Pense Grande
Uma boa pergunta
Estando apaixonados por nossos projetos a vida se transforma em um passeio agradabilíssimo, ou, como descreve um de nossos pesquisados, a vida torna-se “absurdamente boa”.
UMA BOA PERGUNTA
Alguns poderiam perguntar: seria possível a alguém que deteste aquilo que faz também obter resultados impressionantes? A resposta é sim. É perfeitamente possível, aliás há muitos exemplos.
Tomemos o caso do mundialmente conhecido tenista Andre Agassi. Mesmo sofrendo com problemas de coluna, Agassi
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venceu oito vezes o Grand Slam , foi várias vezes classificado como o número 1 do mundo e ganhou dezenas de milhares de dólares.
Como reconheceu após sua aposentadoria, em 2006, ele dedicou-se 29 anos a um esporte que simplesmente detestava “de todo o coração”. Conviveu por toda a vida com a contradição entre aquilo que desejava fazer e o que realmente fazia. Admitiu que o seu pai, um homem furioso, violento por natureza e cheio de raiva, que “fazia coisas assustadoras”, já havia decidido seu destino antes mesmo do seu nascimento. Tratava-se de um boxeador frustrado que tentara, sem sucesso, impor o tênis aos outros filhos, mas não deu certo e aí restou ao caçula tornar real seu sonho. Obrigou o filho, desde os sete anos, a rebater ao menos 2,5 mil bolas por dia de treinamento. A ideia: seriam cerca de um milhão de rebotes para tornar o filho um prodígio.
Conviveu anos com os “berros, insultos e até tapas” do pai, que “espumava de raiva” a cada erro cometido, fazendo com que Agassi desejasse, mais do que tudo, acertar para poder ter “meio segundo de sanidade e calma”.
O pai o estimulava, inclusive, a abandonar as aulas da escola para treinar, também por isso Agassi não terminou os estudos. Chegou até a estimular o filho mais velho a tomar anfetaminas que melhorassem o desempenho no esporte.