O Circo dos Fantasmas
Capítulo 29
FALE COM O MESMERISTA pode ter sido considerado um sucesso por alguns: os que
falavam.
Para Monsieur Roland e Cordelia, porém, a experiência foi um grande fracasso: um
terrível engano de proporções gigantescas. Tratou-se de um erro tão impressionante que
Monsieur Roland, ao cair do primeiro floco de neve do inverno, convenceu Arthur a
cobrir totalmente o presunçoso anúncio que Alfie fizera, para a decepção de alguns nova-
iorquinos que haviam aproveitado os serviços de FALE COM O MESMERISTA com muito
prazer pagando dois dólares por vez.
Monsieur Roland lera muitos livros, pensara muito e conversara bastante com Cordelia.
— O que realmente me interessa, as lembranças bloqueadas, não será óbvio no
começo, é claro — dissera ele. — E, em muitos casos, não será nem mesmo relevante, mas
não consigo imaginar nenhuma outra forma de começar, a não ser convidando as pessoas
para falarem conosco. Esse será um processo contínuo para podermos realmente ajudá-
los. Assim, talvez, ainda possamos aprender muitas coisas, mas vamos ver o que
acontece. Em um primeiro momento, tenho certeza de que falarão sobre as dores físicas
imediatas e talvez sobre os problemas atuais.
Nem mesmo esse homem sábio compreendera como estava certo.
O problema não foi que as pessoas que chegavam — os clientes, como Alfie as
chamava — não fossem sociáveis. Elas certamente eram. Tão sociáveis que quase afogavam
os mesmeristas em uma montanha de palavras, por vezes ditas em voz alta demais. Ainda
assim, os mesmeristas traçaram um plano (ou assim pensaram) com muito cuidado:
Cordelia, com seus cabelos curtos cobertos por um longo xale amarrado, e Monsieur
Roland com seu paletó antigo e bem-cuidado, sentariam cada qual em uma das duas salas
da rua Nassau, com um lampião a óleo em cada mesa de duas cadeiras. Em vez das antigas
palavras Entregue-se aos meus cuidados, que os mesmeristas usavam quando as pessoas
apresentavam dores de cabeça ou nas costas e mãos trêmulas, passaram a dizer: Existe algo
que poderá ajudar os passes do mesmerismo e lhe beneficiar de maneira mais proveitosa. Diga-
me como acha que a dor começou e como se sente. E, meu Deus, eles falariam como se sentiam, esses americanos: com riqueza de detalhes, sem parar, então, as horas passavam
e as vozes não cessavam, a não ser para tomarem mais fôlego.
— Sinto muito! — exclamara Cordelia, desesperada, para Monsieur Roland depois de
uma tarde particularmente difícil em suas salas recém-pintadas, mas junto com o
desespero veio um acesso de riso. Ela não conseguia parar de rir: lágrimas escorriam pelo
rosto. — Eles não param! Não param de falar! Não consigo fazê-los parar!
Foi quando ele respondeu:
— De fato, entendo o que quer dizer. — E ela ergueu os olhos e se deparou com a
expressão amarga e confusa e compreendeu: Monsieur Roland também não conseguia
fazer com que parassem.
Como Monsieur Roland predissera, as pessoas tinham problemas: algumas grandes,
outras pequenos; alguns se manifestando como verdadeira angústia física, outras
causando dor de cabeça ou queimação no estômago. Muitos dos problemas tinham a ver
com dinheiro. Monsieur Roland e Cordelia (que enfrentavam alguns problemas
financeiros) aprenderam rapidamente que, naquele país, com riquezas inimagináveis para
alguns, os que podiam pagar para falar com o mesmerista, para começar, provavelmente
possuíam dinheiro suficiente para sobreviver — no entanto, em geral, o problema não era
tão simples: eles queriam ganhar mais dinheiro —, muitas pessoas, quando ganhavam
muito dinheiro, desejavam ainda mais. Sentiam dores de cabeça ou desenvolviam
reumatismo porque havia mais dinheiro para se ganhar e não estavam conseguindo. E
havia também amor, morte, filhos, solidão e decepção. Se os praticantes estavam
procurando memórias bloqueadas, parecia que não encontrariam nada dessa maneira. O
experimento como um todo estava tão distante das ideias iniciais de Monsieur Roland
quanto poderia estar. O fluxo de conversa naquela terra de falantes não parava — afinal,
todos haviam sido convidados a falar, e ainda pagavam uma boa quantia para isso, não é
mesmo? Nada era mais fácil para essas pessoas do que contar seus segredos mais íntimos.
