Vitória, a rainha

Julia Baird · Capítulo 42 de 44 · parte 2/5

Páginas do PDF

Vitória, a rainha

Capítulo 4

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 5 partes.

intestino estavam inchados de ar; o revestimento, principalmente o muscular, tinha se atenuado. O

baço e o pâncreas estavam saudáveis. Algumas glândulas mesentéricas estavam crescidas. Havia

pequenos acúmulos de material amarelado, talvez em decorrência das aderências.

O útero e seus apêndices tinham o aspecto normal de estado virginal e saudável. Pelas

características das aderências fica evidente que elas remontam a alguma inflamação antiga. O

efeito delas foi a interrupção da passagem do conteúdo do estômago e dos intestinos e de várias

maneiras a interferência em suas respectivas funções.

 

45. QVJ, 20 abr. 1839.

46. Christopher Hibbert, Queen Victoria in Her Letters, p. 5.

47. Para M. V. Brett, 13 mar. 1904, Maurice Brett, Journals and Letters, v. 1, p. 49.

48. Robert Bernard Martin, Enter Rumour, p. 73.

49. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 124.

50. Ver a cobertura do Spectator. Citado em Morning Post, 22 jul. 1839, p. 3. (O Lemington Spa Courier publicou que “a permanência de Sir J. Clark no cargo dá vazão ao rumor segundo o qual sua Majestade, e não o médico, foi a autora da calúnia”. Robert Bernard Martin, Enter Rumour, p. 57).

51. The Era publicou que a tensão mental e a negligência física a mataram — e fora ASASSINATO, escreveram com maiúsculas. Um missivista também chamou de assassinato, no Morning Post, 22 jul. 1839, p. 3. O Morning Post promoveu uma longa e veemente campanha contra a rainha e sua corte. O Examiner (citado em Caledonian Mercury, 18 jul. 1839) publicou que Lady Flora fora “destruída na flor de sua juventude por calúnias e insultos de cortesãos, vis e imorais o bastante para granjear favores reais através desse trabalho de assassinato, e sortudos o bastante, até o presente momento, para atingir seus objetivos através de meios cruéis e letais!”. E continuava: “Aqui está sem rodeios a tarefa perversa, os favores da rainha seriam obtidos por quem conseguisse matar Lady Flora Hastings, e o favor real de fato foi obtido por esse meio”. Era uma alegação chocante.

52. Robert Bernard Martin, Enter Rumour, pp. 54-5.

53. Ibid., pp. 67-8.

54. The Times, 20 jul. 1839, p. 6.

55. The Corsair, 31 ago. 1839, p. 5.

56. Harriet Martineau, Harriet Martineau’s Autobiography, p. 418.

 

10. A VIRAGO APAIXONADA

 

1. Citado em Katherine Hudson, A Royal Conflict, p. 183.

2. George Bernard Shaw, 21 nov. 1908, Collected Letters, v. 2, p. 817, citado em Stanley Weintraub, “Exasperated Admiration”, p. 128.

3. Theo Aronson, Heart of a Queen, p. 53.

4. Vitória se arrependeria mais tarde desse adiamento, escrevendo que agora não conseguia “pensar em si mesma sem indignação, ao desejar manter o príncipe esperando por três ou quatro anos, sob o risco de arruinar todas as perspectivas de vida dele, até ela se sentir pronta para casar! A única desculpa que a rainha tem a seu favor é o fato de a súbita mudança da vida isolada em Kensington para a posição independente de regente aos dezoito tê-la desencorajado em relação ao casamento, algo de que ela se arrepende amargamente agora”. Citado em Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 243.

5. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 14.

6. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, Letters of Queen Victoria, v. 1, pp. 177-8.

7. O Hampshire Journal of Literature and Politics (de Portsmouth), em 5 de agosto de 1837, documentou um informe no Salem Register, de Massachusetts, no qual se lia:

 

Circula um boato maldoso de que nosso presidente viúvo considera seriamente pedir a jovem e

bela rainha do Império Britânico em casamento. A princípio, acreditávamos que a Constituição e

as leis britânicas apresentavam obstáculo instransponível a tal união — mas, a crer no parágrafo

seguinte do Boston Daily Advertiser, a jovem rainha pode se casar com quem desejar, exceto um

papa. Embora Martin tenha sido quase “tudo alternadamente e nunca por muito tempo”, ainda

assim cremos que ele nunca foi um católico praticante — e portanto não tem nenhuma razão para

não fazer o pedido ou não ter as mesmas chances dos insípidos príncipes e reis da Europa.

 

8. QVJ, 18 abr. 1839.

9. 24 jun. 1839, ibid.

10. 14 out. 1839, ibid.

11. 18 abr. 1839, ibid.

12. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 32.

13. Jude Stewart, Albert: A Life, p. 26.

14. Theodore Martin, The Prince Consort, 1:7.

15. Vitória e Albert tinham um amor em comum: cães. A raça favorita dela era o bonachão e carinhoso cocker spaniel; a de Albert era o calmo e suave greyhound. Ele disse a Vitória, em uma carta de 31 de dezembro de 1839, que sua cadela predileta, Eos, ficava “muito amistosa se havia bolo de ameixa no recinto, muito contrariada quando tinha que ir em busca de um graveto, entusiasmada quando caçava, sonolenta depois disso e sempre orgulhosa e insolente na presença de outros cães” (Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 47). Albert levou Eos consigo para a Inglaterra e, lá, escolheu um filhote de greyhound alaranjado para Vitória.

16. QVJ, 14 out. 1839.

17. Citado em Charles Grey, The Early Years, p, 188. Ela também escreveu para Stockmar, o duque de Essex e a rainha Adelaide.

18. Dorothy Stuart, The Mother of Victoria, p. 246.

19. QVJ, 17 nov. 1839.

20. Christopher Hibbert, Queen Victoria: A Personal History, p. 110.

21. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 135.

22. QVJ, 13 nov. 1839.

23. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 23.

24. 11 nov. 1839, ibid., p. 25.

25. Ibid., p. 24.

26. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 58.

