Como uma Joia
Capítulo 28
JONAS
PAULA FOI EMBORA depois de me xingar e prometer que nunca mais olharia na minha cara. Bom, não sei o que pensar. Confesso que estou irritado porque nada disso deveria ter acontecido. As coisas nunca saem do meu controle e dessa vez saíram.
O flagra de Paula e o desfecho da história agora me deixam frustrado. Afundo no sofá e respiro fundo. Eu queria ficar com Paula. Mesmo que não haja nenhuma pretensão de me casar um dia com ela. Queria poder continuar mantendo nossa relação. Não posso negar o quanto nosso relacionamento sempre fora conveniente. Mas também quero Verônica. As duas na mesma hora. Merda. Suspiro. Eu me levanto e levo os meus pés até à porta do quarto onde Verônica esteve até agora. Giro a maçaneta devagar e surpreendo-me por encontrar a porta trancada.
— Verônica? — chamo, batendo levemente na porta, tentando ser o mais delicado que posso.
Tenho a consciência de que o que aconteceu minutos atrás aqui foi capaz de abalá-la também. O mínimo que posso fazer é me desculpar pelo episódio lamentável.
Não há nenhuma resposta, então forço a maçaneta outra vez.
— Verônica? Por favor. Eu sei que está aí dentro. Será que podemos conversar? Eu gostaria de me explicar.
Espero mais um pouco.
Nada.
Encosto a minha testa na madeira da porta, pensando no que mais dizer para convencê-la a acreditar em mim. Ouço ruídos. Tenho a impressão de que também ouço passos lá dentro. Imagino que esteja vindo até mim, se aproximando da porta. Eu me afasto um centímetro e aguardo. Subitamente a porta se abre na minha frente. Dou de cara com uma Verônica séria. Não sei o que dizer a ela. Juro que não sei. A morena se vira de costas pra mim e caminha de volta até à cama. Afunda no colchão. Meus olhos são guiados até o closet porque perto dele há algo que me chama a atenção: sua mala feita.
— O que é isso? — quero saber, tendo a noção de que meu cenho está franzido.
— Vou embora, Jonas — responde, sem me encarar.
— Ir embora? Mas por quê? Você não precisa fazer isso. Está tudo resolvido. Foi um mal-entendido e já passou — afundo as mãos nos bolsos do meu jeans e suspiro: — Olha, me desculpe pelo que aconteceu. Isso não devia ter acontecido. Foi algo que fugiu do meu controle. Não sabia que ela me seguiria, mas garanto a você que uma coisa dessa nunca mais vai se repetir.
Verônica suspira e parece levar minhas palavras em conta, parece estar confusa e a pensar no que acabei de lhe dizer.
Olho novamente para a sua mala feita e só sei que não gosto do que vejo. Tento pensar rápido numa forma de reverter a situação e convencê-la a ficar.
— Vamos esquecer o que aconteceu. Ok?
— Não. Não quero mais participar disso, Jonas. Olha, eu lamento. Eu sei que não me obrigou a nada e que se estou aqui foi por minha própria escolha. Mas não quero mais isso pra mim. É muito estranho e humilhante. Eu não consigo mais... não faz parte do meu feitio, dos meus princípios... vou embora. Pra mim já chega — se levanta da cama, pronta para alcançar a mala.
Ah, merda.
Passo rapidamente a mão pelo rosto, ainda pensando em como convencê-la a ficar. Deve haver uma maneira. Tem que ter uma maneira. Esfrego o meu rosto outra vez, procurando o meu autocontrole e a inteligência.
— Você não precisa fazer isso. Podemos voltar de onde paramos.
— Pra mim não é tão simples como parece — rebate, sem me encarar, já perto da mala — Eu vi a forma como ela chorou, como ela sofreu. Não quero mais ter que compactuar com isso. Não fui criada assim... e você deveria ter vergonha de enganar as pessoas.
— Paula não é mais minha namorada. Já terminamos tudo. Acabou.
— Por causa de mim.
— Não. Por causa de mim e dela. De nós dois. Muitas coisas que começam, terminam também. Faz parte da vida. Ela vai superar. Todos superam um fim.
— Mas não precisava ter sido como foi.
Esfrego o meu rosto. Chego mais perto dela e toco em sua mão que está segurando a alça da mala.
