Pense Grande
O grupo dos 5% é composto por apaixonados
Quando Viviane Senna decidiu dirigir a Fundação Ayrton Senna, seu propósito não era outro senão o de reduzir a distância entre a grandeza do país e o seu índice de desenvolvimento econômico. “O Brasil tinha o 12º maior PIB mundial, mas estava na 65ª colocação no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH”35, explicou na ocasião. Ela sabia que era preciso fazer algo em relação a isso. No segundo ano, a Fundação por ela dirigida já havia atendido a mais de quarenta mil jovens.
Envolver-se com aquilo que gera benefícios para a coletividade, utilizando seus talentos, interesses e paixões, é um caminho traçado pelas pessoas de alto desempenho.
O GRUPO DOS 5% É COMPOSTO POR APAIXONADOS
Como visto, os integrantes do Grupo dos 5% seguem o seu próprio conceito de sucesso. Estão continuamente se perguntando: estou indo em direção àquilo que, de fato, me realiza? Estou perseguindo as coisas certas, em que verdadeiramente acredito? Convivo, cotidianamente, com a sensação de realização e gratificação? Estou dedicando meu talento ao bem coletivo? A resposta a todas essas perguntas é ferramenta essencial para que eles se mantenham no caminho que os conduz a novos patamares de desempenho.
É preciso estar apaixonado. Esse sentimento, fonte inesgotável de persistência e criatividade, somente surge quando alguém se depara com a causa, o projeto ou a profissão pela qual se apaixonará, como ensina o educador Rubem Braga: “O conhecimento não começa num interrogatório. Ele começa quando, olhando para um objeto, sentimos que ele está a nos dizer: decifra-me ou te devoro! Mas essa ordem do objeto, somente os curiosos a ouvem”36.
O ator e diretor Juca de Oliveira, questionado sobre as razões que levam alguns a atingir o sucesso e outros não, respondeu: “A paixão pelo processo de trabalho e jamais pelo resultado do trabalho. Explico. Quando projetamos o resultado: dinheiro, boas críticas, prêmios, jamais se chega ao dinheiro, às boas críticas e aos prêmios. Porque seguimos por caminhos já percorridos, pedras marcadas, que conduzem inevitavelmente ao insucesso. Quando não projetamos o resultado e nos apaixonamos pelo processo de fazer, estamos trilhando caminhos novos, nunca percorridos. E aí criamos o novo e com ele o sucesso. O sucesso é sempre inesperado. Ele sempre nos surpreende porque estávamos entretidos com a vida e o seu ofício”37.
Para Einstein, a descoberta sobre aquilo que despertou sua curiosidade parece ter ocorrido aos quatro anos de idade, numa ocasião em que estava doente e seu pai lhe presenteou com uma bússola. Walter Isaacson relata que o garoto ficou “tão excitado com seus poderes misteriosos, que começou a tremer e sentir frio. O fato de uma agulha magnética comportar-se como se um campo oculto de força a influenciasse, em lugar de um método mecânico mais familiar, como o toque ou o contado, provocou uma sensação de deslumbramento que o motivaria pelo resto de sua vida”.