Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret, Sophie Mas · Capítulo 65 de 106

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Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Aliança

— Caiu muito bem em você. É para alguma ocasião especial?

 

— Nada, só pro meu casamento.

 

ALIANÇA

 

A parisiense sonha com um anel simples, sem diamantes, nada muito chamativo. Um anel de família com valor sentimental serve perfeitamente. Ou um anel de cobre comprado por uma ninharia em uma viagem de carro que fez com o namorado. Ela não quer levar um susto quando subir na balança usando um diamante pesado e caríssimo.

 

— Você não pensa em usar sua aliança todos os dias?

 

— E depois disso vem o quê? Mudar o meu sobrenome? Vamos com

calma.

 

— Mas por que você está se casando?

 

— Meu sonho é atender ao telefone e poder dizer: “Espera um pouco,

vou chamar meu marido.”

 

O LUGAR DO CASAMENTO

 

Em Paris. É claro. No cartório do bairro. Depois, a cerimônia religiosa, se for o caso. O brinde ocorre em um pequeno bistrô que ela conhece bem, em uma linda praça da capital. Nada de castelo em Lorraine nem de casa de campo alugada em Bourgogne. De noite, faz uma comemoração animada em seu pequeno apartamento, decorado para a ocasião com flores brancas. Ou seja, organiza uma festa memorável com todos os amigos e amigos de amigos. Encenações, músicas ensaiadas, projeções de vídeo e outros rituais de comemoração são absolutamente proibidos. Nesse dia, tudo deve ser improvisado — inclusive o discurso.