— Fique. Por favor.
— Vai ser melhor assim, Jonas.
— E o nosso acordo?
— Não precisa me pagar nada — me encara. — Eu só quero a passagem de volta pro Brasil, por favor.
Solto sua mão.
— Não posso fazer isso.
— Por que não?
— Temos um acordo, Verônica. Lamento, mas infelizmente não posso fazer nada por você.
Seus olhos castanhos estão arregalados em minha direção e seus lábios abertos em formato de um O.
— Como não? Você é um cara poderoso, tem influência... é só providenciar a bendita passagem para o Brasil e ponto-final!
Verônica quer ir embora desse maldito hotel e voltar para a vidinha de merda que tem. E tudo voltará a ser como antes. Mas não vou facilitar as coisas. Ao contrário, quero puni-la e pirraçá-la. Vai me achar mau, frio e desumano? Foda-se. O que importa é que assinou o maldito contrato e vai ter que levá-lo à sério agora. Por outro lado, também sei que não posso mantê-la comigo na marra. Por um instante engulo o meu orgulho, suspiro, pego novamente em sua mão e a conduzo gentilmente até a cama. Fico mais aliviado quando aceita se sentar ao meu lado.
— Por favor, entenda. Desde o início, você sabia como seria. Sei que o que aconteceu agora há pouco foi chato e a deixou abalada, e com razão... sei que foi imperdoável da minha parte. Mas o fato é que tudo isso fugiu do meu controle, acredite. Não era para ter acontecido desse jeito. Não era para Paula ter aparecido aqui e descoberto dessa maneira. Eu romperia com ela, mas seria uma conversa civilizada. Desculpe se a fiz se sentir humilhada. Mas preciso que acredite em mim quando digo que uma cena como aquela não vai se repetir. Por favor, fique.
Levo sua mão gentilmente aos meus lábios. Seus olhos seguem os meus movimentos.
— Por que está fazendo isso? — murmura, aparentemente mais calma. — Quero dizer, você é tão rico e tão poderoso... poderia ter a mulher que quisesse... por que está insistindo comigo?
— Porque quero você. Não outra — digo, sendo sincero —, desde o primeiro dia em que a vi dançando em minha cama naquele quarto de hotel eu a quis. Desde aquele dia você não saiu de minha cabeça.
Ela me encara, confusa, e entreabre os lábios, pensando em dizer algo, mas no meio do caminho desiste.
Prossigo:
— Achou que eu tivesse ficado com raiva? Está enganada. Nem por um minuto fiquei.
Permanece calada, me encarando, a cada momento mais tranquila diante das minhas revelações.
— Verdade?
— Verdade. Pensava em você quando deitava, quando levantava, quando tomava banho... até quase não aguentar mais, e então, tive essa ideia.
— Me contratar pra ficar com você.
— Isso mesmo.
— E você acha... quero dizer, você acha isso normal?
Abaixo meu olhar e mantenho meu sorrisinho arrogante no canto da boca. Esse sorriso cínico que sempre a deixa abalada. Sim, eu sei que sou um grande filho de puta. Acho que essa batalha finalmente venci.
Chego mais perto dela, pouso minha mão em sua coxa. Seus olhos descem por minha mão grande em sua pele. Posso jurar que a ouvi gemer baixinho. Passo a alisar sua coxa. Logo se vira de frente a mim, se senta em meu colo e joga seus braços em volta do meu pescoço.
— Eu não sei o que estou fazendo, Jonas — diz, baixinho — Ora estou te odiando, ora estou te amando... você tem também embaralhado a minha cabeça... — toca meu rosto delicadamente com a ponta de seus dedos pequenos.
Eu a puxo para mais perto de mim. Rosno de tesão. Inclino a cabeça para baixo e o meu rosto vai parar no vão de seus seios. Verônica geme, gostando. Tem ficado mais ousada a cada dia que passa. Afasta as mãos de mim para ela mesma puxar a alça da blusinha para baixo, até tirá-la. Depois faz a mesma coisa com o sutiã. Sai do meu colo, se levanta e começa a deslizar a calcinha para baixo, até o tecido acumular-se entre seus pés. Ela o passa por um pé, depois pelo outro. Eu me levanto também, ficando bem maior que ela, tiro a camiseta, em seguida meu jeans escuro juntamente com a boxer. Meu pau já está duro, bem mais grosso e maior do que minutos atrás. Seus olhos descem até ele e seus lábios se entreabrem com desejo. Dá uma mordidinha no lábio inferior, cheia de malícia.
