O Circo dos Fantasmas
Dedicatória
Para Bill, uma vez mais.
NOTA HISTÓRICA
Em meados dos anos 1840, a reportagem um tanto sensacionalista de um assassinato escandaloso
na alta sociedade em Londres — com ligações, ainda que tênues, tanto com a prática duvidosa
do mesmerismo quanto com a jovem e respeitável Rainha Vitória — forçou a principal
protagonista, uma lady mesmerista absolvida do assassinato por um júri, mas com a reputação
inexoravelmente manchada pela cobertura dos eventos feita pela imprensa, a deixar Londres.
Acompanhada por um grupo estranho de pessoas, a quem chamava de família, ela parte para a
América.
Sabe-se que, com eles, por motivos do coração, viajava o inspetor Arthur Rivers, um dos
primeiros detetives britânicos, da recém-formada divisão de polícia baseada em Scotland Yard,
em uma rua lateral à Whitehall.
As irmãs Fox, que deram início ao “culto de batidas” e alegavam falar com os mortos,
constituíram um fenômeno norte-americano no século XIX amplamente divulgado pela
imprensa. Acredita-se que o ópio sempre pairasse no ar; o alcoolismo e os escândalos vieram
depois.
Gallus Mag era uma figura conhecida no submundo das gangues de Nova York no século
XIX. E ainda podem ser encontrados artigos de jornais sobre o desempenho da célebre Sra. Ray,
do Royal Theatre, Nova Zelândia, em “The Bandit Chief”.
Embora Sigmund Freud não tenha feito parte desta história, é interessante observar que ele
visitou os Estados Unidos em 1909 para divulgar as teorias da psicanálise. A visita não foi um
sucesso: posteriormente, Freud descreveu a viagem como um “erro gigantesco”.