo logo, é a coisa m ais inexplicável. Mas fale baixo, silêncio!

Era im possível até m esm o para Em m a adivinhar o que se passava. Era algum a coisa m uito im portante, a j ulgar pela aparência dele. Mas com o a am iga estava bem , ela esforçou-se para não ficar ansiosa. Dizendo ao pai que sairia para fazer sua cam inhada habitual, ela e Mr. Weston logo saíram a passos rápidos em direção a Randalls.

– Bem , Mr. Weston – disse Em m a, quando tinham se afastado bastante dos portões – agora pode dizer-m e o que aconteceu.

– Não, não – ele respondeu, gravem ente. – Não m e pergunte. Prom eti a m inha esposa que deixaria tudo por conta dela. Ela saberá lhe dar a notícia m elhor do que eu. Não sej a im paciente, Em m a, logo vai saber de tudo.

– Dar-m e a notícia! – exclam ou Em m a, parando aterrorizada. – Santo Deus!... Mr. Weston, diga-m e de um a vez... Aconteceu algum a coisa em Brunswick Square? Eu sei que foi isso. Diga-m e, eu lhe im ploro, diga-m e agora m esm o o que aconteceu.

– Não é isso, você está enganada.

– Mr. Weston, não brinque com igo... Considere quantas das pessoas m ais queridas para m im estão agora em Brunswick Square. De quem se trata?

Peço-lhe, por tudo que é m ais sagrado, que não tente esconder nada de m im .

– Dou-lhe m inha palavra, Em m a.

– Sua palavra! Por que não j ura pela sua honra?... Por que não j ura pela sua honra que não aconteceu nada com nenhum deles? Meu bom Deus!...

Que notícia devo receber que não se relacione com alguém dessa fam ília?

– Juro pela m inha honra – disse ele, com seriedade. – Não é isso. Não é nada relacionado nem rem otam ente com alguém da fam ília Knightley.

A coragem de Em m a retornou, e ela voltou a andar.

– Eu errei – continuou ele – quando lhe falei em dar a notícia. Não deveria ter usado essa expressão. Na verdade não se refere a você, m as apenas a m im ... quer dizer, nós esperam os... Bem ! Em sum a, querida Em m a, não há m otivos para ficar infeliz por causa disso. Não posso dizer que o assunto não sej a desagradável, m as as coisas poderiam ter sido bem piores. Se andarm os rápido logo chegarem os a Randalls.

Em m a percebeu que teria de esperar, m as agora não era preciso m uito esforço. Não perguntou m ais nada e com eçou a usar a im aginação. Logo lhe ocorreu que poderia tratar-se de algum problem a de dinheiro, algo desagradável devia ter surgido, relacionado com a fam ília Weston – algo que o luto recente em Richm ond trouxera à tona. Sua im aginação estava m uito ativa. Meia dúzia de filhos naturais, talvez, e o pobre do Frank cortado do testam ento! Isso, ainda que indesej ável, não seria m otivo de agonia para ela. Inspirava-lhe nada m ais que um a anim ada curiosidade.

– Quem é aquele cavalheiro a cavalo? – disse ela, enquanto prosseguiam .

Falava m ais para aj udar Mr. Weston a m anter seu segredo do que por algum real interesse.

– Não sei... talvez algum dos Otway s. Não é Frank... não é Frank, posso lhe afirm ar. Você não vai vê-lo. Ele está a cam inho de Windsor neste m om ento.

– Então seu filho esteve aqui?

– Oh, sim ! Você não soube?... Bem , não im porta.

Mr. Weston ficou em silêncio por um m om ento, depois acrescentou, em um tom m ais cuidadoso.

– Sim , Frank veio esta m anhã, apenas para saber com o estam os.

Eles se apressaram e logo estavam em Randalls.

– Bem , m inha querida – disse ele, enquanto entravam na sala – eu a trouxe. Espero que logo você estej a m elhor. Vou deixá-las a sós, não há porque adiar isso. Estarei por perto, se precisar de m im .

E Em m a ouviu distintam ente que ele dizia, em voz m ais baixa:

– Mantive m inha palavra. Ela não tem a m ínim a ideia.

Mrs. Weston parecia tão abatida e tinha um ar tão perturbado que a preocupação de Em m a aum entou. E assim que ficaram a sós, ela disse, com ansiedade:

– O que está acontecendo, m inha querida am iga? Algum a coisa m uito desagradável aconteceu, im agino. Diga-m e logo do que se trata. Vim o cam inho todo em com pleto suspense. Nós duas detestam os suspense, não deixe que o m eu se prolongue por m ais tem po. Vai fazer-lhe bem falar de sua preocupação, qualquer que ela sej a.