27. Albert, somente três anos mais novo que Vitória, vinha de Coburgo, um pequeno estado com meio milhão de habitantes e uma família real que se tornara uma dinastia europeia na primeira metade do século XIX. Kurt Jagow descreve Leopoldo, o irmão mais novo do duque Ernst I, como “o líder espiritual” de Coburgo.

28. Lynne Vallone, Becoming Victoria, p. 31.

29. QVJ, 26 out. 1839.

30. 15 nov. 1839, ibid.

31. 1 nov. 1839, ibid.

32. Hector Bolitho, A Biographer’s Notebook, p. 114.

33. Ibid., p. 19.

34. Jude Stewart, Albert: A Life, p. 8.

35. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, pp. 20-1.

36. Numa carta datada de 21 de setembro de 1824, ela escreveu: “Separar-me de meus filhos foi a pior coisa. Estavam tossindo e disseram ‘A mamãe está chorando porque tem que sair quando estamos doentes’”. Richard Sotnick, The Coburg Conspiracy, p. 147.

37. História contada pelo filólogo alemão Max Müller, cit. In Stanley Weintraub, Victoria, p. 28.

38. Richard Sotnick, The Coburg Conspiracy, p. 150.

39. Para uma análise da possível ilegitimidade de Albert, ver Rhodes James, Albert, Prince Consort; Hector Bolitho, A Biographer’s Notebook, pp. 102-22. Richard Sotnick delineia a refutação em The Coburg Conspiracy. Em síntese, Sotnick afirma que ele era bastardo; Rhodes James e Hector Bolitho discordam. Os pontos mais fortes são que os rumores sobre o barão Von Hanstein só começaram depois que ela teve um caso com o tenente Von Hanstein, com o qual se casaria mais tarde. David Duff também sustenta que Albert foi concebido quando Leopoldo visitava Coburgo no fim de 1818. Duff, Albert and Victoria, pp. 28--32, 66. Novamente, as provas são circunstanciais.

40. Ibid., p. 148.

41. Hector Bolitho, A Biographer’s Notebook, p. 103.

42. D. A. Ponsonby, The Lost Duchess, p. 163.

43. Citado em Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 4, atribuído a Charles Grey, The Early Years, p. 8.

44. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 248.

45. 26 nov. 1839, Charles Greville, The Great World, pp. 175-6.

46. Citado em Caledonian Mercury, 28 nov. 1839.

47. Ver Adam Kuper, Incest and Influence, p. 23.

48. Ibid., p. 18.

49. Ibid.

50. Ibid., p. 23.

51. Charles R. Darwin, Fertilisation of Orchids, p. 361.

52. Adam Kuper, Incest and Influence, p. 94. Darwin era fascinado pelas consequências da endogamia. Entre 1868 e 1877, publicou três monografias sobre fecundação cruzada em animais e plantas. Na primeira, The Variation of Animals and Plants Under Domestication, ele propôs que “a existência de uma grande lei natural está quase provada; a saber, que o cruzamento de animais e plantas que não são parentes próximos é altamente benéfico e até mesmo necessário e que a endogamia prolongada por sucessivas gerações é altamente maléfica”. Darwin pensava que isso também se aplicava a seres humanos, embora tenha relutado em publicar o assunto no início, pois era “envolto em preconceitos naturais”. De todo modo, ele se sentia compelido a considerar as implicações em sua própria família. Seu projeto científico e suas preocupações pessoais — seu casamento, sua doença e a frágil saúde dos filhos — dificilmente poderiam ser separados.

53. Florence Nightingale, Cassandra: An Essay, p. 47.

54. Para uma brilhante análise da consanguinidade no século XIX, ver Nancy Fix Anderson, “Cousin Marriage in Victorian England”, e Adam Kuper, Incest and Influence.

55. Richard J. Evans, “The Victorians: Empire and Race”.

56. John Ramsden, Don’t Mention the War, p. 32.

57. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 59.

58. David Cecil, The Young Melbourne, p. 478.

59. QVJ, 2 fev. 1840, de Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 137. A lei da naturalização dele passou sem que isso fosse mencionado, porém ela podia declarar precedência por prerrogativa real depois.

60. Príncipe Albert para a rainha Vitória, Gotha, 28 dez. 1839. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 45.

61. Em 15 de novembro, ele escreveu para a rainha, de Calais, ainda mal pela viagem marítima, chamando-a de novo de “Queridíssima, profundamente amada Vitória”. Ele não parara de pensar nela desde que deixara Windsor, e escreveu: “Sua imagem preenche minha alma inteiramente. Mesmo em sonhos eu nunca imaginei que encontraria tanto amor na Terra. Como brilha aquele momento em que estávamos juntos, de mãos dadas!” (Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 26). Dois dias depois, ele escreveu “Beijo-a mil vezes” (Ibid., p. 27). E de Wiesbaden, em 21 nov. 1839: “Só consigo imaginá-la no dia 14, tão só na salinha; estávamos tão contentes naquele sofá. Como eu gostaria de aparecer lá por mágica para aliviar sua solidão. Tenho me distraído com ares salubres, memórias, pessoas, acontecimentos, e, no entanto, nada disso alivia a dor da separação”. (Ibid., p. 28.)

62. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 85.

63. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, pp. 31-2.

64. 15 dez. 1839, ibid, p. 40.

65. Ibid., p. 42.

66. Ibid., p. 48.

67. 6 jan. 1840, ibid., p. 50.

68. 13 jan. 1840, ibid., p. 51.

69. QVJ, 14 jan. 1840.

70. 1 jan. 1840, ibid.

 

11. A NOIVA: “NUNCA, NUNCA PASSEI UMA NOITE ASSIM”

 

1. 31 jan. 1840, Palácio de Buckingham, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, pp. 268-9.