Como Monsieur Roland e Cordelia não haviam pensado em traçar parâmetros ou
cronometrar o tempo dos clientes — não tinham ideia de que precisariam disso nesse
estágio inicial do experimento —, então, uma tarde inteira poderia se passar, o frio chegar
e a noite cair e os americanos continuariam falando: todas as tentativas de silenciá-los
eram vãs. Algumas vezes, Monsieur Roland e Cordelia se davam conta de que escutavam
não uma, mas duas vozes: de cada uma das pequenas salas se escutavam vozes altas e
incessantes, contando seus problemas, um atrás do outro, para os mesmeristas, bem de
acordo com o convite que receberam. E o pior: agora que a conversa fazia parte do
processo, os clientes ainda costumavam fazer perguntas aos mesmeristas, “O que o
senhor acha da América?”, “Quantos anos o senhor tem?”, “O senhor é casado?”,
“Quanto o senhor ganha?”
Às vezes, quando finalmente chegavam em casa em Maiden Lane, Cordelia anunciava
que achava que Nova York era cheia de loucos; Monsieur Roland, mesmo com toda sua
experiência, não conseguiu se dar muito melhor e disse para Arthur:
— Preciso de você na entrada, para expulsar os clientes que não param de falar. É
— Preciso de você na entrada, para expulsar os clientes que não param de falar. É
muito difícil interrompê-los no meio de uma frase e cobrar os dois dólares quando chega
a hora do pagamento. Isso quando consigo definir a hora do pagamento! — E, embora
todos tenham rido, não conseguiram encontrar uma solução.
Alfie exclamou:
— Eu não disse? Falei que as pessoas poderiam falar até que sua cabeça explodisse.
Rillie sugeriu, sensata:
— Vocês deveriam ter uma campainha alta e tocá-la depois que certo tempo se
passasse.
Mas Cordelia tentou explicar uma vez mais: esses clientes tinham certas expectativas,
pagavam uma boa quantia para falarem e era impossível interrompê-los. Havia exceções, é
claro. No geral, porém, se aqueles americanos pagavam dois dólares para falar, eles
realmente falavam o tanto quanto quisessem e nada os faria parar.
Insistiram por vários meses, mas a verdade era que a América borbulhava com novas
ideias. Havia tantas placas e propagandas: mormonismo, shakerismo, batismo,
espiritismo, ocultismo, e o mesmerismo era algo do passado. Embora os clientes
aproveitassem os dois dólares gastos, seu número não cresceu de forma repentina: a
palavra mesmerista não tinha mais o poder de atrair as pessoas. FALE COM O
MESMERISTA não foi apenas um fracasso filosófico, mas também um desastre financeiro:
cobria o aluguel das salas em Nassau Street, mas não sobrava muito mais dinheiro.
— A culpa foi minha, minha querida — lamentou Monsieur Roland. — Agora vejo que
não pensei em todos os detalhes. Esse não é o caminho. Tenho certeza de que há algo
aqui, algo que está bem próximo. É claro que há, tem de haver, pois as pessoas parecem
ter uma necessidade de falar, mas este não é o caminho certo.
