Vitória, a rainha

Julia Baird · Capítulo 42 de 44 · parte 4/5

Páginas do PDF

Vitória, a rainha

Capítulo 4

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 5 partes.

61. QVJ, 13 out. 1857.

62. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 424.

63. QVJ, 1 jun. 1859.

64. Vitória escreveu para Vicky: “Uma filha casada, não importa quão jovem, está em pé de igualdade com a mãe”. Rainha Vitória para Vicky, 21 abr. 1859, Roger Fulford, Dearest Child, p. 184.

65. Príncipe Albert para o barão Stockmar, 15 fev. 1858, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 153.

66. Albert escreveu: “Explico esse difícil fenômeno mental como um tipo de dualismo que emerge porque o eu anterior, com toda a sua carga de impressões, lembranças, experiências e sentimentos juvenis, está vinculado a um ponto, com suas associações locais e pessoais, e parece, ao que podemos chamar o novo eu, como uma veste do espírito que foi perdida e da qual, no entanto, o novo eu não consegue se desconectar, porque a identidade é na verdade contínua. Daí a luta penosa e, eu até poderia dizer, o espasmo da alma”. Príncipe Albert para Vicky, 10 mar. 1858, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 178.

67. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 9 fev. 1858, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 334.

68. Rainha Vitória para Vicky, 6 fev. 1858, Roger Fulford, Dearest Child, pp. 32-3. Vitória também admoestava a filha frequentemente por não lhe escrever com frequência ou por não detalhar como controlava as febres ou a temperatura em seus aposentos, mesmo após Albert ter lhe dado uma bronca por tantas reclamações. Quando Vicky era lacônica sobre sua saúde, Vitória batia o pé por escrito: “Você não diz se o resfriado passou ou não, mas só: ‘Ainda não estou bem’ e ‘Estou muito bem’. Estava bem febril ou não?… Acostumada como eu estava a saber tudo a seu respeito de hora em hora, não saber nada me deixa aflitíssima”. Rainha Vitória para Vicky, 20 fev. 1858, Roger Fulford, Dearest Child, p. 54.

69. Vitória também sugeriu que começasse as cartas com títulos e pediu que as damas da filha fizessem uma lista das roupas dela, dos presentes recebidos e um esboço da disposição dos móveis.

70. Rainha Vitória para Vicky, 11 dez. 1858, Roger Fulford, Dearest Child, p. 151.

71. 30 jun. 1858, ibid., p. 120.

72. Rainha Vitória para Vicky, 14 abr. 1858, ibid., p. 90.

73. Ela avisou a filha sobre a perda de tempo “se exagerasse a paixão pelas crianças. NENHUMA dama e menos ainda uma princesa estaria se conduzindo de maneira adequada em relação ao marido ou à sua posição se fizesse isso. Sei, querida, que você saberá se precaver contra isso; apenas desejo lembrá-la e alertá-la, pois seu amor por crianças (que são apenas plantinhas nos seis primeiros meses) poderia levá-la naturalmente a cometer esse tipo de erro ao se tornar mãe” (Rainha Vitória para Vicky, 17 nov. 1858, ibid., p. 144). Também disse a Vicky, em carta de 16 de março, que só gostava de bebês acima dos três ou quatro meses, “quando se tornam adoráveis de verdade” (Ibid., p. 167). Era dos recém-nascidos que não gostava, escrevendo novamente, em 2 de março de 1859, que só se importava com eles quando se tornavam “pequenos humanos; um bebê feioso é um negócio desagradável — e até o mais bonitinho é assustador quando nu — até os quatro meses; em suma, enquanto têm aqueles corpanzis, membros diminutos e jeito de sapos. Mas a partir dos quatro meses, ficam cada vez mais lindinhos. E repito — seu filho me encheria de prazer em qualquer idade”. (Ibid., p. 191.)

74. Rainha Vitória para Vicky, 14 maio 1859, ibid., p. 193.

75. Vitória tinha sido severa com Vicky quando esta era criança e atribuía o caráter valoroso da filha à educação que lhe dera. Sempre lembrava à filha a provação que tinha sido quando criança: “Criança mais atrevida e temperamental eu nunca vi! O trabalho que você nos deu foi imenso. Em termos de comparação, nenhum dos outros é parecido. Você e Bertie (de modos diversos) foram muito difíceis… Será que você ainda guarda consigo alguns daqueles velhos truques? Se equilibrava em um pé só, gargalhava alto — se empanturrava de comida e andava cambaleando”. Rainha Vitória para Vicky, 28 jul. 1858, ibid., pp. 124-5.

76. Vicky para a rainha Vitória, 15 fev. 1858, ibid., p. 46.

77. Rainha Vitória para Vicky, 9 jun. 1858, ibid., p. 69.

78. Rainha Vitória para Vicky, 9 jun. 1858, ibid., p. 112.

79. Rainha Vitória para Vicky, 27 nov. 1858, ibid., p. 147.

80. Sete meses depois, Vitória lamentou o fato de a boca e o nariz continuarem a crescer, sendo que o “nariz Coburgo” era aquilino como o dela própria e o queixo inexistente. Rainha Vitória para Vicky, 29 jun. 1859, ibid., p. 198.

81. Rainha Vitória para Vicky, 2 set. 1859, ibid., p. 208. Vitória continuou em outra carta, em 7 abr. 1860: “Não é bem-apessoado de jeito nenhum; o nariz e a boca são grandes demais, parte o cabelo ao meio e usa as roupas tão mal — é qualquer outra coisa, menos bonito. O penteado é realmente medonho, deixando a cabeça minúscula e os traços gritantes”.

