Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo
Quando você vê esses filmes, está em Paris
QUANDO VOCÊ
VÊ ESSES FILMES,
ESTÁ EM PARIS
De acordo com seu humor
Caso queira certificar-se de que os franceses, de fato, só conversam sobre sexo (mesmo com os pais), e explorar a capital com um americano prestes a romper com sua girlfriend parisiense, veja 2 dias em Paris, de Julie Delpy. Sim, os parisienses são mesmo todos loucos. (A tal ponto?)
Você viu quarenta vezes Um americano em Paris, de Vicente Minnelli, já que é louca por comédias musicais. Eis uma que conta as aventuras amorosas da juventude de hoje em dia. Feche a boca para não babar pelo lindo Louis Garrel em As canções de amor, de Christophe Honoré.
Entregue-se a essa Paris em preto e branco pós-maio de 68, onde o mais importante, depois da política, é, sem dúvida, o amor. Seus meandros, suas crises, suas alegrias. Encontros e separações em Os amantes constantes, de Philippe Garrel.
Você está apaixonada por um colega de trabalho — não importa qual. Ele não apenas é seu estagiário, mas também acaba de sair da cadeia. Naturalmente, nenhum amor é impossível em Paris... Sur mes lèvres, de Jacques Audiard.
Para acompanhar a vida de uma turma de estudantes adolescentes por 15 anos, as brigas, as traições, as drogas e o fim dos ideais dos anos 1970... junte-se à Idade perigosa, de Cédric Klapisch. Todo mundo já se apaixonou pela professora de inglês, eles também.
Acompanhe as intrigas de um escritor sedutor e comunicativo, que decide agitar a vida para escrever um romance. Nos bares e cafés enfumaçados de Paris, ele escolhe sua presa, uma jovem, em A discreta intimidade de uma mulher, de Christian Vincent. Uma delícia de perversidade literária e cinematográfica.
Você vai se apaixonar por esses dois irmãos, perfeitos losers, bons de papo e festeiros, que são o protótipo do macho parisiense: tão irresistíveis quanto esquivos... Sim, vivemos em Um mundo sem piedade, de Eric Rochant.
Como todos sabem, a mais parisiense das atrizes francesas é Catherine Deneuve. Se quiser descobrir um capítulo negro da história de Paris, ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, não perca O último metrô, de François Truffaut.
Para rir suavemente do “espírito francês” em todo seu esplendor, com os homens que amam as mulheres que amam os homens que traem suas mulheres. E, de passagem, descobrir a Place de la Concorde e o 16o arrondissement de Paris nos anos 1960, o que você precisa é de O doce perfume do adultério, de Yves Robert. Vintage.
Se está pensativa diante da sua geladeira e do pouco de manteiga que te resta, dance O último tango em Paris, de Bernardo Bertolucci (só se for adulta e vacinada). Com Marlon Brando, ninguém escapa do amor.
Se está dividida entre seu marido e seu amante, faça como Romy Schneider e torne-os amigos. Cesar e Rosalie, de Claude Sautet, uma ideia do ménage à trois à francesa.
Por quem a americana Jean Seberg se apaixona quando está vendendo o Herald Tribune na Champs Elysées? Para descobrir, reserve um tempo para Acossado, de Jean-Luc Godard — por sinal, o maior filme da célebre Nouvelle Vague.
Se às vezes você se imagina andando nas ruas de Paris em um tailleur com um corte perfeito; se você é apaixonada pela noite dessa cidade, suas calçadas iluminadas e suas lâmpadas amarelas; se você vibra com a música de Miles Davis; se você tem um amante que acaba de fazer uma enorme besteira: é porque você é Jeanne Moreau dirigida por Louis Malle em Ascensor para o cadafalso.
Você quer se infiltrar na Paris decadente dos anos 1930: deixe-se guiar pelos meandros do Canal Saint-Martin e seu Hôtel du nord, de Marcel Carné. Prepare seu lencinho para esse clássico em preto e branco.