O Circo dos Fantasmas

Barbara Ewing · Capítulo 24 de 52

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O Circo dos Fantasmas

Capítulo 23

 

No momento em que voltou dos negócios urgentes que tinha para cuidar em New Haven,

para onde embarcara naquele dia, o pequeno Alfie seguiu diretamente para a Casa de

Celine em Maiden Lane. Levava consigo carne fresca, dois abacaxis, ostras e um buquê de

flores de verão, alguns livros e uma caixa enorme de chocolates ingleses. No bolso,

também tinha duas garrafas de rum.

No píer de Battery naquele dia, ele se virara brevemente e ficara quase tão branco

quanto as velas do Beauty que levava a trupe do circo para a longa viagem.

— Queenie! — repetira ele diversas vezes, sem acreditar, enquanto ainda estava no

passadiço do seu pequeno barco, incapaz de crer no que via. — Queenie, em minha vida!

— dissera ele e, para total espanto dos seus companheiros de negócios que o aguardavam

para embarcarem, ele abraçara repetidas vezes uma velha senhora de aparência estranha,

com uma pena em seu chapéu, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto envelhecido.

Agora, no sótão abafado, todas as janelas estavam abertas enquanto a noite úmida de

verão caía; eles adiaram o máximo possível o momento de acender os lampiões para

manter o ar mais fresco. Uma vez mais, Alfie abraçou Regina diversas vezes, sorrindo sem

parar e entregou-lhe os livros e os chocolates ingleses: o restante, entregou para quem

estivesse disposto a pegar. Sentou-se à vontade onde lhe indicaram, com seu paletó claro e

a cartola achatada sobre o joelho. Encheu a pequena sala de estar do sótão com seu

entusiasmo, enquanto todos comiam chocolate com alegria. Cordelia e Rillie haviam

tirado as botas e caminhavam descalças. Ao perceber aquilo e ver que Monsieur Roland

abrira o colarinho da camisa e retirara o casaco, Alfie fez o mesmo. Rillie abriu o último

botão da camisa da mãe para refrescá-la: eles podiam ver a pele pálida e enrugada. Apenas

Regina parecia não notar o calor, tão extasiada com a aparição do irmão.

Depois de todos aqueles anos, Alfie ainda tinha sotaque londrino, mas seu discurso

era recheado com as novas gírias americanas das quais Rillie tanto gostava. Do lado de

fora, a luz do sol diminuía aos poucos. Lá dentro, Alfie lhes contou que trabalhava com

importação e exportação de bens e entenderam que ele tinha muitos negócios com navios.

— Então, por que não o vi antes, Alfie? É isso que quero saber. Há um grande

mistério aqui. Tenho perguntado por você nas docas há anos. Ultimamente, até escrevi

cartas para o grande posto dos correios.

— Por quem você perguntava, Queenie? Para quem escrevia?

— Ora, para quem poderia ser? Eu perguntava por você, pequeno Alfie! E escrevi para

— Ora, para quem poderia ser? Eu perguntava por você, pequeno Alfie! E escrevi para

Alfie Tyrone. Sempre perguntava por Alfie Tyrone.

— Sim. Bem, esse é um erro compreensível. — Alfie esfregou o nariz e limpou a

garganta. — Lembra-se que o sobrenome da família de nossa mãe era Macmillan?

— E então?

— E que o nosso avô se chamava George. George Macmillan.

— Um velho bobo ele era. Então?

— E se lembra, Queenie, que fugi de casa logo depois que você fugiu e, então, a

encontrei escrevendo poemas para os jornais em Seven Dials?

— Então?

— Então, o nosso pai foi nos procurar.

— Ele foi? Você nunca me contou isso.

— Bem, eu dei um soco naquele velho trapaceiro.

— Você não se atreveria!