82. Rainha Vitória para Vicky, 24 nov. 1858, ibid., p. 146.

83. Rainha Vitória para Vicky, 9 abr. 1859, ibid., p. 175.

84. Rainha Vitória para Vicky, 4 dez. 1858, ibid., p. 149.

85. Quando uma mãe é tão franca sobre o desgosto que sente por um filho, alguns tendem a rechaçar. Vicky aconselhava a mãe a perdoar Bertie e ser paciente, argumentando que ele era gentil, amável e muito desejoso de agradar-lhe (“O coração dele tem afeto, sentimentos calorosos e estou certa de que se manifestarão aos poucos. Ela ama sua casa, se sente feliz lá e isso precisa ser alimentado e cultivado, pois se se perder, não será reencontrado facilmente”. Vicky para a rainha Vitória, 4 abr. 1861, ibid., p. 318). Seria terrível, escreveu, se houvesse distanciamento. Mas Vitória não mudou. Quem devia se esforçar era Bertie, dizia ela, para ser “mais terno e afetuoso” e se interessar pelo que interessava aos pais. (Rainha Vitória para Vicky, 10 abr. 1861, ibid., p. 320). Vicky ficou de coração partido ao ler isso.

86. Walter Bagehot, The English Constitution, p. 38.

87. Esse recenseamento reconheceu as mulheres como dependentes dos homens e trabalhadoras independentes ao mesmo tempo. “‘As mulheres… em certas funções domésticas prestam serviços relevantes; por exemplo, as mulheres de fazendeiros, de pequenos comerciantes, de donos de estalagens, de sapateiros, de açougueiros’ e foram listadas nessas categorias.” Catherine Hall, White, Male and Middle Class, p. 176. O recenseamento também considerou “esposa, mãe e dona de casa em famílias inglesas” como ocupações pela primeira vez.

88. Simon Schama, A History of Britain, p. 144.

89. Rainha Vitória para Vicky, 20 abr. 1859, Roger Fulford, ibid., p. 254.

90. Rainha Vitória para Vicky, 16 maio 1860, ibid., p. 254.

91. Rainha Vitória para Vicky, 10 ago. 1859, ibid., p. 205.

92. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 331.

93. 1 out. 1856, citado em Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 244.

94. 17 set. 1855, Lytton Strachey e Roger Fulford, The Greville Memoirs, v. 7, p. 157; Edward Pearce e Denna Pearce, The Diaries of Charles Greville, p. 317.

95. QVJ, 7 abr. 1859.

96. Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 541; QVJ, 21 jul. 1859.

97. Rainha Vitória para Vicky, 2 maio 1859, Roger Fulford, Dearest Child, p. 190.

98. Rainha Vitória para Vicky, 21 jul. 1858, ibid., p. 124.

99. Rainha Vitória para Vicky, 27 set. (1º de outubro então) 1858, ibid., p. 134.

100. QVJ, 13 jan. 1858.

101. 20 set., 1858, ibid.

102. Rainha Vitória para Vicky, sem data, c. 18 abr. 1859, Roger Fulford, Dearest Child, p. 180.

103. QVJ, 31 dez. 1860.

104. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 25 maio 1859, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 334.

105. Também tivera erisipela, uma forte infecção cutânea, por anos.

106. QVJ, 16 mar. 1859.

107. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 16 mar. 1861, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 555.

108. QVJ, 7 abr. 1861.

109. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, Castelo de Windsor, 26 mar. 1861, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 556.

110. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 213.

111. Citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 292. A data, segundo ela, é 22 out. 1861.

112. Joanna Richardson, Victoria and Albert, p. 214.

113. QVJ, 24 maio 1861.

114. 7 dez. 1857, ibid.

115. Príncipe Albert para o barão Stockmar, 28 maio 1859, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, pp. 449-50.

116. Roger Fulford, Dearest Child, p. 174.

117. Rainha Vitória para Vicky, 16 fev. 1861, ibid., p. 308.

118. Rainha Vitória para Vicky, 21 fev. 1861, ibid., p. 310. Pelo menos um observador próximo pensava que a rainha era carente demais para cuidar do esposo. Stockmar, que era médico, além de conselheiro confiável, ficou ansioso e atribuiu uma crise gástrica a mudanças na temperatura — e a “preocupações físicas e mentais às quais ele era exposto todo dia”. Observou de modo perspicaz: “Há grande negligência em relação ao repouso, ao tratamento e ao cuidado que são essenciais aos doentes e convalescentes”. Barão Von Stockmar para o príncipe Albert, 8 nov. 1859, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 414.

119. De Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 402 — a nota mencionada é Memoirs of Ernest II, v. 4, p. 55.

120. Memoirs of Ernest II, v. 4, p. 55.

121. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 217.

122. Príncipe Albert para Ernest, 14 nov. 1856, ibid., p. 166.

123. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 15 set. 1859, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 409.

124. QVJ, 22 jun. 1860.

 

20. “NÃO HÀ NINGUÉM PARA ME CHAMAR DE VITÓRIA AGORA”

 

1. Alice Stratford, Diary of Henry Greville, v. 3, p. 417.

2. Para uma discussão fascinante dessa década, ver Michael Mason, The Making of Victorian Sexuality, pp. 119-25.

3. Elizabeth Grey, Passages in the Life, v. 3, p. 304.

4. QVJ, 28 ago. 1868.

5. Jane Ridley, Bertie, p. 54.

6. Greg King, Twilight of Splendor, p. 135.

7. Con Costello, A Most Delightful Station, p. 98.

8. Rainha Vitória para Vicky, 27 abr. 1859, Roger Fulford, Dearest Child, p. 187.

9. New York Herald, 19 set. 1860; Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 404.

10. Rainha Vitória para Vicky, 10 nov. 1860, Roger Fulford, Dearest Child, p. 279.

11. Cecil Woodham-Smith, Queen Victoria, p. 416.

12. Rainha Vitória para Vicky, 1 out. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, p. 353.

13. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 215.

14. Rainha Vitória para Vicky, 1 out. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, p. 354.

15. Albert escreveu ao barão Stockmar no 21º aniversário de seu casamento: “Muitas tempestades têm varrido nosso casamento, embora continue vivo, verdejante e enraizado de modo tão forte que os frutos serão, com a graça de Deus, reconhecidos como benéficos a todo o mundo!”. Theodore Martin, The Prince Consort, 5:292.

16. QVJ, 9 jul. 1863.

17. 9 out. 1862, ibid.

