Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret, Sophie Mas · Capítulo 53 de 106

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Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Texto otimista sobre o amor

TEXTO OTIMISTA

 

SOBRE O AMOR

 

Em geral, as histórias de amor acabam mal.

 

Você ouviu isso mil vezes quando era nova, e tem mais: disseram-lhe exaustivamente que teria vários amores. Então, como o primeiro poderia ser o homem da sua vida? Você ouviu mais de uma vez que teria todos os tipos de tentação ao longo do caminho. Sem contar que ele também tem, naturalmente, vontade própria.

Tudo isso é verdade, de fato. Estatisticamente você tem (muito) mais chance de terminar com ele do que de amá-lo para sempre. E se ele não ligar de volta, é porque não era para ser. Ele vai encontrar alguém que combine mais com ele. Melhor assim, para os dois.

 

Mas para toda regra há uma exceção. Não é mesmo? Você não pode cercar-se de certezas (não só sobre o amor, mas também sobre tudo na vida), e o homem ideal não existe. É bom que sejam todos inadequados, para que você reconheça o certo quando ele aparecer. Último lócus da improvisação, o amor é a única esfera na qual não temos escolha. Eis sua mágica, o que o faz maravilhoso, atemporal.

 

A boa notícia é que, graças a todos esses seus relacionamentos — contando, claro, todos os seus momentos menos gloriosos —, você aprendeu a se conhecer, a ser mais forte e independente. Aprendeu a se virar sozinha. E, portanto, não precisa de ninguém para ser feliz. Mas verdade seja dita: com ele, é melhor.

 

Tanto em Paris quanto em qualquer outro lugar é bom saber desconstruir suas certezas para conseguir apaixonar-se.