A Revelação de Rama
Capítulo 5
Katie beijou seu pai nos lábios às pressas e passou mais uma vez os dedos em sua barba.
— Fique em paz, papai — disse ela. — E não perca a esperança.
O facho de luz estreito da lanterna precedeu os dois visitantes enquanto eles rapidamente atravessavam o quarto em direção à escada.
— Adeus, papai — disse Katie.
— Eu também a amo, Katie — murmurou Richard, ouvindo os passos de sua filha subindo os degraus.
5
A octoaranha sobre a mesa estava inconsciente. Nicole passou para o dr. Azul o pequeno recipiente de plástico que o médico alienígena pedira e ficou observando aquelas criaturas mínimas serem jogadas no líquido preto-esverdeado que cobria o ferimento aberto. Em menos de um minuto o líquido sumiu e seu colega octoaranha suturou o corte usando cinco centímetros de três dos seus tentáculos.
— Este é o último por hoje — disse o dr. Azul em cores. — Como sempre, Nicole, muito obrigado por sua ajuda.
Os dois atravessaram juntos a sala de cirurgia e passaram para um aposento ao lado. Nicole ainda não se acostumara àquele processo de limpeza. Ela respirou fundo, retirou o avental e colocou os braços em um grande reci-piente com dezenas de seres parecendo peixinhos dourados. Nicole sentiu-se repugnada quando aqueles bichinhos subiram pelos seus braços e mãos.
— Sei que isso não lhe agrada — falou o dr. Azul —, mas não temos escolha, agora que o suprimento de água foi contaminado pelo bombardeio... E não podemos correr o risco de alguma coisa daqui intoxicá-la.
— Tudo no norte da floresta foi destruído? — perguntou Nicole, enquanto o dr. Azul terminava sua limpeza.
— Quase tudo — respondeu a octoaranha. — E parece que os engenheiros humanos já terminaram as modificações nos seus helicópteros. O Chefe Otimizador teme que eles comecem a sobrevoar a floresta dentro de uma a duas semanas.
— E as mensagens que o senhor mandou ficaram sem resposta?
— Ficaram... Sabemos que Nakamura leu as mensagens... mas eles rap-taram e mataram o último mensageiro octoaranha perto da usina elétrica... apesar de ele estar carregando uma bandeira branca.
Nicole deu um suspiro, lembrando-se do que Max dissera na noite an-terior, quando ela expressou seu espanto por Nakamura ter ignorado todas as mensagens.
— Aquele homem não entende nada além de força bruta... — Max gritara irritado. — Tudo o que aquelas mensagens idiotas dizem é que as octoaranhas desejam paz, e que terão de se defender se os humanos não desistirem... As ameaças que se seguem não fazem sentido. O que Nakamura vai pensar quando suas tropas e helicópteros se espalharem por aí desimpedidos, destruindo tudo à vista?... O Chefe Otimizador aprendeu alguma coisa sobre os humanos? As octoaranhas devem levar o exército de Nakamura a algum tipo de batalha...
— As octoaranhas não funcionam assim — dissera Nicole. — Elas não se envolvem em escaramuças ou guerras limitadas. Só lutam quando sua sobrevivência está ameaçada... Nas mensagens tudo isso era exposto com muito cuidado e foram feitos vários pedidos para Nakamura conversar com Richard e Archie...
No hospital, o dr. Azul continuava sua conversa em cores com Nicole. Ela sacudiu a cabeça e voltou ao presente.
— Você vai esperar por Benjy hoje? — perguntou a octoaranha. — Ou vai direto para o centro administrativo?
Nicole olhou o relógio.
— Acho que vou agora. Em geral, levo umas duas horas para assimilar todos os dados dos quadróides do dia anterior... Tanta coisa está acontecendo... Por favor, peça ao Benjy para dizer aos outros que estarei em casa para o jantar.