18. Memoirs of Ernest II, pp. 18-9.

19. Príncipe Albert para Vicky, 1 set. 1858, Theodore Martin, The Prince Consort, v. 4, p. 253. Ele disse a Vicky que sua crise em dezembro de 1860 era devida à cólera. Vitória foi, como de costume, poupada dessa notícia.

20. Ibid., v. 5, p. 344. E continuou: “Estou certo de que, se acometido por grave enfermidade, desistiria de vez de lutar para viver. Não tenho sede de vida”.

21. Rainha Vitória para Vicky, 27 nov. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, pp. 369-70.

22. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 353. (Essa é uma versão mais completa que a escrita por Vitória em seu diário naquele dia.)

23. Rainha Vitória para Vicky, 30 nov. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, p. 370.

24. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 349.

25. Rainha Vitória para o conde Russell, 1 dez. 1861, Arthur Christopher Benson e Reginald Esher, The Letters of Queen Victoria, v. 3, p. 598.

26. QVJ, 2 dez. 1861.

27. Roger Fulford, The Prince Consort, p. 269.

28. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 356. A palavra “desvairado” foi eliminada da seleta do diário de Vitória.

29. Para um excelente relato da morte de Albert, de seu funeral e do luto que se seguiu, ver Magnificent Obsession, de Helen Rappaport. Essa citação é da p. 61.

30. QVJ, 7 dez. 1861.

31. Beatrice eliminou algumas passagens íntimas que descreviam a morte de Albert do diário de Vitória. É possível chegar a essa constatação comparando a versão oficial de Life of the Prince Consort, de Theodore Martin — que se baseava nas anotações originais da rainha — à versão publicada dos diários. Por exemplo, as partes sobre Albert falando de calafrios em sua espinha, descrições de sua respiração ofegante, engasgo com chá, lágrimas ao ouvir Alice tocando, e acariciando o rosto de Vitória, palavras carinhosas dirigidas à esposa, assim como Vitória o beijando, tudo isso foi eliminado por Beatrice. Também foi suprimida a passagem em que Vitória atribuía a doença ao excesso de trabalho: “É demais. Você deve conversar com os ministros!”. (Vitória também disse que era culpa dele assumir projetos por vontade própria, respondendo: “E não é só isso; são suas próprias preocupações”. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 296.) Beatrice também removeu o trecho em que Albert dizia a Vitória que, quando estava na Sala Azul, ouvira pássaros que lhe lembraram os mesmos pássaros que ouvia na infância em Rosenau: um mau agouro (Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 357). Em 7 de dezembro, por exemplo, lê-se no diário original de Vitória: “Mas pareço viver um pesadelo. No fim do dia meu anjo estava na cama e sentei-me ao seu lado, velando. As lágrimas vieram rápido enquanto pensei nos dias de aflição, de alarme até, que nos aguardavam, no estilhaçamento de nossos sonhos”. Beatrice reescreveu da seguinte maneira: “Mas pareço estar vivendo um pesadelo. — Albert estava deitado no fim do dia e sentei-me ao seu lado, velando e engolindo meu choro com dificuldade”.

Em 8 de dezembro, Vitória escreveu em seu diário: “Ficou tão feliz em me ver — acariciou meu rosto, sorriu e me chamou de ‘liebe Frauchen’ (querida mulherzinha)… Amado meu! A doçura dele essa noite, quando segurou minhas mãos e acariciou meu rosto, me tocou tanto — me deixou agradecida” (Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 359). Beatrice revisou do seguinte modo: “Fui ver meu queridíssimo Albert, que ficou tão feliz em me ver, acariciou meu rosto e sorriu”. Em 9 de dezembro, Beatrice suprimiu esta passagem: “Foi tão gentil, me chamando de ‘gutes Weibchen’ (boa mulherzinha) e me fazendo segurar sua mão querida” (ibid., p. 359).

32. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 298.

33. Rainha Vitória para Vicky, 7 out. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, p. 356.

34. Foi a Alice que Albert confessou que estava morrendo, e não a Vitória. Quando Alice disse a Vicky que ele estava “muito mal”, ele a corrigiu: “Deveria ter-lhe dito que estou morrendo, pois estou morrendo”. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 69; Stratford, Henry Greville, v. 3, p. 420.

35. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 299.

36. Vitória não seria capaz de descrever os eventos da morte de Albert até fevereiro de 1872, quando escreveu um relato das notas que fez naquela época.

37. Theodore Martin, The Prince Consort, v. 5, p. 363.

38. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 255. Sir G. C. Lewis para Lord Clarendon, em 19 dez. 1861: “Granville me disse que o pai não reconheceu o príncipe de Gales, pois passara o último dia inconsciente”.

39. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 81. Ver também o relato de Lady Geraldine Somerset, cujos diários são mantidos nos Arquivos Reais.

40. De um relato de Lady Winchester, 25 dez. 1861, Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 81.

41. Ibid., p. 83.

42. Ibid., pp. 249-60. Helen Rappaport defende, assim como outros, a tese de que a tensão causada pela depressão pós-parto da rainha e o vasto pesar pela morte da mãe dela “teriam piorado as coisas”. Não há dúvida quanto a isso ser em parte verdadeiro; o desgaste emocional resultante do apoio a uma esposa aflita, melancólica e carente deve ter sido intenso. É surpreendente, no entanto, a quantidade de pessoas que culpam, implícita ou explicitamente, Vitória pela morte do esposo por ter ela enfrentado a depressão, a maternidade e o luto.

43. Daily Telegraph, 16 dez, ibid., p. 94.

44. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 250.

45. Lord Clarendon para Sir George Lewis, 14 dez. 1861, ibid., p. 251.

46. George Villiers, A Vanished Victorian, p. 309.

47. QJV, 21 jan. 1862.

48. John Wolffe, Great Deaths, p. 195, citado em Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 116. Houve uma enxurrada de cartas de outros países: até o presidente Abraham Lincoln enviou uma missiva de condolências pela “perda irreparável e o pesar genuíno”, assinando “Seu Bom Amigo”. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 135.

49. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 91.

50. The Times, 24 dez. 1861, p. 6; Clare Jerrold, The Widowhood of Queen Victoria, p. 11.

51. Lady Augusta Bruce era irmã do preceptor de Bertie, o honorável general Robert Bruce. Ela casou mais tarde com o reverendíssimo Arthur Stanley, deão de Westminster.

52. Albert Baillie e Hector Bolitho, Letters of Lady Augusta Stanley, p. 251.

 

21. “A CASA INTEIRA PARECE POMPEIA”

1. Rainha Vitória para Vicky, 29 abr. 1863, Roger Fulford, Dearest Mama, pp. 205-6.

2. Citado em Hope Dyson e Charles Tennyson, Dear and Honoured Lady, p. 69. A crença de Vitória em reencontro após a morte era comum nos anos 1860 e 1870. John Wolffe, Great Deaths, p. 205.

3. Do Album Consolativum 1862–1886 da rainha Vitória, British Library Archives, Add. 62089–62090, 30.

4. QVJ, 14 abr. 1862.

5. Maio 1863, Hope Dyson e Charles Tennyson, Dear and Honoured Lady, p. 78.

6. Ibid., p. 76. A passagem completa diz: “O rosto da rainha é belo. Não parece com os retratos, mas é pequenina e um tanto infantil, perspicaz e de aura doce, compassiva e triste. A. encantou-se com a vastidão e a liberdade de seu espírito aguçado. Nenhuma afetação resistiria à sua presença. Conversamos sobre os mais diversos assuntos que vinham à mente. Nunca estive com uma desconhecida com quem pudesse falar tão abertamente e sem acanhamento logo nos primeiros instantes. Riu gostosamente de muito do que foi dito, mas sombras de dor e tristeza perpassavam seu semblante tão risonho… Sente-se que a rainha é uma mulher pela qual vale a pena viver e morrer”.

7. QVJ, 8 maio 1863.

8. O príncipe consorte foi arrebatado pela versão que Tennyson fizera das lendas dos cavaleiros da távola redonda, Idylls of the King. Uma noite antes de receber a carta que lhe oferecia a nomeação, Tennyson sonhara com Albert beijando seu rosto. Seis anos depois, Albert foi parar acidentalmente na propriedade do poeta na Ilha de Wight — o que deixou Emily muito envergonhada, pois a casa estava bagunçada e entulhada; o casal estava se organizando para uma feira de mobília e pintura. Albert conversou tranquilamente com o poeta enquanto, do lado de fora, um de seus cavalheiros colhia ervas para preparar chá para o casal real mais tarde.

9. QVJ, 1 fev. 1862.

10. 27 jan. 1862, ibid.

11. 24 maio 1863, ibid.

12. Lord Clarendon para Sir George Lewis, 14 dez. 1861, Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 251.

13. Charles Phipps escreveu a Palmerston: “A rainha, apesar da aflição e da dor, está perfeitamente composta e demonstra um autocontrole extraordinário. Infelizmente! Ainda não compreendeu a dimensão da perda — e tremo quando disso tiver plena consciência, mas só pelo profundo pesar que sentirá. O que acontecerá? Onde ela achará o apoio e a ajuda que a sustentavam nas grandes provações que enfrentou?”. Citado em Robert Rhodes James, Albert, Prince Consort, p. 273.

14. Lynn McDonald, Nightingale on Society and Politics, v. 5, p. 418.

15. Lord Clarendon para a duquesa de Manchester, 17 dez. 1861: “Ela parece lembrar quanto ele a reprovava e alertava contra as manifestações de dor exageradas após a morte da mãe. Tomara que consiga prosseguir dessa maneira; mas é cedo demais para achar que ela não terá um colapso nervoso”. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 253.

16. Hector Bolitho, Albert, Prince Consort, p. 229.

17. Do diário de Lady Clarendon, 3 fev. 1862, ibid., p. 258. Ela também afirma que Vitória disse que “sabia que enlouqueceria de preocupação” e que “em três ocasiões pensou que estava enlouquecendo em Balmoral”. Hector Bolitho, The Reign of Queen Victoria, p. 187.

18. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 37. Vitória ficara de luto por sua tia Louise em 1850, o rei de Hanôver em 1851, o duque de Wellington em 1852, o tsar Nicolau em 1855, o príncipe Charles de Leiningen (seu meio-irmão) em 1856, a duquesa de Nemours (sua prima) em 1857, o príncipe de Hohenlohe-Langenburg (seu cunhado) em abril de 1860, Marie de Saxe-Coburgo (a madrasta de Albert) em setembro de 1860, e o velho rei da Prússia, Frederico Guilherme IV, em janeiro de 1861.

19. Escreveu a Vicky em 6 de julho de 1859:

“Prometa-me que quando eu morrer você e seus filhos ficarão de luto; isso deve ser levado a sério, pois é algo muito importante para mim”. Roger Fulford, Dearest Child, pp. 199-200. Em 1863, ela escreveu ao Times sobre rumores de que abandonaria o luto: “Essa ideia é tão absurda que nem vale a pena tentar refutar”. Helen Rappaport, Queen Victoria, p. 407.

20. 11 abr. 1862. Mary Howard McClintock, The Queen Thanks Sir Howard, p. 50.

21. Ibid., p. 49.

22. Vitória disse ao general Bruce que Bertie deveria se apresentar “com o espírito adequado, a irremediável tristeza de sua casa”. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 154; Sir George Aston, The Duke of Connaught and Strathearn, pp. 47-8.

23. Georgiana Bloomfield, Court and Diplomatic Life, v. 2, p. 150.

24. QVJ, 19 jan. 1863.

25. Hector Bolitho, The Prince Consort, p. 161.

26. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 308.

27. Hector Bolitho, The Prince Consort, pp. 219-20.

28. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, p. 261.

29. George Villiers, A Vanished Victorian, p. 317.

30. Ibid., p. 318.

31. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, pp. 261-2.

32. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 76.

