Vitória, a rainha

Julia Baird · Capítulo 42 de 44 · parte 5/5

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Vitória, a rainha

Capítulo 4

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 5 partes.

60. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 71.

61. Ibid., p. 21.

62. 15 mar. 1869, John Vincent, Disraeli, Derby and the Conservative Party, p. 340.

63. Mesmo quando se pensava que ele estava morrendo, o Reynolds Newspaper publicou um obituário precipitado no qual descrevia a vida dele como “um giro incessante de divertimentos rasos”. Reynolds Newspaper, 10 dez. 1871, pp. 4-5. Citado em Richard Williams, The Contentious Crown, p. 74.

64. The Times, 9 dez. 1871, p. 9.

65. Graphic, 9 dez. 1871.

66. Rainha Vitória para Vicky, 20 dez. 1871, Roger Fulford, Darling Child, p. 20.

67. QVJ, 27 fev. 1872.

68. The Times, 28 fev. 1872, p. 5.

69. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 72.

70. Rainha Vitória para Vicky, 4 mar. 1872, Roger Fulford, Darling Child, p. 33.

71. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 158.

72. Rainha Vitória para Vicky, 13 mar. 1872, Roger Fulford, Darling Child, p. 34.

73. “Ao saber que a rainha sairia e ao ver John Brown com uma cesta, uma das damas perguntou se era chá que iria tomar. ‘Bem, naum’, disse ele, ‘ela num gosta de chá. Nóis leva biscoito e árcol’”. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, 126.

74. Rainha Vitória para Vicky, 3 nov. 1874, Roger Fulford, Darling Child, p. 160.

75. Ibid., p. 209.

76. Ela se escondia em Glassalt Shiel, Loch Muick, p. ex., 21 nov. 1877: “A total calmaria faz daqui o único lugar onde consigo sossegar realmente”. Ibid., p. 269.

77. QVJ, 19 dez. 1876.

78. 3 set. 1873, Roger Fulford, Darling Child, pp. 106-7.

79. QVJ, 24 maio 1871.

80. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 216. Depois da morte de Brown, Vitória copiou uma passagem de diário de 1866 e que foi achada entre as coisas de Hugh Brown após a morte dele. “Frequentemente meu amado John dizia: ‘Você não tem um servo mais devotado que Brown. Ah! Como eu sabia disso! Muitas vezes eu lhe disse que ninguém o amava mais do que eu, ou tinha melhor amigo, e ele respondia: ‘Nem você — mais do que eu. Ninguém ama mais você’”.

81. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 128.

82. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 131.

83. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 354.

84. Citado em ibid., p. 456.

 

24. A FADA RAINHA DESPERTA

 

1. Lewis Carroll, Through the Looking-Glass, p. 16.

2. William F. Monypenny e George Earl Buckle, Life of Benjamin Disraeli, v. 6, p. 503.

3. QVJ, 28 jun. 1875.

4. 28 jun. 1875 e 2 jul. 1875, ibid.

5. Catherine Brown, “Henry James and Ivan Turgenev”, p. 112.

6. Cameron Whitehead, “The Bulgarian Horrors”, p. 232. Ver também Barbara Wilkie Tedford, “The Attitudes of Henry James and Ivan Turgenev”. Note-se que o romancista Henry James traduziu a partir de uma versão francesa para The Nation em outubro de 1876, embora ele não “compartilhasse a fome de guerra russa”. Vesna Goldsworthy, Inventing Ruritania, p. 29.

7. Ver, por exemplo, Daily News, 13 jul. 1876.

8. Ibid., 1 jul. 1876.

9. Hansard, House of Commons, 11 ago. 1876, v. 2341, col. 203.

10. Daily News, 23 jun. 1876.

11. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 266.

12. QVJ, 13 mar. 1873.

13. 8 set. 1876, ibid.

14. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 325.

15. Mark Patton, Science, Politics and Business, p. 127.

16. Spectator, 23 jul. 1876, p. 10.

17. Anne Varty, Collected Poems of Oscar Wilde, p. xvii.

18. 26 set. 1876, Richard L. Leonard, The Great Rivalry, p. 169.

19. A. J. P. Taylor, The Struggle for Mastery, p. 234.

20. William F. Monypenny e George Earl Buckle, Life of Benjamin Disraeli, v. 5, pp. 169-70, 172.

21. 14 fev. 1874, Roger Fulford, Darling Child, p. 129.

22. 17 fev. 1872, ibid., p. 29.

23. Mary Ponsonby gostava de Gladstone como político, mas preferia a companhia de Disraeli.

24. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 402.

25. Robert Rhodes James, Rosebery, p. 112.

26. Citado em Richard L. Leonard, The Great Rivalry, p. 203. Ver também Cornwallis-West, Lady Randolph Churchill, p. 97.

27. Robert Rhodes James, Rosebery, p. 64.

28. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 400.

29. QVJ, 13 mar. 1873.

30. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 427.

31. Robert Blake, Disraeli, p. 50.

32. Disraeli disse a Matthew Arnold que “Todos gostam de adulação e, quando se trata da realeza, pode-se faltar com a sutileza”. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 427.

33. Out. 1874 para Lady Bradford, George Earl Buckle, The Life of Benjamin Disraeli, v. 5, p. 348.

34. William Kuhn, “Sexual Ambiguity”, p. 16.

35. Id., The Politics of Pleasure, p. 11.

36. Roger Fulford, Darling Child, p. 253.

37. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 411.

38. 20 fev. 1878, Roger Fulford, Darling Child, p. 283.

39. Em meio à confusão havia um novo membro da família real, Marie, que era russa, o que gerava certo embaraço. A filha do tsar russo casara com o desleixado Affie em 23 de janeiro de 1874. Vitória se afeiçoou rapidamente a ela e elogiava seu temperamento equilibrado e bom humor, embora às vezes duvidasse que alguém fosse capaz de amar de verdade o filho, que era reservado e meio grosseiro. Vitória adorava quem a fazia rir. Sentia dó da nora nesse período, por ter chegado à Inglaterra justo quando a rainha e o premiê praguejavam contra seu país. Mas Marie era tão forte e espetacular que sua terra natal acabou sendo deixada de lado.

