Uma nova ciência para um novo senso comum
O Estado
Mas as mudanças não estão associadas unicamente às novas tecnologias. A fluidez do cenário mundial com suas novas configurações econômicas e políticas também impõe novos caminhos para a educação. Mesmo os países que não simpatizam com valores e instituições democráticas, reconhecem hoje a ascendência dos mercados e de sua força. Desde a China, Iraque ou Irã, até os países aliados do Mercosul, todos encontram-se empenhados em um jogo poderoso de concorrência, que envolve bens e serviços em um mercado cada vez mais global que exige um novo modelo de escola.
A escola do futuro deve estar capacitada a preparar os estudantes para sobreviver nesse implacável ambiente de crescente individualismo e competitividade e, ao mesmo tempo, possibilitar espaços para uma permanente e persistente crítica a esse modelo que, se não for urgentemente interditado, certamente conduzirá a resultados catastróficos para o futuro da humanidade.
O Estado
O Estado Moderno caracterizava-se como um Estadonação e um Estado-patrimônio, atento à prosperidade econômica e organizado segundo critérios racionais e de eficiência. Com o processo de globalização, associado ao poder econômico dos grandes conglomerados empresariais, o estado tornou-se um dos parceiros do projeto de desenvolvimento, mas não o fator principal e determinante desse projeto. A mundialização da economia rompe com as fronteiras nacionais, questiona o conceito de soberania e inaugura um momento de crise no conceito de Estadonação e Estado-patrimônio. Fato que resulta num processo de acelerada privatização de empresas estatais, apoiado na ideia de diminuição do estado e no crescente refluxo e retração da estrutura estatal na promoção de políticas públicas, na garantia de seguridade social, ou em projetos de infraestrutura social. Assim, é necessário enfrentar o permanente dualismo entre Estado e Sociedade Civil que, segundo Santos (2003, p.118), “nunca foi inequívoco e, de fato, mostrou-se, à partida, prenhe de contradições e sujeito a crises constantes”.