— Pois me atrevi. Depois de todos aqueles anos. Eu dei um soco bem na cara dele e

esmaguei seu nariz e os dentes. Não sabia a minha própria força, Queenie. E isso é fato! E

disse que se voltasse a nos procurar, eu contaria para todos no abrigo de Cleveland Street

que ele os enganava, pegando coisas.

— Alfie!

— Vocês sabiam — informou ele para os ouvintes fascinados no sótão. — Que aquele

homem nos batia até ficarmos marcados. Em mim, em Queenie e em nossa mãe. Era um

homem podre e quando o vi na Strand Street e descobri que procurava por nós para nos

obrigar a voltar, eu o soquei por todas as vezes que ele nos socou. Mas o machuquei e

não sabia o quanto. Talvez o tenha matado. Então, fugi rápido, naquele mesmo dia, mas

assinei um nome diferente só por precaução. Naquele dia, eu a procurei e disse que viria

para a América, Queenie, só não contei por que era tão urgente a minha partida. Então,

todos na América, a não ser por minha família, é claro, me chamam de George

Macmillan. Não é de estranhar que não conseguisse me encontrar, mesmo eu sendo bem

conhecido! Todo mundo me conhece! Pergunte sobre George Macmillan amanhã e aposto

que conseguirá me achar bem rápido, em qualquer lugar nas docas!

Naquele momento, o inspetor Rivers voltou do departamento de polícia. Alfie ficou

um pouco desconfortável ao saber que havia um policial inglês morando sob o mesmo

teto que a irmã, mas não precisou de muitos cálculos para perceber que quando Alfie

deixara a Inglaterra, com 16 anos, depois de espancar o pai na rua, o inspetor Rivers nem

sequer havia nascido. Rillie, por fim, acendeu os lampiões, mesmo que isso significasse

que as mariposas entrariam e voariam ao redor das chamas.

Alfie Tyrone bebeu chá com eles com bastante educação, enquanto todos o

observavam. A risada enrugara seu rosto e o canto dos olhos.

— Muito bem, Queenie! — disse ele. — Muito bem. Somos velhos agora, mas você está

igualzinha, sabia? Sempre pareceu um pássaro louco. Eu trouxe alguns livros de poesia, olhe! Vocês sabiam que ela era uma poetisa? Todos os jornais populares que tinham

poemas sobre assassinatos e essas coisas?

— Alfie!

— Ora, Queenie, você era uma poetisa de renome quando a deixei. — E ele declamou,

orgulhoso:

 

COM UMA BARRA ESMAGOU-LHE A CABEÇA

UMA SOPA DE MIOLOS PELO CHÃO SE ESPALHOU

A BRUXA DEIXOU O CORPO PARA QUE APODREÇA

E A ELA SOMENTE A FORCA RESTOU

 

— Nunca me esqueci desse. Acho tão inteligente. Sempre o declamo para os meus

amigos e conto que a minha própria irmã o escreveu. Você tem escrito mais, Queenie?

Regina pensou em seu poema influenciado por Edgar Allan Poe, aquele que enviara

para Alfie Tyrone, aos cuidados do posto dos correios de Nova York.

— Talvez — respondeu, enigmática.

— Sabíamos que ela era poetisa, Alfie — respondeu Rillie. — Acho que talvez fosse a

única poetisa de Londres a ganhar algum dinheiro! Era a única pessoa que conhecíamos

que tinha dinheiro e nos emprestou para que pudéssemos começar nossos negócios em

Londres. Não teríamos conseguido sem ela.

— Eu também acho que Regina uma vez salvou a minha vida — informou Cordelia.

— Bem... — começou Regina com modéstia, mas, então, começou a rir. — Sim, fiz

tudo isso Alfie. A terrível prima da Rainha Vitória tinha uma faca e estava gritando com

Cordelia e eu cheguei correndo com a primeira coisa que consegui pegar. Adivinha o que

era, Alfie! Não, você não vai conseguir adivinhar, era um penico! E eu acertei a cabeça dela

com ele, e o melhor de tudo: estava cheio!