33. M. G. Wiebe et al., Letters of Benjamin Disraeli, p. 165.

34. Lord Howden para Lord Clarendon, 4 jun. 1864: “Os jornais franceses falam da abdicação de Vitória. Sempre cogitei essa possibilidade, desde a mudança drástica de comportamento no início da viuvez, ela teria agido certo, em nome do próprio bem e da reputação, se tivesse abdicado quando o filho atingiu a maioridade. Então ela teria deixado um grande nome e um grande arrependimento”. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, pp. 292-3.

35. Florence Nightingale, 22 dez. 1861: “Uma das causas da doença de Albert e sobre a qual ele falou quando delirava foi a indecência do príncipe de Gales”. Lynn McDonald, Nightingale on Society and Politics, v. 5, p. 419.

36. Observe-se que Vicky era igualmente franca em relação aos próprios filhos, tendo uma vez escrito sobre Henry, por ele ter sido presenteado com um uniforme em seu décimo aniversário: “O rostinho feioso ficará ainda mais miserável, pois ficou — se é que é possível — ainda mais achatado desde o ano passado”. Vicky para a rainha Vitória, 7 ago. 1872, Roger Fulford, Darling Child, p. 57.

37. Ibid., p. 231.

38. George Villiers, A Vanished Victorian, p. 313.

39. A honorável Emily Eden escreveu ao conde de Clarendon em 1863: “Entendo o que a princesa Louise quer dizer por ‘ociosidade forçada’ do príncipe de Gales, o que pode ser perigoso. O príncipe consorte já teria arrumado algum trabalho para ele — como regente na Escócia, funcionário do Tribunal de Contas ou oficial de diligências da propriedade agrícola —, alguma alta função que o afastaria do vício”. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 284.

40. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 131.

41. Carta ao rei Leopoldo, 16 jun. 1863, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 91.

42. QVJ, 1 nov. 1862.

43. 28 abr. 1863, ibid.

44. Leopoldo incentivara essa crença, escrevendo-lhe uma carta em que dizia que era “razoável” pensar que “os mortos continuavam interessados nas suas obras inacabadas e que a destruição e o abandono delas eram motivos de aborrecimento e dor para eles”. Rei Leopoldo para a rainha Vitória, 16 jan. 1862, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 11.

45. Lynn McDonald, Nightingale on Society and Politics, v. 5, pp. 419-20.

46. Rainha Vitória para o rei Leopoldo, Balmoral, 18 maio 1863, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 85.

47. QVJ, 8 set. 1862.

48. Lady Lyttelton disse, alguns dias após a morte de Albert, que Vitória “não tinha amigos a quem pudesse recorrer”. Hugh Wyndham, Correspondence of Sarah Spencer, p. 422.

49. QVJ, 7 ago. 1883.

50. “Parte meu coração pensar nas pobres crianças sem um pai, de quem tanto necessitam — nos problemas da educação e da posição delas e em mim, tão desamparada”. QVJ, 11 maio 1862.

51. 10 mar. 1863, ibid.

52. Jane Ridley, Bertie, pp. 95-7.

53. Para Lady Mallet, 30 dez. 1861, Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 120; S. Jackman e H. Haasse, A Stranger in the Hague, p. 227.

54. Para o visconde Palmerston, 11 ago. 1863, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 102.

55. Roger Fulford, Dearest Mama, pp. 205-6.

56. Hansard, House of Lords Debates [Debates da Câmara dos Lordes], 26 maio 1864, v. 175, pp. 616--7. Ele descreveu o fato como “um enorme problema que afetou grandemente a relação desta nação com governos estrangeiros”.

57. QVJ, 27 maio 1864.

58. 6 mar. 1864, ibid.; 1 jun. 1864, ibid.

59. Vitória escreveu ao rei da Prússia em 28 maio 1864 incitando-o a moderar suas exigências e a concordar com as concessões que a Dinamarca honraria. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 203.

60. Isso é relatado em Trewman’s Exeter Flying Post or Plymouth and Cornish Advertiser, 30 mar. 1864. Há quem diga que a história é apócrifa, mas, de todo modo, é representativa, como Tisdall sugere, do “clima em Londres no período”. Tisdall, Queen Victoria’s John Brown, p. 87.

61. QVJ, 7 out. 1863.

62. 6 nov. 1864, ibid.

63. 10 out. 1863, ibid.

64. Ver a carta dela ao rei Leopoldo, 25 fev. 1864, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, p. 168.

65. Em 23 de outubro de 1863, por exemplo, ela escreveu em seu diário: “A beleza do dia e da paisagem era indescritível, e embora eu não possa mais me deleitar de verdade com nada, o esplendor, a calma e a paz do trabalho divino me fazem muito bem”.

66. QVJ, 14 dez. 1864.

22. RESSUSCITANDO A VIÚVA DE WINDSOR

 

1. Rainha Vitória para Lady Waterpark, 21 set. 1864, British Library Manuscripts [Manuscritos da Biblioteca Britânica], Add. 60750, Extract 60750, Lady Waterpark, v.1.

2. George Bernard Shaw, Collected Letters, 1898-1910, p. 817.

3. Pouco depois da tragédia, o Parlamento aprovou uma lei que estipulava que nenhuma mina poderia ter apenas uma única via de acesso; deveria sempre haver duas entradas e duas saídas.

4. 23 jan. 1862, diário de Lady Cavendish. Disponível em: <ladylucycavendish.blogspot.com/2006/11/23jan1862-200-hartley-colliers-found.html>. Acesso em: 2 ago. 2018.

5. QVJ, 18 dez. 1862.

6. Walter Walsh, The Religious Life of Queen Victoria, p. 116.

7. Por exemplo: QVJ, 29 abr. 1865.

8. Isso foi feito depois de exames que mostraram que ela estava bem, que podia caminhar, andar de carruagem e representar a rainha em cerimônias. Rainha Vitória para Fanny Howard, 14 set. 1863, British Library Manuscripts [Manuscritos da Biblioteca Britânica], Add. 60750, Extract 60750, Lady Waterpark, v. 1.