2. Vitória tocou nesse assunto com Melbourne pelo menos duas vezes nas semanas que antecederam o casamento. Primeiro, QVJ, 19 jan. 1840: “Conversaram sobre a falta de interesse de Albert pelas mulheres”, e Lord M. disse: “Será ótimo que continue dessa maneira, mas nem sempre é assim”. Vitória “deu-lhe uma bronca”. Depois, em 23 de janeiro: “Contei a Lord M. que relatara a Stockmar o que Lord M. me dissera em Windsor, sobre os elevados princípios de Albert fadados a mudarem, ao que Stockmar retrucou que, em geral, era verdadeiro, mas que não achava que seria o caso de Albert”.

3. Do poema “Crowned and Wedded”, impresso cinco dias depois do casamento real.

4. QVJ, 7 fev. 1840.

5. 8 fev. 1840, ibid.

6. 31 jan. 1840, Palácio de Buckingham, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, pp. 268-9.

7. Marina Warner, Queen Victoria’s Sketchbook, p. 92.

8. QVJ, 7 jan. 1840.

9. 7 jan. 1840, ibid.

10. Ibid.

11. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 273.

12. Agnes Strickland, Queen Victoria, p. 209.

13. The Times, 10 fev. 1840, p. 5.

14. The Observer, 10 fev. 1840, p. 5.

15. The Satirist, 9 fev. 1840, citado em John Plunkett, Queen Victoria: First Media Monarch, p. 135.

16. Thomas Carlyle para Margaret A. Carlyle, 11 fev. 1840. endereço: 10.1215/lt-18400211-TC-MAC-01; CL v. 12, pp. 40-2. Disponível em: <http://carlyleletters.dukeupress.edu>. Acesso em: 2 ago. 2018.

17. Kate Williams, Becoming Queen, p. 339.

18. John Forster, Life of Charles Dickens, v. 1, p. 145.

19. Madeline House e Graham Storey, Letters of Charles Dickens, v. 2, pp. 25-7.

20. 14 fev. 1840, para Parthenope Nightingale, Lynn McDonald, Nightingale on Society and Politics, v. 5, p. 411.

21. Lynn McDonald, Florence Nightingale’s European Travels, p. 623.

22. QVJ, 10 fev. 1840.

23. Elizabeth Longford, Queen Victoria, p. 143.

24. QVJ, 10 fev. 1840.

25. Ibid.

26. Ibid.

27. Ibid.

28. O desejo sexual feminino era considerado especialmente perigoso: as mulheres eram mais facilmente dominadas pelo poder de seu desejo sexual, dizia-se, porque estavam mais próximas da natureza e, portanto, eram mais volúveis e irracionais que os homens. De acordo com um médico, em 1887: “Quando tocadas e excitadas, em dado momento, embora sem intenção pecaminosa, perdem totalmente o autocontrole físico”. Carol Groneman, “Nymphomania”, p. 353.

29. Ibid., p. 340.

30. Até mulheres sem preconceitos não viam com bons olhos a possibilidade de mulheres médicas. Os homens foram tão habilidosos no estabelecimento de si próprios como autoridades morais e científicas que qualquer mulher que tentasse desempenhar esses papéis era tida como masculinizada ou de sexo indeterminado. Florence Nightingale era uma celebrada enfermeira e, portanto, aceita como cuidadora; mas a dra. Mary Walker, que cuidou de muitos pacientes durante a Guerra Civil Americana, era tida como sinônimo de aberração. Uma exceção era Elizabeth Blackwell, que se qualificara na América, e desse modo podia exercer a função de médica no Reino Unido.

31. “Não raro me deparo com casos nos quais o hímen nunca foi rompido”. “Ignorance and False Ideas about Sexual Congress”, 1865 em William Acton, The Function and Disorders, p. 89.

32. John Tosh, A Man’s Place, p. 44.

33. Michael Mason, The Making of Victorian Sexuality, p. 203. Mason escreve que muitas mulheres temiam o prazer sexual no século XIX porque o orgasmo era associado à gravidez. Muitos médicos leram Copland, que escreveu: “É de conhecimento de todas as mulheres que frieza durante a relação e supressão do orgasmo previnem a gravidez e, embora às vezes se enganem a respeito disso, ainda assim essa inferência é correta para a maioria”. James Copland, A Dictionary of Practical Medicine, p. 374.

34. Lawson Tait, Diseases of Women, pp. 36, 41, citado em Patricia Jalland e John Hooper, Women from Birth to Death, p. 222.

35. O historiador Edward Shorter escreveu: “Há provas esmagadoras que atestam que, no passado, para as mulheres casadas, o sexo era um fardo a ser carregado obrigatória e penosamente ao longo da vida, ao invés de uma fonte de prazer”. A History of Women’s Bodies, p. 13.

36. 22 ago. 1840. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 24.

37. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 57.

38. Christian Stockmar, Memoirs of Baron Stockmar, v. 2, p. 7.

39. Em 1838, Albert disse a seu amigo de infância, o príncipe William zu Löwenstein-Wertheim-Freudenberg: “Acredito que os dias agradáveis que passamos juntos [na universidade], às vezes seriamente ocupados e outras tantas apenas nos divertindo, foram os mais felizes de minha vida. Apesar de nossa irrestrita intimidade [Ungenirheit] e de nossas brincadeiras, nunca tivemos desavenças. Como eram aprazíveis nossos concertos de inverno — nossas experimentações dramáticas — nossas caminhadas até Venusberg — as aulas de natação e de esgrima! Não consigo esquecer aqueles dias”. Charles Grey, The Early Years, p. 154.

40. Trecho do diário de Lady Clarendon, 21 jul. 1841: “Sentei-me perto do príncipe Albert durante o jantar hoje, mas não iniciamos uma conversa. Ele era urbano e de boa índole, mas não falava. Creio que deva fazê-lo com outros homens, mas não com mulheres, exceto as da realeza. Parecia se dar muito bem com a rainha da Bélgica, que estava ao seu lado”. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 1, p. 221.

