Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança

Joaquim Ferreira dos Santos · Capítulo 48 de 50

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Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança

Agradecimentos

 

Eu, evidentemente, não sabia, mas a apuração de dados para esta biografia começou em outubro de 1983, quando Zózimo Barrozo do Amaral era o editor do Caderno B e eu fui contratado para ser seu repórter. Se soubesse da tarefa que trinta anos depois receberia de Jorge Oakim, à frente da editora Intrínseca, teria anotado tudo a respeito de nossa convivência por todos aqueles maravilhosos anos no Jornal do Brasil, de onde saí em 1990. Faltou tamanha clarividência editorial, mas fiquei com a observação fundamental, a de ter trabalhado com um grande profissional, um homem culto, charmoso e divertido. Espero que Enquanto houver champanhe, há esperança esteja à altura de seu perfil, que busquei traçar ao longo dos últimos três anos com a ajuda de muita gente, a quem, agora, agradeço.

Em primeiro lugar, houve o apoio da família. Izabel Velloso, irmã de Zózimo, relembrou com graça e emoção as histórias da infância no Jardim Botânico e abriu o álbum de fotos dos Barrozo do Amaral. Marcia, a primeira esposa de Zózimo, e Dorita, a segunda, foram de extrema generosidade ao revelar lembranças do parceiro inesquecível. Sem a colaboração de Fernando, filho único de Zózimo e Marcia, guardião zeloso de uma coleção com todas as colunas do pai, este trabalho teria sido bem mais difícil. A todos, o meu muito obrigado pelas informações e, principalmente, pela confiança.

A lista que se segue é a dos demais coautores deste livro, gente que cedeu horas de suas agendas para que a trajetória de um dos mais importantes jornalistas brasileiros fosse contada com exatidão e riqueza de detalhes. Vários foram entrevistados mais de uma vez, como Paulo Marinho, amigo e quase irmão de Zózimo, e se esforçaram por garimpar no fundo da memória cenas, fatos e palavras que, felizmente, a passagem do tempo não apagou. Viajamos juntos por redações, salões de festa, restaurantes e boates, cenários de alguns dos melhores momentos da vida do Rio de Janeiro — espaços que já fecharam fisicamente, mas ficaram, em grande parte por causa da presença de Zózimo neles, para sempre na história da cidade. Obrigado por suas entrevistas: Adair José Roberto Carneiro (Bagual), Alberto Dines, Alberto Flaksman, Alfredo Sirkis, Ali Kamel, Almir Ghiaroni, Ancelmo Gois, Anna Maria Ramalho, Anna Maria Tornaghi, Antonio Augusto Dunshee de Abranches, Antonio Carlos de Almeida Braga, Antonio D’Ávila, Antonio Kämpffe, Armando Araújo, Armando Strozenberg, Arnaldo Jabor, Arnaldo Niskier, Ary Coslov, Augusto Nunes, Belisa Ribeiro, Bob Wolfenson, Carlinhos Docelar, Carlos Eugênio Lopes, Carlos Fernando Muniz Freire, Carlos Lemos, Carlos Leonam, Carlos Marchi, Carlos Roberto Flexa Ribeiro, Carmen Mayrink Veiga, Carmen Viana, Celina Affonseca, Cezar Mota, Chica Granchi, Chico Caruso, Chiquinho Brandão, Cleusa Maria, Constança Teixeira, Cristina Granato, Dacio Malta, Dalal Achcar, Deborah Dumar, Denis Moraes, DJ Jorge Luiz, DJ Saddam, Dorita Moraes Barros, Duda Cavalcanti, Edson Afonso, Elba Ramalho, Elio Gaspari, Emília Silveira, Fafá de Belém, Fernanda Bruni, Fernanda Colagrossi, Fernando Barrozo do Amaral, Fernando Bicudo, Fernando Brito, Fernando Carlos de Andrade, Fernando Cesar Mesquita, Fuad Atala, Geórgia Quental, Gilberto Chateaubriand, Gilse Campos, Glória Maria, Glorinha Paranaguá, Helena Costa, Helinho Ferraz, Helô Assad, Henrique Caban, Hildebrando Aleluia, Humberto Saade, Irene Singery, Izabel Velloso, Jaguar, Janjão Garcia, Jeff Thomas, João Carlos Athayde, João Paulo dos Reis Velloso, João Roberto Marinho, Joaquim Vaz de Carvalho, Jorge Elias Salomão, José Antonio do Nascimento Brito (Josa), José de Paula Machado, José Hugo Celidônio, José Mario Pereira, José Wilker, Juliana Galvão, Julio Rego, Karmmita Medeiros, Kiki Garavaglia, Léa Maria, Leleco Barbosa, Ligia Azevedo, Lourdes Catão, Lucia Madeira Moraes, Lucinha Lins, Luis Erlanger, Luiz Garcia, Luiz Roberto Londres, Luiza de Almeida Braga, Maneco Muller Filho, Manoel Francisco do Nascimento Brito (Kiko), Marcia Barrozo do Amaral, Marcos Rodrigues, Marcos Santiago Verdeja, Maria Dorotheia Bastos, Maria Lucia Dahl, Maria Lucia Rangel, Marilene Dabus, Marly Gonçalves, Marta Alencar, Maurício Dias, Merval Pereira, Michael Koellreutter, Miele, Miguel Pires Gonçalves, Mirian Lage, Mirtia Gallotti, Myriam Atalla, Narcisa Tamborindeguy, Nelita Leclery, Nelson Savioli, Olavo Monteiro de Carvalho, Olga Mello, Paula Peixoto, Paulo Lima, Paulo de Deus, Paulo Fernando Marcondes Ferraz, Paulo Jabur, Paulo Marinho, Pedro Flexa Ribeiro, Pomona Politis, Regina Marcondes Ferraz, Regina Martelli, Regina Quintela, Regina Rito, Renata Suter, Renato Garavaglia, Renato Machado, Renato Maurício Prado, Ricardo Amaral, Ricardo Boechat, Ricardo Cravo Albin, Roberto D’Ávila, Roberto Irineu Marinho, Roberto Kreimer, Roberto Mota, Rogério “Senador” Monteiro, Ronaldo Zanon, Roselyne Malamud, Rosental Calmon Alves, Sebastião Lacerda, Sergio Bermudes, Sergio Noronha, Sidney Pereira, Silvio Ferraz, Susana Schild, Suzana Velloso Bouças, Timóteo Lopes, Tito Gomes, Valéria Blanc, Valter Bezze, Vera Bocayuva, Vera Flexa Ribeiro, Vivi Nabuco, Walter Fontoura, Washington Olivetto, Wilson Figueiredo e Yacy Nunes Suarez.