9. Helen Rappaport, Magnificent Obsession, p. 151.

10. Rainha Vitória para a sra. Lincoln, 29 abr. 1865, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 266.

11. Patricia Jalland, Death in the Victorian Family, p. 230. De acordo com uma estimativa, cerca de 19% dos casamentos nos anos 1860 terminavam com a morte de um dos cônjuges, e cerca de 47% na faixa de 45 anos.

12. Ibid., p. 231.

13. Citado em Gail Turley Houston, Royalties, p. 148. Também em Elisabeth Jay, “Mrs. Brown”, p. 194.

14. Sir James Clark, dr. Jenner e dr. Watson.

15. Rainha Vitória para o conde Russell, 8 dez. 1864, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, pp. 244-5. Ela confessou a Leopoldo que seus nervos estavam piores em agosto de 1865 e só a paz absoluta a fazia melhorar (Rainha Vitória para o rei Leopoldo, 31 ago. 1865, ibid., v. 1, p. 274). Houve quem dissesse que a rainha mostrara sinais de ansiedade antes da morte de Albert. Lady Lucy Cavendish escreveu, em 5 fev. 1864: “Não se pode culpar a rainha por mais um ano de recolhimento: até quando o príncipe estava vivo o nervosismo dela já era excessivo”. Disponível em: <ladylucycavendish.blogspot.com/2009/01/05feb1864-parliament-opens-without.html>. Acesso em: 2 ago. 2018.

16. Rainha Vitória para o conde Russell, 25 maio 1866, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 329.

17. Carta ao rei Leopoldo, 16 jun. 1863, ibid., p. 91.

18. Até mesmo em cerimônias mais íntimas, como o batismo do primogênito de Alix e Bertie, Albert Victor, Vitória escreveu: “Sentir todos os olhares direcionados a mim foi terrível”. QVJ, 10 mar. 1864.

19. 26 out. 1864, ibid.

20. Carta ao rei Leopoldo, 24 fev. 1865, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 255.

21. Sir Charles Phipps para o conde Russell, Osborne, 20 dez. 1865, ibid., v. 1, p. 289. Vitória também precisava ir para assegurar a renda de seus filhos — Helena estava prestes a desposar um príncipe falido, Christian de Schleswig-Holstein, e Alfred já tinha quase dezoito anos.

22. Rainha Vitória para o conde Russell, 7 fev. 1866, ibid., v. 1, p. 299.

23. QVJ, 11 mar. 1866.

24. O Decreto da Reforma de 1867 adicionava 938 mil eleitores a um eleitorado de 1 057 000 na Inglaterra e no País de Gales. Ernest Woodward, The Age of Reform, p. 187.

25. QVJ, 24 jul. 1867.

26. Rainha Vitória para Lord Stanley, 11 dez. 1867, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 472. Ver também a carta de 16 dez. 1867, ibid., v. 1, p. 476.

27. Por exemplo, em 1869, quando convidada a recepcionar o vice-rei do Egito, Vitória disse que estava muito ocupada, sozinha, doente e, portanto, não podia receber como em outros tempos. Carta a Gladstone, 31 maio 1869, ibid., v. 1, p. 601.

28. Rainha Vitória para o conde de Derby, 4 jul. 1867, ibid., v. 1, p. 443.

29. Disraeli para a rainha Vitória, 26 fev. 1868, ibid., v. 1, p. 505.

30. William F. Monypenny e George Earl Buckle, Life of Benjamin Disraeli, v. 4, p. 600.

31. Sarah Bradford, Disraeli, p. 278.

32. Herbert Maxwell, Life and Letters of Clarendon, v. 2, p. 346.

33. Nesse período, ele aprovou importantes leis anticorrupção e proibiu as execuções públicas.

34. A sra. Gladstone disse ao marido em 1867: “Mime a rainha, e acredite de uma vez por todas que consegue fazê-lo, meu velho querido”. Philip Magnus, Gladstone: A Biography, p. 160.

35. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 362.

36. John Morley, The Life of Gladstone, v. 2, p. 252.

37. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 572.

38. Ibid., v. 1, p. 603.

39. Richard Williams, The Contentious Crown, p. 39.

40. Richard Shannon, Gladstone: Heroic Minister, p. 92.

41. QVJ, 20 dez. 1867.

42. 26 jun. 1868, ibid.

43. The Sydney Morning Herald, 13 mar. 1868, p. 5 (Vitória só tomou conhecimento em 25 de abril).

44. Jonathan Steinberg, Bismarck: A Life, p. 181.

45. Também ficou conhecida como Terceira Guerra pela Independência da Itália. Vitória tentou sem sucesso persuadir o rei da Prússia a evitar o conflito.

46. Bismarck não queria intervenção russa ou francesa, e por isso pressionou o rei Guilherme I da Prússia a estabelecer um acordo de paz com a Áustria rapidamente. A Paz de Praga, em 23 ago. 1866, levou à Confederação da Alemanha do Norte.

47. Rainha Vitória para Lord Stanley, 7 ago. 1866. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 1, p. 364.

48. QVJ, 4 abr. 1866.

49. Ruth Sandwell, “Dreaming of the Princess”, p. 47.

50. Lucinda Hawksley, The Mystery of Princess Louise.

51. QVJ, 4 fev. 1868.

52. 10 fev. 1868, ibid.

53. 7 jun. 1860, ibid.

54. 10 dez. 1865, ibid.

55. Andreas Maercker e John Lalor, “Diagnostic and Clinical Considerations”.

56. Considerem-se os critérios para PCBD: ansiedade contínua, pesar agudo e dor emocional, preocupação com os mortos e as circunstâncias da morte. Esses outros sintomas devem ser apresentados por mais de um ano: descrença ou torpor em relação à perda, dificuldade em ter lembranças boas dos entes falecidos, amargura, raiva, avaliação inadequada de si em relação aos entes falecidos ou à morte (por exemplo, culpa) e evasão exagerada de tudo o que se relacione à perda. Outros sintomas incluem desejo de morte para reencontrar os entes falecidos, problemas de desconfiança desde a perda, sensação de que a vida é absurda e de que se é incapaz sem a presença dos mortos, confusão sobre o papel que se deve desempenhar na vida, comprometimento do senso de identidade (por exemplo, sente-se que parte de si morreu com o ente querido) e dificuldade ou relutância em realizar sonhos e desejos futuros desde a morte. Queixas físicas incluem dor e fadiga. Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders, 5. ed., Apêndice, “Conditions for Further Study, Peristent Complex Bereavement Disorder”, pp. 7-8.