40. Capítulo 8 de Lytton Strachey, Queen Victoria.

41. 15 fev. 1878, Roger Fulford, Darling Child, p. 282.

42. Ao que parece, Disraeli passou a se referir à rainha como “Fada” depois de seu primeiro mandato como premiê. William F. Monypenny e George Earl Buckle, Life of Benjamin Disraeli, v. 6, p. 150.

43. Ibid., v. 6, p. 311.

44. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 415.

45. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 430. Os anos foram 1876, 1877 e 1880.

46. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 267.

47. 26 nov. 1875, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 2, p. 428.

48. Richard L. Leonard, The Great Rivalry, p. 151.

49. Ibid.

50. Christopher Hibbert, Disraeli, p. 296.

51. Boa parte dessa legislação progressista foi promovida e inspirada por Richard Cross, que era o ministro do Interior reformista do governo de 1874 a 1880. Disraeli não se importou em colher os louros de autor dessas reformas.

52. QVJ, 2 abr. 1876.

53. 14 dez. 1878, ibid.

54. Ibid..

55. 3 jan. 1877, Roger Fulford, Darling Child, p. 236.

56. Ibid., p. 26.

57. QVJ, 24 maio 1879.

58. Gladstone disse à esposa que Vitória pesava uns setenta quilos, “o que é muito, considerando-se a altura dela”. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 335. Ver também Bassett, Gladstone to His Wife.

59. Arthur, descrito por Vicky como “querido e respeitado por todos” e “exemplo de príncipe” como o pai, ficou noivo da princesa Louise da Prússia, a caçula de Fritz Carl, em 1878. Vitória não gostou da notícia por três motivos: ficaram noivos muito rápido, a rainha não gostava da família real da Prússia e achava Louise não muito bonita — a boca e o nariz da princesa tinham fama de serem feios, além dos dentes estragados. 12 mar. 1878, Roger Fulford, Darling Child, p. 284. (É chocante a análise crua e quase comercial que Vitória e Vicky faziam das candidatas ao matrimônio — semelhante à de um comprador inspecionando os dentes de um cavalo —, discutindo minuciosamente a aparência das moças.) No casamento, Vitória usou um longo véu branco e o diamante Koh-i-Noor, assim como o cortejo real pela primeira vez desde a morte de Albert.

60. 4 ago. 1875, Roger Fulford, Darling Child, p. 187.

61. Ibid., p. 144.

 

25. SUFICIENTE PARA MATAR QUALQUER HOMEM

 

1. Frankie Hardie, Political Influence, p. 73.

2. Theo Aronson, Victoria and Disraeli, p. 183.

3. Memorando da rainha Vitória, 18 abr. 1880. RA VIC/MAIN/C/34/65.

4. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 184.

5. Richard Aldous, The Lion and the Unicorn, p. 307.

6. Uma vez que a rainha lhe ordenasse e ele beijasse a mãe dela, Gladstone passava a ser formalmente reconhecido como líder parlamentar do partido liberal e premiê.

7. Roy Jenkins, Gladstone, p. 438.

8. QVJ, 23 abr. 1880.

9. Ibid..

10. Carta a Henry Ponsonby, 8 abr. 1880, citado em Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 445.

11. Richard Aldous, The Lion and the Unicorn, p. 310.

12. William F. Monypenny e George Earl Buckle, Life of Benjamin Disraeli, p. 539.

13. São estimativas sindicais, cit. in Robert Blake, Disraeli, p. 697.

14. Citado em ibid., p. 721.

15. Richard Aldous, The Lion and the Unicorn, p. 296.

16. A. J. P. Taylor, The Struggle for Mastery, p. 268.

17. Era particularmente difícil para Vitória engolir isso, já que em 1881 os bôeres de Transvaal varreram a força britânica na Batalha de Majuba Hill (Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 440). Ela não queria ver nativos africanos sob o jugo dos bôeres — “vizinhos implacáveis e crudelíssimos, opressores na verdade, como os senhores proprietários de escravos em A cabana do pai Tomás” (QVJ, 30 jul. 1881).

18. A rainha escreveu a Disraeli em 1879: “Se é para nós mantermos nossa posição como potência de primeira linha, então devemos, com a ajuda de nosso Império Indiano e demais Colônias, estar Preparados para atacar e guerrear, aqui e ali, CONTINUAMENTE”. 28 jul. 1879, rainha Vitória para Lord Beaconsfield, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1879 and 1885, v. 3, pp. 37-8.

19. QVJ, 2 dez. 1879.

20. Richard Aldous, The Lion and the Unicorn, p. 299.

21. Theo Aronson, Victoria and Disraeli, p. 184.

22. Robert Blake, Disraeli, p. 474.

23. Disraeli recusou o título de barão que Vitória lhe ofereceu um ano antes, mas conseguiu um para Corry, que se tornara uma espécie de filho. Gladstone comparou o episódio a Calígula nomeando seu cavalo cônsul. Desde então, houve quem sugerisse que Corry era amante de Disraeli, algo como uma esposa para ele. William Kuhn, “Sexual Ambiguity”, p. 16.

24. Richard Aldous, The Lion and the Unicorn, p. 319.

25. Richard Shannon, Gladstone: Heroic Minister, p. 275.

26. Robert Blake, Disraeli, p. 752.

27. QVJ, 5 jan. 1881.

28. Hardie escreve que isso foi um “lapso fora do comum” da parte de Disraeli: “Desde o reinado da rainha Ana, Swift observou que ‘os discursos nessas ocasiões são moldados pelas sugestões dos chefes de gabinete e, consequentemente, expressam os sentimentos dos ministros de Vossa Majestade, assim como os próprios’.” Frankie Hardie, Political Influence, pp. 76-7.

29. Ibid., pp. 76, 192-3.

30. Rainha Vitória para Lord Granville, 5 jun. 1880, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1879 and 1855, v. 3, p. 108.

31. Em 1879, o filho de Vicky, Waldemar, morreu de difteria. Tinha só onze anos. A dor de Vicky só aumentou quando Bismarck promoveu uma soirée na noite do funeral. Vitória escreveu à filha, lamentando-se: “Meu coração sangra e dói por você”. E continuava: “Fico impressionada com o fato de continuarmos de alguma maneira, mesmo depois dessas provações e desses choques”.