Mesmo sentindo que faltava grande parte da história, Alfie rolou de rir e Cordelia se

viu rindo com os outros, mesmo que, às vezes, pesadelos daquela noite escura com a

mulher gritando a acordassem.

— Ora, Queenie — disse Alfie, enxugando os olhos com um lenço que tirara no bolso.

— Uma heroína e uma pessoa de bom coração sob a voz zangada. E não sou só eu que

digo que você é uma poetisa! — Ele se voltou para Rillie e perguntou de forma polida: — E

que tipo de negócios vocês duas tinham, minha querida?

Rillie e Cordelia trocaram um olhar e um sorriso amargo e seco nos lábios.

— Bem — respondeu Rillie. — É uma longa história, Alfie, mas nós tínhamos um

negócio... Hã... Bem, na verdade, éramos atrizes e não queríamos mais atuar e ficamos

com pouco dinheiro. Na verdade não tínhamos dinheiro algum e precisávamos trabalhar

para sobreviver. Então, com a ajuda de Regina, montamos um negócio. Cordelia era

conhecida como freno-mesmerista na época. E eu era sua... hã... gerente.

Alfie parecia admirado.

— Seu próprio negócio? E mulheres ainda! Eram corajosas. Vocês eram como as

irmãs Fox sobre as quais tenho ouvido falar?

— Elas ainda continuam com essa história de bater na mesa, Monsieur Alfie? —

perguntou Monsieur Roland, surpreso. — Não ouvi isso.

— Ah, monsiê, eu tenho as minhas fontes. Por causa dos negócios, posso descer, usar

o telégrafo e ver todo tipo de mensagem chegando.

— Alfie, você não se atreveria!

— Claro que sim, Queenie! Sou um homem de negócios. — Ele se virou para

Monsieur Roland. — Às vezes, algumas novidades chegam pelo telégrafo, senhor —

contou ele. — E essas irmãs Fox são uma novidade. Acho que começaram uma turnê para

fazer sessões de batidas na mesa em outros lugares. Dizem que o Sr. Phineas Barnum

demonstrou interesse, então, acho que logo chegarão a Nova York!

Monsieur Roland não quis estragar aquela noite fascinante se zangando novamente

com o assunto.

— Aquelas fraudes — foi tudo o que disse.

— Pequeno Alfie, quando diz que é um homem de negócios, você quer dizer um

homem de negócios de verdade? Como na Inglaterra?

— Quer dizer como aqueles cavalheiros pomposos na Inglaterra? As coisas são

diferentes aqui, Queenie! Qualquer um pode fazer a própria sorte se trabalhar duro e não

vagabundear por aí. Esse sou eu! E acho que temos de agradecer ao velho trapaceiro do

nosso pai por ter nos ensinado a ler e escrever.

— Eu sei. Sempre digo isso.

— Ainda assim, fico feliz de tê-lo socado.

— Então, pequeno Alfie, conte-me. Você mencionou uma família. Você é casado?

— É claro!

— Bem, então eu sou tia?

— Uma tia? Você já é tia-avó! E se tudo correr bem, logo serei bisavô e acho que isso a

tornará, o quê? Uma tia-bisavó? Então, se prepare.

— Tia-bisavó! — Ela olhou para ele boquiaberta.

— Não somos galinhas, sabe!

Todos riram: nunca nenhum deles vira Regina sem palavras.

— O senhor vive próximo às docas, Alfie? — perguntou o inspetor Rivers.

— Tenho algumas propriedades, senhor. Na verdade, viajo muito a trabalho. Próximo

às docas, tenho um lugar para descansar a cabeça, sim. E eu e Maria, minha esposa, temos

uma casa em Washington Square, mas ela está viajando, visitando duas das nossas filhas

que moram em Tarrytown, subindo o Hudson. Ela tenta sair da cidade no verão. Alguns

dos meus filhos... Seus sobrinhos, Queenie! Eles trabalham para mim e moram em vários

lugares onde precisamos de organização: Nova Jérsei, Nova Orleans. Estou muito bem de

vida, senhor — terminou ele.