57. Patricia Jalland, Death in the Victorian Family, p. 321.

58. M. Katherine Shear et al., “Complicated Grief”, p. 105. Ver também Holly G. Prigerson et al., “Prolonged Grief Disorder”, e1000121.

59. Conforme descobriu Patricia Jalland: “Pesar crônico e obsessivo era muito raro nas famílias no século XIX, mais ainda que atualmente… A imagem de Vitória como a eterna viúva de Windsor é tão difundida que se tornou um símbolo, mais que o contrário”. Patricia Jalland, Death in the Victorian Family, p. 318.

60. Quase dois anos depois da morte de Albert, Vitória disse ao major Elphinstone que era confortada pela compaixão e que a encontrava em “alguns” de seus filhos: “O major Elphinstone espera que a depressão diminua, mas isso é impossível para a rainha; pelo contrário, com o passar do tempo, enquanto os demais sentem menos, a melancolia nela é profundamente enraizada — seu crescente abandono e solidão, tudo é intensamente sentido. A luta é cada vez pior, a ausência é sentida o tempo todo, a alma atormentada e os nervos estraçalhados são incapazes de suportar as provações, o trabalho, a dor e, sobretudo, a desolação”. Mary Howard McClintock, The Queen Thanks Sir Howard, p. 51.

61. G. K. A. Bell, Randall Davidson, v. 1, p. 83.

62. Rainha Vitória para Lady Waterpark, Osborne, 10 fev. 1867, British Library Manuscripts [Manuscritos da Biblioteca de Londres], Add. 60750, Extract 60750, Lady Waterpark, v. 1, p. 271.

 

23. O GARANHÃO DA RAINHA

 

1. Diário de Wilfrid Scawen Blunt, cit. in Angela Lambert, Unquiet Souls, p. 41.

2. Rainha Vitória para Vicky, 5 abr. 1865, Roger Fulford, Dear Letter, p. 21.

3. “Meu querido cavalinho se conduzia belamente, como um gato, e o jeito como Brown me carregava por uma trilha entre pedras era admirável” (QVJ, 24 ago. 1860). Ela o descreveu como “muito atencioso e solícito, o que fazia dele um guia e criado admirável” (QVJ, 28 ago. 1860). Então, “Brown, com seu braço forte e poderoso, me conduziu maravilhosamente” (QVJ, 20 set. 1859). No dia seguinte, durante uma viagem a Graig Gewish, numa subida: “Tínhamos que passar por urzes na altura do joelho, buracos, trilha escorregadia e rochas de quase um metro. Me esforcei, mas não teria conseguido sem a ajuda de Brown… A descida foi maravilhosa e muito divertida, pois as crianças não faziam outra coisa senão rolar, escorregar e achar graça. Era tão íngreme e escorregadia que Brown caiu ao tentar me segurar”. E: “A descida foi bem mais tranquila, mas o caminho era muito irregular em certos trechos e tive que me segurar nos braços de Brown para não cair” (QVJ, 28 out. 1874).

4. 3 out. 1850, ibid.

5. 24 jun. 1871, ibid.

6. 12 set. 1870, ibid.

7. 23 set. 1872, ibid. Ver também 31 dez. 1872, ibid.

8. William Kuhn, Henry and Mary Ponsonby, p. 97.

9. Em 1866, quando Lord Russell estava prester a renunciar, Vitória estava na Escócia. Lady Frederick Cavendish escreveu em seu diário que “a rainha é gravemente culpada por ficar em Balmoral”, já que nada se resolvia sem a presença dela (22 jun. 1866, Lady Lucy Cavendish, The Diary of Lady Frederick Cavendish, p. 10). Três dias depois, ela disse que a “terrível e infeliz decisão” de Vitória de permanecer na Escócia dera “ensejo a insatisfação geral e a muita fofoca vulgar” (25 jun. 1866, ibid.).

10. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 71.

11. Ibid., p. 126.

12. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 10. O autor cita como referência Tisdall, Queen Victoria’s John Brown, que foi publicado nos Estados Unidos como Queen Victoria’s Mr. Brown, em 1938. Ressalte-se que Vitória escreveu a Leopoldo, em 1861, que Brown “cuida maravilhosamente bem de mim, acumulando as funções de cavalariço, lacaio, pajem e, ouso dizer, criada, pois é muito habilidoso com mantos e xales”. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 49.

13. Ibid., p. 12.

14. Rainha Vitória para Vicky, 26 set. 1859, Roger Fulford, Dearest Child, p. 211.

15. Hector Bolitho, The Reign of Queen Victoria, citado em Tom Cullen, The Empress Brown, p. 170.

16. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 126. “Era direto e ríspido ao transmitir mensagens. Quando o prefeito de Portsmouth convidou Vitória a uma revista de voluntários, o secretário particular enviou a mensagem a ela e esperava obter uma resposta discreta, de modo a repassá-la educadamente ao emissor. Enquanto esperavam sentados na sala, Brown enfiou a cabeça lá e disse: ‘A rainha diz craro que não’. Assim o convite foi recusado e o prefeito foi embora muito cabisbaixo”.

17. Numa ocasião, Brown gritou e bateu em Leopoldo, punindo-o cruelmente e deixando-o de castigo sem seu cão. Jane Ridley, Bertie, p. 135; Martyn Downer, Queen’s Knight, pp. 178-84.

18. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 123.