Chego mais perto dela, pego seu queixo, eu o puxo para cima e beijo sua boca gostosa. Minha outra mão desce até sua bunda redonda, apertando-a com força, precisando tocá-la, senti-la. Depois minha mão vai até sua boceta, meu dedo do meio brincando com ela, deixando-a ainda mais relaxada e molhada. Verônica geme, jogando a cabeça e a cabeleira escura para trás. Eu a pego pela mão e a conduzo para fora do quarto até a área coberta porque quero fodê-la na piscina agora. Há total privacidade lá.
Verônica estremece um pouco quando entra na água fria, mas logo nossos corpos se acostumam com a temperatura, que aos poucos vai ficando morna. Seguro sua cintura e a levo até a parede de azulejo. Ela abre as pernas em volta do meu quadril. Seus braços e mãos estão novamente em volta do meu pescoço. A ponta do meu pau está em sua bocetinha, eu enfio até a metade e vou cavalgando nela sem parar. Quero gozar lá dentro e lambuzá-la toda com a minha porra.
Ela geme alto, olhos fechados, seios pulando em meus olhos, me deixando ainda mais tarado, meu corpo grande e musculoso vai pulando e montando no dela, apoio meus cotovelos na lateral da piscina enquanto vou empurrando forte e duro para dentro de seu corpo moreno. Água por todo lado, misturado com gozo e suor. Chupo seu pescoço, sabendo que sua pele vai ficar cheia de chupão mais tarde. Suas mãos pequenas e audaciosas seguram minha bunda dura, me puxando para si, para eu fodê-la ainda mais fundo. Ela geme meu nome, pede por mais, diz que precisa de mais, assim como preciso também.
— Isso, Jonas... vai, por favor...
Cresço ainda mais nela, subindo e descendo em seu corpo fresco por causa da água, entrando e saindo, tomando e metendo, empurrando e tirando, indo cada vez mais rápido e forte, afundando, me alojando lá no fundo de sua boceta apertada que a cada dia tem se adaptado mais ao meu pau, tem se encaixado perfeitamente nele, como se tivessem sido feitos um para o outro.
— Gostosa pra caralho... — meto mais firme e mais forte — É isso o que você quer, não é? Então toma...
— Ohh...
Revira os olhos, gemendo, me abraçando, pedindo por mais.
— Você é minha... até eu cansar...
Não responde. Está muito envolvida no tesão que estou lhe proporcionando com meu pau enorme.
— Nossa, você é... mesmo... enorme...
— Toma o meu pau... — meto mais forte e duro, ela revira ainda mais os olhos enquanto rebola, fazendo meu pau rebolar dentro dela, de um jeito gostoso.
— Vou gozar... — grita, revirando ainda os olhos enquanto vou rebolando nela, estimulando seu clitóris, alcançando seu ponto G, e tendo ela se agarrando em mim — Ai...
— Isso, doçura... — vou metendo mais forte e duro, indo mais longe — receba meu pau... sinta o quanto é duro... — mãos leves se agarram ainda mais forte em mim enquanto vou empurrando para dentro, querendo deixá-la completamente preenchida.
Fico ali, metendo sem parar, indo e voltando, descendo, e subindo em seu corpo gostoso e curvilíneo, empurrando até o fundo, gozando forte, soltando meu gozo, espirrando meu gozo, explodindo meu gozo, lambuzando-a completamente.
— Isso... me deixe te lambuzar toda...
Meto mais algumas vezes, até finalmente cansar. Mantenho meu pau em sua boceta apertada, respirando sexo, nossas testas suadas, seus mamilos contra meu peitoral, sua respiração na minha, seu corpo colado ao meu. Não quero sair dela, mas preciso. Beijo sua boca gostosa e seguro sua bunda grande e deliciosa com minhas duas mãos.
— Você é o máximo... — sussurro em seu ouvido antes de finalmente tirar meu pau de dentro dela.
Segura o meu rosto com as duas mãos para um beijo apaixonado.
— Estou ficando apaixonada.