41. Lytton Strachey, Queen Victoria, p. 136.

42. Houve quem argumentasse que Albert possivelmente teve relações amorosas durante os anos de 1830, na Universidade de Bonn, embora não haja provas disso. O predomínio de relações homoeróticas em universidades nesse período foi bem documentado, especialmente na Inglaterra. Ronald Pearsall defende a ideia de que, para os mais abastados, “Experiências homossexuais eram a norma, e não a exceção” (Ronald Pearsall, The Worm in the Bud, p. 452). Em 1895, o jornalista William Stead admitiu esse fato quando escreveu em Review of Reviews, publicado após o caso de Oscar Wilde: “Se todos os culpados pelo crime de Oscar Wilde fossem encarcerados, haveria uma surpreendente emigração de Eton, Harrow, Rugby e Winchester para as prisões de Pentonville e Holloway. Até então, os garotos gozam de liberdade para descobrir tendências e hábitos pelos quais poderão ser condenados no futuro”. Ibid., p. 146.

43. Ver a análise de Gillian Gill em seu We Two. Edward Benson, que compilou as cartas de Vitória na década de 1930, descreveu a afeição de Albert por Herr Florschütz como “um desejo anormal e extravagante” (Queen Victoria, p. 190). Quarenta anos mais tarde, em 1972, David Duff disse que Albert nutria “sentimentos estranhos e anormais” por seu preceptor, sentimentos que tinham que ser “severamente reprimidos”. Novamente, nada disso foi comprovado. Em 1991, Monica Charlot escreveu que Albert “sem dúvida atraía” Florschütz, e acrescentou que, se Duff estivesse correto, isso seria “muito natural, considerando o efeito traumático da partida da mãe e o fato de que Florschütz supervisionou os estudos do menino por quinze anos”. Charlot, no entanto, não sugere que havia uma relação homossexual (Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 154).

44. A palavra “homossexual” foi usada pela primeira vez em inglês na tradução que Charles Gilbert Chaddock fez, em 1895, da obra Psychopatia Sexualis, de Richard von Krafft-Ebing, um estudo de práticas sexuais. O país então considerado “inventor da homossexualidade” era a Alemanha, em parte porque os políticos sentiram a necessidade de coibir manifestações homossexuais com leis contra a sodomia na segunda metade do século XIX. Robert Beachy, “The German Invention of Homosexuality”.

45. QVJ, 22 out. 1839.

46. 4 nov. 1839, ibid.

47. Charles Grey, The Early years, p. 42.

 

12. APENAS O MARIDO, E NÃO O SENHOR

 

1. Citado em Margaret Homans e Adrienne Munich, Remaking Queen Victoria, p. 3.

2. Príncipe Albert para o príncipe William zu Löwestein-Wertheim-Freudenberg, maio 1840, citado em Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 69.

3. QVJ, 10 jun. 1840.

4. Albert escreveu do Palácio de Buckingham para a avó, Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, 11 jun. 1840, p. 70.

5. QVJ, 10 jun. 1840.

6. Rei Leopoldo para a rainha Vitória, Laeken, 13 jun. 1840, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 286.

7. Essa carta, de 3 abr. 1840, estava endereçada ao lugar de trabalho dele, o pub The Hog in the Hod, e nela se lia: “Jovem Inglaterra — Sir — Requisitamos sua presença esta noite, pois uma reunião extraordinária foi convocada em decorrência do recebimento de comunicados de natureza importante de Hanôver. Você deve comparecer; se seu patrão não o autorizar, deverá desobedecê-lo e vir mesmo assim. A.W. Smith, secretário”. Paul Thomas Murphy, Shooting Victoria, p. 40.

8. Clare Jerrold, Married Life of Victoria, p. 84.

9. Paul Thomas Murphy, Shooting Victoria, pp. 38-40.

10. The Times, 12 jun. 1840, p. 6.

11. Rei Leopoldo para a rainha Vitória, 13 jun. 1840, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 286.

12. The Times, 12 jun. 1840, p. 6.

13. Em Melbourne, Oxford levou uma vida respeitável como pintor de sucesso (sob a alcunha de John Freeman), curador de igreja, repórter investigativo, escritor, padrasto e marido de uma jovem viúva. Quando seu livro sobre a cidade de Melbourne foi publicado, ele esperava que Vitória de algum modo viesse a lê-lo: “Gostaria que certa ilustre senhora soubesse que aquele tolinho de meio século atrás é agora um respeitável e respeitado membro da sociedade”. Ele morreu um ano antes de Vitória, no entanto, e sua história nunca foi publicada na Inglaterra. Paul Thomas Murphy, Shooting Victoria, p. 510.

14. Trevor Turner, “Erotomania and Queen Victoria”, p. 226.

15. Betty Miller, Elizabeth Barrett to Miss Mitford, p. 121.

16. Midas Dekkers, Dearest Pet: On Bestiality, p. 84.

17. Irvine Loudon, Death in Childbirth. Um gráfico na p. 14 mostra essa estimativa como constante entre 1851 e 1890, quando cresceu um pouco antes de decair para quatro em cada mil nascimentos em 1900.

18. Patricia Branca, Silent Sisterhood, pp. 86-8. De 1847 a 1876, cinco mulheres em cada grupo de mil morriam em trabalho de parto, sendo a febre puerperal a causa de um terço e meio dessas mortes. Os médicos prescreviam ópio, espumante e conhaque com refrigerante. Judith Flanders, The Victorian House, p. 20.

19. Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 192.

20. Rainha Vitória para Vicky, 24 mar. 1858, Roger Fulford, Dearest Child, p. 77.

21. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 306.

22. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 1, pp. 99-100.

23. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 211.

24. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 299.

25. Judith Flanders, The Victorian House, p. 17.

26. Jul. 1841, Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 311.

27. Memorando do sr. Anson sobre os comentários feitos por Lord Melbourne, Castelo de Windsor, 15 jan. 1841, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 322. Ao passo que Vitória era fluente em francês e alemão e escrevia e compreendia italiano, “o resto de sua educação era devido à sua perspicácia e rapidez, e isso talvez não fosse a formação mais adequada para quem viria a usar a coroa da Inglaterra”.

28. QVJ, 28 fev. 1840.

29. Carta não publicada da coleção de Yvonne Ward, do príncipe Ernest para o rei Leopoldo, 1 fev. 1840, Coburg Archives, 567/WE22: 66.