32. Helen Rappaport, Queen Victoria, p. 428.

33. Rainha Vitória para Vicky, 26 jun. 1872, Roger Fulford, Dearest Child, p. 51. Ela disse a Vicky que as mulheres deveriam ser “educadas sensatamente” — e “empregadas sempre que possam ser úteis”, mas jamais “assexuadas ou médicas (exceto em uma área), advogadas, eleitoras etc. Permita que isso aconteça e toda proteção devida do sexo masculino desaparecerá”.

34. Ibid., p. 67.

35. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 395.

36. Vitória ficou furiosa quando descobriu que sua filha Louise tinha marcado um encontro secreto com Elizabeth Garrett — a primeira médica da Inglaterra — para discutirem os estudos dela. Louise, no entanto, disse: “Foi gratificante vê-la tão entusiasmada com o próprio trabalho… Ela é dessas que mostram o grande potencial feminino quando se entregam de corpo e alma ao aprendizado”. Lucinda Hawksley, The Mystery of Princess Louise, p. 114.

37. Rainha Vitória para Vicky, 24 fev. 1872, Roger Fulford, Dearest Child, p. 30.

38. Philippa Levine, “Venereal Disease”. Florence Nightingale organizou uma delegação sanitária contra doenças venéreas em 1862, depois de testemunhar epidemias na Crimeia.

39. Judith R. Walkowitz, City of Dreadful Delight, p. 49.

40. Ronald Pearsall, The Worm in the Bud, p. 278.

41. A desigualdade entre os gêneros era gritante aos olhos de mulheres como Josephine Butler, uma das maiores reformistas da Era Vitoriana, que disse: “Um pecado moral é visto como muito pior numa mulher do que em um homem”. (Como colocado por J. Miller, em 1859: “Para a mulher basta cair uma vez que a sociedade se voltará contra ela assim que souber da ofensa. O homem cai muitas vezes por hábito, admite e, no entanto, a sua condenação não será implacável, se é que haverá”. Prostitution Considered p. 26.) Butler viajou pela Inglaterra e pela Europa inspecionando bordéis, defendendo mudanças e fazendo amizades com profissionais do sexo, muitas vezes levando-as para casa e cuidando delas.

42. A. N. Wilson, Eminent Victorians, p. 108.

43. Ronald Pearsall, The Worm in the Bud, p. 250. “O dr. Acton, um dos mais bem conceituados especialistas do início do período vitoriano, afirmou que uma em treze ou catorze solteiras maiores de idade era imoral, mas essa alegação contradiz outros dados”. Ibid., 276. Informes da polícia tinham estimativas mais baixas.

44. De acordo com Judith Walkowitz, a sífilis era “endêmica” tanto na Era Vitoriana quanto na Eduardiana, e “prevalecia entre homens das classes média e alta e entre os operários pobres descuidados”. Walkowitz, Prostitution and Victorian Society, p. 50. Mary Carpenter fala em contaminação de 10% da população. Heath, Medicine, and Society, p. 72.

45. No primeiro semestre de 1846, houve 56 mortes por sífilis em Londres. Trinta dos bebês tinham menos de um ano. Judith R. Walkowitz, Prostitution and Victorian Society, p. 49.

46. John Frith, “Syphilis — Its Early History”.

47. Roger Davidson e Leslie Hall, Sex, Sin and Suffering, p. 121.

48. A. N. Wilson, Eminent Victorians, p. 188.

49. Embora muitas acabassem levando vida respeitável, uma mulher que ganhasse dinheiro vendendo o corpo, ele disse, era “nada mais que uma assassina de aluguel, que cometia um crime impunemente”. Hemyng escreveu que as profissionais do sexo estavam “envenenando o sangue da nação”. Bracebridge Hemyng, “Prostitution in London”, in Mayhew, London Labour, 4:235.

50. Philip Magnus, em Gladstone: A Biography, pp. 425-6, escreve que ele disse aos filhos, em 1897, que se a rainha realmente achasse que as histórias de casos dele com prostitutas fossem verdadeiras, o teria tratado com muita gentileza, mas continou: “Falo sério quando digo que as circunstâncias sem precedentes de minha despedida tiveram motivações graves, que extrapolavam a política, que tinha seu peso, claro, mas não tanto que explicasse tudo. Histórias, fossem verdadeiras ou falsas, chegaram aos ouvidos dela e influenciaram as atitudes adotadas para comigo”. Magnus defende a ideia de que, embora a rainha tivesse sabido das “histórias indecorosas”, o fato é que “poucas pessoas decentes, até mesmo entre os mais ferrenhos inimigos de Gladstone, acreditavam nelas”. Quando Lord Stanmore disse a Gladstone que a rainha suspeitava das intenções dele, ele respondeu: “Se a rainha pensa isso de mim, está certíssima em me tratar como faz”. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 446.

51. 19 abr. 1875, Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 528.

52. Joyce Marlow, The Oak and the Ivy, p. 68.

53. Anne Isba, Gladstone and Women, p. 115.

54. Ibid., p. 119.

55. Roy Jenkins, Gladstone, p. 100.

56. Ibid.

57. Ibid.

58. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, pp. 425-6.

59. George Bernard Shaw, Mrs. Warren’s Profession, p. 181.

60. Carta de 6 mar. 1882, Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 446.

61. Um de seus irmãos mais velhos, o marquês de Queensberry, chamou Oscar Wilde de “sondomita” (ele tinha uma notória dificuldade em pronunciar) quando teve um caso com seu filho, Lord Alfred Douglas. Wilde o processou por difamação, e o caso judicial resultante — no qual a verdade era a defesa — levou o escritor à bancarrota e à ruína. Foi condenado por “flagrante indecência” em seus relacionamentos com homens. Depois de sair da prisão, Wilde foi para a França e morreu em Paris, no Hôtel d’Alsace.

62. Florence Dixie, Gloriana, pp. 129-30.

63. Pall Mall Gazette, 19 mar. 1883. Ver também Aberdeen Weekly Journal, 19 mar. 1883.

64. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 201.

