Pense Grande
Quem são esses bons visionários
As pessoas que compõem o Grupo dos 5% trabalham em função da simples satisfação pela realização de algo, não importa o quê. Dedicam-se a projetos e empresas nas quais acreditam e a causas maiores que elas próprias, pelas quais se apaixonam.
Quando perguntamos a essas pessoas quais são seus sonhos, ouvimos respostas do tipo: encontrar uma maneira de criar soluções inéditas em benefício dos nossos clientes, salvar vidas humanas de regiões carentes, desenvolver um novo produto que traga benefícios aos seus usuários, fundar uma empresa melhor e mais eficiente do que as atuais, criar um site que ofereça algo inédito etc. Para eles, a viagem é a recompensa.
São pessoas que dão o melhor de si e o fazem com maestria. Preocupam-se somente em poder continuar lidando com o que escolheram fazer. Sentem-se recompensadas com a própria tarefa ou projeto em si. Sabem que o dinheiro (assim como o status e o reconhecimento) é uma variável muito pequena em comparação aos seus propósitos, além de não temerem contratar para sua equipe pessoas que julguem mais competentes do que elas próprias.
Os membros do Grupo dos 5% têm uma visão sistêmica da sociedade e sabem da sua importância como elemento transformador. Visam o bem-estar, a melhoria, o avanço de todos à sua volta e sabem que o seu trabalho, nessa direção, pode repercutir de modo grandioso.
Como ensina o escritor, jornalista e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw: “Quando morrer, quero estar completamente esgotado. Porque quanto mais trabalho, mais vivo”17.
Essas pessoas geralmente são desapegadas de críticas, quer positivas ou negativas. Elogios podem ser uma armadilha perigosa, capaz de seduzi-las e afastá-las do foco.
Aplicam o melhor de seus esforços e talentos. Trabalham muito e insistentemente, com grande prazer, apesar das limitações e adversidades presentes em qualquer atividade. Quanto maior o contato com o projeto, maior é a necessidade de dedicação a ele. Sentem o tempo voar e ficam ansiosos por desejar voltar a “arregaçar as mangas” no dia seguinte. O trabalho é fonte inesgotável de realização. Aliás, a identidade entre aquilo que a pessoa é e o que ela faz é tamanha que se tornam um só conjunto. Logo, reúnem as condições necessárias a um diferenciado rendimento e, mesmo sem ter sido seu objetivo final, naturalmente, tendem a obter papéis de destaque nas organizações em que atuam, não raramente nos cargos principais, ou se tornam atletas fantásticos, grandes artistas, empresários bem-sucedidos etc. Curiosamente, todos esses fatores fazem com que os participantes desse grupo obtenham, com menor esforço, tudo aquilo que os caçadores de recompensa mais almejam: fama, sucesso, dinheiro.
Ao analisar seis casos de genialidade empresarial, cujo desempenho dos envolvidos foi extraordinário, Warren Bennis concluiu: “As pessoas em grandes grupos se apaixonam pelo projeto. Estão tão tomadas pela beleza e pela dificuldade do trabalho que não desejam falar sobre outro assunto, estar em outro lugar ou fazer qualquer outra coisa”.