Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret, Sophie Mas · Capítulo 51 de 106

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Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Dê tempo ao tempo

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Joias

As parisienses costumam usar poucas joias.

 

A inseparável. Uma correntinha, um anel simples, uma joia de família. Algo o mais discreto possível, que fique perfeito em você. É sua marca registrada.

A peça de destaque. Uma enorme pulseira dourada, ou um colar de pedras. Reservada para fazer um floreio em uma combinação simples, usada durante o dia. Ou na praia, combinando com seu bronzeado.

 

A teoria da oposição. Quanto mais elaborada for a roupa, menos joias devem ser usadas.

 

“As Joias”, de Baudelaire. “A amada estava nua, e conhecendo meu coração não vestia nada além de joias.” Lembremos a lição: ao ir para a cama, não se tira as joias. Seja para dormir ou fazer amor. Traz bons sonhos.

 

A verdadeira imitação. Usar bijuteria não é motivo de vergonha. Devemos cultivar a arte das bugigangas. Usamos para sair à noite porque não estamos nem aí se vão ser roubadas no metrô. Por outro lado, não usamos a imitação do verdadeiro. As bijuterias que querem se passar por uma joia refinada são uma heresia.

 

Relógio. Ele é considerado uma joia. Mas isso não quer dizer que precisa custar caro. Não. Quer dizer só que precisa ser bonito, antigo ou divertido. Ele completa um look, deixando-o mais elaborado ou contrastando-o.

 

A história. Você não precisa ter muitas joias, mas cada peça deve ter uma história. Joias de família, souvenirs de viagens. São preciosas não pelo preço, e sim pelo valor sentimental.