65. Ibid., p. 204.

66. Rainha Vitória para o visconde (futuro conde de) Cranbrook, Windsor, 30 mar. 1883. Grosvenor, “Dear John”. Vitória se deteve longamente sobre o assunto: “É possível que nunca tenha havido na história laço tão forte e genuíno, amizade tão ardente e afetuosa entre soberana e servo [acredita-se que a expressão “entre soberana e servo”, adicionada na parte superior do texto, foi incluída posteriormente] como a que houve entre ela e o querido e leal John Brown. Força de caráter e vigor físico — a mais corajosa retidão, gentileza, senso de justiça, honestidade, autonomia e altruísmo, tudo isso combinado com um coração caloroso e simples, que não esquecia das origens, fazia dele o homem mais marcante de que se tem notícia — e a rainha sente que a vida se tornou pela segunda vez extremamente penosa e triste de suportar, privando-a de tudo de que tanto precisa”.

67. QVJ, 7 ago. 1883.

68. Lord Hallam Tennyson para Vitória, Ilha de Wight, 22 out. 1892. RA VIC/MAIN/R/44/ 14. O filho de Lord Tennyson escreveu a Vitória uma resposta à carta que ela lhe enviara sobre a morte do pai dele. Ele disse: “Permita-me dizer que no fim da conversa ele me disse ‘Meus olhos estavam marejados quando me despedi da rainha, por ser ela muito feminina e muito solitária [lonely]’”. (Pode ser que a palavra seja lovely; a caligrafia dificulta a leitura, mas o “n” é muito parecido a outros escritos por Lord Tennyson.)

69. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 204.

70. Henry Ponsonby para a rainha Vitória, 28 fev. 1884. RA, VIC/ Add. A/12/902.

71. Rainha Vitória para Henry Ponsonby, 23 fev. 1884, RA, Add. A/12/899. Ver também William Kuhn, Henry and Mary Ponsonby, pp. 220-1.

72. Os livros também tinham um objetivo político, pois contradiziam aqueles que a acusavam de ser muito interventora e tendenciosa: afinal, ela era apenas uma nobre senhora vagando por colinas escocesas.

73. “Kenward Philip”, John Brown’s Legs or Leaves from a Journal in the Lowlands, dedicado à “Memória daquelas amadas pernocas fora do comum, roxas e arranhadas as pobrezinhas”. De Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 460.

74. G. K. A. Bell, Randall Davidson, p. 94.

75. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 216.

76. Rainha Vitória para Vicky, 2 jan. 1884, Roger Fulford, Beloved Mama, p. 155.

77. Rainha Vitória para Vicky, 26 mar. 1884, ibid., p. 162.

78. C. B. Kerr, “The Fortunes of Haemophiliacs”, pp. 359-60.

79. Daphne Bennett, Queen Victoria’s Children, p. 124.

80. “Editorial Prince Leopold”, British Medical Journal 1 (1868):148, apud (nota de rodapé 66 em) C. B. Kerr, “The Fortunes of Haemophiliacs”.

81. D. M. Potts e W. T. W. Potts, Queen Victoria’s Gene, p. 51.

82. John West Walker, “On Haemophilia”, pp. 605-7.

83. Alan R. Rushton, “Leopold: The ‘Bleeder Prince’”, p. 487.

84. C. B. Kerr, “The Fortunes of Haemophiliacs”, p. 367.

85. J. Wickham Legg, A Treatise on Haemophilia.

86. Alan R. Rushton, “Leopold: The ‘Bleeder Prince’”, p. 486.

87. D. M. Potts e W. T. W. Potts, Queen Victoria’s Gene, p. 48.

 

26. “DOIS COURAÇADOS COLIDINDO”: A RAINHA E O SR. GLADSTONE

 

1. Justin C. Vovk, Imperial Requiem, p. 61.

2. Roy Jenkins, Gladstone, p. 511.

3. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 467.

4. Lawrence Zetland, Lord Cromer, p. 110.

5. Charles George Gordon, The Journals, p. 59.

6. Em setembro ele o chamava de “bem maluco”. Roy Jenkins, Gladstone, p. 212.

7. Rainha Vitória para Vicky, Castelo de Windsor, 20 fev. 1884, Roger Fulford, Beloved Mama, p. 159.

8. Ela também o instruiu a queimar a carta “muitíssimo confidencial”. Deu instruções similares à esposa dele, Lady Wolseley. “Ameace renunciar caso ele não seja apoiado. A instrução que lhe dou não deverá nunca ser divulgada ou vazada por Lord Wolseley. Mas creio realmente que devam ficar assustados”. 28 maio 1885, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1879 and 1885, v. 3, p. 619.

9. Rainha Vitória para Vicky, 27 fev. 1884, Roger Fulford, Beloved Mama, p. 160.

10. Citado em Christopher Hibbert, Queen Victoria: A Personal History, p. 371.

11. Ao saber da captura de Gordon, Vitória chamou Gladstone de “velho pecador” e se lamentou, em carta a Vicky de 7 fev. 1885: “Estamos atrasados demais, como sempre. E sou eu, como comandante da nação, que tem que aguentar a humilhação”. Roger Fulford, Beloved Mama, p. 182.

12. Rainha Vitória para Vicky, Osborne, 11 fev. 1885, ibid., p. 182.

13. Roy Jenkins, Gladstone, p. 514.

14. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 400.

15. L. C. B. Seaman, Victorian England, p. 447.

16. Roy Jenkins, Gladstone, p. 501.

17. William Kuhn, Henry and Mary Ponsonby, p. 205.

18. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 372.

19. No sul e no norte da África e na Ásia central. Roy Jenkins, Gladstone, p. 501.

20. 20 jun. 1884, Roger Fulford, Beloved Mama, p. 168.

21. Rainha Vitória para Vicky, 15 jan. 1879, Roger Fulford, Beloved Mama, p. 34.

22. Carol Dyhouse, Feminism and the Family, p. 27.

23. QVJ, 23 jul. 1885. Estava mais comovida do que nos casamentos dos outros oito filhos, disse ela, “mas muito confiante”.

24. Ibid.

25. Lady Geraldine Somerset, citado em Christopher Hibbert, Queen Victoria: A Personal History, p. 373.

26. Andre Roberts, Salisbury, p. 795.

27. Ibid., p. 793.

28. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 576.

29. Ibid., p. 461.

30. 30 out. 1883, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1879 and 1885, v. 3, pp. 451-2.