– Não tem a m enor ideia, então? – disse Mrs. Weston, com a voz trêm ula. – Não pode im aginar... Não consegue im aginar o que estou para lhe contar?

– Só posso im aginar que se trate de Frank Churchill.

– Você está certa. Trata-se de Frank e vou contar-lhe sem rodeios (retom ando seu trabalho m anual, decidida a não olhar para Em m a). Ele esteve aqui hoj e de m anhã bem cedo, para realizar um a tarefa extraordinária. É

im possível expressar a nossa surpresa. Veio falar com o pai sobre um assunto...

para anunciar um com prom isso...

Ela parou para respirar. Em m a pensou prim eiro em si m esm a, depois em Harriet.

– É m ais que um com prom isso, na verdade – continuou Mrs. Weston –

trata-se de um noivado... decididam ente um noivado... O que você diria, Em m a, o que todos dirão, quando souberem que Frank Churchill está noivo de Miss Fairfax?... Pois é, eles estão noivos há bastante tem po!

Em m a quase pulou com a surpresa. Horrorizada, exclam ou:

– Jane Fairfax!... Meu bom Deus! Não está falando sério, está? Não quer realm ente dizer isso...?

– Você deve m esm o estar surpresa – continuou Mrs. Weston, ainda evitando os olhos de Em m a. Falava de m odo ansioso, sem dar tem po à j ovem de se recuperar. – Você deve m esm o estar surpresa. Mas é assim m esm o. Há um com prom isso form al entre eles desde outubro passado, desde que estiveram em

Wey m outh, e que foi m antido em segredo de todos. Ninguém sabia disso, a não ser os dois... nem os Cam pbells, nem a fam ília dela, nem a dele. É tão surpreendente, que apesar de estar perfeitam ente convencida do fato, ainda m e parece inacreditável. Mal posso crer nisso, pensei que o conhecesse.

Em m a m al ouvia o que ela dizia. Sua m ente estava dividida entre duas ideias: suas antigas conversas com ele sobre Miss Fairfax e a pobre Harriet. E, por algum tem po, ela só podia exclam ar sua surpresa e pedir confirm ação, repetida confirm ação.

– Bem – ela disse, afinal, tentando se recobrar – esta é um a circunstância em que eu preciso pensar por pelo m enos m eio dia, antes que possa com preendê-la. Im agine! Estiveram noivos durante todo o inverno, antes m esm o que qualquer dos dois viesse a Highbury ?

– Estão noivos desde outubro, secretam ente noivos. Isso m e feriu m uito, Em m a, e feriu o pai dele igualm ente. Essa parte da conduta dele nós não podem os perdoar.

Em m a pensou um m om ento, e então respondeu:

– Não vou fingir que não a com preendo. E para proporcionar-lhe todo alívio que posso, pode ter certeza que as atenções dele para com igo não surtiram o efeito que im agina. Sei que está apreensiva por isso.

Mrs. Weston olhou-a, com receio de acreditar, m as o sem blante de Em m a transm itia a m esm a firm eza de suas palavras.

– Para que possa com preender m elhor com o posso m e gabar de ser perfeitam ente indiferente a ele – ela continuou – vou contar-lhe que houve um a época, no início do nosso relacionam ento, em que eu gostava dele, em que estava bastante disposta a m e apaixonar por ele... não, na verdade cheguei a m e apaixonar. Com o isso veio a acabar, é talvez o m ais fantástico. Felizm ente, no entanto, isso acabou. Já há algum tem po, pelo m enos nos últim os três m eses, não tenho m ais pensado nele. Deve acreditar em m im , Mrs. Weston. É a m ais pura verdade.

Mrs. Weston beij ou-a entre lágrim as de alegria. E quando recobrou a palavra assegurou que essas palavras tinham -lhe feito m ais bem que qualquer outra coisa no m undo.

– Mr. Weston vai ficar quase tão aliviado com o eu – disse ela. –

Estávam os profundam ente infelizes por causa disso. Era o nosso desej o secreto que vocês viessem a se apaixonar... e estávam os convencidos de que era assim .

Im agine o que sentim os quando ele nos contou.

– Eu consegui escapar, e o fato de ter escapado deve ser m otivo de assom brosa gratidão para m im e para a senhora. Mas isso não desculpa o que ele fez, Mrs. Weston. Devo dizer que o considero grandem ente culpado. Que direito ele tinha de vir para o nosso m eio, com seu afeto e sua palavra em penhados, e agir com o se estivesse livre? Que direito ele tinha de esforçar-se para agradar, com o certam ente fez – e de distinguir qualquer j ovem dam a com suas perseverantes atenções, com o certam ente fez – enquanto pertencia à outra?

Com o ele pode dizer que não estava causando algum dano? Com o ele pode dizer que não estava m e fazendo ficar apaixonada por ele? Foi m uito errado da parte dele, m uito errado m esm o.