A construção de uma biografia se faz com diversos tipos de tijolo, e eu queria agradecer a uma outra multidão de pessoas, gente que, mesmo não tendo sido entrevistada de modo formal, permitiu levantar este prédio por meio de pequenas delicadezas. Alguns descobriram um arquivo precioso, outros localizaram fontes indispensáveis, ou deram um toque para que não ficasse de fora certo fato até então negligenciado, ou, ainda, preocupados com o sucesso da operação, fizeram sugestões de nomes e acontecimentos. Marialice Celidônio abriu seu arquivo de fotos para me mostrar imagens raras. O crítico de cinema Sérgio Augusto me ofereceu, de sua coleção, um DVD de A embriaguez do sucesso, o que levou à abertura de um capítulo importante. O jornalista Renato Fernandes, cultivador das vedetes do showbiz e das glamorosas chiques dos anos 1960 e 70, me emprestou toda a sua coleção de revistas envolvendo essas últimas. Rita Marques, do Centro de Documentação da Rede Globo, me permitiu ver as imagens de Zózimo em entrevistas na emissora. Com a soma de tantas gentilezas é que se põe um livro em pé. O meu agradecimento a todos: Alfredo Ribeiro, Arthur Dapieve, Aydano André Motta, Beatriz Bonfim, Beatriz Horta, Bebeto Chateaubriand, Carlo Mossy, Carlos Schlesinger, Christovam de Chevalier, Cora Rónai, Débora Chaves, Denise Assis, Eduardo Athayde, Eliane Lobato, Flávio Pinheiro, Geneton Moraes Neto, Guilherme Fontes, Gustavo Alves da Silva, Humberto Werneck, Ingo Ostrovsky, Ivanir Yazbeck, Jason Tércio, João do Corujão, Lu Lacerda, Luiz Alberto Py, Marialice Celidônio, Maurício Vilella, Norma Couri, Palmério Dória, Pedro Paranaguá, Plinio Fraga, Raul Quadros, Regina Zappa, Renato Fernandes, Ricardo Bruno, Ricardo Noblat, Ricardo Setti, Romildo Guerrante, Ronaldo Câmara, Sérgio Augusto, Sonia Racy, Sylvio Capanema, Xico Vargas, Ziraldo e Zuenir Ventura.

Determinante também foi a equipe da Intrínseca, com Livia de Almeida, Rosana Caiado e Renata Rodriguez, além dos meus anjos da guarda mais diretos, Kathia Ferreira e Rosana Agrella da Silveira, atentas na fiscalização dos mínimos detalhes do bom uso da língua e da correção das informações. É um escrete luxuoso da indústria editorial e agradeço a Jorge Oakim por tê-lo colocado ao meu lado.

Em mais de quatro décadas de trabalho nas redações do Rio, cruzei com personagens essenciais de Enquanto houver champanhe, há esperança, infelizmente falecidos quando comecei esta pesquisa. Em 1970 entrevistei Maneco Muller, já comentarista esportivo, e mais ou menos na mesma época o seu sucessor na revolução do colunismo social, o extraordinário Ibrahim Sued. O fato de ter editado uma coluna de notas, a Gente Boa, entre 2003 e 2013, no mesmo espaço que Zózimo ocupou entre 1993 e 1997 no Globo, também me ajudou a entender os bastidores, os dramas e as alegrias desse tipo de operação, uma das mais pesadas do jornalismo diário. A Agostinho Vieira, que me deu a oportunidade de experiência tão valiosa, o meu agradecimento. Ao elegante Rodolfo Fernandes, que trabalhava com ele na direção do jornal, a mesma gratidão e a eterna saudade.