31. Rainha Vitória para o sr. Goschen, 27 jan. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/158.

32. Memorando da rainha Vitória, 28 jan. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/163.

33. Rainha Vitória para Lord Tennyson, Osborne, 12 jul. 1885, Hope Dyson e Charles Tennyson, Dear and Honoured Lady, p. 120.

34. Lord Tennyson para a rainha Vitória, Freshwater, Ilha de Wight, 20 jul. 1885, ibid., p. 121.

35. Rainha Vitória para o sr. Goschen, Osborne, 31 jan. 1886, RA 3/204.

36. Memorando do general Sir Henry Ponsonby à rainha Vitória, Osborne, 29 jan. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/176.

37. Memorando de Henry Ponsonby, Palácio de St. James, Londres, 30 jan. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/199.

38. Sir Henry Ponsonby para a rainha Vitória, St. James, 3 fev. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/228.

39. Telegrama da rainha Vitória a Henry Ponsonby, 2 mar. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/239b.

40. Memorando de Lord Goschen à rainha Vitória, 29 jan. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/192.

41. Já em 1845, ele escreveu à esposa: “Irlanda! Irlanda! aquela nuvem a oeste, a tempestade vindoura”. Roy Jenkins, Gladstone, p. 276.

42. Ele também tinha instituído o voto secreto na Irlanda, feito crucial.

43. Samuel Clark, Social Origins of the Irish Land War. Princeton: Princeton University Press, 1879, p. 120.

44. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 446.

45. QVJ, 9 jul. 1880.

46. A violência era tão extrema, especialmente contra os latifundiários, que poderia, escreveu ela, “ser necessário recorrer à lei marcial” (QVJ, 11 dez. 1880). Ela também incentivou o secretário-chefe da Irlanda, Forster, a ameaçar renunciar se não lhe fossem dados meios de reprimir os “crimes e o terrorismo” (QVJ, 16 dez. 1880). Quatro meses depois, Gladstone instituiu um Decreto de Coerção que suspendeu temporariamente o habeas corpus, de modo que suspeitos de ações criminosas podiam ser presos sem julgamento. Simultaneamente à expansão dos poderes policiais, Galdstone também promulgou leis para livrar agricultores pobres de dívidas de aluguel atrasadas.

47. William Kuhn, Henry and Mary Ponsonby, pp. 208-9.

48. Rainha Vitória para William Gladstone, Osborne, 4 fev. 1886, RA VIC/MAIN/C/37/240.

49. QVJ, 3 fev. 1886.

50. 6 maio 1886, ibid.

51. Carta de Gladstone, 8 maio 1886, citado em ibid., 8 maio 1886.

52. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 508.

53. QVJ, 20 jul. 1886.

54. 1 fev. 1886, ibid.

55. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p.558.

56. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, pp. 80-1.

57. Samuel Johnson, quando soube por um amigo de uma mulher pregando num ofício quacre, retrucou: “Sir, uma mulher pregando é como um cachorro caminhando sobre as patas traseiras. Não pode funcionar, mas é surpreendente, de algum modo, que exista”. 31 jul. 1768, James Boswell, The Life of Samuel Johnson, p. 405.

58. Edmund Gosse, “The Character of Queen Victoria”, p. 333. E continuou: “Ela se enxergava, profissionalmente, como o eixo esférico em torno do qual toda a máquina do Estado girava. Essa ideia um tanto quimérica da própria importância a ajudou muitíssimo a se manter num plano altivo e inesgotável de deveres diários. E, aos poucos, ela hipnotizou o imaginário público”. Ibid., p. 337.

59. Dormer Creston, The Youthful Queen Victoria, p. 5.

60. Maurice Brett, Journals and Letters, v. 1, p. 74: “É constante esse encontro da rainha com os ministros para admoestá-los, e confesso que é compreensível. Ela sempre dá espaço diante da autoridade do gabinete, mas nem sempre cede prontamente à opinião de um ministro só. O sr. Gladstone fica indignado e diz que não se surpreenderia se ela depusesse o governo como os tios faziam”.

61. Walter Bagehot, The English Constitution, p. 48.

62. Ibid., p. 60.

63. É possível dizer que a formulação de Bagehot também se aplica ao reinado de Jorge V. Ver Simon Heffer, Power and Place, p. 463.

64. Walter Bagehot, The English Constitution, p. 37.

65. Ibid., p. 41.

66. Ibid., p. 54.

67. Ibid., p. 65.

68. Ibid., p. 57.

69. Frankie Hardie, Political Influence, pp. 91-2.

70. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 516.

71. Theodore Martin, The Prince Consort, 2:445.

72. Theo Aronson, Victoria and Disraeli, p. 192.

73. Ibid., p. 565.

74. Roy Jenkins, Gladstone, pp. 468-9.

75. Id., Dilke: A Victorian Tragedy.

76. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between the Years 1879 and 1885, v. 3, p. 241.

77. Ibid., p. 395.

78. Dudley Bahlmann, The Diary of Hamilton, pp. 486-7.

79. William Kuhn, Henry and Mary Ponsonby, p. 202.

 

27. MONARCA DE TOUCA

 

1. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 79.

2. Ibid.

3. Kate Williams, Becoming Queen, p. 343.

4. Laurence Housman, The Unexpected Years, p. 220.

5. Illustrated London News, 25 jun. 1887.

6. Ibid., 9 jul. 1887, p. 38.

7. Brian Louis Pearce et al., “Queen Victoria’s Golden Jubilee”, p. 597.

8. John Rusk, Reign of Queen Victoria, p. 304.

9. Illustrated London News, 2 jul. 1887.

10. Ibid.

11. Disponível em: <qni.org.uk/about_qni/our_history>. Acesso em: 2 ago. 2018.

12. 11 dez. 1887, citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 497.

13. Citado em Jane Ridley, Bertie, p. 248.

14. John Röhl, professor emérito da Universidade de Sussex, também acredita que Guilherme tinha uma obsessão erótica pela mãe quando criança, expressa em sonhos eróticos que o faziam odiá-la quando ela não correspondia a seus anseios ou comentários inapropriados. Disponível em: <independent.co.uk/news/uk/home-news/kaiser-wilhelmiis-unnatural-love-for-his-mother-led-to-a-hatred-of-britain-8943556.html>. Acesso em: 2 ago. 2018.