30. Monica Charlot, Victoria the Young Queen, pp. 171-2; Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 199; Theodore Martin, The Prince Consort, v. 1, pp. 256-7.

31. Charles Grey, The Early Years, p. 256.

32. Citado em Theodore Martin, The Prince Consort, v. 1, p. 74.

33. John Ruskin, Sesame and Lilies, p. 84, em “Angel in the House”.

34. Charlie R. Darwin, Evolutionary Writings, p. 303.

35. Sarah Stickney Ellis, The Wives of England, pp. 24-5.

36. 23 nov. 1841. Stockmar escreveu a Lord Melbourne: “Expressei [a Peel] meu prazer em ver a rainha tão feliz e acrescentei o desejo de que cada vez mais ela procure e encontre sua felicidade autêntica somente na vida doméstica”. Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 208.

37. 28 maio 1840, “Minutes of Conversation with Lord Melbourne and Baron Stockmar”, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, pp. 282-3.

38. Conforme registrado por George Anson, ibid., v. 1, p. 283.

39. Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 190.

40. Out. 1838, Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, pp. 282-3.

41. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 69. Note-se também que mulheres podiam participar dessas reuniões, mas não podiam falar nem se tornar membros efetivos. Tyrell, “Women’s Mission”.

42. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 211.

43. Fev. 1842, Caroline Fox, Memoirs of Old Friends, p. 289.

44. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 242.

45. Príncipe Ernest para o rei Leopoldo, 17 fev. 1840, Coburg Archives, 567/WE22: 76. De Ward, “The Womanly Garb”, p. 281.

46. Albert para Ernest, 17 jul. 1840, citado em Hector Bolitho, Albert, Prince Consort, p. 51.

47. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 118.

48. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 16 out. 1840, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, pp. 242-3.

49. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 31.

50. Elizabeth Longford, Queen Victoria, p. 153.

51. Ibid.

52. Yvonne Ward, “Editing Queen Victoria”.

53. QVJ, 11 dez. 1840.

54. 20 dez. 1840, ibid.

55. 11 mar. 1841, ibid.

56. 25 dez. 1840, ibid.

57. 24 fev. 1841, ibid.

58. 6 out. 1841, Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, pp. 319-20.

59. De um memorando escrito pela rainha, registrado por Charles Grey, The Early Years, pp. 288-9.

60. 5 jan. 1841, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 321.

61. Ibid., p. 83.

62. 22 ago. 1840. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 25.

63. Para o rei Leopoldo, 15 dez. 1840, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 318.

64. Ibid.

65. 5 jan. 1841, ibid., p. 321.

66. Aristóteles, History of Animals, em The Works of Aristotle, J. A. Smith e W. D. Ross, v. 4, livro 7, p. 583a-b, citado em Patricia Jalland e John Hooper, Women from Birth to Death, p. 266.

67. Richard Carlile, Every Woman’s Book, pp. 25-6, 31-2, 38, 42-3, citado em Patricia Jalland e John Hooper, Women from Birth to Death, p. 267.

68. 21 abr. 1858, Roger Fulford, Dearest Child, p. 94.

69. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 218.

70. 24 nov. 1840, Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 34; Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 197.

71. Um dos editores das cartas de Vitória, Benson, escreve a seu coeditor, Esher, que, no ano seguinte ao nascimento de Bertie, “um problema consideravelmente difícil surgira. Nos documentos relacionados à formação do governo de 1855, há muitos memorandos assinados por Vitória R. Às vezes, eles estão na primeira pessoa do singular, ‘eu’, e outras, na primeira pessoa do plural, ‘nós’. Mas, quando estão na primeira pessoa do singular, o ‘eu’ refere-se ao príncipe Albert. Isso causará grande confusão”. Esher Papers, 11/5, Benson para Esher, 4 mar. 1907, citado em Yvonne Ward, “Editing Queen Victoria”, p. 217.

72. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 371.

73. QVJ, 10 fev. 1841.

 

13. OS INTRUSOS DO PALÀCIO

 

1. Hector Bolitho, Albert the Good, p. 86.

2. The Times, 17 mar. 1841. The Blackburn Standard (9 dez. 1840) o cita, dizendo: “Queria saber como viviam no palácio, conhecer os hábitos deles e pensei que uma descrição daria um bom livro”.

3. The Times, 5 dez. 1840.

4. Jackson’s Oxford Journal, 5 dez. 1840.

5. Em julho daquele ano, os porteiros também descobriram um homem dormindo na galeria de retratos, não muito longe do quarto da rainha; ela estivera ali poucos momentos antes. O homem era Tom Flower, que tentara participar da cerimônia de coroação no mês anterior e viera pedir a rainha em casamento. Foi enviado para a prisão de Tothill Fields.

6. All the Year Round, 5 jul. 1884, p. 234.

7. Jan Bondeson, Queen Victoria’s Stalker, p. 44. Edna Healey, citando Dickens, diz que ele “bem que duvidava da crença popular na agudeza intelectual do garoto”. The Queen’s House, p. 150.

8. Jan Bondeson, Queen Victoria’s Stalker, p. 25n; Examiner, 28 mar. 1841. Bondeson acrescenta: “Mais tarde se questionou se quem convidou o Moleque Jones para emigrar foi realmente Fenimore Cooper ou outro americano homônimo”.

9. Edna Healey, The Queen’s House, p. 144.

10. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 208.

11. Para o barão Von Stockmar, Castelo de Windsor, 6 jan. 1846, citado em Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 99.

12. Edna Healey, The Queen’s House, p. 152n.

13. Patricia Wright, History of Buckingham Palace, p. 176.

14. Ibid., p. 174.

15. Um exemplo da falta de puritanismo na jovem rainha eram sua afeição e admiração pelo artista George Hayter (que, quando pintou o imenso The Trial of Queen Caroline, produziu 189 imagens). Ela disse a Melbourne que sabia que Hayter não fora eleito para a Academia Real porque “brigara com a esposa e se separara dela”. Ainda assim, ela lhe concedeu o título de cavalheiro em 1842. Marina Warner, Queen Victoria’s Sketchbook, p. 98.