– Por um a coisa que ele disse, m inha querida Em m a, eu im agino...

– E com o ela pôde aceitar tal com portam ento? Manteve-se firm e enquanto testem unhava tudo! Observava enquanto ele oferecia suas atenções à outra, na frente dela, e não ficou ressentida. Esse é um grau de placidez que não consigo com preender nem respeitar.

– Houve alguns desentendim entos entre eles, Em m a, ele disse isso expressam ente. Não teve tem po para explicar m uita coisa. Ficou aqui apenas por quinze m inutos, e estava tão agitado que m esm o esse tem po não foi com pletam ente aproveitado. Mas ele com certeza disse que houve desentendim entos. A crise atual, na verdade, parece que foi provocada por eles m esm os, e aqueles desentendim entos devem ter tido origem na conduta im própria de Frank.

– Im própria! Ah! Mrs. Weston... é um a censura m uito branda. Foi m uito m ais que im própria, m uito m ais! Com o ele caiu... não posso dizer o quanto ele caiu no m eu conceito. Tão diferente do com portam ento de um verdadeiro cavalheiro! Ele não tem nada da integridade, da estrita observância à verdade e aos princípios, que despreza a artim anha e a m esquinhez, e que deve pautar o com portam ento de um hom em em qualquer coisa que faça na vida.

– Não, m inha querida Em m a, agora devo tom ar o partido dele. Mesm o que Frank tenha errado nesse caso, eu o conheço há tem po suficiente para saber que possui m uitas, m uitas boas qualidades, e...

– Meu bom Deus! – exclam ou Em m a, sem ouvi-la. – E Mrs.

Sm allridge, tam bém ! Jane na verdade estava a ponto de tornar-se governanta! O

que ele pretendia com tão com pleta indelicadeza? Tolerar que ela se com prom etesse... tolerar que ela tenho m esm o pensado em um a m edida dessas!

– Ele não sabia de nada disso, Em m a. Nesse ponto posso absolvê-lo com pletam ente. Foi um a decisão só dela, que não com unicou nada a ele... ou

pelo m enos não falou de m odo a tornar-se convincente. Frank disse que até ontem não sabia nada dos planos dela. Tom ou conhecim ento, não sei bem com o, por algum a carta ou m ensagem . E foi a descoberta do que ela pretendia fazer, desse plano dela, que o decidiu a resolver a situação de um a vez, contar tudo ao tio e suj eitar-se à sua bondade; em sum a, colocar um ponto final nessa m iserável situação de segredo que eles vêm m antendo há tanto tem po.

Em m a com eçava a ouvir com m ais atenção.

– Devo ter notícias dele em breve – prosseguiu Mrs. Weston. – Quando partiu ele m e disse que logo escreveria, e falou de um a m aneira que parecia prom eter alguns detalhes que não podem ser explicados agora. Vam os esperar pela carta dele, então. Deve trazer m uitas explicações. Deve tornar m ais com preensíveis e desculpáveis algum as coisas que agora não estão claras. Não vam os ser tão severas, não nos apressem os em condená-lo. Precisam os ter paciência. Eu devo am á-lo, e agora que estou satisfeita em um ponto, o único que realm ente m e im porta, estou ansiosa para que tudo term ine bem e pronta a esperar que sej a assim . Eles devem ter sofrido m uito com todo esse esquem a de segredo e dissim ulação.

– Os sofrim entos dele – replicou Em m a, secam ente – não parecem ter-lhe causado m uito dano. Bem , e com o Mr. Churchill recebeu a notícia?

– Da form a m ais favorável para o sobrinho, deu seu consentim ento praticam ente sem dificuldade algum a. Pense com o os acontecim entos de apenas um a sem ana afetaram aquela fam ília! Enquanto a pobre Mrs. Churchill era viva, im agino que não devia haver esperança, nenhum a chance, nem possibilidade...

Mas, assim que seus restos m ortais passaram a descansar na sepultura da fam ília, seu m arido foi persuadido a agir da form a exatam ente oposta ao que ela teria exigido. É um a benção que tal influência negativa não tenha sobrevivido ao túm ulo! Mr. Churchill deu seu consentim ento com um m ínim o de persuasão.

“Ah!” pensou Em m a “ele teria dado o m esm o consentim ento para Harriet”.

– Foi tudo acertado ontem à noite, e Frank partiu com a prim eira luz da m anhã. Parou em Highbury por algum tem po, na casa das Bates, eu im agino, e depois veio direto para cá. Mas estava com m uita pressa de voltar para j unto do tio, a quem agora é m ais necessário do que nunca... por isso ficou aqui apenas um quarto de hora, com o eu lhe disse. Estava m uito agitado, m uito, m esm o... a tal ponto que parecia um a criatura bastante diferente do que sem pre foi. Além de tudo, teve o choque de encontrá-la tão doente, o que ele nem sequer suspeitava.