15. Egon Caesar Corti, The English Empress, p. 259.

16. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 471.

17. Agatha Ramm, Beloved and Darling Child, p. 64.

18. Egon Caesar Corti, The English Empress, p. 266.

19. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 470.

20. Justin C. Vovk, Imperial Requiem, p. 61.

21. Vitória anotou em seu diário, em 25 abr. 1888: “Roguei ao príncipe Bismarck que apoiasse Vicky e ele me assegurou que o faria, pois sabia que o fardo dela era pesado”.

22. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 483.

23. Egon Caesar Corti, The English Empress, p. 280.

24. Ibid., p. 301.

25. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 439.

26. Christopher Hibbert, Queen Victoria: A Personal History, p. 388.

27. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 441.

28. Imperador Guilherme II para Sir Edward Malet, 14 jun. 1889, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1879 and 1885, v. 3, p. 504.

29. Declaração da imperatriz Frederica, 1888, in Egon Caesar Corti, The English Empress, p. 293.

30. Hannah Pakula, An Uncommon Woman, p. 457.

31. Cartas de Kronenberg, 6 jul. 1892, citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 518.

32. Patrick Jackson, Harcourt and Son, p. 213.

33. QVJ, 15 ago. 1892.

34. Castelo de Windsor, 3 mar. 1894, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1886 and 1901, v. 2, p. 372-3.

35. Philip Magnus, Gladstone: A Biography, pp. 425-6.

36. QVJ, 3 mar. 1894.

37. 10 mar. 1894. H. C. G. Matthew, Gladstone: 1809-1898, p. 610.

38. Ibid.

39. Quando o duque e a duquesa de York tiveram um filho, o futuro Eduardo VIII (então duque de Windsor), Vitória pensou que havia pela primeira vez “três herdeiros diretos e soberano vivos”. Outros casamentos reais incluíam: a princesa Sophie da Prússia (filha de Vicky) e o rei Constantino I da Grécia; a princesa Maud (filha de Bertie) e o príncipe Carl da Dinamarca; a princesa Marie (filha de Alfred) e Fernando da Romênia; a princesa Margaret de Connaught (filha de Arthur) e o príncipe Gustaf Adolf da Suécia; e a princesa Victoria Eugenie (filha de Beatrice) e o rei Afonso XIII da Espanha.

40. Em 1917, ela e seu marido — Nicolau II — foram presos e depois executados no porão da prisão. Alix, que atiçara a ira dos camponeses famintos com seu apego a Raspútin, o eremita que cuidara de seu filho hemofílico, estava se persignando quando foi executada. Em 2000, a Igreja Ortodoxa Grega a canonizou.

41. QVJ, 23 jun. 1887.

42. 28 jun. 1887, ibid.

43. 11 ago. 1888, ibid.

44. 30 ago. 1887, ibid.

45. 2 nov. 1888, ibid.

46. Quando Vitória instituiu a Mais Elevada Estrela da Índia e Mais Alta Ordem do Império Britânico, insistiu que não tivessem símbolos cristãos para serem aceitos pelos súditos hindus e muçulmanos.

47. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 137.

48. Ibid., p. 133.

 

28. O “POBRE MUNSHI”

 

1. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 132.

2. Fritz Ponsonby, filho de Henry e então aprendiz de cavalariço na criadagem, sobre Karim Abdul, 27 abr. 1897, Elizabeth Longford, p. 539.

3. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 143.

4. Ibid., p. 154.

5. Ibid., p. 139.

6. Ibid., p. 140.

7. QVJ, 23 out. 1891.

8. 6 jan. 1888, Balliol College, Marie Mallet Archives Lady in Waiting [Arquivos de Maria Mallet, dama de companhia], Mallet V 1-11. Anotação no envelope: “Mallet V i. First Waiting as Maid of Honor, 1887, Letters to her Mother”.

9. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 131.

10. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 139.

11. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 509.

12. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 139.

13. Ibid., p. 138.

14. Ibid., p. 132.

15. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 508.

16. Carta de Fritz Ponsonby sobre Karim Abdul, 27 abr. 1897.

17. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 144.

18. Ibid., p. 146.

19. Ibid.

20. Greg King, Twilight of Splendor, p. 201.

21. Lucinda Hawksley, The Mystery of Princess Louise, p. 269.

22. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 153.

23. Ibid., p. 152.

24. H. C. G. Matthew (Gladstone: 1809-1898, p. 610) defende a tese de que esse sonho, ocorrido em 1896, “pode ter tido uma dimensão erótica, pois ele registrou uma ‘inquietaçãozinha sobre o como e o onde do acesso’. ‘Acesso restrito’ foi a expressão que ele usou para referir-se a sua virgindade no casamento, em 1839 (Ver 14 jun. 39)”. (No fim do ano de 1896, ele também fez uma declaração particular — intitulada a Declaração — referindo-se aos “rumores que teriam vindo à tona” num período em que ele não estava presente para poder se defender. Ele disse que, ante a visão e o tribunal de Deus, “em nenhum momento de minha vida poderia ser acusado de adultério”. Na declaração completa, de 7 de dezembro de 1896, lê-se:

 

Sobre os rumores, cujo grau da ocorrência desconheço, que teriam vindo à tona num período em

que eu estava ausente e não podia me defender; registro minha declaração solene e categórica, sob

os olhos de Deus e perante o tribunal divino, que em nenhum momento de minha vida eu poderia

ser acusado de adultério. Limito-me a negá-lo e compartilho essa negativa com meu filho Stephen,

o primogênito, e meu pastor. Deverá ele guardá-la em caráter confidencial e somente torná-la

pública caso seja necessário, o que considero improvável: e em todo caso que se divulgue entre os

irmãos.

 

29. O IMPÉRIO DE DIAMANTE

 

1. Lady Gwendolen Cecil, Life of Robert, Marquis of Salisbury, v. 3, p. 191.

2. Em 23 de novembro de 1896, Vitória escreveu em seu diário: “Hoje se celebra o fato de meu reinado ser o mais longo do que o de qualquer outro soberano na história da Inglaterra”.