16. Edward Pearce e Deanna Pearce, The Diaries of Charles Greville, 6 set. 1841, p. 203.

17. Ibid.

18. Memorando de 5 de maio de 1841, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 339.

19. Documento descrito como “Secreto. Memorando de conversas confidenciais com G. E. Anson, secretário particular do príncipe Albert, maio de 1841”. Peel Papers, v. 121–3, British Library Archives: Add.40, 303. Trecho: 40301-3.

20. Memorando escrito por Peel, 28 maio 1841, ibid.

21. “Memorando da última conversa secreta entre o sr. Anson e Sir R. Peel” n.4, 23 maio 1841, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 358.

22. Memorando do sr. Anson, 30 ago. 1841, ibid., v. 1, p. 383.

23. QVJ, 10 maio 1841.

24. Ibid.

25. Stanley Weintraub, Uncrowned King, p. 120.

26. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 222.

27. QVJ, 9 maio 1841.

28. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 223.

29. Nos dias 5, 6 e 7 de maio de 1841, por exemplo.

30. O “querido e gentil amigo”, Melbourne, continuou a escrever-lhe sobre assuntos pessoais, mas, ocasionalmente, de maneira imprudente, aconselhava-a sobre questões políticas — até mesmo sobre se ela deveria pagar o imposto sobre sua renda (no v. 1 da correspondência [Visconde Melbourne para a rainha Vitória, 21 mar. 1842], ele afirma que a decisão dela de pagar o imposto fora acertada, embora não precisasse fazê-lo). Isso enfureceu Albert, que pediu a Stockmar que escrevesse cartas de reclamação (o reformista Peel desejava uma taxa de 7% sobre todas a rendas superiores a 150 libras, uma proposta radical em tempos de paz). Ele continuou a escrever a Vitória mesmo após Stockmar, repetidas vezes, instá-lo de modo veemente a parar. Vitória também agiria assim com outro futuro premiê favorito, Lord Salisbury, quando ele desocupou o cargo na década de 1880.

31. Asa Briggs, The Age of Improvement, p. 326.

32. 21 fev. 1835, Charles Greville, The Great World, p. 99.

33. Asa Briggs, The Age of Improvement, p. 326.

34. 17 set. 1841, Edward Pearce e Denna Pearce, The Diaries of Charles Greville, p. 204.

35. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, pp. 375-6.

36. 24 ago. 1841, 2 set. 1841, ibid., v. 1, pp. 395-6.

37. Memorando do sr. Anson, 30 ago. 1841, citado em ibid., p. 383.

38. Ibid., p. 385.

39. QVJ, 1 out. 1842. Enquanto lia seu antigo diário, ela rabiscava nas margens: “Relendo isso, não consigo evitar a observação de quão artificial era meu tipo de felicidade então e de quão afortunada sou agora em ter encontrado em meu amado esposo uma felicidade autêntica e sólida, a qual nem a política nem os reveses mundanos podem afetar; nada daquilo poderia ter durado, pois, apesar de Lord M. ser gentil e excelente comigo, era apenas em sociedade que eu me divertia, apenas disso vivia e acreditava que era feliz! Graças a Deus! por mim e por outros que isso mudou e sei agora o que é a felicidade AUTÊNTICA”.

40. QVJ, 17 dez. 1842.

41. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 460.

42. Ibid., p. 392.

43. David Cecil, The Young Melbourne, p. 532.

44. Lord Melbourne para a rainha Vitória, 20 abr. 1842, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 494.

45. Melbourne não é mencionado nas anotações de diário feitas pela rainha no dia da morte dele, 24 nov. 1848; Vitória só saberia pelos jornais do dia seguinte. Ficou de luto pelo homem que era “realmente apegado” a ela, “e embora não fosse um ministro firme, era nobre, gentil e generoso” (Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 27 nov. 1848, Arthur Christopher Benson e Visconde Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 2, p. 204). Conforme escreveu para Leopoldo, no entanto, ao passo que nutria afeto pela memória dele, “Deus sabe que não desejo voltar àqueles tempos”. 21 nov. 1848, ibid., v. 2, p. 203.

46. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 216.

47. Ibid., p. 219.

48. Ibid.

49. Edward Boykin, Victoria, Albert, and Mrs. Stevenson, p. 251.

50. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 215.

51. Gillian Gill, We Two, p. 181.

52. Roger Fulford, The Prince Consort, p. 74.

53. Ibid., p. 179. Daphne Bennett (King Without a Crown, p. 74) mostra que há um equívoco interpretativo referente a uma carta a Ernst na qual Albert estaria supostamente fazendo amável comentário sobre Vitória, quando na verdade era uma perversa referência a Lehzen, e isso ocorre porque o trecho anterior foi removido por Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 34. O texto completo diz: “A bruxa velha desenvolveu um ódio medonho por você e lhe atribui a origem de todo mal. Disse isso a Anson ontem. Estava encantadora à mesa, muito décolletée, com um buquê de rosas pendurado no colo que ameaçava despencar o tempo todo”.

54. Edna Healey, The Queen’s House, p. 121.

55. 5 out. 1842, Charles Greville, The Great World, p. 205.

56. Georgiana Bloomfield, Court and Diplomatic Life, p. 24.

57. QVJ, 27 out. 1841.

58. Em 1840, ela se queixou a Melbourne de que a Questão Oriental era maçante. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 149.

59. Albert decidiu, acertadamente, diga-se, adiar a convocação das tradicionais testemunhas de um parto real, o que significou que os altos dignitários, dentre os quais se incluía o arcebispo da Cantuária, chegaram atrasados e perderam o nascimento; é certo que a intenção de Albert era poupar Vitória de ter ministros de gabinete como ouvintes ociosos de suas dores excruciantes. Edward Pearce e Denna Pearce, The Diaries of Charles Greville, 11 nov. 1841, p. 205.