19. Rainha Vitória para Vicky, 13 nov. 1861, Roger Fulford, Dearest Child, pp. 365-6.

20. Tom Cullen, The Empress Brown, pp. 12, 26.

21. Ibid., p. 12.

22. Ibid., p. 91.

23. Richard Williams, The Contentious Crown, p. 34.

24. 6 jul. 1867, John Vincent, Disraeli, Derby and the Conservative Party, p. 313.

25. Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 326.

26. As primeiras insinuações de casamento e gravidez estão na Lausanne Gazette, em 1866, e Tinsley e Tomahawk, em 1867.

27. Angela Lambert, Unquiet Souls, p. 41. O autor também menciona, na p. 42, que Blunt também escrevera sobre um Lord Rowton que, assim como Montagu Corry, fora secretário particular de Disraeli por anos e visitante assíduo dos estabelecimentos reais: “Falou muito sobre a rainha e fiquei surpreso quando sugeriu conotação sexual no afeto que ela nutria por John Brown. A menção foi a respeito da estátua de Brown feita por Boehm que ela tinha, exatamente a mesma coisa que XX [código de Blunt para Catherine Walters] me contou que o próprio Boehm lhe dissera. Donde creio que deva ser verdade” (diários de Wilfrid Scawen Blunt, 28 jan. 1902, citado em ibid., p. 42). Lambert acrescenta em nota de rodapé: “No que tange a tais especulações, é difícil prová-las. A única outra corroboração imparcial a que tive acesso é a de um professor universitário que, quando trabalhava nos arquivos do Castelo de Windsor, acidentalmente levou consigo uma pilha de cartas da rainha e de seu ajudante de caça. A partir delas ele chegou à conclusão de que o relacionamento estava longe de ser platônico”.

28. Lewis Harcourt escreveu: “Lady Ponsonby disse a H. S. [Ministro do Interior] há alguns dias que a srta. Mcleod afirma que seu irmão, Norman Macleod, lhe confessou no leito de morte que casara a rainha e John Brown e que se arrependia amargamente de tê-lo feito. A srta. Macleod nada ganharia com essa invenção e por isso se tende a acreditar nela, por mais absurda e infeliz que possa parecer”. Diários de Lord Harcourt, 17 fev. 1885, Bodleian Special Collections, MS Harcourt dep. 365.

29. Diário de Sir James Reid, Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Lanton.

30. Lady Reid crê que era o hematoma que Vitória adquirira ao cair. Correspondência com Michaela Reid, 3 abr. 2016.

31. Elizabeth Longford, Queen Victoria, p. 62.

32. Sir James Reid, cadernos, v. 25 (1904-5), Reid Family Archives [Arquivos da Família Reid], Lanton Tower, Lanton. Uma carta de Lord Knolly a Sir James, de 9 de maio de 1905, em papel branco com o Palácio de Buckingham em relevo na parte superior, estava arquivada em um albúm. Nela se lia:

 

Caro Reid,

Enviei sua carta de ontem ao rei.

Ele muito aprecia o tato, o discernimento e o talento diplomático demonstrados por você na

recuperação das cartas e diz que gostaria de encontrá-lo às 6h30 da próxima quinta-feira.

 

Sir James fez uma anotação, em tinta azul, arquivada na página seguinte do álbum:

 

11 de maio — Fui às 6h30 ao Palácio de Buckingham encontrar o rei e lhe entreguei a caixa de

metal com mais de trezentas cartas da falecida rainha ao dr. Profeit (sobre J.B.) obtidas por mim

depois de seis meses de negociação com George Profeit — na maioria, muito comprometedoras —

Agradecido pelo rei — Também encontrei Lord Knolly.

33. Observe-se que Henry Ponsonby não acreditava que John Brown fosse algo além de um criado.

34. Tom Cullen, The Empress Brown, p. 123.

35. O rumor de que a França ficara insatisfeita com a divisão dos espólios depois da guerra com a Prússia, em 1866, percorreu toda a Europa.

36. 16 jul. 1870, George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria, v. 1, p. 37.

37. Roger Fulford, Your Dear Letter, p. 322.

38. Vitória concordava com Vicky sobre os alemães serem superiores não só fisicamente, mas “moralmente” também. QVJ, 16 fev. 1871.

39. Michael Howard, The Franco-Prussian War, p. 223.

40. Vitória chamou os franceses de “ingratos” por não terem defendido o “pobre imperador” ao menos uma vez. QVJ, 5 set. 1870.

41. 23 set. 1870, ibid.

42. George Earl Buckle, The Letters of Queen Victoria Between 1862 and 1878, v. 2, p. 7.

43. QVJ, 11 jun. 1870.

44. Arthur Ponsonby, Henry Ponsonby, p. 124.

45. John Vincent, Disraeli, Derby and the Conservative Party, p. 198.

46. Jane Ridley, Bertie, p. 129.

47. Christopher Hibbert, Queen Victoria in Her Letters and Journals, p. 210.

48. Carta a Vicky, 1 dez. 1872, Roger Fulford, Darling Child, p. 70.

49. Roger Fulford, Darling Child, p. 44.

50. Ela disse a Vicky que “não havia mais gratidão aos pais nem respeito pelos mais velhos e pela autoridade no presente!”. Ibid., p. 47.

51. Ibid., p. 25.

52. 16 abr. 1873, ibid., p. 86.

53. 8 maio 1872, ibid., p. 40.

54. Ibid., p. 39.

55. QVJ, 16 out. 1870.

56. 14 set. 1873, Roger Fulford, Darling Child, p. 108. Quando Louise ficou noiva, Vitória também estava preocupada com a questão da pureza do sangue da família, sobre o que escreveu: “Quando a família real é tão numerosa, criar laços com algumas das grandes famílias da terra — dá muito poder à monarquia e forte unidade entre a família real e o país… Ademais, uma nova infusão de sangue é essencial — pois de outro modo a raça se degenera corpórea e fisicamente”. Roger Fulford, Your Dear Letter, p. 306.

57. 3 jul. 1873, Roger Fulford, Darling Child, p. 99.

58. QVJ, 4 mar. 1869.

59. Millicent Garrett Fawcett, Life of Her Majesty Queen Victoria, p. 225.

Continuar: parte 5 de 5