3. Franny Moyle, Constance, p. 302.

4. Jan Morris, Heaven’s Command, p. 534.

5. Margaret Homans e Adrienne Munich, Remaking Queen Victoria, p. 49.

6. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 548.

7. Walter L. Arnstein, “Queen Victoria’s Diamond Jubilee”, p. 594.

8. Edmund Gosse, “The Character of Queen Victoria”, p. 310. Ressalte-se que nem todos estavam hipnotizados. Thomas Hardy viajou para a Suíça para fugir das multidões (Tomalin, Thomas Hardy, p. 269). Houve até mesmo registro de escândalos obscenos. Em Camden, um engraçadinho disse, durante uma reunião paroquial, que já que “Sua Graciosa Majestade tem sido tão útil ao país por tantos anos, então o que deveríamos erguer em sua memória deveria ser um monumento que nos fosse útil a todos aqui. O que mais precisamos em Camden agora é um mictório público”. Muitos gargalharam a essa sugestão, até o pastor passar a palavra para a próxima pessoa (Laurence Housman, The Unexpected Years, p. 219).

9. Lynn McDonald, Nightingale on Society and Politics, v. 5, p. 427.

10. De uma anotação de diário não publicada, datada de 24 de maio de 1899. Citado em Walter L. Arnstein, “Queen Victoria’s Diamond Jubilee”, p. 20. Ele credita a citação a Yvonne M. Ward, da Universidade La Trobe. Arnstein pensa que a maioria não percebia o sotaque alemão, embora outros discordem.

11. Roger Fulford, Your Dear Letter, p. 315.

12. Yvonne Ward, “Editing Queen Victoria”, pp. 266-7. Sir Edmund Gosse escreveu sobre a rainha Vitória, em 1901: “De seus atributos físicos, talvez o sorriso fosse o mais notável. Tinha papel importante na capitalização do poder e exibia sua habilidade dramática nata. Nenhum sorriso jamais se igualou e nenhuma sombra dele foi preservada para a posteridade nas imagens publicadas. Sob o feitiço malévolo da câmera fotográfica, ele desaparecia por completo, e os que não o viram nunca conceberão quanto ele fazia os traços da rainha cintilarem e se iluminarem quando estava com idade avançada”. Edmund Gosse, “The Character of Queen Victoria”, p. 315.

13. Walter L. Arnstein, “Queen Victoria’s Diamond Jubilee”, p. 199.

14. Illustrated London News, 21 jun. 1897.

15. Peter Neville, Mussolini, p. 1897.

16. Sidney Lee, Queen Victoria, p. 523. Vitória também encontrou o magnata do diamante Cecil Rhodes, aparentemente sem fazer nenhuma ideia do que a atividade dele implicava. Enquanto ela ouvia, encantada, a descrição que ele fez das minas e da lapidação das pedras, ele se surpreendeu com o conhecimento dela da África do Sul.

17. QVJ, 18 mar. 1891.

18. Quando Bertie estava jogando bacará com amigos numa casa de campo, em 1891, um dos presentes, Sir William Cumming, foi pego trapaceando. Bertie foi chamado a depor no julgamento. Para o príncipe de Gales, ter se envolvido em tal desonrosa situação foi uma desgraça, mas Vitória continuou leal ao filho.

19. QVJ, 31 jul. 1900.

20. 27 mar. 1898, George Earle Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1886 and 1901, v. 3, pp. 238-9.

21. Sir Arthur Bigge para a rainha Vitória, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1886 and 1901, v. 3, p.362.

22. Balfour estava no comando do Ministério das Relações Exteriores durante o período em que Lord Salisbury estava doente. Seu título oficial era Lord Primeiro do Tesouro.

23. Thomas Pakenham, The Boer War, p. 245.

24. Clare Jerrold, The Widowhood of Queen Victoria, p. 349.

25. Lady Gwendolen Cecil, Life of Robert, Marquis of Salisbury, v. 3, p. 191.

26. Rainha Vitória para o sr. Balfour, 4 fev. 1900; Valerie Parkhouse, Memorializing the Anglo-Boer War, p. 555.

27. Rainha Vitória para o marquês de Salisbury, 11 fev. 1900, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1886 and 1901, v. 3, p. 485.

28. Rainha Vitória para o marquês de Lansdowne, 30 jan. 1900; Valerie Parkhouse, Memorializing the Anglo-Boer War, p. 555.

29. QVJ, 31 dez. 1900.

30. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 197.

31. Ibid., p. 198.

32. Jenny de Reuck, “Social Suffering and the Politics of Pain: Observations on the Concentration Camps in the Anlgo-Boer War 1899– 1902”, em Sue Kossew e Dianne Schwerdt (Orgs.), Re-Imagining Africa: New Critical Perspectives. Huntington: Nova Science Publisher, 2001, p. 87.

33. Vitória se orgulhava do modo decente como os britânicos tratavam seus cativos. Porém, ao saber que centenas de prisioneiros estavam sendo torturados, escreveu: “Tratamento desgraçado e desumano de prisioneiros”. Instruiu Lord Lansdowne, em 13 jun. 1900, a se queixar a Lord Roberts e a mostrar como os britânicos tratavam seus prisioneiros. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1886 and 1901, v. 3, p. 562.

34. Sr. Chamberlain para Sir Alfred Milner, 3 abr. 1900, ibid., v. 3, p. 520.

35. Lord Roberts para a rainha Vitória, 15 abr. 1900, ibid., v. 3, p. 528.

36. Jenny de Reuck, “Social Suffering and the Politics of Pain”, p. 86.

37. Arthur Conan Doyle, The Great Boer War, pp. 259-60. Disponível em: <gutenberg.org/files/3069/3069-h/3069-h.htm>. Acesso em: 2 ago. 2018.

38. Van Wyk Smith, “The Boers and the Anglo-Boer War”, pp. 429-46.

39. Sir James Reid, 2 dez. 1900, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.

40. Ibid., 7 dez. 1900.

41. Giles St. Aubyn, Queen Victoria, p. 592.

42. Sir James Reid, “Manuscritos a lápis sobre o que ocorreu nos últimos dias de vida da rainha Vitória e após sua morte”. 15 jan. 1901, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.