 

— Realmente, deve ser — respondeu Arthur, impressionado. — Que tipo de comércio

— Realmente, deve ser — respondeu Arthur, impressionado. — Que tipo de comércio

o senhor faz?

— Sou um facilitador. É como chamo o que faço. Facilitador. Isso significa que faço o

transporte por terra e as negociações. Sou um negociador de preços. O senhor poderia

dizer que coloco o ferro fundido em contato com as máquinas. Ou o milho em contato

com o pão, o algodão em contato com os vestidos. Tudo: frutas, temperos, pode

escolher. Já andei por toda Nova York, mesmo durante a longa depressão depois de 1837.

Nunca perdi a calma. Eu organizo, entende? Sempre amei e sou muito bom nisso. Já estou

no ramo há anos. O senhor sabia que uma vez eu trabalhei em um escritório de

contabilidade no porto para ajudar a cobrar impostos. Sabe o que fazem por lá? Eles

contam feijões, milho, algodão! Que monte de trapaceiros! Estou surpreso de não estarem

todos em um manicômio!

Cordelia, Rillie e a Sra. Spoons estavam enfeitiçadas; Monsieur Roland parecia

maravilhado com a energia daquele homem que não poderia ser muito mais novo do que

ele; o inspetor Rivers ouvia a tudo atentamente e Regina olhava em volta, orgulhosa como

se dissesse: eu disse que tinha um irmão caçula.

— De qualquer forma — continuou ele. — Eu logo saí de lá e entrei em ação de

verdade. Dirigi por todos os lugares: grandes carroças de pão e enormes carroças de

algodão e até de ostras. Agora pago para pessoas dirigirem essas enormes carroças para

mim. Vocês sabem a fundição lá perto do rio? Então, fui eu que os ajudei e organizei no

início. Entregava ferro de Nova Jérsei para as máquinas e cascos de navio, sempre no

prazo, sempre confiável. Algodão? Ia para o sul e voltava para as docas. Mas não gosto

nada do negócio da escravidão. Creio que ainda enfrentarão muitos problemas por conta

disso. Homens não podem ser tratados como animais, ter sua liberdade retirada, não

importa a cor da pele. Nosso pai, que certamente não está no céu, não é Queenie? Ele nos

ensinou a ler e a escrever como reis. Pena que tivesse que nos espancar até ficarmos com

manchas negras e azuladas pelo corpo. Vocês sabem no que ele trabalhava? Era um

zelador no abrigo de Cleveland Street. Ele tinha muito poder sobre a vida das pessoas e o

pouco que possuíam ele lhes tirava, o maldito. Então, eu não gosto que as pessoas não

tenham liberdade. Nós logo conseguimos fugir, não é, Queenie? Mas, meus amigos, nós

fomos educados!

E ele estava rindo enquanto falava e os outros não podiam evitar, mas rir também,

mesmo que chocados com a história. E olharam para Regina, surpresos. Em todos

aqueles anos, ela jamais mencionara o pai ou o abrigo.

— Alfie — disse o inspetor Rivers. — O senhor sabe alguma coisa sobre as gangues

que trabalham no rio?

— O senhor quer dizer as que roubam os navios?

— Sim.

— Malditos irlandeses. Tudo bem. Tudo bem. Nem todos são irlandeses e sei também

que Queenie e eu temos ascendência irlandesa. Tyrone, bem, não dá para ser mais

irlandês do que isso, não é? Nosso velho pai era irlandês. Mas temos muitas outras misturas também, não é, Queenie? Nossa avó era escocesa e nossa mãe nasceu em

Glasgow antes de morar em Londres, e nosso maldito pai pode até ter ser chamado

Tyrone e se achar irlandês, mas era londrino, então temos muitas outras coisas em nós,

assim como nosso nome. Afinal, dá para imaginar um irlandês de verdade dando para a

filha o nome de Regina?! Às vezes sinto pena dos irlandeses de Bowery, alguns deles não

têm nada além da própria merda. Oh, perdoem-me senhoras, mas eles são tão pobres

como piolhos e chegam aos montes em Nova York todos os dias achando que esta é a

terra prometida. E mesmo a gangue dos irlandeses de Bowery, com suas brigas de punhos

e botas pesadas, almas perdidas com camisas enfeitadas, muitos deles nascidos na

América, não se sentem parte disto tudo. Mas o senhor está falando das gangues do rio,

não é?