— E como eles aproveitam essa chance! — exclamou Cordelia. — Ao pagarem dois
dólares, acham-se no direito de falar até que todos os lampiões a gás da Broadway sejam
acesos! — Então, ela lembrou-se dos clientes contidos que costumava atender em
Londres, dos quais, às vezes, era difícil extrair qualquer palavra.
— Os americanos são uma nova geração — ironizou ele. — No final da tarde de ontem,
chegou um cliente com uma forte dor nos ombros. Ele me perguntou como eu investiria
os dois dólares que me pagaria e se poderia se tornar meu consultor financeiro.
Cordelia riu.
— E o que o senhor respondeu?
— Pensando em como nossa querida Rillie cuida com tanto desvelo do nosso
dinheiro e como faz com que dure por tanto tempo, respondi que eu investia em uma
mulher, e ele, imediatamente, começou um discurso com informações sobre especulações
em “tavernas com garotas” na Pearl Street. “O senhor tem interesse nessa área?”,
perguntou-me ele. “O senhor poderá ganhar uma fortuna.”
Cordelia ria, solidária.
— E os ombros do homem?
— Ele falou por mais de duas horas, sem parar. Posso dizer que agora aprendi
— Ele falou por mais de duas horas, sem parar. Posso dizer que agora aprendi
bastante sobre Wall Street e que um dia poderei usar esse conhecimento, mas não hoje.
De todas as lembranças que ele havia tido na vida, não deixei de descobrir nenhuma. Por
fim, consegui convencê-lo de que eu já possuía informações suficientes para mesmerizá-lo
e ajudar a aliviar a dor nos ombros. Ele se sentou, inquieto, e continuou falando. Precisei
de cada grama da minha concentração para realizar os passes, acalmá-lo e ajudá-lo. Ele me
agradeceu profusamente, afirmou que foi bom conversar comigo e que seus ombros
estavam ótimos! — Monsieur Roland suspirou. — Mas eu poderia ter aliviado a dor dos
ombros sem toda aquela conversa! Como já disse, isso tudo é minha culpa, Cordelia.
Mesmerismo, dinheiro, lembranças e monólogos combinados é um total e completo
fracasso. Ainda creio que existe alguma maneira de seguirmos adiante com os
ensinamentos do dr. Mesmer. E não estou falando de hipnose. Estou tentando descobrir
algum outro tipo de cura. De qualquer forma, creio que ambos concordamos que FALE
COM O MESMERISTA pode ser considerado um grande fracasso.
Cordelia apenas concordou, aliviada.
Alfie, relutante, mudou a placa na porta, pois sabia que precisavam pagar o aluguel das
salas e que tinham de trabalhar de alguma forma.
— Daqui a poucas semanas, você poderá esperar por cartas da Califórnia — informou
ele. — Mas não agora.
Alfie estava trabalhando na nova pintura da placa, que continuou um pouco grande,
mas, mediante a insistência de Monsieur Roland, as letras agora eram menores. Alfie
contraiu os lábios e meneou a cabeça, mas a placa anunciava simplesmente:
MESMERISTAS
Monsieur Roland
Sra. Cordelia Preston
Uma vez mais, Alfie implorou para incluírem alguns pontos de exclamação:
MESMERISTAS!!!! Ou ainda: HIPNOTIZADORES!!!!!! Monsieur Roland, porém, achou
que a palavra “hipnotizadores” não seria compreendida da forma correta.
— Nós, de fato, hipnotizamos. É isso que todo bom mesmerista tem feito nos últimos
anos, empenhando-se em unir as nossas energias com a energia do cliente, para usar o
termo que o senhor usa, Alfie. Mas a palavra hipnose já está deveras associada a
charlatanismo e golpes baratos. Pelo menos algumas pessoas sensatas sabem que o
mesmerismo é uma ciência séria, mesmo que seus dias de glória tenham ficado no
passado. — Mas encurvou os ombros ao dizer isso. Estava mais abatido pelo fracasso do
que poderiam compreender.
