A babá (Família Brown, Livro 1)

Andressa Raquel · Capítulo 41 de 50

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A babá (Família Brown, Livro 1)

Capítulo 40

 

Bruna Watts

Ainda olhava a aliança no meu dedo, minha boca ainda estava seca, minhas pernas estavam trêmulas e meu coração pulava no peito freneticamente.

Agora entendia o motivo da Cloe aparecer na clínica com Melissa e a Noemi, me arrastaram até um salão, me fazendo embarcar em um "dia das mulheres."

Elas me empurram até o meu antigo quarto e me fizeram sentar em uma poltrona. Enquanto elas prendiam meus cabelos, fazendo uma grande cascata de cachos, Melissa retocava meu batom, enquanto Cloe e Noemi prendiam algo em meu cabelo. Elas terminaram, ficaram na minha frente e cada uma expressava um sorriso no rosto.

— Você está linda. — Disse Cloe.

— Magnífica! — Completou Noemi.

— O... Obrigada, posso ver? — Perguntei.

— Não! — Gritaram juntas.

— Desculpa, só no final. — Disse Melissa.

Noemi me puxou para que ficasse em pé e me abraçou forte, ela se afastou e logo Cloe me abraçou, um abraço cheio de carinho, aconchegante, apertado, um abraço de mãe!

— Bem-vinda à família! — Disse ela, me apertando em seus braços.

— Obrigada, Cloe! — Disse assim que ela se afastou dos meus braços.

— Agora, vamos, deixe que Melissa a ajude nos últimos preparativos e vamos acalmar o noivo. — Disse Noemi.

— Tente não matar o meu filho de tanto esperar.

— Vou tentar. — Falei.

Assim que elas saíram, Melissa deu dois pulinhos, batendo palmas e correu até o closet, voltando com uma caixa média.

— Se o que estiver aí for o meu vestido, irei me casar com esse que estou mesmo.

— Deixe de ser boba. O que é mais importante depois do vestido? — Perguntou Mel

— O buquê? Sapato? Maquiagem? Véu?

— Não, Bruna. É a lingerie. — Disse ela, abrindo a caixa e revelando um conjunto de lingerie branca.

— Não vou usar isso.

— Ah, vai sim. Nathan vai ficar louco quando a vir com isso aqui.

— Não, não vai.

— Bruna, você já percebeu que irá casar e, depois da cerimônia e da festa, você estará em lua de mel?

— Oh, meu Deus! — Disse, sentando novamente na poltrona.

— Quer desistir?

— O quê? Não, claro que não. Apenas não pensei nisso.

— Bruna, ficar com medo e insegura é normal... mas o Nathan é um homem incrível e, se você não estiver pronta, ele vai entender.

— Eu acho que estou...pronta.

— Eba!! — Ela gritou, pulando e batendo palmas novamente. — Agora, venha, vou te deixar sexy para o seu marido.

Ela realmente fez com que me sentisse sexy, o conjunto era simples e ao mesmo tempo chamativo, mas recusei o chicote, as algemas e a máscara de tigresa que ela pediu que usasse. Seria muita coisa para minha primeira noite.

Estava nervosa, minhas mãos estavam suando frio, Melissa acabará de sair, dizendo que logo alguém me buscaria.

Respirei fundo, virei lentamente até que me encarei através do reflexo do espelho. O vestido rendado com um decote coração no estilo sereia se encaixou perfeitamente ao meu corpo, o véu simples com renda nas bordas me encantou. Toquei no colar de pérolas e senti a textura lisa das pedras.

Um sorriso surgiu no meu rosto assim que vi o tio Alberto entrar no quarto com um buquê de copo de leite nas mãos, ele se aproximou me fazendo virar para abraçá-lo.

Ele se afastou, segurou meu rosto e falou:

— Seu pai ficaria orgulhoso em ver a mulher que você se tornou.

— Não me faça chorar, tio. — Disse, já ficando com a visão embaçada.

Ele retirou um lenço de pano do bolso do terno e me entregando, sequei minhas lágrimas com cuidado.

— Posso ter a honra te levar até o seu noivo essa noite?

— Não vejo pessoa melhor para essa função.

Ele me entregou o buquê, me fazendo sorrir e logo ofereceu o braço que aceitei de bom grado. Descemos as escadas, lentamente e ele me ajudou a entrar no carro após ter abraçado Mart com carinho.

Segurei firme o buquê quando o carro parou na entrada do deque, meu tio me ajudou a sair do carro, beijou minha testa e colocou o véu sobre o meu rosto. Caminhamos até a entrada do piso de madeira, um tecido branco fechava a entrada, impedindo que visse através dele. O céu estava iluminado por milhões de estrelas e a grande lua cheia estava parcialmente tampada por algumas nuvens. Grandes tochas iluminava o local.

Senti um leve aperto no braço, me fazendo olhar o tio Alberto me lançando um sorriso encorajador.

— Pronta? — Perguntou ele.

Respirei fundo e assenti. A música começou a tocar, me fazendo sentir um frio na barriga e olhar para frente assim que a cortina foi aberta.

O chão estava repleto de pétalas de rosas e pequenas luminárias na lateral iluminava o caminho até Nathan. Ele estava lindo, suas mãos estavam na frente do corpo e o seu sorriso era contagiante. Dei o primeiro passo em sua direção, olhando cada rosto familiar, sorrindo para os meus amigos da clínica, a família da Melissa e todos da fazenda. Sorri para cada um, enquanto caminhava até o meu amor. Quando estava na metade da passarela de madeira, um homenzinho vestido de terno veio correndo em minha direção.

— Mamãe!! — Gritou.