Nicole saiu do hospital um pouco depois e dirigiu-se para o centro admi-nistrativo. Embora ainda fosse dia, as ruas da Cidade de Esmeralda estavam quase desertas. Nicole passou por três octoaranhas, todas andando apressadas do outro lado da rua, e por um par de biotas caranguejos que pareciam deslo-cados ali. O dr. Azul dissera a ela que os biotas caranguejos tinham sido recru-tados para trabalharem como garis na Cidade de Esmeralda.
A cidade mudou muito desde o decreto, pensou Nicole. A maioria das octoaranhas mais velhas está no Domínio da Guerra. E nós nunca vimos um biota aqui até o mês passado, depois que a maioria das criaturas do grupo de apoio foi enviada para outra locação. Max acha que muitas delas foram exterminadas por causa dos racionamentos. Max sempre pensa o pior das octoaranhas.
Em geral, depois do trabalho Nicole acompanhava Benjy até a parada do carro de transporte. Seu filho também estava dando uma ajuda no hospital. A medida que ele foi se conscientizando do que estava ocorrendo na Cidade de Esmeralda, ficou cada vez mais difícil para Nicole esconder a seriedade da situação que viviam.
— Por que nosso po-vo es-tá lu-tan-do contra as oc-to-a-ra-nhas? — perguntara Benjy na semana anterior. — As octoaranhas não querem machucar ninguém...
— Os colonos do Novo Éden não entendem as octoaranhas — dissera Nicole. — E não vão deixar Archie e o tio Richard explicar nada.
— Então eles são mais es-tú-pi-dos do que eu — dissera Benjy carrancudo. O dr. Azul e os outros membros da equipe do hospital das octoaranhas que não haviam sido deslocados pela guerra estavam muito impressionados com Benjy. No início, quando ele se apresentou como voluntário para ajudar, as octoaranhas tiveram reservas quanto às suas limitações. Mas Nicole explicava-lhe suas tarefas, ele repetia tudo para a mãe e nunca cometeu um erro. Sua ajuda era especialmente preciosa nos trabalhos pesados, por ele ser forte e jovem, um valioso atributo naquela hora em que várias das criaturas maiores não estavam mais por ali.
Enquanto Nicole caminhava até o centro administrativo, com a cabeça tomada de pensamentos agradáveis sobre Benjy, uma súbita imagem de Katie superpôs-se à figura sorridente de seu filho retardado. A mente de Nicole ficou dividida entre as duas imagens. Como pais, pensou ela suspirando, nós passamos tempo demais envolvidos com o potencial intelectual, e deixamos de dar certa atenção a outras qualidades mais palpáveis. O que mais importa não é o nível do intelecto da criança, mas o que ela decide fazer com esse intelecto... Benjy superou nossas expectativas, basicamente por causa da pessoa que ele é por dentro... Quanto a Katie, nunca, em meus piores pesadelos...
Nicole interrompeu seus pensamentos quando entrou no prédio. Um guarda octoaranha lhe acenou e ela sorriu. Ao chegar à sala de vídeo, Nicole ficou surpresa ao ver que o Chefe Otimizador esperava por ela.
— Eu queria aproveitar essa oportunidade — disse o chefe das octoaranhas — para agradecer sua contribuição nesse período difícil, e assegu-rar-lhe que sua família e seus amigos que vivem aqui na Cidade de Esmeralda serão cuidados como se fossem membros da nossa espécie, aconteça o que acontecer nas próximas semanas.
Quando o Chefe Otimizador ia saindo da sala, Nicole perguntou:
— Então a situação está piorando?
— Está — respondeu a octoaranha. — Assim que os humanos sobrevo-arem a floresta, seremos forçados a retaliar.
Depois que a octoaranha saiu, Nicole sentou-se em frente ao console para escanear os dados dos quadróides do dia anterior. Ela não tinha acesso a todas as informações do Novo Éden, mas podia colocar na tela as imagens das atividades diárias de todos os membros de sua família. Nicole via todo dia o que acontecia no porão com Richard e Archie, como Ellie e Nikki estavam se adaptando no Novo Éden e o que ocorria no mundo de Katie.
