A babá (Família Brown, Livro 1)

Andressa Raquel · Capítulo 48 de 50

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A babá (Família Brown, Livro 1)

Capítulo 47

 

Bruna Brown

Sua voz me chamando me fez bufar de frustação, seu jeito carinhoso e amoroso foi substituído pelo seu lado preocupado e mega/hiper cuidadoso.

Fechei os meus olhos quando ouvi o trinco da porta se abrindo e fingi que estava dormindo. Estava tentando, ao máximo, evitar brigar com ele, sabia que era difícil para ele, porém estava sendo muito difícil para mim também.

Ouvi os seus passos se aproximando e senti o colchão afundando. Sua mão tocou meu rosto com carinho e logo desceu até o pequeno inchaço na minha barriga, onde nosso filho estava crescendo. O seu toque fez com que eu me sentisse calma, de alguma maneira. Ele aproximou o rosto do meu ventre e beijou por cima do fino tecido da minha blusa.

— Me desculpe, sei que estou agindo errado e que no início não queria que sua mãe engravidasse. Porém, desde a barriga, você tem que saber que o seu pai é um pouquinho bipolar. Fiquei com raiva no início quando descobri que você existia porque estou com medo, filho. Medo de perder sua mãe, de perder você... Eu já te amo tanto e quando sinto que posso ficar sem vocês dois, fico louco. Você entende o papai, né? Você, a mamãe e o seu irmão são tudo para mim. — Ele depositou um beijo demorado na minha barriga e continuou deitado sobre ela.

Não acredito que ele estava fazendo isso com uma mulher grávida, com hormônio saindo até pelos ouvidos.

Toquei em seus cabelos negros e afundei os meus dedos entre os fios. Fazendo-o levantar a cabeça e me olhar, ele se aproximou, secou as lágrimas que eu não havia percebido que estava derramando.

— Me desculpe, amor, se sou meio difícil às vezes.

— Eu entendo, amor. Estamos nisso juntos. Apenas pare de me sufocar, está bem!?

— Só se você frear sua rotina.

— Não vou trancar a faculdade nem parar de trabalhar, Nathan.

— Então teremos que achar outra solução.

— Que tal você entender, nessa gestação, que eu e o bebê estamos bem? Assim você vai ficar preparado para a próxima.

— Próxima? Não me acostumei com essa e você já está pensando em ficar grávida novamente? Céus!

— Quero a casa cheia, amor.

— Já temos eu, Arthur, minha mãe, Theo, Mart, Noemi, você e o bebê... Acredite, meu amor, a casa já está cheia. — Disse ele, beijando a minha testa e me puxando para ficar próximo ao seu corpo. — Despois que ele nascer ,pensamos nisso.

— Despois que ela nascer.

— Será um menino, amor.

— Como pode ter tanta certeza? — Perguntei.

— Não tenho, apenas estou confiante de que você me dará um menino lindo.

— Posso de dar uma menina linda, loirinha com os olhos azuis, como os seus.

— Não quero imaginar a beleza dela. Só de pensar, já posso sentir os fios brancos surgindo na minha cabeça.

— Talvez na próxima consulta, possamos descobrir o sexo ou fazer um exame de sangue.

— Vamos esperar, está bem?

Ficamos em silêncio por um tempo até que olhei para ele e lhe dei um selinho rápido.

— Sobre o parto, gostaria que fosse humanizado.

— Me diga que isso significa você em uma sala cheio de profissionais e máquinas prontas para salvar a sua vida.

— Não. Eu gostaria que o parto fosse aqui na fazenda, podemos fazer na banheira...

— Céus! Não, Bruna, definitivamente não! Quero você em um hospital, com toda a equipe médica na sala de parto. Não tente me convencer do contrário.

— Ok! Hospital, entendi.

— Você quase me matou de susto... Droga, meu amor, sou velho para isso.

— Desde quando ter trinta anos é ser velho, Nathan?

— Desde que minha esposa grávida, quer um parto humanitário.

 

O jardim estava lindo, o tema de fantasias para o aniversário do Arthur foi perfeito, as crianças corriam pelo gramado, aproveitando os últimos dias quentes, já que o outono estava se aproximando.

Todos estavam fantasiados, fiz questão de me comprar uma fantasia de Mulher Maravilha mesmo com os protestos do Nathan, dizendo que deveria ir de Mulher Burca.

Ridículo!