43. Ibid.

44. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 203. O dr. Reid estava tão preocupado com esse pedido que, em dado momento, decidiu não dizer à rainha que Bertie estava lá. O que se omitiu foi outra lista de desejos que ela transmitiu a Reid, dentre os quais estava o de que apenas ele — assim como alguns outros médicos nomeados por ela, Beatrice ou uma das outras filhas mais novas ou Arthur — ficasse com ela. E ordenou explicitamente que nem Bertie, nem qualquer um de meus ministros deve proceder de modo a contrariar os desejos dela. Sir James Reid, cadernos, v. 20 (1897–8), Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Lanton.

45. Sir James Reid: “Manuscritos a lápis sobre o que ocorreu nos últimos dias de vida da rainha Vitória e após sua morte”. 21 jan. 1901, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.

46. Stanley Weintraub, Victoria, p. 632.

47. Ela instruiu Bertie e Beatrice por escrito sobre o funeral que desejava para si:

 

Eu e meus restos mortais tocados apenas por minhas criadas do sexo feminino e ninguém mais —

auxiliares pessoais que têm me servido constante e pessoalmente desde então.

Desejo que meus restos mortais sejam zelados por minhas fiéis criadas e que apenas me ponham

em meu caixão. Entre essas pessoas podem estar minhas criadas indianas, desde que sua religião

permita. A gentileza e o cuidado delas foram mais que essenciais agora que estou tão debilitada e

necessitada de ajuda.

 

25 out. 1897. RA VIC/MAIN/F/23/1-9a.

48. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 203.

49. Ibid., p. 204.

50. Ibid., p. 196.

51. Ibid., p. 206.

52. Jerrold Packard, Victoria’s Daughters, p. 309.

53. Michaela Reid, Ask Sir James, p. 211.

54. 22 jan. 1901, 4h da manhã. Assinado por James Reid, MD, Douglas Powell, MD, Norman Barlow, MD. RA VIC/MAIN/F/23/25.

55. Reid, que estava claramente no comando, foi quem disse a Bertie que o fizesse. De acordo com o relato do médico, todos o cumprimentaram e Bertie lhe agradeceu por tudo que fizera por sua mãe Michaela Reid, Ask Sir James, p. 212.

 

30. O FIM DA ERA VITORIANA: “AS RUAS APRESENTAVAM DE FATO UMA ESTRANHA VISÃO”

 

1. Marie Corelli, The Passing of Great Queen, 3.

2. 19 jan. 1901. Diário de Benson, Magdalene College Library, Cambridge, vol. 5, 1900-1901, p. 130.

3. Maurice Baring, The Puppet Show of Memory, pp. 215-6.

4. Laurence Housman, The Unexpected Years, p. 221.

5. Comentário de Beatrice Webb, citado em John Wolffe, Great Deaths, p. 242.

6. “Estou certa de que hoje nossos corações são um só em consideração à nossa muito querida Rainha Mãe, mãe do povo, obediente, fiel e corajosa. Sente-se como alguém que perdeu um grande amigo. Todos choram e as venezianas estão cerradas. É um luto real, pessoal. Creio que no continente não entendem a nossa dor, mas como é maravilhoso esse frêmito de amor e de lamento sentido em todo o Império”. Jane Jordan, Josephine Butler, p. 285.

7. Leon Edel, Henry James: Selected Letters, pp. 328-9.

8. Mark Bostridge, Florence Nightingale, p. 518.

9. Shirley Nicholson, A Victorian Household, p. 184.

10. Marie Corelli, The Passing of a Great Queen, pp. 46-8.

11. 26 jan. 1897, Instruções para Funeral, RA, VIC/MAIN/F/23/1-9a, pp. 12-6, 18-37.

12. 26 jan. 1897, memorando da rainha Vitória. RA, VIC/MAIN/F/23/1-9a, pp. 12-6, 18-37.

13. Sir James Reid, cadernos, v. 2 (1881–3), Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Lanton.

14. Essas instruções eram sempre guardadas no bolso de uma criada e agora estão nos arquivos do dr. James Reid, o médico que estava com Vitória em seu leito de morte.

15. Reid registrou meticulosamente os detalhes da morte. Lady Reid disse que as últimas palavras de Vitória foram “Farei tudo o que você quiser”. Susan Reid para Mary, i.e., Sra. John F. Reid, 26 jan. 1901, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.

16. Susan Reid para a sra. Reid, 25 jan. 1901, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.

17. RA, VIC/MAIN/F/23/32: recorte de The Times, 2 fev. 1901: “Hoje as transações financeiras e comerciais de Nova York serão interrompidas em respeito e consideração… [uma] pausa na vida agitada da cidade”.

18. John Wolffe, Great Deaths, p. 229.

19. Ibid.

20. Ibid., p. 230.

21. Ibid., p. 231.

22. H. G. Wells, Experiment in Autobiography, p. 27.

23. Jane Jordan, Josephine Butler, p. 285.

24. Citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 504.

25. Citado em Helen Rappaport, Queen Victoria, p. 426.

26. Grace Greenwood, Queen Victoria, pp. 390-1.

27. Reynolds Newspapers, 27 jan. 1901. Citado em Helen Rappaport, Queen Victoria, p. 430; Richard Williams, The Contentious Crown, p. 145.

28. 25 out. 1897. RA, VIC/MAIN/ F/23/1-9a.

29. QVJ, 6 mar. 1873.

30. David M. Craig, “The Crowned Republic?”, p. 173.

31. QVJ, 26 set. 1848.

32. G. K. Chesterton, “Queen Victoria”, p. 234.

33. 24 maio 1897, Duff, Queen Victoria’s Highlands Journals, p. 223.

34. 25 out. 1897, RA, VIC/MAIN/F/23/1- 9a.

35. Laurence Housman, The Unexpected Years, p. 370.

36. O dr. Reid observou que, enquanto a rainha agonizava, “seu coração batia de modo estável e aguentou até o fim”, a despeito da fraqueza física e “exaustão cerebral”. Apesar do estranho lapso, as ideias não foram turvadas, disse o médico, mencionando como prova o fato de ela ter reconhecido vários membros de sua família minutos antes da morte. Sir James Reid, Relatório Médico, 23 jan. 1901, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Londres.