Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret, Sophie Mas · Capítulo 20 de 106

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Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Quando o “mau gosto” é indiscutível

Quando o “mau gosto”

 

é indiscutível

 

Cada tribo possui seus códigos. Seus ritos. Suas atitudes obscuras, difíceis de serem decifradas pelo resto do mundo. A parisiense é particularmente severa em relação a isso. Os sinais de “mau gosto”, sejam na maneira de se vestir ou na de pensar, devem ser evitados a todo o custo, para que ela não se passe por uma plouc (ver “15 palavrinhas essenciais”).

 

Em uma festa, perguntar a uma pessoa “o que ela faz da vida”. * Ou

pior, perguntar quanto ela ganha. * Ter uma foto de casamento na

bancada da sala. * Combinar a bolsa com a roupa. * Clarear demais

os dentes. * Tirar excessivamente as sobrancelhas. * Ser

“amiguinha” dos próprios filhos. * Ostentar riqueza... ou ser pão-

dura. * Fazer qualquer coisa com o pretexto de ter bebido demais. *

Deixar a boca parecendo um bico de pato de tanta plástica. * Andar

arrumada demais. Maquiada demais. * Fazer as coisas só para

arrancar elogios. * Usar expressões da moda, vindas do jargão de

empresas: brainstorming, networking... * Ter mais de duas cores no

cabelo. * Levar-se a sério demais.