Restos Humanos

Elizabeth Haynes · Capítulo 25 de 52

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Restos Humanos

Annabel

 

ABRI OS OLHOS E NÃO ME senti sozinha.

O quarto estava escuro, mas meus olhos se adaptaram e, depois de um momento, pude ouvir uma respiração que não era a minha.

Ergui a cabeça. Foi preciso um grande esforço, como se ela fosse feita de ferro, e meu pescoço, de borracha.

Havia um homem sentado numa cadeira ao lado da porta. Ele estava me vigiando. A luz da janela incindia no quarto como um halo alaranjado e iluminava seu rosto. Ele sorriu para mim, e me senti segura e tranquila, porque sabia que ele era o meu anjo e estava ali, tomando conta de mim.

— Durma — disse ele, sua voz não passava de um sussurro.

Os anjos falavam comigo com uma voz que era apenas um murmúrio, um suspiro. Eles me acolhiam em seus braços e me apoiavam em momentos de dificuldade. Quando estava sozinha, ou assustada, os anjos apareciam.

Eu me encostei no travesseiro e fechei os olhos.