E todos sabiam que, mesmo com Rillie agora trabalhando para La Grande Celine, as
E todos sabiam que, mesmo com Rillie agora trabalhando para La Grande Celine, as
finanças da família já não eram tão sólidas e as economias estavam diminuindo
rapidamente. Arthur Rivers se preocupava bastante; fosse ele religioso, teria rezado para
que Charlie não perdesse o emprego na Companhia de Água em Londres.
Preciso ganhar dinheiro de alguma forma, pensou Cordelia.
Então, certa manhã, encaminhou-se, apressada, ao Estúdio de Daguerreotipia do Sr.
Prince na Broadway, olhou a janela com cuidado e viu que o anúncio ainda estava lá:
MINISTRAMOS AULAS DE DAGUERREOTIPIA: INFORME-SE AQUI.
Nos últimos apavorantes e cômicos dias de FALE COM O MESMERISTA, enquanto
Cordelia observava os rostos dos americanos falantes, pensava: meu trabalho sempre
envolveu observar rostos. Mesmo há muito tempo, quando ainda era atriz, aprendi a minha
arte de encenação observando os rostos de outras pessoas. Lembrou-se do rosto louco e
maravilhoso do ator Edmund Kean, em sua interpretação de Rei Lear, quando ela
representava a filha mais nova: a homônima Cordelia. Lembrou-se do começo da sua
carreira como freno-mesmerista, quando procurava na expressão do rosto dos primeiros
clientes pistas sobre o que gostariam de ouvir. Lembrou-se ainda da primeira operação
médica da qual participou como mesmerista: apavorou-se ao ver os cirurgiões com
aventais impermeáveis e serras, mas, quando olhou para a mulher pálida deitada embaixo
do lençol também impermeável, compreendeu, de repente: aquela mulher também olhava
para o cirurgião e estava muito mais apavorada do que Cordelia, pois eles iriam usar a
serra para lhe remover o seio. Ao observar o rosto daquela paciente, Cordelia entendeu
claramente seus sentimentos e encontrou dentro de si a coragem para ajudá-la. Creio que
meu trabalho me fez compreender, algumas vezes, o rosto das pessoas. Talvez eu possa aprender
a capturar expressões de forma permanente.
Apressou-se em entrar no estúdio de daguerreotipia. Usava seu lindo chapéu.
O Sr. Prince a reconheceu imediatamente: a mulher com uma mecha branca de cabelo
e rosto inesquecível.
— Bom dia, Sra. Preston — saudou ele. — Como está sua linda filha? A senhora veio
para uma nova sessão?
— Gostaria de ter aulas — respondeu ela.
Ele ficou bastante surpreso (certamente, ela era velha demais, além de ser mulher). No
entanto, negócios eram negócios.
— Dez aulas de meio período custam cinquenta dólares. Ao final desse tempo, a
senhora será capaz de fazer um daguerreótipo.
Já havia planejado tudo com Rillie: tenho de tentar ganhar dinheiro e gostaria de
aprender isso, o que você acha, Rillie?
— Tenho o dinheiro aqui — afirmou Cordelia.
— Nesse caso, me chame de Larry — disse o Sr. Prince.
Cordelia retirou o chapéu: era melhor vê-la naquele momento do que mais tarde. Mas
Cordelia retirou o chapéu: era melhor vê-la naquele momento do que mais tarde. Mas
na verdade ele disse:
— Ora, ora. Ouvi dizer que existem novos estilos de cabelo.
Com a anuência de Monsieur Roland, Cordelia marcou algumas consultas de
mesmerismo na parte da tarde. Todas as manhãs, ela se apresentava a Larry Prince, o
daguerreotipista. Havia quatro alunos, Cordelia não só era a mais velha como a única
mulher. Toda manhã, Larry reiterava aos pupilos os princípios mais importantes da
daguerreotipia: trata-se de uma ciência com base em dois elementos vitais, um químico e
um óptico.
