Pense Grande
Não se deixe abater pelas críticas
Enquanto uma pessoa do Grupo dos 5%, ao se deparar com um novo projeto, pergunta: “Quando posso começar?”, a primeira pergunta do Caçador de Recompensas é: “O que ou quanto vou ganhar com isso?”.
Não se trata de ser inconsequente de recomendar às pessoas que trabalhem sem receber as devidas e justas recompensas. O importante é que fiquem atentas às armadilhas, transformando-as no foco principal.
Nelson Mandela nos diz: “Ao avaliarmos nosso progresso como indivíduos, tendemos a nos concentrar nos fatores externos, como posição social, influência e popularidade, riqueza e nível de instrução”. Mas os fatores internos são ainda mais decisivos no julgamento do nosso desenvolvimento como seres humanos. Honestidade, sinceridade, simplicidade, humildade, generosidade pura, ausência de vaidade, disposição para ajudar os outros – qualidades facilmente alcançáveis por todo indivíduo – são os fundamentos da vida espiritual”.
Os participantes do Grupo dos 5% saem de seus casulos e descobrem que a verdadeira dimensão da vida está acima da necessidade de usufruir de um número cada vez maior de bens materiais ou títulos sociais alimentados pela vaidade.
NÃO SE DEIXE ABATER PELAS CRÍTICAS
São incontáveis os exemplos, segundo os quais, as maiores conquistas foram feitas por pessoas que, não raramente, tiveram ideias consideradas excêntricas. Foi assim com Galileu, Cristóvão Colombo, Jack Welch, Judah Folkman, Geoffrey Ballard, Zilda Arns, Dailza Damas e tantos outros citados neste livro, que ousaram ter um ponto de vista diferente.
Os membros do Grupo dos 5% enfrentam pesadas críticas durante o caminho até a concretização de extraordinários objetivos e projetos. No entanto, cientes de sua capacidade e desejo, não se deixam abater e seguem suas jornadas, enquanto os demais a abandonam. Estão inspirados. Suportam coisas que outros não conseguem suportar. Sabem exatamente para onde estão indo.
Estão imunes à vida nublada, fria e sem gosto. Desejam somente vivenciar a fascinante sensação que a realização de algo proporciona. Estimulam outras pessoas a degustar dessa vibrante energia interna.
Aqueles que se arriscam a questionar o pensamento tradicional e buscam novas fórmulas, percebem em seus objetivos e projetos, a beleza e a elegância que somente um amante percebe em sua alma gêmea. Mesmo o mais talentoso artista tem dificuldades em expressar sentimentos que somente ele vivencia.
Imagine Santos Dumont explicando seus planos de criar um aparelho que voa e mostrando um protótipo em que a “cabeça” parece estar no lugar do “rabo” e vice-versa. Ou Zilda Arns dizendo que levará balanças para as igrejas para acompanhar a evolução das crianças subnutridas e que salvará vidas a partir de ingredientes como o pó da casca do ovo. Ou um executivo que decide dar autonomia aos funcionários para implementar projetos de até US$ 25 milhões, como fez Jack Welch. E tantos outros inúmeros exemplos. É preciso ser ousado o bastante para dedicar-se àquilo que proporciona encantamento e, para isso, observar e interpretar a realidade de uma forma particular é essencial.
O jornalista Gilberto Dimenstein resume isso com propriedade: “Para saber se uma ideia é inovadora, basta ver se a maioria é contra, se mexe com os medíocres, que logo profetizam a inviabilidade do novo”. Os membros do Grupo dos 5% sabem disso. Eles não são reverentes. Por isso, não fogem assustados quando todos os demais censuram suas ideias e projetos.
É o caso vivenciado por Eliyahu Goldratt, autor do livro A meta, que vendeu milhões de exemplares e foi traduzido para mais de vinte idiomas. Ele revela: “Depois de treze longos meses de trabalho, o livro ficou pronto. Estava satisfeito com os resultados e achava que era um bom livro. Os editores não concordaram comigo. Não os vinte e poucos que eu contatei. A recusa mais cortês que recebi foi da McGraw Hill: “Dr. Goldratt, se o senhor quiser escrever um livro sobre programação da produção, nós adoraríamos ser a sua editora. Se o senhor quiser escrever uma história de amor, vamos pensar em publicá-la. Mas uma história de amor sobre produção? Nem pense nisso! Nunca vai funcionar. Nós nem saberíamos em que seção colocar o livro!”. Jeff Cox, o escritor contratado por ele, “odiou tanto o livro que se recusou a dividir os direitos autorais...”, no primeiro momento.