Pense Grande

Alex Bonifácio · Capítulo 27 de 54

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Pense Grande

Vencendo a tetraplegia

“David”, o camelô, passou a contar com a receita mensal superior a de muitos executivos de grandes empresas.

VENCENDO A TETRAPLEGIA

Veja outro caso, o da brasileira Kristie Karbstein Gerep. Em 1986, aos dezessete anos, Kristie tinha tudo. Era uma das mais bem-pagas modelos brasileiras. “Cheguei a receber US$ 300 mil por duas horas e meia de trabalho”, disse em entrevista. Ela convivia com as mais conhecidas modelos internacionais.

Prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde estudaria na melhor universidade de medicina do país, sofreu um acidente na garagem de um shopping, no Rio de Janeiro, que lhe deixou tetraplégica. Os danos eram gravíssimos: inversão da curva cervical, quebra da terceira e da quinta vértebra, deslocamento da quarta, compressão da medula e um edema cerebral. Mas Kristie não aceitou o diagnóstico. Disseram-lhe que jamais voltaria a andar. Ela respondeu: “Eu sei que posso. Tentarei até o fim, não tenho mais nada para fazer”53.

Seu desejo: voltar a ter uma vida normal e fundar o primeiro time feminino de polo no Brasil. O dinheiro para o tratamento veio da sua carreira de modelo e participações na TV. Restava agora seu próprio esforço durante as dezesseis horas diárias de dedicação.

Em pouco mais de dois anos, tornou-se “a única pessoa registrada no mundo que teve recuperação total dos movimentos”, e agora não teme cair do cavalo. Quer levar à frente o The Amazons Polo Team, o primeiro time feminino de polo do Brasil.

SEM BRAÇOS E PERNAS

É igualmente inspiradora a história de Nick Vujicic (pronuncia-se Vuichich), um australiano radicado nos Estados Unidos, vítima da síndrome chamada tetra-amelia, que o fez nascer sem braços, pernas e sem medo de vencer também. Imagine os desafios que uma criança nessas condições enfrenta durante todo o seu desenvolvimento.