Uma nova ciência para um novo senso comum

Marcelo Gomes Germano · Capítulo 10 de 60

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Uma nova ciência para um novo senso comum

O empirismo naturalista de Hobbes

Naturalista convicto, Bacon estava de acordo com Galileu quanto à necessidade de dominar a natureza obrigando-a a fornecer as respostas necessárias através do método experimental indutivo. No entanto, acalentava pouca simpatia pela Matemática e não considerava que o livro da natureza estivesse escrito naquela forma de linguagem como pretendera o físico italiano.

 

O empirismo naturalista de Hobbes

 

Outro nome importante na corrente de pensadores empiristas, principalmente, pela oposição ao dualismo Cartesiano é o de Thomas Hobbes (1588-1679). Profundamente impactado pela nova ciência, para ele, ao estabelecer uma distinção fundamental entre os reinos do pensamento e da extensão, Descartes cria um sério problema para sua própria filosofia: não explica satisfatoriamente a íntima relação entre dois reinos completamente distintos. A solução cartesiana de que a mente exercia suas funções a partir de um pequeníssimo lugar da glândula pienal, de onde se difundia por todo o restante do organismo era, na visão de Hobbes, completamente insustentável.

 

Não podemos conceber qualquer atividade alheia a seu objeto,

ou seja, não podemos pensar em um salto alheio aquilo que

salta, no conhecimento alheio ao que conhece ou no

pensamento alheio ao pensador. E, por conseguinte, parece

decorrer disso que aquilo que pensa é algo corpóreo [...] daí

que a essência, na medida em que se distingue da existência,

não é nada mais que uma união de nomes por meio do verbo

ser. E assim, a essência sem a existência é uma ficção de

nossas mentes (apud BURTT, 1991, p. 103).