60. Clare Jerrold, Married Life of Victoria, p. 178.

61. Roger Fulford, Dearest Child, p. 147.

62. QVJ, 4 set. 1841, 20 out. 1841, 2 nov. 1841, 21 out. 1842.

63. Havia 154 mortes por mil crianças com menos de um ano de idade. Patricia Jalland, Death in the Victorian Family, p. 120.

64. Christopher Hibbert, Queen Victoria: A Personal History, p. 152.

65. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 296.

66. 16 jan. 1842, cit. in Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 160.

67. Elizabeth Longford, Queen Victoria, p. 161.

68. Memorando de Vitória para Stockmar, 19-20, jan. 1842. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 231.

69. Ibid.

70. Jul. 1844: “Estamos todos atentos a sinais de doença na rainha; mas esta manhã ela estava tropeçando lá em cima até a capela, e a veia férrea que percorre seu extraordinário caráter lhe permite continuar firme até o último minuto, como nenhuma outra pessoa conseguiria”. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 348.

71. QVJ, 25 jul. 1842.

72. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 331.

73. QVJ, 30 set. 1842.

74. Vicky se casou em Londres, em 25 jan. 1858; era uma visita a ela em agosto desse ano. Vitória escreve em seu diário, em 12 ago. 1858: “Enquanto passávamos pela estação, Lehzen estava lá, acenando com seu lencinho”.

75. Elizabeth Longford mostra (Victoria R.I., p. 169) que a rainha Carlota decorara um teixo em Windsor décadas antes, mas a ideia foi atribuída a Albert. O costume se tornou uma tradição extremamente popular.

76. Memorando do sr. Anson, Castelo de Windsor, 26 dez. 1841, citado em Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 463.

 

14. REI PARA TODOS OS FINS: “COMO UM ABUTRE EM SUA PRESA”

 

1. Lytton Strachey e Roger Fulford, The Greville Memoirs, v. 5, p. 257.

2. QVJ, 24 jan. 1846.

3. Para um retrato de Sir Robert Peel, ver Illustrated London News, 27 ago. 1842, p. 243.

4. QVJ, 27 jan. 1846. Vitória, que se interessara pelos discursos de Peel quando adolescente, leu-o no dia seguinte e descreveu-o como “belo, mas imenso de tão longo”. QVJ, 28 jan. 1846.

5. Debates da Câmara dos Comuns (HC Deb), 27 jan. 1846, v. 84, cc249-349. Note-se que a presença de Albert fora, até então, motivo de desavença apenas para os opositores de Peel. A imprensa não estava interessada, e relatos do discurso de Bentick não mencionaram as críticas ao príncipe.

6. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 1, p. 322.

7. 16 fev. 1846, ibid.

8. QVJ, 16 mar. 1842.

9. Monica Charlot (Victoria the Young Queen, p. 263) cita Norman St. John-Stevas, Walter Bagehot.

10. Charles Stuart Parker, Sir Robert Peel, v. 3, p. 223.

11. QVJ, 28 set. 1846, citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 190.

12. K. Theodore Hoppen, The Mid-Victorian Generation, p. 570.

13. Citado em Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 411.

14. QVJ, 5 nov. 1847.

15. Ibid.

16. Depois dessa, a rainha fez mais três visitas: em 1853, 1861 e 1900.

17. Informações provenientes de Examiner, 14 maio 1842.

18. Alan Heesom, “The Coal Mines Act of 1842”, p. 75.

19. Primeiro Decreto Fabril efetivo, em 1833, proibia o trabalho de crianças menores de nove anos em fábricas de tecido — exceto as de seda e renda — e regulamentava a jornada em nove horas por dia ou 48 horas por semana para crianças menores de treze anos. Os menores de treze também tinham que frequentar a escola duas horas por dia.

20. Michael Lavalette, A Thing of the Past?, p. 78. Note-se que Lavalette sustenta que as condições de trabalho eram piores antes da industrialização, especialmente em pequenas fábricas e nas de algodão, onde trabalhavam como fiandeiros e tecelões.

21. Odd Fellow, 14 maio 1842.

22. Northern Star and Leeds General Advertiser, 4 jun. 1842.

23. QVJ, 2 ago. 1845.

24. Em 1844, Peel apresentou o projeto da Lei Fabril, que diminuiria a jornada de crianças em fábricas de tecido para seis horas. Lord Ashley quis propor uma emenda de modo que a jornada de todos os jovens e mulheres diminuísse para dez horas. A emenda foi aprovada, mas Peel se opôs a ela e engavetou o projeto. (É importante ressaltar que Lord Shaftsbury era tratado por Lord Ashley até 1851, quando se tornou conde.)

25. A briga com o duque foi em parte motivada por uma disputa por joias de Vitória. Elas haviam pertencido a Charlotte e deveriam passar para o duque por direito, mas Vitória não abriu mão delas.

26. QVJ, 9 jun. 1842.

27. Príncipe Albert para o barão Stockmar, Castelo de Windsor, 4 fev. 1844, citado em Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 88.

28. QVJ, 4 fev. 1844.

29. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, pp. 338-9.

30. 4 fev. 1844, Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 69.

31. Príncipe Albert para o barão de Stockmar, Castelo de Windsor, 9 fev. 1844, citado em Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 89.

32. QVJ, 12 abr. 1844. No ano seguinte, quando foi à Alemanha pela primeira vez, Vitória visitou a casa onde o marido passara a infância, em Rosenau, e ficou muito comovida: “Se não fosse quem sou, esta teria sido minha verdadeira casa, mas sempre a considerarei meu segundo lar”. QVJ, 20 ago. 1845.

33. 3 ago. 1843, ibid.

34. 27 abr. 1843, ibid.

35. 6 ago. 1844, ibid.

36. Christian Stockmar, Memoirs of Baron Stockmar, v. 2, p. 100.

37. Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 227.

38. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 12 dez. 1843, Christopher Hibbert, Queen Victoria in Her Letters, p. 72.

39. QVJ, 17 fev. 1843.

40. Charles Greville, The Greville Memoirs, 16 dez. 1845, v. 5, p. 330.

41. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 28.