Luís fez questão de comprar a fantasia de todos os homens da fazenda e pedi para comprar uma para o Laird também. Theo estava de Huck, Luís de Gavião Arqueiro, Mart de homem de ferro, Nathan de Thor e Arthur estava lindo de Capitão América, só não entendi o fato de Laird estar vestido de Mestres dos Magos.

Peguei o meu pequeno e beijei suas bochechas, logo depois ele saiu correndo para os brinquedos, me dando uma visão da Melissa vestida de mulher gata e com um sorriso safado nos lábios. Logo atrás, tia Anne de princesa Léia e tio Alberto de policial.

— Oi! — Disse Melissa, empolgada

— Nossa! Você está...

— Linda! — Deduziu ela.

— Avisa para ela que é uma festa infantil. — Alberto pediu.

— Pai, não pira, estou muito decente.

— A deixe em paz, Alberto. — Tia Anne disse.

— Tio, o objetivo da festa fantasia é usar realmente uma fantasia.

— Ele deixou a fantasia em casa e vestiu isso! — Anne exclamou, irritada.

— Estou fantasiado de pai perigoso e, se alguém chegar perto da minha filha, eu tenho permissão para usar minha arma.

— Nada de armas na festa do meu filho, tio, e trate de deixar Melissa se divertir.

— Obrigada, pequena. — Disse ela, beijando a minha bochecha e indo em direção a Theo que tirava fotos com Arthur e Luís.

— Essa menina ainda vai me fazer matar esse moleque. — Esbravejou Alberto.

— O Theo é...

— O problema não é esse Theodoro e sim o seu cunhado. — Disse, me fazendo olhar na direção em que ele estava olhando e vendo Mel no meio dos dois tirando uma foto com Arthur no colo.

— Fique tranquilo. — Pedi, beijando sua bochecha e me afastei dele.

A festa foi maravilhosa, o sorriso do Arthur foi o que compensou todos os dias de planejamento estressante. Os parabéns foram cantados e logo o bolo foi servido para a alegria das crianças.

Cloe e Noemi não usaram fantasia, pois eram as a superes mães e tinham o poder de mandar em todos, segundo elas.

A família da Melissa não ficou muito tempo na festa, já que o meu tio estava reclamando de dores de cabeças desde o início da festa.

Quando a maioria dos convidados foram embora e finalmente pude me sentar, percebi o quanto estava cansada. Nathan se sentou à minha frente e pegou meus pés, tirando a sandálias de salto pequeno que estava usando e me fazendo soltar um gemido quando os seus dedos iniciaram uma massagem.

— Deveria brigar com você por ter calçado esse treco de salto, amanhã temos uma consulta, lembre-se? — Perguntou meu marido.

Não consegui responder, vi Arthur correndo na nossa direção, vestido apenas com a calça da sua fantasia e logo o peguei no colo.

— Gostou da festa, filho?

— Sim. — Disse, me abraçando. — bigado, mamãe.

— Ei, campeão, eu também ajudei. — Protestou o meu marido.

— Bigado, papai. — Disse, olhando para Nathan e logo olhou para mim e tocou na minha barriga de quatro meses. — Vai demora pra ele blicar comigo, mamãe?

— Só um pouquinho, amor, logo a Cecília ou o Austin vai brincar com você.

Ele deitou em meu peito e ficamos conversando enquanto Nathan fazia uma massagem nos meus pés. Depois um tempo, Cloe e Luís se sentaram ao nosso lado e Arthur pegou no sono no colo do tio.

 

— Estão preparados para saber o sexo? — Perguntou a doutora com um sorriso nos lábios.

— Já podemos saber? — Perguntou Nathan.

— Bom, o bebê está me dando uma boa visão do sexo, mas se vocês não quiserem saber, posso manter total sigi...

— Queremos saber! — Confirmei.

— Sim, queremos muito. — Meu marido completou.

— Bom, daqui alguns meses, sua casa receberá mais um homenzinho.

— É um menino, meu deus, é um menino! Obrigado, senhor! Meu amor, é um menino!! — Disse ele, eufórico me beijando. — Tem certeza, né?

— Sim, eu tenho. — Disse a medica.

— Sim, meu amor, teremos o nosso Austin. — Disse, limpando minhas lágrimas.

— Meu amor, muito obrigado! Eu te amo tanto... Você e o nosso garotão. — Disse, beijando

a minha testa. — Luís me deve mil dólares.