À medida que o tempo passava, Nicole observava Katie cada vez menos, pois lhe era muito penoso ver a filha naquele estado. Por outro lado, observar Nikki era uma delícia. Ela gostava especialmente de ver a neta brincando à tarde com outras crianças, no playground de Beauvois. Embora as imagens fossem mudas, quase podia ouvir os gritinhos de felicidade de Nikki e das outras crianças, emboladas umas sobre as outras enquanto jogavam bola.
Nicole andava muito preocupada com Ellie. Apesar dos seus esforços heróicos, Ellie não estava conseguindo refazer seu casamento. Robert mantinha-se ausente, trabalhava exageradamente e usava as demandas do hospital para evitar toda e qualquer emoção, inclusive as suas próprias. Como pai, cumpria suas obrigações, mas era contido, raramente mostrando seu contentamento com Nikki. Robert não fazia amor com Ellie e nem falava sobre isso; quando ela tocou no assunto três semanas depois de ter chegado ao Novo Éden, ele disse apenas que não estava pronto.
Durante as longas e solitárias sessões de vídeo, Nicole ficava imaginando se era possível, como mãe, observar uma filha em dificuldade sem se perguntar o que poderia fazer para facilitar a vida dela. Ser mãe é uma aventura sem resultados garantidos, pensou Nicole, estremecendo enquanto passava rapida-mente pelas imagens de Ellie chorando sozinha à noite. A única coisa que a gente sabe ao certo é que nunca se convencerá de ter feito o melhor possível.
Nicole sempre deixava Richard por último. Embora não tivesse se liber-tado da premonição de que nunca mais tocaria no seu querido esposo, não deixava que aquele sentimento empanasse sua alegria diária quando ficava observando a vida de Richard no porão do Novo Éden. Gostava em especial das conversas dele com Archie, embora fosse difícil ler os lábios do marido. As discussões dos dois lembravam a Nicole os dias passados, a época em que ela fugira da prisão e do Novo Éden, quando ficava conversando com ele sobre os assuntos mais variados. Ver Richard sempre deixava Nicole animada, e muito mais capaz de lidar com a sua própria solidão.
O encontro de Katie com Richard pegou Nicole de surpresa. Não estava acompanhando a vida da filha em detalhes para saber que ela e Franz tinham feito um plano para visitar Richard. Como as imagens dos quadróides cobriam a porção infravermelha do espectro, além da porção visível, Nicole teve uma visão mais nítida do encontro do que os próprios participantes. Ficou muito comovida com a ação de Katie, e mais ainda com sua súbita confissão de que era viciada em drogas (cena que Nicole repetiu diversas vezes, em câmera lenta, para ter certeza de que estava lendo corretamente os lábios da filha). O primeiro passo para superar um problema, Nicole lembrou de ter lido em algum lugar, é admitir a alguém que se ama que o problema existe.
Nicole tinha os olhos cheios de lágrimas quando entrou no transporte, quase vazio, que a levaria para o enclave humano na Cidade de Esmeralda. Mas eram lágrimas felizes. Embora o estranho mundo à sua volta estivesse se transformando num caos, sentia-se otimista em relação a Katie.
Patrick e os gêmeos estavam do lado de fora da casa quando Nicole desceu do transporte, no fim da rua. Quando ela se aproximou, pôde ver que Patrick estava tentando apartar uma das inúmeras brigas dos meninos.
— Ele sempre rouba — dizia Kepler. — Eu disse que não queria brincar mais e ele me bateu.
— Isso é mentira — gritou Galileu. — Eu bati nele porque ele fez careta para mim... Kepler não sabe perder. Quando não ganha, acha que é direito sair da brincadeira.