— E se vocês não possuírem uma intuição para a luz e a sombra, estão perdendo o
dinheiro de vocês e fazendo com que eu perca o meu tempo. Eu fui à Inglaterra. Vi a nova
fotografia, sei que podem fazer cópias, mas os retratos não são tão belos. Ainda creio que
a daguerreotipia seja a melhor maneira de se conseguir um bom retrato.
Sr. Prince sempre pedia a Cordelia, e não os jovens cavalheiros, para limpar a poeira
dos retratos da galeria de recepção todas as manhãs: o que ela fez sem reclamar,
observando tudo. Não era de se estranhar que Larry falasse tanto sobre a luz: a primeira
coisa que fazia ao chegar de manhã era correr para o estúdio, no andar superior, e
observar a luz do dia entrando pela grande claraboia, estudar a luz, discutir a luz e
lamentar quando o dia estava cinzento. Observou como Larry era paciente e meticuloso,
como movia os espelhos repetidas vezes até que ficasse satisfeito e convencido de que
aquela era a melhor forma possível de iluminar o rosto do cliente antes de tirar o retrato.
Ele é como Silas Swift, pensou Cordelia. Ele usa a luz para obter um efeito.
Logo ela não estava apenas tirando a poeira dos retratos, como também polindo as
lâminas que eram usadas nas daguerreotipias: folhas finas de cobre revestidas em prata;
lâminas inteiras, meias-lâminas e outras menores.
— Quanto mais polidas as lâminas, melhor será a imagem capturada — explicou Larry
aos alunos. Ele tinha uma sala escura onde cobria as lâminas com ingredientes “secretos”.
— Todos nós temos nossos segredos para melhorar as imagens e tornar a lâmina mais
sensível à luz — continuou. — Somos como os pintores de antigamente. O próprio
Michelangelo tinha seus segredos. — Então ele colocava a lâmina finalizada no suporte e
permitia que um dos alunos a utilizasse na grande câmera que aguardava de pé no
estúdio. Ali todos aguardavam ansiosos, afofando os cabelos.
O tempo real de captura da imagem (Larry dizia, orgulhoso, que agora podia fazer isso
em dez segundos) era a etapa que levava menos tempo de todo o processo. Enquanto o
cliente aguardava na nobre recepção no andar de baixo junto aos retratos limpos nas
paredes, Larry, ou um de seus alunos, aperfeiçoava a imagem sobre o vapor do mercúrio
aquecido.
Depois das dez aulas, Cordelia foi autorizada a fazer seu primeiro retrato, como
prometido. Arthur, sob protestos, posou para ela, com a cabeça presa no apoio.
— Mas você não deve sorrir, Arthur!
— Eu não vou sorrir — respondeu Arthur, sério, em consideração à esposa.
— Eu não vou sorrir — respondeu Arthur, sério, em consideração à esposa.
Permaneceu totalmente imóvel por dezessete segundos.
— Nada mal, companheira! — elogiou Larry quando Cordelia desceu à galeria de
recepção com o daguerreótipo finalizado em uma pequena moldura. Até mesmo Arthur
percebeu que o trabalho estava bom. Havia algo no rosto, algo gentil, mas também havia
algo mais, talvez os dilemas de sua vida refletidos ali. Talvez nem mesmo Cordelia tenha
compreendido o que havia capturado.
— Ora, ora, ora — disseram Rillie e Celine admiradas.
— Você capturou a alma de Arthur — declarou Monsieur Roland.
Certo dia Larry Prince fez um daguerreótipo de Cordelia.
A luz capturou seus olhos negros, os ossos de seu rosto pálido e o estranho corte de
cabelo. Seus cabelos ficaram tão destruídos que mal cresciam: quase sempre envolvia a
cabeça com um longo xale, cujas pontas caíam sobre os ombros conferindo-lhe um ar
alegre e garboso.
— Eles não me assustam — declarou ela. — Minha filha está segura longe daqui.