O Circo dos Fantasmas

Barbara Ewing · Capítulo 1 de 52

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O Circo dos Fantasmas

Dedicatória

Para Bill, uma vez mais.

NOTA HISTÓRICA

 

Em meados dos anos 1840, a reportagem um tanto sensacionalista de um assassinato escandaloso

na alta sociedade em Londres — com ligações, ainda que tênues, tanto com a prática duvidosa

do mesmerismo quanto com a jovem e respeitável Rainha Vitória — forçou a principal

protagonista, uma lady mesmerista absolvida do assassinato por um júri, mas com a reputação

inexoravelmente manchada pela cobertura dos eventos feita pela imprensa, a deixar Londres.

Acompanhada por um grupo estranho de pessoas, a quem chamava de família, ela parte para a

América.

Sabe-se que, com eles, por motivos do coração, viajava o inspetor Arthur Rivers, um dos

primeiros detetives britânicos, da recém-formada divisão de polícia baseada em Scotland Yard,

em uma rua lateral à Whitehall.

As irmãs Fox, que deram início ao “culto de batidas” e alegavam falar com os mortos,

constituíram um fenômeno norte-americano no século XIX amplamente divulgado pela

imprensa. Acredita-se que o ópio sempre pairasse no ar; o alcoolismo e os escândalos vieram

depois.

Gallus Mag era uma figura conhecida no submundo das gangues de Nova York no século

XIX. E ainda podem ser encontrados artigos de jornais sobre o desempenho da célebre Sra. Ray,

do Royal Theatre, Nova Zelândia, em “The Bandit Chief”.

Embora Sigmund Freud não tenha feito parte desta história, é interessante observar que ele

visitou os Estados Unidos em 1909 para divulgar as teorias da psicanálise. A visita não foi um

sucesso: posteriormente, Freud descreveu a viagem como um “erro gigantesco”.