Patrick separou os dois e mandou-os ficar de castigo em cantos opostos da casa. Ao ver a mãe, deu-lhe um beijo e um abraço.
— Tenho novidades — disse Nicole sorrindo para o filho. — Richard teve uma visita de surpresa hoje: Katie.
Patrick quis saber todos os detalhes da visita. Nicole fez um resumo do que tinha visto e admitiu que ficara esperançosa quando Katie confessou que era viciada em drogas.
— Não acredite tanto no que ela diz — falou Patrick. — A Katie que eu conheci preferiria morrer a ficar sem sua preciosa droga.
Patrick virou-se de costas, e, quando estava prestes a dizer para os gême-os que eles podiam voltar a brincar, dois foguetes riscaram o céu, caindo em bolas vermelhas e brilhantes logo abaixo da cúpula. Um instante depois a cidade ficou na escuridão.
— Vamos para dentro, meninos — disse Patrick.
— É a terceira vez hoje — comentou Patrick, quando ele e a mãe entraram em casa com os gêmeos.
— O dr. Azul disse que eles apagam as luzes da cidade quando algum helicóptero passa a vinte metros do topo da floresta. Em nenhuma circunstância as octoaranhas querem que se descubra onde fica a Cidade de Esmeralda.
— Você acha que Archie e o tio Richard conseguirão se encontrar com Nakamura? — perguntou Patrick.
— Duvido um pouco — replicou Nicole. — Se ele tivesse intenção de receber os dois, já o teria feito.
Eponine e Nai vieram dar um abraço em Nicole, e as três conversaram rapidamente sobre o blecaute. Eponine segurava no colo o pequeno Marius, que se tornara um bebê grande, feliz e babão. Limpou o rosto do bebê para Nicole poder beijá-lo.
— Ah — ela ouviu Max dizer —, a Rainha dos Carrancudos beijando o Príncipe dos Babões.
Nicole virou-se e abraçou Max.
— Que história é essa de Rainha dos Carrancudos? Max passou-lhe um copo com um líquido transparente.
— Tome um pouco disso aqui, Nicole. Não é tequila, mas é o mais parecido que as octoaranhas conseguiram fazer a partir da minha descrição... Nós todos esperamos que você volte ao seu senso de humor antes de terminar o drinque.
— Deixe disso, Max — disse Eponine. — Vai ficar parecendo que nós todos estamos nessa... Afinal de contas, a idéia foi sua. Patrick, Nai e eu só dissemos que também achamos que Nicole anda muito séria ultimamente.
— Agora, minha senhora — falou Max, tocando seu copo no dela —, quero propor um brinde... A todos nós, que não temos controle algum sobre o nosso futuro. Que a gente se ame e seja capaz de rir até o fim, quando e como isso ocorrer.
Nicole não via Max bêbado desde o dia em que fora presa. Por insistência dele, deu um gole na bebida. Sentiu a garganta e o esôfago queimarem, e os olhos encheram-se de lágrimas. A bebida tinha alto teor alcoólico.
— Antes do jantar — disse Max de novo, abrindo os braços em um gesto dramático —, nós vamos contar histórias da roça... para podermos dar boas risadas, de que tanto precisamos... Você, Nicole des Jardins Wakefield, como nossa líder, será a primeira a entrar em cena.
Nicole tentou dar um sorriso.
— Mas eu não conheço nenhuma história da roça — protestou. Eponine ficou aliviada ao ver que Nicole não se ofendera com as brincadeiras de Max.
— Não se importe, Nicole — disse ela. — Nenhum de nós conhece... Max sabe as histórias por todos nós.
— Era uma vez — começou Max depois de algum tempo — um fazendeiro de Oklahoma que tinha uma esposa chamada Assobio. Ela era chamada assim porque quando ia gozar na cama fechava os olhos, apertava a boca e soltava um longo assobio...