42. QVJ, 15 abr. 1845.

43. Ibid.

44. Rainha Vittória, 1 jul. 1846, citado em Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 100.

45. Peel para Vitória, 24 jul. 1846, citado em Charles Stuart Parker, Sir Robert Peel, v. 3, p. 452.

46. Charles Greville, The Greville Memoirs, v. 2, p. 325.

47. QVJ, 10 jun. 1846.

 

15. PROSPERIDADE PLENA, IMENSA, PERFEITA

 

1. Clare Jerrold, Married Life of Victoria, p. 94.

2. Marina Warner, Queen Victoria’s Sketchbook, p. 176.

3. “General Tom Thumb Junior at Home”, Era, 3 mar. 1844.

4. QVJ, 23 mar. 1844.

5. Ficaram em Londres por quatro meses. John Richardson, The Annals of London, p. 267; P. T. Barnum, The Life of P. T. Barnum, p. 260, “Court and Aristocracy”, Examiner, 6 abr. 1844. Na segunda visita (numa manhã de segunda-feira), o Polegar encantou a corte com seu repertório:

 

Sua imitação de Napoleão foi motivo de muita alegria, em seguida ele representou estátuas gregas

e, por fim, o general dançou uma música popular e cantou muitas de suas canções prediletas. A

rainha ficou contente em presenteá-lo com um soberbo souvenir de madrepérola guarnecido de

ouro e pedras preciosas em um estojo dourado com as iniciais PP e o brasão dele na esmeralda que

encimava o estojo.

Na terceira visita, o Polegar cantou “Yankee Doodle” e elogiou o bom gosto da rainha, expresso

na mobília da Sala Amarela. [Barnum, The Life of P. T. Barnum, p. 261.]

 

O Caledonian Mercury, em 25 abr. 1844, noticiou a terceira visita ao Palácio de Buckingham:

 

A rainha lhe pediu que usasse o mesmo traje da corte que vestira para a rainha-mãe. Foi

recepcionado na sala de estar amarela, onde também estavam Albert, o rei e a rainha da Bélgica e

Charles de Leiningen. “Foi recebido por sua Majestade com toda a familiaridade de um velho

amigo.” Imitou Napoleão fantasiado, cantou duas canções, dançou uma música popular e lá ficou

de 17:30-19. Muitas risadas.

Albert pediu a ele que lhe fizesse uma mesura, ao que ele prontamente atendeu, e então “apertou

a mão do anão que, ao se inclinar perante a realeza, elogiou sua Majestade pelo bom gosto da sala

de estar, o que provocou a mais calorosa risada durante a partida dele”.

 

Vitória o achou “muito simpático, animado e engraçado, maravilhoso dançarino e cantor”. Ficou maravilhada com o fato de ele nem sequer chegar aos ombros de Vicky, que tinha três anos e meio naquela época. QVJ, 1 e 19 abr. 1844.

6. “The Sights of London”, Morning Post, 8 abr. 1844.

7. Robert Bogdan, Freak Show, pp. 150-1: “A rainha Vitória viu o pequeno prodígio três vezes e deu presentes que ele ostentava orgulhoso quando se apresentava. Para promover suas apresentações, ele saía numa ornamentada carruagem em miniatura puxada por cavalinhos. A carruagem azul-marinho, vermelha e branca, um presente de Barnum, fora feita pelo mesmo carruageiro da rainha”.

8. George Sanger, Seventy Years a Showman, p. 94.

9. Em Freak Show (207), Robert Bogdan descreve “The Tallest Couple Alive” [O casal mais alto do mundo], cujas alturas somadas davam cerca de quatro metros e 84 centímetros. A rainha convidou o casal ao Palácio de Buckingham para dar à noiva esses presentes antes do casamento, em 17 jun. 1871.

10. Sanger ficou emocionado; a primeira vez em que usara seu traje de espetáculo foi na feira de Hyde Park no dia da coroação de Vitória. (Ele também era, coincidentemente, o esposo da Mulher-Leão.) George Sanger, Seventy Years a Showman, p. 70.

11. Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 131.

12. Queria “um lugar próprio, sossegado e afastado”. Ibid., p. 140.

13. Ibid., p. 144.

14. QVJ, 9 jun. 1849.

15. 12 maio 1845, ibid.

16. 21 abr. 1848, ibid.

17. 29 ago. 1842, ibid.

18. Albert escreve do Castelo de Windsor à duquesa Caroline de Saxe-Gota-Altemburgo, em 18 set. 1842, que “a Escócia nos causou excelente impressão. O lugar é cheio de beleza de caráter sóbrio e grandioso; é perfeito para a prática de vários esportes, e o ar é admiravelmente puro e claro se comparado ao ar daqui. As pessoas são mais naturais, marcadas por aquela honestidade e simpatia que sempre caracterizam os habitantes de regiões montanhosas, que vivem longe das cidades”. Kurt Jagow, Letters of the Prince Consort, p. 81.

19. QVJ, 10 set. 1848.

20. Citado em Hector Bolitho, Albert, Prince Consort, p. 104.

21. Greville escreveu: “Entra e sai de casa o dia todo e geralmente anda por aí sozinha”. 15 set. 1849, Lytton Strachey e Roger Fulford, The Greville Memoirs, v. 6, p. 186; Charles Greville, The Great World, p. 269.

22. QVJ, 3 out. 1850.

23. 15 set. 1849, Charles Greville, The Great World, p. 269.

24. Osborne House, 5 out. 1849, Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, pp. 392-3.

25. QVJ, 31 dez. 1847.

26. Vitória estava grávida ou confinada durante quatro de seus cinco primeiros anos de casada (44 de sessenta meses).

27. Roger Fulford, Dearest Child, p. 159.

28. John van der Kiste, Queen Victoria’s Children, p. 58. Vitória, em carta a Alice, comenta que amamentar era “animalesco” e vulgar: “Uma criança jamais será bem amamentada por uma dama de alta posição, nervosa e de temperamento refinado… quanto menos sensível e mais selvagem for a ama de leite, melhor para a criança”. Yvonne Ward, “Editing Queen Victoria”, p. 70.

Continuar: parte 3 de 5