Pela aparência dele posso dizer que estava sofrendo m uito.

– E a senhora acredita que o caso foi m antido em tão perfeito segredo?

Os Cam pbells, os Dixons, ninguém sabia nada do noivado?

Em m a não conseguia falar o nom e Dixon sem ficar levem ente ruborizada.

– Não, ninguém sabia. Ele afirm ou categoricam ente que o fato não era conhecido de ninguém no m undo, apenas dos dois.

– Bem – disse Em m a – suponho que aos poucos possam os nos acostum ar com a ideia e desej o que sej am felizes. Mas sem pre vou achar que foi um procedim ento abom inável. Não foi outra coisa além de um esquem a de hipocrisia, fraude... espionagem e traição. Vir para o nosso m eio se dizendo um a pessoa franca e sim ples, e depois agir em segredo para nos j ulgar a todos! E aqui estávam os nós, durante o inverno e a prim avera, com pletam ente enganados, e nos im aginando todos no m esm o nível de verdade e honra, com duas pessoas no nosso m eio que estavam com parando e j ulgando sentim entos e palavras que nunca deveriam ter visto ou ouvido. Eles devem aceitar as consequências, se algum a vez ouviram falar de um ou de outro de um a form a não exatam ente agradável.

– Estou bem tranquila quanto a isso – respondeu Mrs. Weston. – Tenho certeza que nunca falei nada de um para o outro que am bos não pudessem ter ouvido.

– A senhora tem sorte... Seu único engano foi ouvido som ente por m im , quando im aginou que um certo am igo nosso pudesse estar apaixonado pela dam a.

– É verdade. Mas com o sem pre tive um a excelente opinião de Miss Fairfax, nunca poderia com eter o erro de falar m al dela. Quanto a falar m al dele, disso eu estou protegida.

Nesse m om ento viram Mr. Weston pela j anela, a certa distância, evidentem ente observando-as. Sua esposa olhou-o de form a a convidá-lo a entrar e, enquanto ele se aproxim ava, ela acrescentou:

– Agora, m inha querida Em m a, deixe-m e pedir-lhe que diga tudo que estiver ao seu alcance para deixá-lo tranquilo e incliná-lo a ficar satisfeito com o casam ento. Vam os tirar o m elhor desta situação e, na verdade, quase tudo de bom pode ser dito com j ustiça sobre ela. Não é um casam ento que traga grande gratificação, m as se Mr. Churchill não se im portou com isso porque nós deveríam os? E pode ser m uito bom para ele, para Frank quero dizer, estar ligado a um a m oça de tanta firm eza de caráter e bom senso. Sem pre pensei isso dela, e continuo disposta a dar-lhe crédito por isso, a despeito deste grande desvio da

estrita regra do que é certo. E quanto pode ser dito da situação dela para j ustificar esse erro!

– Muito, na verdade – exclam ou Em m a, calorosam ente. – Se um a m ulher pode ser desculpada por pensar apenas em si m esm a é alguém na situação de Jane Fairfax. Quanto a isso podem os até

dizer que “o m undo não é deles, nem o são as leis do m undo”. [1]

Em m a encontrou Mr. Weston na entrada e, m ostrando alegria, exclam ou:

– Que belo truque o senhor m e aplicou! Foi um a artim anha para incitar a m inha curiosidade e exercitar m eu poder de adivinhação. Mas o senhor chegou a m e assustar! Pensei que tivesse perdido m etade da sua propriedade, pelo m enos. E quando cheguei aqui, em vez de ter m otivo para condolências, descubro que tenho m otivo para congratulações. Eu o felicito, Mr. Weston, com todo m eu coração, pela perspectiva do senhor ter um a das m ais adoráveis e com pletas j ovens dam as da Inglaterra com o nora.

Um ou dois olhares trocados entre ele e a esposa o convenceram que tudo estava tão bem quanto as palavras de Em m a diziam . E o efeito feliz dessas palavras no espírito dele foi im ediato. Seu rosto e sua voz recobraram a vivacidade habitual. Ele apertou a m ão de Em m a com em ocionada gratidão, e entrou no assunto de m odo a provar que apenas precisava de um pouco de tem po para persuadir-se de que o casam ento não era ruim . Em m a e Mrs. Weston sugeriram só o que pudesse reduzir a im prudência e suavizar as obj eções. Depois que falaram de tudo outra vez j untos, ele acom panhou Em m a de volta a Hartfield e, no cam inho, falou de tudo novam ente. A essa altura Mr. Weston j á estava perfeitam ente reconciliado com a ideia e faltava pouco para dizer que esta fora a m elhor coisa que Frank poderia ter feito.