Max deu um arroto e os gêmeos caíram na risada. Nicole ficou receosa de que as histórias de Max não fossem apropriadas para os meninos, mas viu Nai sentada atrás deles, rindo também. Relaxe, disse Nicole consigo mesma. Você está se tomando mesmo a Rainha dos Carrancudos.
— Certa noite — continuou Max —, o fazendeiro e Assobio tiveram uma briga feia, e ela foi para a cama cedo, furiosa. O fazendeiro ficou sentado à mesa tomando tequila. Com o passar das horas, arrependeu-se de ter sido um filho da puta com a sua mulher, e começou a desculpar-se em voz alta. Assobio, que ficou ainda mais furiosa por ter sido acordada, sabia que quando o marido terminasse sua tequila ia entrar no quarto e tentar fazer amor com ela em sinal de desculpa. Enquanto ele esvaziava a garrafa, ela saiu de mansinho de casa, foi até o chiqueiro, pegou a porca mais nova e menor que encontrou e levou-a para o seu quarto. Quando mais tarde, o fazendeiro, bêbado entrou cambaleando no quarto escuro, cantando um de seus hinos favoritos, Assobio ficou espiando do canto do quarto a porca que estava na cama. O fazendeiro tirou a roupa e enfiou-se debaixo das cobertas. Pegou a porca pela orelhas e beijou-a nos lábios. A porca deu um guincho e o fazendeiro recuou para trás. "Assobio, meu amor", disse ele, "você se esqueceu de escovar os dentes essa noite?" Então a esposa deu um pulo do canto do quarto e começou a bater nele com uma vassoura...
Todos estavam rindo. Max ria tanto da sua própria história que quase perdeu o equilíbrio. Nicole olhou em volta da sala. Max tem razão, pensou. Nós precisamos disso. Temos andado muito preocupados.
—...Meu irmão Clyde — falou Max — sabia mais histórias da roça do que todo mundo. Ele namorou Winona contando essas histórias, ou pelo menos foi o que disse.. Clyde dizia que "quando a mulher ri já está pronta para tirar as calcinhas"... Quando nós saíamos para caçar pato com o pessoal, não dávamos um único tiro. Clyde ficava contando piadas, e nós ríamos e bebíamos o tempo todo... Depois de algum tempo, não sabíamos mais por que tínhamos acordado às cinco da madrugada para ficar sentados no frio...
Max parou de falar e a sala ficou em silêncio.
— Que merda — disse ele enfim. — Por um instante, achei que tinha voltado para o Arkansas. — Max levantou-se. — Nem ao menos sei dizer para que lado fica o Arkansas, ou a quantos bilhões de quilômetros de distância... — Max sacudiu a cabeça. — Às vezes, quando estou sonhando e meu sonho parece reali-dade, penso que voltei para o Arkansas. E, quando acordo, não sei onde estou, e acho, por um instante, que essa vida aqui na Cidade de Esmeralda é um sonho.
— A mesma coisa acontece comigo — falou Nai. — Há duas noites sonhei que estava fazendo minha meditação de manhã no hawng pra da casa da minha família, em Lampun. Quando comecei a recitar meu mantra, Patrick me acordou e disse que eu estava falando no sonho. E por um instante fiquei sem saber quem ele era... fiquei muito assustada.
— Tudo bem — disse Max depois de um longo silêncio. — Acho que estamos prontos para ouvir as notícias do dia. O que você tem para nos contar? — falou, virando-se para Nicole.
— Os vídeos dos quadróides estavam muito especiais hoje — disse Nicole sorrindo. — Nos primeiros minutos, cheguei a achar que tinha entrado no arquivo errado... As imagens todas mostravam porcos, galinhas e um jovem fazendeiro de Oklahoma namorando uma mocinha linda... Na última série das imagens, o rapaz tentava beber tequila, comer galinha frita e fazer amor com sua namorada, tudo ao mesmo tempo... Aliás, isso me fez lembrar que aquela galinha parece estar ótima; por acaso alguém mais está com fome?