— Sim, estou.

— Eles são uma mistura de tudo, aquele bando. Há muitos irlandeses, é claro, mas

como eu disse, há muitos dos que se chamam de verdadeiros americanos. Além de

alemães, italianos e sabe-se lá o que mais. Eles provocam muitos prejuízos à prosperidade

de todos, aquelas gangues das águas, mais até do que um tornado. Bem, essa é minha

opinião sobre o assunto.

— Alfie, acho que Deus o enviou! — exclamou o inspetor Rivers. — O senhor é o

homem que eu procurava e realmente é um prazer tê-lo conhecido.

— Digo o mesmo, inspetor. Embora eu não goste muito dos policiais de Nova York,

temo dizer.

— Eu tampouco — declarou Arthur.

E embora o sótão estivesse triste com a partida de Gwenlliam, o aposento vibrava com

risadas e histórias, e Rillie serviu bolo e Cordelia, com as mãos um pouco trêmulas de

cansaço depois de tantas noites insones desde a partida da filha, serviu o rum que Alfie

trouxera para todos, e fez os demais adivinharem onde Gwenlliam poderia estar naquele

momento. (E Gwenlliam Preston navegava pela costa do oceano Atlântico para ganhar sua

fortuna; por fim, conseguiram ver o istmo à distância e, embora estivesse triste por tudo

que deixara para trás, também estava animada e ria com Peggy Walker e os acrobatas, os

charros, o cacique e os palhaços.)

— Ei, Queenie, você ainda canta?

— É claro. Às vezes.

— Oh, como cantávamos naquele abrigo! — contou Alfie. — Quando nosso pai vinha

cambaleando de bêbado, eram músicas irlandesas, é claro. Lembra Queenie? — E para

surpresa de todos, Alfie e Regina, que não se viam há cinquenta anos, começaram a

cantar, ao mesmo tempo a mesma música. Ambos afinados:

 

Tis the last rose of summer

Left blooming alone

All her lovey companions

Are faded and gone.

No flower of her kindred

No rosebud is nigh

To reflect back her blushes

To give sigh for sigh.*

 

Todos no pequeno sótão foram surpreendidos ao verem essas duas pessoas idosas

cantando com suas vozes afinadas e apenas assistiram em silêncio. No final, aplaudiram

pelo prazer de ouvi-los e Rillie enxugou uma lágrima no canto do olho.

— E você se lembra de nossa querida mãe cantando, Queenie, suas músicas escocesas,

quando papai não estava lá? Vamos todos juntos agora, não nos deixem sozinhos desta

vez!

E antes que percebessem, todos os habitantes do sótão, incluindo a Sra. Spoons que

batia os pés no ritmo da música, sorria e cantava, começaram a cantar uma alegre canção e

suas vozes ecoaram no andar de baixo da Casa de Celine e na esquina da Broadway com a

Maiden Lane.

 

O whistle and I’ll come to ye, my lad,

O whistle and I’ll come to ye, my lad,

Though father and mother and a’ should gae mad

Thy Jeannie will venture wi’ thee, my lad.

Nota

 

* Tradução livre: “Esta é a última rosa do verão / Abandonada a florescer sozinha / Todas

as adoráveis companheiras / Já estão murchas e acabadas. / Nenhuma flor como ela /

Nenhum botão de rosa por perto / Para refletir seu rubor / Para responder um suspiro

com outro.” (N.T.)