Pense Grande
Quase cega e fotógrafa
Vítima de bullying, também se deparou com um desses meninos valentões que gostam de espalhar medo na escola, agredindo aqueles que cruzam seu caminho. Ele relata um momento de sua vida em que precisou enfrentar um desses parrudos carrascos valentões, chamado Chucky (apelido baseado no filme de terror sobre um brinquedo assassino). A luta havia sido marcada no playground da escola, mas seu adversário vinha equipado com braços e pernas, enquanto Nick, pesando apenas dez quilos, não poderia sequer usar sua cadeira de rodas durante o embate.
O resultado? “Metade da plateia aplaudia, a outra metade estava mortificada – por Chucky. Afinal de contas, ele tinha apanhado de um anãozinho sem braços e sem pernas. Jamais conseguiria superar essa vergonha. Seus dias de bullying estavam acabados. Ele escondeu o (ensanguentado) nariz entre as mãos e correu para o banheiro”, relatou Nick.
Como se vê, ele parece não se importar muito com os limites que o seu corpo tentou estabelecer para sua vida. Dono de uma alegria e entusiasmo incomuns, gosta de jogar golfe, surfar e nadar. Encontrou o caminho da felicidade levando esperança e inspiração em suas palestras pelo mundo afora, tendo visitado mais de dezenove países.
Bem-humorado, faz piadas o tempo todo. Com crianças e adolescentes, costuma usar expressões do tipo “me dá uma mão aí”. Quando quer dizer que pagou caro por algo, diz que isso “lhe custou os braços e as pernas”.
QUASE CEGA E FOTÓGRAFA
Foi através de Nick que conhecemos o exemplo da norte-americana Glennis Siverson. Ela trabalhava há mais de 25 anos na área de recursos humanos de uma grande empresa. Tinha um emprego “seguro e estável”, mas sua grande paixão era a fotografia.
Como tantos outros trabalhadores, perdeu seu emprego durante um momento de recessão econômica, e viu nessa perda o empurrãozinho que faltava para poder dedicar-se àquilo que realmente a motivava.
Ocorre que, desde a sua infância, tinha problemas de visão. “Uso óculos desde os cinco anos e, com o tempo, a minha visão foi só piorando. Até que, por volta de 1995, fui diagnosticada com doença de córnea. A córnea é mal formada e degenera. Cheguei ao ponto de não enxergar mais com o olho esquerdo”, relatou.
Sua única alternativa seria o transplante de córnea para corrigir o olho direito, feito em 2004. “Mas tudo que podia dar errado, deu errado – só faltou arrancarem meu olho. A operação piorou minha visão. Também fiquei com glaucoma. Minha visão do olho esquerdo piorou; depois, sem relação com a cirurgia, tive uma hemorragia na retina do olho direito, que agora é cego”, disse54.
Ao invés de ficar ressentida e magoada, sem emprego e praticamente cega, sente-se grata e feliz por poder fazer o que sempre sonhou. “Não penso em mim mesma como deficiente. Eu me vejo como uma pessoa eficiente e capaz, porque ter ficado quase cega fez de mim uma fotógrafa melhor”, conclui.
Glennis é uma premiada fotógrafa. Ganhou mais de dez prêmios internacionais e trabalha para revistas, jornais, sites e empresas. Um de seus trabalhos foi escolhido entre outros dezesseis mil concorrentes.
Ao agir de acordo com as regras do Grupo dos 5%, abrimos caminho para a obtenção de resultados inimagináveis, justamente por termos nos libertado das amarras que nos impediam de ultrapassar limites.