Me ajoelhei e abracei o meu filho com força. Levantei o véu e beijei sua bochecha, deixando uma marca de batom rosa na sua bochecha gordinha.

— Supesa. — Gritou, me fazendo sorrir.

— Mamãe amou a surpresa, amor.

— Vem, Arthur, vamos deixar a mamãe chegar até o papai, prometo te dar um chocolate. — Disse Alysson a ele.

Surgiu um sorriso maravilhoso no rosto do meu filho, o fazendo correr até a Alysson e me dando um tchauzinho, fazendo todos sorrirem.

Arrumei novamente o meu véu, levantei, passei a mão no meu vestido e entrelacei o meu braço com o do meu tio.

Aos poucos, me aproximei do Nathan, que em momento algum desviou o olhar do meu. Ele se aproximou, cumprimentou o tio Alberto, que disse que não entendi, fazendo Nathan apenas assentir. Tio Alberto beijou a minha mão e seguiu até onde a tia Anne estava.

— Você está linda! — Disse ele, me fazendo voltar a atenção para ele.

— Obrigada! Você também está lindo. — Entreguei o buquê para a Melissa, entrelaçando minha mão a dele e olhamos para frente, para o juiz cerimonial.

O lago estava com várias velas flutuante e o reflexo da lua podia ser visto através da água. O juiz pediu que todos tomassem seus lugares e logo deu início a cerimônia. Ficava revezando entre olhar o juiz e o Nathan que estava com um sorriso maravilhoso nos lábios, assim como o meu.

— Deus criou a mulher da costela de adão. E assim como a costela, você deverá sempre tê-la ao seu lado no decorrer das suas vidas juntos, mantê-la sempre debaixo dos seus braços para proteger e zelar pela segurança dela e amá-la em todas as circunstâncias. Assim como Deus criou Eva para adão, ele criou a Bruna para você, Nathan. Então, diante dessas testemunhas e convidados, você, Nathan Walker Brown, aceita Bruna Watts como sua esposa?

— Sim! Eu aceito.

— E você, Bruna Watts, aceita Nathan Walker Brown, como seu marido?

— Sim, para todo sempre.

— As alianças?

Nathan retirou do bolso outra caixinha, revelando um par de alianças douradas, uma fina com pequenos brilhantes e outra grossa, simples. Ele pegou a aliança fina, me fazendo levantar a minha mão.

— Eu aceito você, Bruna Watts, como minha esposa, prometo amá-la, respeitá-la e conservá-la, todos os dias da minha vida. Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, até que a morte nos separe. — Ele beijou minha mão onde estava a aliança.

— Eu aceito você, Nathan Walker Brown, como meu marido, prometo amá-lo, respeitá-lo e conservá-lo, todos os dias da minha vida. Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, até que a morte nos separe. — Deslizei o anel.

Ele sorriu para mim, me fazendo retribuir o gesto. Segurei novamente sua mão forte e olhamos para o juiz.

— Diante de Deus e todos aqui presentes, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

— Graças a Deus! — Disse ele, fazendo todos sorriem.

Ele me puxou pela cintura, me fazendo soltar um gritinho de surpresa. Ele subiu o véu lentamente, me fazendo olhar em seus olhos repletos de desejo. Quando finalmente o véu não estava entre nós, ele segurou minha nuca e se aproximou do meu rosto.

— Eu te amo! — Nathan disse.

— Eu te amo muito mais.

Essa frase foi o suficiente para ele sorrir e me beijar, fazendo todos gritarem.

Sorri assim que ele se afastou, pegou minha mão e caminhamos até a saída, sendo

surpreendidos por uma chuva de pétalas de rosas.

 

A festa no jardim foi inesquecível, dancei com o tio, com o meu filho e com meu marido. Quando já estava ficando tarde, juntei todas as meninas e joguei o buquê, fazendo Melissa pegar. Me despedi de todos e agradeci pela surpresa.

Estávamos no quarto do nosso filho que estava caindo do sono, vestido em um pijama das tartarugas ninjas. Beijei sua bochecha e desejei boa noite e Nathan fez o mesmo.

Assim que demos boa noite ao nosso filho, Nathan me levou até o quarto em seu colo, ele fechou a porta com o pé e me colocou na cama com carinho.

— Você não sabe o quanto estou feliz por tê-la ao meu lado.

— Estou sentindo a mesma sensação, amor. — Disse tocando em seu rosto.

— Te amo, Sra. Brown!

— Eu te amo, Sr. Brown!

Ele tomou minha boca com urgência, me fazendo gemer entre nossos lábios.

— Na...Nathan. — Disse, colocando minhas mãos em seu peito, o afastando. — Eu acho melhor tirar o meu vestido.

— Verdade, vem que eu te ajudo. — Disse, me ajudando a ficar de pé.

— Acho melhor tirar no banheiro. — Disse, indo na direção do mesmo, ele me puxou novamente, me fazendo bater em seu peito.

— Eu faço questão de tirá-lo. — Disse, me fazendo sentir minhas bochechas esquentarem levemente. — Bruna, você está com vergonha? Não preci... Você é virgem? — Ele colocou a mão no meu queixo e levantou minha cabeça. — Meu amor, você...

— Sou. — Respondi timidamente, abaixando novamente a cabeça.

— Obrigado, Senhor! — Ele me abraçou apertado. — Eu te amo, minha pequena. Você confia em mim?

— Confio.

— Isso é o suficiente. Vem, eu vou cuidar de você.

— ¥—

Ele cumpriu com a sua promessa. Entre frases românticas e gestos de carinho, ele me fez dele. Estava deitada na cama e ele me abraçava forte, ele beijou minha testa, disse que amava e me apertou em seus braços, antes que caísse no sono sabendo que o meu lugar era nos braços dele .